sábado, 7 de julho de 2012

Lição 02 - "Preservando Relacionamentos" - 07 a 14 de julho




Lição 02                        07 a 14 de julho


Preservando relacionamentos





Sábado à tarde
Ano Bíblico: Sl 135–139

VERSO PARA MEMORIZAR: “Quem é a nossa esperança, alegria ou coroa em que nos gloriamos perante o Senhor Jesus na Sua vinda? Não são vocês? De fato, vocês são a nossa glória e a nossa alegria” (1Ts 2:19, 20, NVI).

Leituras da semana: At 17:5-34; 1Co 1:18–2:2; 1Ts 2:17–3:10

Pensamento-chave: O verdadeiro evangelismo leva a relacionamentos que podem resistir ao teste do tempo e durar pela eternidade.

Durante três semanas Paulo realizou uma série de reuniões evangelísticas em Tessalônica. Foi uma série muito animada, mas incitou a oposição dos líderes religiosos locais e de um grupo de malfeitores. Finalmente, Paulo foi expulso pelas autoridades da cidade, que também procuraram impedir seu retorno.

Esta lição fala das consequências da tentativa de Paulo de evangelizar Tessalônica. Para Paulo, depois dessa experiência, teria sido fácil focalizar a oposição e outros obstáculos do caminho. Em vez disso, a mente dele estava concentrada principalmente nos relacionamentos que tinha desenvolvido com os membros da nova comunidade cristã de Tessalônica.

Paulo ficou triste por não poder permanecer mais tempo com aqueles cristãos. Ele sabia que a brevidade do tempo que tinha passado com eles os tornaria mais vulneráveis ao desânimo e às influências negativas. Não podendo lhes falar pessoalmente, ele foi inspirado pelo Espírito Santo a lhes escrever duas cartas, as quais fazem parte do Novo Testamento.

Domingo
Ano Bíblico: Sl 140–144

Oposição em Tessalônica

1. Qual foi a principal motivação para a oposição à mensagem de Paulo? Que declarações seus oponentes fizeram para que as autoridades locais se interessassem no caso? Como essas autoridades responderam? At 17:5-9

Quando alguém prega novos ensinamentos e as pessoas ficam entusiasmadas, os líderes e mestres dos outros grupos religiosos podem ficar com ciúmes.

A atenção que antes era dirigida a eles se volta para outros. Como resultado, eles podem se comportar de forma irracional a fim de reduzir a influência do novo mestre.

De acordo com o historiador romano Tácito, pouco antes dos eventos descritos em Atos 17, surgiu um conflito entre os judeus de Roma sobre um homem que Tácito chama de “Cresto”. Esse termo provavelmente reflita uma incompreensão romana do conceito judaico acerca do Messias, ou, em grego, “o Cristo.” Aparentemente, a pregação do evangelho, realizada por alguma pessoa, tinha dividido a comunidade judaica de Roma.

Para os oficiais romanos, o debate sobre o Messias soava como preparação para o estabelecimento de um novo rei no trono de Roma (At 17:7). Provavelmente, por essa razão, o imperador tenha expulsado todos os judeus de sua capital (At 18:2). Alguns desses exilados se estabeleceram em Tessalônica, ou passaram por ali, levando o conhecimento desses eventos para a cidade. Visto que o evangelho havia colocado de cabeça para baixo o mundo dos judeus de Roma, os líderes religiosos de Tessalônica estavam determinados a impedir que algo semelhante acontecesse ali.

Tessalônica era governada por um conselho municipal possivelmente de cinco ou seis “prefeitos” que tomavam decisões em grupo. Essa organização permitia considerável independência em relação a Roma, o que eles não gostariam de perder. Nessas circunstâncias, o comportamento dos oficiais da cidade foi bastante impressivo. A semelhança com os acontecimentos recentes em Roma poderia ter exigido severa punição física para os novos cristãos. Em vez disso, os líderes da cidade responderam de forma imparcial (compare com At 16:22-24). Eles se certificaram de que Paulo e Silas deixassem a cidade (At 17:10). Também exigiram uma quantidade significativa de dinheiro dos novos cristãos como garantia de que Paulo não seria causa de novas perturbações. Então, os líderes permitiram a saída de todos.

O ciúme e a inveja podem nos destruir. O que podemos aprender com a vida e os ensinamentos de Jesus para nos ajudar a vencer esses sentimentos fatais?

Segunda
Ano Bíblico: Sl 145–150

O episódio em Bereia

Aperseguição pode ser uma via de mão dupla. Muitas vezes, ela é provocada pela calúnia contra os que não fizeram nada de errado. Mas também pode ser provocada por ações inadequadas dos cristãos (1Pe 3:13-16; 4:12-16). É muito provável que o tumulto em Tessalônica tenha sido motivado não só pela inveja dos adversários de Paulo, mas também pelas ações inadequadas dos novos crentes. As duas cartas aos Tessalonicenses revelam que Paulo tinha grandes preocupações acerca do comportamento público inadequado de alguns cristãos.

Paulo exortou os cristãos de Tessalônica a viver de modo tranquilo e a se comportar adequadamente entre os vizinhos gentios (1Ts 4:11, 12). Ele aconselhou os rebeldes entre eles (1Ts 5:14). Ordenou que eles se afastassem dos que andavam desordenadamente (2Ts 3:6, 7). Observou que alguns membros da igreja não apenas andavam de modo desordenado e ocioso, mas se haviam tornado “intrometidos” (2Ts 3:11). Assim, alguns membros eram um incômodo não apenas para a igreja, mas também para a sociedade. A perseguição em Tessalônica foi perversa, mas houve também comportamento censurável entre alguns novos cristãos.

2. Qual foi a diferença entre a experiência de Paulo em Bereia e em Tessalônica? O que aprendemos com essa diferença? At 17:10-15

Os bereanos estavam ávidos para conhecer mais sobre Deus e para entender melhor as Escrituras. Mas, embora tivessem ouvido com muita receptividade, eles também punham à prova tudo o que ouviam dos apóstolos com base no que encontravam em seu próprio estudo do Antigo Testamento.

Esse é um exemplo para nós. Podemos estar abertos a novas ideias, mas devemos sempre confrontá-las com base nos ensinamentos da Bíblia. Temos muitas coisas para aprender e muitas para desaprender. Ao mesmo tempo, devemos ter cuidado para evitar erros, uma vez que eles nos afastam da verdade.

Ainda que perturbadores de Tessalônica logo tivessem se intrometido na situação de Bereia, os judeus ali não fecharam a mente para a nova mensagem. Na verdade, “creram muitos dentre os judeus” (v. 12). Embora tivessem achado oportuno que Paulo seguisse para Atenas, permitiram que Silas e Timóteo permanecessem em Bereia a fim de incentivar e fortalecer os novos crentes.

Que exemplos temos em que a igreja cristã agiu de maneira claramente errada? Que lições podemos aprender com esses erros? Comente com a classe suas respostas.

Terça
Ano Bíblico: Pv 1–3

Interlúdio em Atenas

De acordo com Atos 17:14-16, Silas e Timóteo ficaram em Bereia, enquanto Paulo foi acompanhado até Atenas. Paulo instruiu seus acompanhantes a fazer com que Silas e Timóteo se juntassem a ele em Atenas, mas não há nenhuma menção de que eles tivessem feito isso. Por outro lado, em 1 Tessalonicenses 3:1, 2, vemos que Paulo enviou Timóteo de volta de Atenas a Tessalônica. Assim, pelo menos Timóteo parece ter se unido a ele ali por um curto período.

3. Ao falar aos judeus em Atos 17:2, 3, Paulo começou com o tema do Messias no Antigo Testamento. Ao falar aos filósofos pagãos de Atenas (At 17:16-34), em que ponto ele começou? O que podemos aprender com essas abordagens diferentes?

Em lugar de ter simplesmente entrado em Atenas, ido até o Areópago (também conhecido como Colina de Marte) e envolvido os filósofos ali, Paulo primeiramente andou pela cidade durante algum tempo e fez observações. Ele também envolveu os judeus de Atenas e alguns gregos da sinagoga de lá. Além de evangelizá-los em sua maneira habitual (At 17:2, 3), ele também deve ter aprendido sobre a cultura dominante na cidade. O primeiro passo em qualquer esforço missionário é ouvir e aprender sobre a fé e os pontos de vista das pessoas que estamos tentando alcançar.

Paulo também passou algum tempo no mercado de Atenas (que ficava abaixo e à vista do Areópago, ou Colina de Marte), argumentando com todos os que estivessem dispostos a conversar com ele. No processo, ele provocou a curiosidade de alguns filósofos epicureus e estoicos, que o convidaram para discursar a eles no lugar tradicional para tais discussões.

Ele começou seu discurso aos intelectuais de Atenas com observações sobre sua cidade e religiões. Seu ponto de partida teológico foi a criação, um tópico em que tanto ele quanto eles estavam interessados. Em contraste com sua abordagem à sinagoga, ele não defendeu sua causa a partir das Escrituras, mas a partir de escritos com os quais eles estavam familiarizados (At 17:27, 28 ecoa e cita escritores gregos). Mas quando ele entrou no território que ia além dos limites em que eles estavam intelectualmente à vontade, parece que os filósofos encerraram abruptamente a discussão. Alguns indivíduos, no entanto, continuaram a conversar com Paulo e se tornaram cristãos.

Compreendemos bem as opiniões e crenças dos que nos cercam? Por que é importante conhecer um pouco dessas coisas enquanto procuramos testemunhar?

Quarta
Ano Bíblico: Pv 4–7

Chegada a Corinto

Atos 18:1-18 contém duas importantes interseções com a história secular. A primeira é a expulsão dos judeus de Roma durante o reinado de Cláudio (At 18:2). Informações de fontes extrabíblicas colocam esse evento em 49 d.C. A outra importante interseção é a menção do procônsul Gálio (At 18:12). Visto que os procônsules em Corinto eram nomeados para períodos de um ano, a informação de inscrições e outros dados indicam que o mandato de Gálio ocorreu entre 50 e 51 d.C. Estudiosos críticos, muitas vezes duvidam da historicidade do livro de Atos, mas há muitas referências casuais como essas que confirmam sua descrição da história.

Timóteo deve ter viajado de Tessalônica para Bereia com Paulo e Silas (At 17:10, 14, 15), após sua expulsão de Tessalônica. Depois, se encontrou com Paulo em Atenas e foi enviado de lá para Tessalônica (1Ts 3:1, 2). Ali, ele se juntou a Silas (At 18:5) e, finalmente, viajou para se unir a Paulo em Corinto. A primeira epístola aos Tessalonicenses deve ter sido escrita de Corinto, logo após a chegada de Timóteo. Paulo sabia o que as pessoas estavam pensando na Acaia, onde Corinto estava localizada (1Ts 1:7, 8), e em 1 Tessalonicenses, ele estava respondendo às informações trazidas por Timóteo (1Ts 3:5, 6).

4. Qual foi o assunto principal da pregação de Paulo nessa passagem? Qual foi a diferença entre a estratégia missionária de Paulo em Atenas e em Corinto? 1Co 1:18–2:2

Paulo não deve ter ficado satisfeito com o resultado de seu encontro com os filósofos de Atenas, pois em Corinto ele decidiu utilizar uma abordagem mais direta para a mente grega. Ao fazer isso, ele não estava rejeitando a ideia de “alcançar as pessoas onde elas estão”, pois ele claramente promoveu esse tipo de abordagem na mesma carta (1Co 9:19-23). O que ele demonstrou em Atenas e Corinto foi que o processo de alcançar pessoas onde elas estão não é uma ciência exata, mas exige constante aprendizado e adaptação. Paulo não usou a mesma abordagem em todas as cidades. Ele era muito sensível às mudanças dos tempos, culturas e circunstâncias.

Qual é a relevância da mensagem da cruz para nós hoje, visto que a “sabedoria” do mundo muitas vezes se choca com a “loucura da cruz”?

Quinta
Ano Bíblico: Pv 8–11

Paulo revela sua afeição

5. Como era o relacionamento e a ligação emocional de Paulo com os crentes de Tessalônica? O que isso nos ensina a respeito de como devemos nos relacionar com aqueles a quem ministramos? 1Ts 2:17–3:10

A profundidade do pensamento de Paulo e o tom de confronto (veja, por exemplo, Gl 1:6, 7;. 3:1-4; 4:9-11), às vezes fazem com que ele pareça desprezar os sentimentos e relacionamentos pessoais. Mas esse agradável interlúdio em 1 Tessalonicenses mostra o contrário. Ele era um evangelista intensamente relacional, de acordo com a grande comissão, que enfatiza principalmente a formação de discípulos (Mt 28:19, 20).

Na passagem acima, Paulo revelou suas emoções. Ele sentia falta e “intensa saudade” dos irmãos tessalonicenses. Paulo disse que, ao Jesus voltar, pretendia apresentar a Ele os crentes de Tessalônica como frutos de seu ministério. Paulo não ficaria contente apenas em ser salvo no fim do tempo. Ele queria evidências de que sua vida havia feito uma diferença permanente para o reino de Deus.

Quando Paulo não mais pôde suportar o desejo intenso de encontrar os tessalonicenses, enviou um amigo em comum para verificar como eles estavam. Paulo temia que, de alguma forma, Satanás os afastasse de suas convicções originais. Mas ele foi grandemente consolado quando Timóteo informou que eles estavam firmes na fé.

Há uma interessante sugestão de uma dinâmica mais profunda em 1 Tessalonicenses 3:6. Paulo se regozijou com o relatório de Timóteo de que eles mantinham um bom conceito a respeito dele e de que eles estavam ansiosos para vê-lo tanto quanto ele estava ansioso para encontrá-los. A partida de Paulo de Tessalônica havia sido repentina, e parece que ele tinha alguma incerteza sobre a maneira pela qual eles consideravam sua pessoa e sua ausência. A fidelidade dos tessalonicences fez grande diferença para Paulo. Talvez, o senso de valor pessoal de Paulo estivesse, até certo ponto, ligado ao sucesso de sua missão. Afinal, ele era apenas humano.

O relatório de Timóteo trouxe a Paulo uma intensa experiência de alegria em suas orações a Deus. Mas essa alegria não acabou com seu intenso desejo de vê-­los face a face e completar a educação deles na caminhada cristã. No entanto, não podendo estar pessoalmente com eles, Paulo enviou primeiro um mensageiro, Timóteo, e depois se comunicou por meio de cartas. Essas cartas fazem parte do Novo Testamento.

Sexta
Ano Bíblico: Pv 12–15

Estudo adicional

Se nos humilhássemos perante Deus e fôssemos bondosos e corteses, compassivos e piedosos, haveria uma centena de conversões à verdade onde agora há apenas uma. Mas, professando ser convertidos, levamos conosco uma carga de egoísmo que consideramos excessivamente preciosa para ser abandonada. É nosso privilégio depositar esse fardo aos pés de Jesus, assumindo em seu lugar o caráter e a semelhança de Cristo. O Salvador está esperando que assim procedamos” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 189, 190).

“Durante Seu ministério, Jesus tinha conservado constantemente perante os discípulos o fato de que eles deviam ser um com Ele em Sua obra de resgatar o mundo da escravidão do pecado... Em toda a Sua obra Ele os estava preparando para o trabalho individual, que devia ser expandido à medida que seu número aumentasse” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 32).

Perguntas para reflexão
1. Que erros no comportamento dos cristãos dificultam o esforço para alcançar as pessoas?
2. Em Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 189 (veja acima), Ellen G. White identifica o “egoísmo” como obstáculo à conversão de mais pessoas. De que forma o “egoísmo” se manifesta? Como podemos aprender a morrer para o eu?
3. O foco central da grande comissão (Mt 28:19, 20) é fazer discípulos. Compartilhe algumas de suas próprias experiências em ser ou em fazer discípulos. Até que ponto o discipulado de sua própria igreja está orientado?
4. Como você pode explicar a alguém a “loucura” da cruz? Por que Paulo usou essa terminologia? O que isso nos diz sobre a limitação da nossa compreensão da realidade?

Resumo: Em apenas três semanas, Paulo se havia tornado intensamente ligado aos novos crentes em Tessalônica. Não podendo voltar a eles, ele primeiramente lhes enviou Timóteo. Sob o poder do Espírito Santo, ele também colocou seu coração em duas cartas. O evangelismo significativo não deve se contentar com a simples aceitação das crenças cristãs. A vida física, mental e emocional está envolvida na fé cristã.

Respostas sugestivas: 1: Inveja; disseram que os apóstolos transtornavam o mundo, procediam contra os decretos de César e afirmavam que Jesus era rei; as autoridades receberam a fiança e os soltaram. 2: Os judeus de Tessalônica não aceitaram o evangelho e perseguiram os mensageiros; os de Bereia receberam a Palavra com avidez; na missão de pregar o evangelho precisamos aprender a enfrentar reações diferentes. 3: Mostrou que a religião deles de alguma forma se relacionava com o evangelho; com base em escritos conhecidos pelos atenienses, apresentou o Deus criador. 4: Jesus Cristo crucificado, a sabedoria divina que parece loucura para os homens; em Atenas, Paulo argumentou com base na religião e cultura do local. 5: Era semelhante ao relacionamento entre pai filho: profunda amizade, saudade e preocupação com o bem-estar mútuo.

sábado, 30 de junho de 2012

lição 01 (3º Tri 2012 ) "O Evangelho Chega a Tessalônica"



Lição 1
30 de junho a 6 de julho



O evangelho chega a Tessalônica



“Também agradecemos a Deus sem cessar o fato de que, ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram, não como palavra de homens, mas conforme ela verdadeiramente é, como palavra de Deus, que atua com eficácia em vocês, os que creem” (1Ts 2:13).

Prévia da semana: O evangelho é compartilhado de maneira mais eficaz quando atende às necessidades específicas das pessoas que desejamos conduzir a Cristo.

Leitura adicional: Atos dos Apóstolos, p. 221-230

Domingo, 1o de julho
Acolhendo a verdade

Imagine viver num porto agitado do Mar Egeu, a antiga capital da província romana da Macedônia, durante o primeiro século depois de Cristo. Tessalônica era o lar de judeus e gentios. Em sua segunda viagem missionária, Paulo chegou para compartilhar a mensagem do evangelho com ouvintes curiosos de ambos os grupos. Ele deu atenção especial à ressurreição gloriosa do Filho de Deus. O relato bíblico descreve como “por três sábados discutiu com eles com base nas Escrituras, explicando e provando que o Cristo deveria sofrer e ressuscitar dentre os mortos. E dizia: ‘Este Jesus que lhes proclamo é o Cristo’” (At 17:2, 3).

Quando ouviram isso, os tessalonicenses abraçaram as boas-novas como sendo verdadeiramente a Palavra de Deus (1Ts 2:13). A igreja cristã recém-nascida começou a florescer, recordando a parábola do semeador que Jesus havia contado durante Seu ministério terrestre: “Outras pessoas são como a semente lançada em boa terra: ouvem a palavra, aceitam-na e dão uma colheita de trinta, sessenta e até cem por um” (Mc 4:20).

Por que você acha que os tessalonicenses estavam tão convencidos da mensagem de Paulo? Eles sabiam que ele não estava apenas contando uma história! Ele confirmou a mensagem por meio de um raciocínio inteligente. Muitos visitantes presentes na sinagoga em que o apóstolo pregou estavam familiarizados com profetas como Isaías, que descreve em detalhes a vinda do Salvador. Quando Paulo falou com autoridade sobre o Jesus ressuscitado, ele claramente esclareceu os paralelos da vida de Cristo com as profecias messiânicas, deixando os tessalonicenses convencidos da verdade e ansiosos de compartilhar a mensagem de esperança.

Vez após vez, a Palavra de Deus tem provado seu poder para mudar a vida daqueles que a recebem. Ao você estudar a lição durante esta semana, ore para que seu coração esteja aberto à Palavra e à atuação do Espírito Santo. Esteja certo de que as Santas Escrituras são tão confiáveis hoje quanto no primeiro século.

Mãos à Bíblia

1. Em contraste com os tessalonicenses, por que os filipenses reagiram de modo tão negativo ao evangelho? Que lição aprendemos com essa reação e que precauções devemos adotar diante desse risco? De que outras formas esse princípio pode se manifestar, mesmo na vida dos cristãos? At 16:9-40

O evangelho é a boa notícia das ações poderosas de Deus em Cristo que levam ao perdão, aceitação e transformação (Rm 1:16, 17). A poderosa obra de Deus foi realizada por nós sendo nós ainda pecadores (Rm 5:8). Essa obra de redenção foi efetuada fora de nós, por Jesus, e não podemos acrescentar nada a ela; absolutamente nada. Sendo que o evangelho é uma notícia tão boa, e é gratuito, por que alguém iria resistir-lhe ou lutar contra ele? A resposta é simples: aceitar o evangelho exige que deixemos de confiar em nós mesmos.


Julie Keaton | Silver Spring, Maryland, EUA

Segunda, 2 de julho
Tornando o evangelho pessoal

Um campo aberto (At 16:9-40; 17:14). Juntamente com a chegada e aceitação de Jesus Cristo como o Salvador prometido, veio uma emocionante esperança. Com a esperança, veio uma arrogância piedosa dos crentes judeus. Com a arrogância dos crentes judeus, veio o evangelho para os gentios. Com o dom do evangelho e da salvação sendo descoberto pelos gentios, surgiu uma esperança emocionante e vivificante para o mundo.

Quanto mais e mais os gentios começaram a aceitar o evangelho em lugares como Tessalônica, os judeus passaram a perceber que todas as pessoas são basicamente iguais. O evangelho declarou que Jesus amou todas as pessoas. Isso nivelou o campo aberto da salvação. Os judeus já não podiam se gabar de aceitação santa e condenação para os outros.

Foi mostrado a Paulo em visão que ele devia pregar o evangelho em Tessalônica. Isso ajudou tanto a ele como a outros judeus a compreenderem que Deus os estava chamando para pregar o evangelho aos gentios (At 16:9). Isso também confirmou a igualdade dos crentes. Deus enviou numerosos pregadores para guiar e orientar os gentios a ter um relacionamento salvífico com Jesus. Não apenas os judeus estavam aceitando esse novo ensino, mas homens e mulheres gregos também creram (At 17:1-4, 12). Essa foi a confirmação de que Deus estava dirigindo a pregação de Paulo.

Há muito por aprender do exemplo de Paulo. Ele pregou aberta e calorosamente a mensagem de salvação aos perdidos, independentemente de etnia, gênero, situação financeira ou sistema de crenças da pessoa.

A promessa de um Salvador (Is 53). Por gerações, os judeus têm aguardado a chegada de seu Salvador. Eles nunca sonharam que Ele ofereceria salvação não somente a eles, mas a todo ser humano.

Lemos Isaías 53 como um documentário dos assuntos correntes da vida de Jesus: “Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em Sua aparência para que O desejássemos” (Is 53:2). Esse verso descreve Jesus e como Ele tomaria a humanidade sobre Si e levaria nossos pecados. Encoberto nessa promessa está o quadro escuro de Sua dor e tortura. A maioria dos crentes daquela época não queria aceitar um Salvador sofredor, somente um poderoso.

Essa promessa apareceu muito antes do Salvador. Os judeus estudaram e acreditaram em muitas passagens em suas Santas Escrituras que apontavam para Ele. Posteriormente, em Tessalônica, a mensagem de um Salvador prometido seria aceita e prontamente crida. Essas pessoas não tinham conhecimento prévio nem compreensão, ainda assim, sua aceitação foi instantânea.

O rebanho disperso (Jr 23:1-6). Jeremias 23:1-6 avisa aos “pastores” que o rebanho deles será disperso. Seria Deus preparando os judeus para que o evangelho chegasse aos gentios? Aqui Ele promete não somente prover um Salvador, mas também reunir Suas ovelhas. Há igualmente uma promessa de crescimento: “Estabelecerei sobre eles pastores que cuidarão deles. E eles não mais terão medo ou pavor, e nenhum deles faltará” (Jr 23:4).

Quando Deus capacitou os primeiros missionários para espalhar o evangelho, Ele lhes garantiu que os crentes iriam se juntar pela fé e crença deles. A igualdade foi espalhada entre os crentes, e muito disso foi demonstrado em Tessalônica.

Havia grande aceitação do evangelho. Na passagem memorável, Paulo demonstrou sua disposição de arriscar a própria vida: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego” (Rm 1:16). Existe alguma dúvida em nossa mente de que Paulo era apaixonado por pregar o evangelho, independentemente da resposta?

Ruidoso e orgulhoso (1Ts 2). Sentimos uma segurança tranquila de Paulo quando lemos suas palavras em 1 Tessalonicenses 2:4: “Ao contrário, como homens aprovados por Deus para nos confiar o evangelho, não falamos para agradar pessoas, mas a Deus, que prova o nosso coração.” Ele não é tímido. Ao contrário, ele é ruidoso e orgulhoso, guiado pela confiança num Salvador ressuscitado e pela certeza de Sua vinda.

As cartas aos tessalonicenses nos lembram de que Paulo e os outros missionários primitivos tinham um amor imenso pelos perdidos. Apesar de esse amor não ter desaparecido, muitos cristãos hoje poderiam ser lembrados disso. Existe sede e fome pela verdade de Deus. “Também agradecemos a Deus sem cessar o fato de que, ao receberem de nossa parte a Palavra de Deus, vocês a aceitaram, não como palavra de homens, mas conforme ela verdadeiramente é, como Palavra de Deus, que atua com eficácia em vocês, os que creem” (1Ts 2:13).

Sim, Paulo permanece eufórico e orgulhoso enquanto conduz o amor, perdão e salvação de um Salvador vivo. Há muito que podemos aprender dele, muito que podemos levar a sério e aplicar em nossa vida. Da igualdade da humanidade à promessa de um Salvador, Paulo nos encoraja a permanecer de pé, sem qualquer vergonha, e carregar a tocha por Jesus.

Pense nisto

1. O que você pessoalmente pode aprender da visão determinada de Paulo com respeito aos perdidos? Como você pode seguir as pegadas dele?
2. Por que você acha que Deus foi a tal extremo para dizer à nação judaica que eles não seriam os únicos salvos?
3. De que maneiras práticas você pode ser um missionário para “Tessalônica”?


Mãos à Bíblia

2. Na estratégia de pregação de Paulo em Tessalônica, quais foram o lugar, o momento e a metodologia adequados? At 17:1-3

O primeiro passo na estratégia missionária de Paulo foi frequentar a sinagoga local aos sábados. O segundo passo na estratégia de Paulo foi pregar diretamente a partir das Escrituras que eles conheciam, o Antigo Testamento. Em terceiro lugar, tendo estabelecido uma nova imagem do Messias na mente deles, Paulo passou a contar-lhes a história de Jesus.

Observe que Paulo procurava alcançar as pessoas onde elas estavam e usava aquilo com que elas estavam familiarizadas. Por que essa estratégia é tão importante? Pense naqueles que você deseja alcançar. Como você pode aprender a começar onde eles estão e não onde você está?


Julene Duerksen-Kapao | Palmerston North, Nova Zelândia

Terça, 3 de julho
cpb - testemunho
Uma mensagem que exige resposta

“Ao pregar aos tessalonicenses, Paulo recorreu às profecias do Antigo Testamento concernentes ao Messias” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 221). Ao recontar a história, ele percorreu as principais profecias que apontam para Jesus. “Ao proclamar Paulo, com zelo santo, o evangelho na sinagoga de Tessalônica, um jato de luz se derramou sobre o verdadeiro significado dos ritos e cerimônias que se relacionavam com o serviço do tabernáculo.” Mas ele também aguardava com interesse: “Paulo acreditava na segunda vinda de Cristo; apresentou as verdades concernentes a este evento com tanta clareza e ênfase, que produziu na mente de muitos dos ouvintes uma impressão que nunca mais se apagou. [...] Ao serem as verdades do evangelho assim proclamadas em Tessalônica com forte poder, foi atraída a atenção de grandes congregações. ‘E alguns deles creram, e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principais’” (Ibidem, p. 228, 229).

Mas também houve aqueles que reagiram negativa e violentamente. Sim, a mensagem deles recebeu atenção, mas nem sempre o tipo de atenção pela qual esperaram e oraram.

“Os que hoje ensinam verdades impopulares não se devem desanimar, se por vezes encontram, mesmo por parte dos que se dizem cristãos, recepção não mais favorável que a dispensada a Paulo e seus companheiros, por aqueles por quem trabalham. Os mensageiros da cruz devem se armar de vigilância e oração, avançando com fé e ânimo, trabalhando sempre no nome de Jesus. Devem exaltar a Cristo como Mediador do homem no santuário celestial; como Aquele em quem se centralizam todos os sacrifícios da dispensação do Antigo Testamento, e por cujo sacrifício expiatório os transgressores da lei de Deus podem encontrar paz e perdão” (Ibidem, p. 230).

Mãos à Bíblia

3. Que características teria o futuro libertador? Existe algum tipo de “conflito” entre as imagens apresentadas? Jr 23:1-6; Is 9:1-7; 53:1-6; Zc 9:9

Antes da vinda do Messias, esses textos eram intrigantes. Por um lado, os textos messiânicos com ênfase na realeza, não continham, normalmente, nenhum indício de sofrimento ou humilhação. Por outro lado, os textos com ênfase no Servo sofredor, geralmente, descreviam o Messias como tendo pouco poder ou autoridade terrena. Conforme revelado em Atos 17:2, 3, Paulo conduziu os judeus de Tessalônica através desses textos messiânicos do Antigo Testamento e, ao mesmo tempo, examinou seu significado.

Nos tempos antigos, os judeus estavam confusos sobre a primeira vinda do Messias. Hoje, encontramos muita confusão sobre a segunda vinda de Jesus. O que isso deve nos dizer sobre a necessidade de realmente procurar compreender a verdade da Bíblia? Por que a falsa doutrina pode ser tão problemática?


Nathan Brown | Melbourne, Austrália

Quarta, 4 de julho
cpb - evidência
Visão da Macedônia

Paulo estava numa missão, confiante de que era o próprio Deus quem o estava dirigindo. Após sua viagem anterior, os planos foram bloqueados. Ele recebeu “uma visão, na qual um homem da Macedônia” lhe pediu ajuda (At 16:9). Sintonizado com o Espírito e obediente ao chamado, ele e outros se prepararam para ir imediatamente. Naquela época, a Macedônia era uma província romana localizada na Península Balcânica e a equipe primeiramente causou grande impacto em Filipos. Lá, Lídia e sua casa receberam a mensagem e foram batizados. Eles também expulsaram um espírito adivinhador de uma jovem escrava e foram lançados na prisão. No entanto, mesmo desse episódio resultou o bem quando o carcereiro e sua casa creram em Jesus e foram batizados (At 16:11-40).

Quando Paulo e seus companheiros mensageiros finalmente chegaram a Tessalônica, os líderes judeus entrincheirados agitaram uma multidão turbulenta para reprimi-los (At 17:1-9). Os viajantes chegaram à capital Tessalônica por volta de 50 d.C. Na sinagoga, Paulo lhes provou por meio das profecias que Jesus é o Messias. Alguns judeus e muitos gregos – incluindo algumas mulheres de destaque – se juntaram a eles. Mesmo assim, quando a turba os oprimiu, Paulo foi levado para a cidade vizinha, Bereia, onde tanto judeus quanto gregos aceitaram a mensagem (At 17:1-4, 12). Contudo, os judeus tessalonicenses os seguiram e criaram mais controvérsia. Então, os crentes mais uma vez levaram Paulo para longe.

Assim como os mensageiros, e ainda Jesus antes deles, os tessalonicenses enfrentaram tempos difíceis por causa do evangelho. Mesmo assim, no meio de sofrimento severo, permaneceram leais (1Ts 1:6). Paulo ainda enfrentaria muitas perseguições mais em seu ministério, e mesmo assim afirmaria: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego” (Rm 1:16).

Os tessalonicenses foram verdadeiramente mudados pelo evangelho. Paulo confirmou a comunidade unida e encorajadora, a fé e a perseverança deles. Eles olharam adiante, para a vinda de Jesus. A reputação deles se espalhou e eles se tornaram modelo em toda a região. Embora Paulo tenha corrigido algumas falhas deles e os encorajado a fazer ainda melhor, os apóstolos tiveram neles glória e alegria (1Ts 2:19).

Mãos à Bíblia

A ideia do sofrimento antecedendo a glória do Messias foi incluída nas profecias muito antes que elas se realizassem. A questão é: Com que base do Antigo Testamento era possível chegar a essa conclusão? Para os escritores do Novo Testamento, Isaías 53 foi a chave para o papel do Messias. Paulo certamente pregou sobre esse texto em Tessalônica. De acordo com Isaías 53, o Messias não pareceria majestoso nem poderoso no momento da Sua primeira manifestação. Na verdade, Ele seria rejeitado por muitos de Seu próprio povo. Mas essa rejeição seria o prelúdio para a manifestação do Messias glorioso da esperança judaica. Com isso em mente, Paulo foi capaz de mostrar que o Jesus que ele havia conhecido era, de fato, o Messias que o Antigo Testamento tinha predito.


Colin MacLaurin | Brisbane, Austrália

Quinta, 5 de julho
Aplicação
A palavra viva

A humanidade caiu, mas nem tudo está perdido. Alguém veio a este mundo para redimi-la por meio da Sua morte. Esse “Alguém” é Jesus, e podemos encontrar os registros de Sua vida, morte e ressurreição nos evangelhos, no Novo Testamento. João 3:16, 17 resume assim: “Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle.” Após ouvirem Paulo confirmar o cumprimento das Escrituras em Jesus, os crentes em Tessalônica receberam essa mensagem no coração. Então a alegria e a esperança que lhes encheram o coração se espalharam em cada aspecto da vida deles. Eles se tornaram sacrifícios vivos (Rm 12) e um testemunho poderoso do amor transformador de Deus.

Nós também podemos viver a vida ao máximo e compartilhar a alegria que temos em Cristo com os que estão ao nosso redor. Veja como:

Estude a Bíblia. Paulo disse: “Tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança” (Rm 15:4). Quando estudamos a Bíblia, descobrimos o plano da salvação e adquirimos nova compreensão do mundo que nos cerca. Enxergamos a mão de Deus na história. O cumprimento da profecia bíblica nos mostra que Sua palavra é confiável e fortalece nossa fé.

Lembre-se de que o ânimo é contagiante. Paulo era tão apaixonado pelo que ele acreditava que muitos dos que o escutaram não puderam deixar de ser tocados e influenciados.

Diga “oi” ao Espírito Santo. Ore para que o Santo Espírito entre em sua vida. Ele tem o poder de transformá-la. Amigo, Conselheiro, Confortador, ajuda sempre presente em tempo de tribulações – o Espírito Santo definitivamente é Alguém que você deve conhecer.

Aja. Encontre pessoas. Ajude aqueles que precisam. Você não precisa esperar até se sentir qualificado para conduzir profundos estudos bíblicos. Mostre às pessoas ao seu redor o quanto Jesus mudou sua vida.

Mãos à Bíblia

4. Que classes de pessoas formaram o núcleo da igreja de Tessalônica? At 17:1-4, 12

Uma parte da estratégia missionária de Paulo consistia em levar a mensagem primeiramente ao judeu e também ao grego (Rm 1:16). Como o texto mostra, alguns dos judeus de Tessalônica foram persuadidos pela exposição que Paulo fez dos textos messiânicos em relação com a história de Jesus. Os “gregos tementes a Deus” (At 17:4, NVI) são geralmente identificados com os gentios que frequentavam a sinagoga, mas não se convertiam. Esse era um fenômeno generalizado nos dias de Paulo. Esses gentios se tornaram uma ponte natural para Paulo a fim de alcançar os gentios que não tinham nenhum conhecimento do judaísmo. O que podemos ver aqui é o caráter universal do evangelho, o fato de que ele se destina a todos os povos, classes e etnias; para os ricos ou pobres, gregos ou judeus, porque a morte de Cristo foi para o mundo inteiro.


Monique Owen | Perth, Austrália Ocidental

Sexta, 6 de julho
cpb - opinião
O evangelho chega a Tessalônica

Faz cerca de dois mil anos desde que Jesus deixou Sua grande comissão em Mateus 28:19, 20. E, quando Ele o fez, a tarefa deve ter parecido impossível. Tenho certeza de que pelo menos um dos discípulos deve ter pensado: “O mundo inteiro? Somos apenas um punhadinho de gente!”

Na época em que Paulo entrou em cena, a missão estava a todo vapor e ele estava pronto para levar a mensagem para novas partes do mundo. Não havia falta de lugares para espalhar a mensagem. A parte mais difícil em compartilhar as boas-novas consistia em chegar até lá (quer dizer, se você ignorar completamente o fato de que os cristãos eram perseguidos).

Com o passar do tempo, sobraram poucos lugares em que jamais se havia falado de Cristo. Por anos, temos enviado missionários não apenas para pregar uma nova religião, mas para ajudar a encorajar as pessoas na fé.

Em 1948, Hugh Dickins chegou a Papua-Nova Guiné como um desses missionários. A missão dele era entregar panfletos da Escola Sabatina nos povoados e encorajar os jovens. Ele trabalhou arduamente para cumprir essa missão. Por anos, ele traduziu as lições da Escola Sabatina para um inglês simples, tornando-as mais acessíveis àqueles a quem visitava.

Dickins gastava semanas andando por vilas, algumas vezes passando dias e dias longe da esposa e dos filhos. Seu maior desafio era a exaustão. Houve ocasiões em que ele estava tão cansado que caía no sono no meio de uma conversa, com os olhos abertos! No entanto, ele amava seu trabalho. Era isso o que ele quis fazer durante toda a vida! Ele obteve forças de seu trabalho, de sua família e, acima de tudo, do Deus a quem servia.

Hoje, também, temos oportunidades de encorajar outros em sua fé. A grande comissão não termina com o batismo. Deveríamos continuar a ensinar uns aos outros. Como as cartas de Paulo ou como o pastor Dickins traduzindo as lições da Escola Sabatina, nossa obra é uma missão em andamento. Nosso trabalho de encorajamento poderia ser uma palavra bondosa, a mão auxiliadora ou mesmo um presente na hora certa. Sejam grandes ou pequenos, nossos atos de encorajamento são destinados a levantar as pessoas e honrar a ordem de Cristo de fazer discípulos em todo o mundo.

Mãos à obra

1. Crie uma lista de oração que descreva aqueles com quem você tenha trabalhado e testemunhado em casa, no trabalho, ou durante algum ministério de que você tenha participado. Ore diariamente por essas pessoas.
2. Escreva uma carta de encorajamento a alguém de sua lista de oração usando como modelo algum aspecto de 1 Tessalonicenses 1 e 2.
3. Planeje uma viagem missionária local ou para uma “Macedônia” moderna, seguindo as pegadas de Paulo.
4. Escreva uma canção baseada em 1 Tessalonicenses 2:12 que um pai, avô, tio, tia ou babá pudesse cantar a uma criança para encorajá-la, confortá-la e motivá-la a viver uma vida devota.
5. Busque informações sobre a Missão Calebe e procure fazer parte desse projeto.


Kristin Thiele | Cooranbong, Austrália