sábado, 1 de setembro de 2012

Comentário Lição 9 "Eventos Finais"

LIÇÃO 9 – EVENTOS FINAIS

Texto - 1Tessalonicenses 5:1-11
Pr. José Silvio Ferreira
Secretário Ministerial
Associação Paulistana

Além da preocupação dos tessalonicenses com uma possível desvantagem que teriam os cristãos falecidos, havia também a curiosidade com referência ao tempo exato em que a vinda de Cristo teria lugar. “Até quando” os leitores ainda teriam que esperar? “Exatamente quando” o Senhor chegaria? Nesta seção da epístola, o apóstolo responde à terceira inquietude dos tessalonicenses (4:9, 13), que se refere exatamente ao tempo da vinda do dia do Senhor (5:1, 2).

Ao longo de meu ministério, e já são mais de 38 anos aqui e ali, tenho encontrado irmãos sinceros com uma compreensão nem sempre correta concernente aos eventos finais. Por isso gostaria de aproveitar o ensejo do tema desta lição para apresentar uma breve “introdução” que, espero, contribua para um entendimento mais esclarecedor sobre o tema.

Deus, o Pai, conhece tudo, incluindo a data da segunda vinda de Jesus. Poderia tê-la revelado à humanidade, porém não o fez. Se o homem conhecesse “o tempo e a época”, provavelmente esperaria até o último instante anterior ao evento para então se preparar. Isso seria perigoso, porque poderia morrer antes desse momento, ou se vivesse, esperaria demais. Além disso, estar pronto para a segunda vinda de Jesus é o mesmo que ter idoneidade para ela. Mas isso leva tempo. Não é obra de um momento.

Deus não estabeleceu arbitrariamente a data da parousia. Por outro lado, os seres humanos tampouco podem apressar ou retardar essa data, pelo menos em sentido absoluto. Se os humanos pudessem em realidade apressar o advento por si mesmos, eles estariam frente à ênfase mais absurda de salvação por obras, a despeito do evangelho. Tal forma de pensar revela uma condição de segunda classe para o povo de Deus do tempo do fim.

A pura verdade é que Deus fez planos para que cada um entre no Céu. Ele ama o mundo (Jo 3:16); ama a todos por igual. Que o tempo se estenda, isso não se opõe à Sua vontade, portanto, não se opõe ao Seu amor por toda a humanidade. Ele deseja que todos sejam salvos e dá tempo para que a obra da salvação alcance sua conclusão lógica.

Leia a segunda carta de Pedro (3:9, 10), “não retarda o Senhor a Sua promessa... pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça... virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor...”

Observe o equilíbrio entre: 1) a paciência divina e 2) a falta de preparação humana para o advento.

A escatologia, ou os eventos finais, não são apenas de uma só dimensão; ou seja, não têm a ver exclusivamente com o futuro. À luz da cruz de Cristo, eles são tridimensionais. Podemos falar do fim que “já passou”, um fim que é atual e um fim que virá. Não existe um vazio entre a promessa de vir e a demora em cumpri-la. A vinda de Cristo enche o tempo presente.

Assim como cada dia tem a saída do Sol que o precede, também a vinda do dia eterno tem uma saída do Sol. A luz dessa saída do Sol começou a se mostrar no horizonte oriental quando Jesus Se levantou da sepultura no domingo da ressurreição, continuou com a vinda do Espírito Santo no Pentecostes e se estende por toda a história. O amanhecer será mais brilhante à medida que nos aproximarmos mais e mais da vinda de Cristo, quando então veremos o Sol.

Ninguém pode deter a vinda de Cristo assim como ninguém pode impedir um amanhecer. Porque entendido apropriadamente, o evento tem três dimensões: passada, presente e futura. Focalizar apenas a dimensão futura é perder o quadro completo.
Qual é o panorama bíblico?

Lembre-se de que os documentos do Novo Testamento têm uma ênfase cambiante. Os escritos mais antigos, como 1 Tessalonicenses (provavelmente o primeiro documento do NT), falam de Jesus quase como se Ele já estivesse aqui (1 Ts 4:13-18, 5:4, 23). Parece que Paulo naquele tempo acreditava que estaria vivo para ver a vinda de Cristo. Porém, o Senhor lhe mostrou algo diferente, de modo que em sua segunda carta corrigiu seu otimismo anterior. Era preciso passar tempo suficiente para que se desenvolvesse um sistema falsificado anticristão, que Paulo denominou “o homem da iniquidade, o filho da perdição” (2Ts 2:1-8).

Entenda, não nos movemos para o fim, apressando-o ou atrasando-o, como se os humanos tivessem uma grande contribuição a oferecer ou como se as rédeas do tempo estivessem balançando, vindas do céu, e caíssem em nossas mãos. As mãos indignas dos humanos não foram cravadas na cruz, mas sim as dEle. Somente Ele conquistou o direito de controlar os eventos mundiais. Todos os eventos dos últimos dias saem do evento do fim, no Calvário (exposição fundamentada em “Christ is Coming!” de Norman Gulley).

Paulo nos ajuda a entender isso nesta semana. Ele afirmou que a destruição no juízo final virá sobre os que rejeitarem o evangelho e “de maneira nenhuma escaparão dela” (5:3). Porém, a ira divina não se derramará sobre a igreja, que é o objeto da salvação por meio do Senhor Jesus (5:9). De fato, ao longo de toda a passagem, o contraste se mantém entre a igreja e os inconversos, no que se refere a seu destino e sua conduta (versos 3 a 9). O propósito da exposição do tema é pastoral e não especulativo (5:11; 4:18).

Os dois lados do juízo
Se você entender corretamente a teologia bíblica do juízo, tenha certeza, sua vida religiosa será muito mais dinâmica e gratificante. O remanescente de Deus do tempo do fim necessita captar todo o impacto dos pares de livros bíblicos básicos para a compreensão do juízo divino, são eles: Levíticos e Hebreus, Daniel e Apocalipse. Essas obras inspiradas, bem como outras passagens bíblicas, ensinam a contínua defesa e intercessão do Cristo vencedor durante o juízo anterior ao advento. Os filhos de Deus devem concentrar-se em Cristo e não em si mesmos. Somente Ele pode introduzi-los no mundo vindouro.

As Escrituras descrevem os santos do tempo do fim como desnudos (Ap 3:18), assim como Adão e Eva depois da queda. Nem as folhas de figueira nem as obras humanas podem suprir sua necessidade. Somente o Cordeiro imolado é capaz de proporcionar a vestimenta, e apenas o vestido da justiça de Cristo, o vestido das bodas que o Senhor oferece será suficiente.

Lembre-se de que Deus não necessita de juízo, porque é onisciente. “Conhece o Senhor os que são Seus” (2Tm 2:19). Todavia, Ele leva a cabo o juízo em consideração aos seres criados. No juízo anterior ao advento, o Universo examina os registros das obras humanas, boas e más (Dn 7:10). Porém, mais que isso, confirma se as pessoas aceitaram ou rejeitaram a obra salvífica que Jesus realizou por elas na cruz. Sua relação com o juízo substitutivo do Salvador do pacto decide seu destino. Assim, o juízo se centraliza em Cristo e não no ser humano. O que é decisivo não é o que os homens e mulheres têm feito ou deixam de fazer por si mesmos, mas se aceitaram ou rejeitaram o que Cristo fez por eles, quando foi julgado na cruz (Jo 12:31).

O Calvário se move inexoravelmente até a libertação do povo de Deus e a destruição de seus inimigos, porque ali Cristo concretizou ambas as obras. Os dois lados do juízo, salvação e condenação, ficam claros pela autoridade do Calvário. Pela autoridade do Calvário, Cristo liberta Seus santos e destrói Satanás e todos Seus inimigos. Portanto, nosso olhar deve ir para trás, ao Calvário, e para cima, a Cristo, o intercessor, e não a nosso caráter interior. Somente Cristo pode levar a ovelha perdida de volta ao redil. Precisamente isso e nada mais determina o destino das pessoas.

Repentina e inesperada (1Ts 5:1-3).
“Vocês sabem muito bem que o dia do Senhor vem como ladrão de noite” (v. 2).

O ladrão toma o proprietário da casa de surpresa. Ele vem repentinamente e inesperadamente. Assim também será o dia do Senhor. Por isso, é inútil indagar quanto tempo falta ou quando acontecerá. A rigor, toda a característica inesperada e repentina do fim vale apenas para “os demais”, que passam pelo mundo e pela vida dormindo. Para eles, o dia do Senhor de fato vem como o ladrão.

No verso 3, aparece a expressão: “... eis que lhes sobrevirá repentina destruição...” Note a combinação de caráter repentino e a condição de despreparo. A ordem da frase confere ao adjetivo “repentino” e ao substantivo “destruição” forte ênfase.

A vantagem do cristão (1Ts 5:4, 5)
O apóstolo criou um contraste. Os “irmãos” se constituem uma nítida antítese aos homens do mundo. Estes estão “em trevas”, envolvidos e submersos nelas. É em razão dessas trevas que os descrentes não são sóbrios nem vigilantes, portanto não se acham preparados. Os cristãos, entretanto, não estão em trevas. Eles não são surpreendidos porque estão preparados (Hendriksen).

A razão pela qual o apóstolo teve a confiança de afirmar que os irmãos em Tessalônica “não [estavam] em trevas” foi expressa nas seguintes palavras: “todos vocês são filhos da luz e filhos do dia”. Ao dizer que todos os membros da comunidade são filhos da luz e do dia, o escritor destacou que nenhum deles se excluía.

A expressão “filhos de” era um modismo usado principalmente entre os hebreus, para indicar que uma pessoa ou um grupo de pessoas participava em algo ou estava em uma relação próxima com algo. Portanto, os filhos da luz são os que são da luz, quer dizer, tem sido salvos e pertencem agora à esfera da luz. A participação na luz e no dia tem implicações claras para a vida moral.

Essa nova existência como filhos da luz e do dia significa que: “não somos da noite nem das trevas”. A estrutura da frase é quiástica:
A. Sois filhos da luz
B. E filhos do dia
B1. Não somos da noite
A1. Nem das trevas.

Nesta estrutura os elementos B1 e A1 repetem a mesma ideia dos elementos A e B, porém em forma negativa. Mais: nos elementos B1 e A1 o autor muda da segunda para a primeira pessoa do plural. Com isso, deixa claro sua identificação com a grande comunidade cristã. Ao mesmo tempo, a mudança para as afirmações negativas enfatizam a distância que separa toda a comunidade de crentes das práticas imorais que caracterizam a vida dos inconversos (Eugenio Green).

Vigilância constante (1Ts 5:6-8)
“Há necessidade de constante vigilância e de fervorosa e terna dedicação. Isso, porém, virá naturalmente quando o coração for guardado pelo poder de Deus, mediante a fé. Nada podemos fazer, absolutamente nada, que nos recomende ao favor divino. Não devemos absolutamente confiar em nós mesmos nem em nossas boas obras. Mas quando, como seres erradios e pecadores, nos chegamos a Cristo, encontramos descanso em Seu amor. Deus aceitará cada um dos que O buscam, confiando inteiramente nos méritos de um Salvador crucificado. O amor brota no coração. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas haverá uma confiança duradoura e pacífica. Todo peso se tornará leve; pois leve é o jugo imposto por Cristo. O dever se torna um deleite, e um prazer o sacrifício. O caminho que antes parecia envolto em trevas, se torna iluminado pelos raios do Sol da Justiça. Isso é andar na luz, como Cristo na luz está” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 353).

Encorajar uns aos outros (1Ts 5:9-11)
Até este ponto de seu ensino, Paulo focalizou o caráter distinto dos cristãos e dos descrentes diante do advento do dia do Senhor. Os ímpios dormem e se embriagam de noite, porém os cristãos, sendo do dia, se mantêm sóbrios e atentos. No verso 9, o enfoque muda. O autor passou a explicar o destino dos dois grupos: um sofrerá a ira divina e o outro receberá a salvação.

A razão pela qual os cristãos tessalonicenses podiam alimentar a esperança da salvação e ter confiança frente ao cataclismo vindouro se explica neste verso: “Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” (v. 9).

Esta é também nossa certeza hoje. O apóstolo assegura à igreja que, embora não saiba quando virá o dia do Senhor, não tem que se preocupar porque sempre está preparada como bons soldados (v. 8), e o plano divino nunca foi para sua destruição, mas para sua salvação.

Não a ira, mas a salvação. Essa salvação tem várias dimensões, porém aqui, o aspecto que se destaca é o resgate da ira divina, do castigo da humanidade rebelde. Essa salvação é “propriedade” do cristão por causa da eleição divina e não por mérito humano. Não se ganha como um salário. Para que você não se esqueça, neste ponto o apóstolo indicou o meio pelo qual alguém é salvo: “por meio de nosso Senhor Jesus Cristo que morreu por nós”.

Depois de haver respondido às inquietudes dos tessalonicenses com respeito ao amor fraternal, ao destino dos mortos em Cristo e ao dia do Senhor (4:9; 5:11), Paulo então se dirigiu ao tema da liderança na congregação. Por aquele tempo, a jovem igreja cristã de Tessalônica já contava com aqueles que a dirigiam e necessitavam do respaldo apostólico para que seu ministério fosse eficaz. Esse será o tema da próxima lição.

O autor dos comentário deste trimestre é o Pr. José Silvio Ferreira, casado com a psicóloga Ellen Ferreira. O casal tem três filhos: Maltom Guilherme, Marlom Henrique e Mardem Eduardo. Doutor em Teologia pelo Unasp, o Pr. José Silvio já trabalhou como distrital, líder de jovens e secretário ministerial, atendendo a igreja nos Estados de Goiás, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, onde atua hoje como Ministerial da Associação Paulistana. É autor do livro Cristo, Nossa Salvação.



O autor dos comentário deste trimestre é o Pr. José Silvio Ferreira, casado com a psicóloga Ellen Ferreira. O casal tem três filhos: Maltom Guilherme, Marlom Henrique e Mardem Eduardo. Doutor em Teologia pelo Unasp, o Pr. José Silvio já trabalhou como distrital, líder de jovens e secretário ministerial, atendendo a igreja nos Estados de Goiás, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, onde atua hoje como Ministerial da Associação Paulistana. É autor do livro Cristo, Nossa Salvação.

Lição 09 -- Eventos finais (1Ts 5:1-11), 2012 TVNovoTempo


Lição 9 "Eventos Finais" Adultos

Lição 9
25 de agosto a 1o de setembro



Eventos finais (1Ts 5:1-11)

Casa Publicadora Brasileira – Lição 932012




Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jr 49, 50

VERSO PARA MEMORIZAR: “Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação” (1Ts 5:8)

Leituras da semana: 1Ts 5:1-11; Gn 3:15-24; Is 13:6-9; Lc 21:34-36; Rm 1:18

Pensamento-chave: A realidade da volta de Cristo nos chama à prontidão contínua.

No texto desta semana, a segunda vinda de Cristo ainda é o tema principal, mas o foco é diferente. Aqui, a ênfase de Paulo não é esclarecer detalhes sobre a vinda de Jesus, mas proclamar a necessidade de constante prontidão, à luz desse evento (e do juízo que esse acontecimento implica). A passagem anterior foi encorajadora. Quando chegar o fim, o resultado será muito mais positivo do que aquele que os tessalonicenses estavam esperando. Agora que eles entendiam melhor a natureza de Sua vinda, a questão era como se preparar para ela.

O problema na igreja naquele tempo parece ter sido uma teologia de “paz e segurança” combinada, talvez, com a tentativa de alguns membros de calcular o tempo da segunda vinda de Cristo. Por meio da profecia, os tessalonicenses esperavam ser capazes de prever quando os eventos finais ocorreriam e, assim, saber quando deveriam se preparar. Como resultado, alguns poderiam ter vivido sem nenhum senso de urgência.

Quem entre nós hoje não está relacionado com esse problema? Quanto mais tempo estamos aqui, mais fácil é perder o senso de urgência. Daí a nossa necessidade de prestar atenção às palavras de Paulo.

Domingo
Ano Bíblico: Jr 51, 52

Os dois lados do juízo


1. Leia Gênesis 3:15-24. De que maneira Deus julgou Adão e Eva, nos aspectos positivo e negativo?

Embora a palavra específica não ocorra em 1 Tessalonicenses 5:1-11, o texto está muito relacionado com esse assunto. Paulo queria que os crentes de Tessalônica estivessem cientes de que o juízo de Deus não se limita a algo que acontece no Céu no fim do tempo. Ao contrário, o juízo tinha consequências reais para sua vida cotidiana.

Hoje, muitas pessoas se sentem desconfortáveis com o tema do juízo. Elas não gostam da implicação de negativismo e ameaça. Mas o conceito bíblico de juízo é mais amplo do que apenas ameaça, condenação e execução. Há também o lado positivo. Ações simples de misericórdia e bondade não passam despercebidas nem ficam sem recompensa (Mt 10:42). Deus vê tudo o que fazemos, seja positivo ou negativo, e tudo tem um significado no plano mais amplo.

A dupla natureza do juízo é evidente nas primeiras narrativas da Bíblia. No Jardim do Éden, Deus julgou negativamente o pecado de Adão e Eva. Houve consequências do pecado em relação ao parto, à agricultura e ao lugar em que lhes foi permitido viver. Ao mesmo tempo, Deus os julgou positivamente. Ele criou inimizade entre eles e Satanás e misericordiosamente os vestiu com peles para que não sofressem excessivamente no ambiente em mudança. Ainda mais importante: essas peles simbolizavam a justiça de Cristo, que também cobriria seus pecados.

Em Gênesis 4, Deus julgou Caim negativamente, enviando-o ao exílio. Mas Caim também recebeu um juízo positivo. Deus colocou nele um sinal para que ninguém o matasse. Na época do Dilúvio, Deus julgou negativamente a humanidade por meio da destruição do Dilúvio, mas também positivamente, provendo a arca como meio de escape (Gn 6-9:17).

Em Gênesis 11, Deus confundiu as línguas e espalhou a humanidade por toda a Terra (negativo). Onde está o juízo positivo? Encontra-se no chamado de Abraão para ser uma bênção para “todas as famílias da Terra” (Gn 12:3), as mesmas pessoas que foram dispersas anteriormente, nos anos da torre de Babel (Gn 11:9).

Como a verdade de Cristo como nosso substituto no juízo torna esse juízo positivo para nós? Por que devemos ter sempre em mente essa importante verdade quando pensamos sobre o juízo?

Segunda
Ano Bíblico: Lamentações


Repentina e inesperada (1Ts 5:1-3)


2. Qual é o significado de “tempos e épocas” nos textos do Novo Testamento? 1Ts 5:1-3; At 1:6, 7


O dia do Senhor” é uma expressão encontrada frequentemente em passagens do Antigo Testamento sobre o juízo. Ela descreve uma intervenção divina decisiva no tempo do fim, com forte ênfase sobre as consequências negativas da desobediência (Is 13:6-9; Jr 46:10; Ez 30:2-12). Em nosso texto para hoje, Paulo combinou esse conceito anterior com a analogia do ladrão, introduzida por Jesus (Mt 24:43, Lc 12:39).

A tripla combinação do dia do Senhor, do ladrão na noite e das contrações antes do nascimento de um bebê ilustra o mesmo ponto: a segunda vinda de Jesus será repentina, inesperada e inevitável para os ímpios. O tempo do fim não é o momento para se preparar para o fim. O tempo de preparação é agora.

O verso 4 deixa claro, no entanto, que Paulo não estava repreendendo os tessalonicenses. Eles já sabiam que o dia do Senhor virá como um ladrão de noite. São os outros, aqueles que clamam “paz e segurança”, que serão surpreendidos pela futura destruição.

Em Atos 1:6, 7, os discípulos de Jesus perguntaram sobre o tempo dos eventos finais da história da Terra. Mas Jesus não satisfez sua curiosidade sobre essas coisas. O tempo do fim não devia ser conhecido por eles. Podemos perceber que a expressão “tempos e épocas” diz respeito a tentativas de calcular o tempo do fim. Tais tentativas atraem a atenção, mas são espiritualmente contraproducentes. Elas causam desapontamento, quando passa o tempo calculado, ou demora na preparação, quando o tempo previsto está muito à frente.

3. Que paralelos existem entre Lucas 21:34-36 e 1 Tessalonicenses 5:1-11?

De acordo com Lucas 21:34, muitas pessoas usam coisas como álcool e entretenimento para tentar escapar da responsabilidade espiritual. Outros podem se preocupar com a preparação espiritual para o fim, mas são distraídos pelos cuidados e ansiedades da vida. O fato de que o fim será repentino, porém, significa que chegará o tempo em que não haverá escape para os distraídos ou complacentes. Nos versos que seguem às palavras de Cristo em Lucas 21:34-36 há uma saída para os que vigiam.

Como podemos viver com o senso de urgência, com a consciência da proximidade da vinda de Cristo, e sem envolvimento com fanatismo nem extremismo? Como podemos alcançar o equilíbrio certo? Comente sua resposta com a classe.

Terça
Ano Bíblico: Ez 1–3


A vantagem do crente (1Ts 5:4, 5)


Nos primeiros versos do capítulo 5, Paulo abordou a condição dos que, por alguma razão, não estavam preparados. Os tessalonicenses já sabiam que a realidade da segunda vinda é certa. Apenas o tempo é desconhecido. A surpresa será trágica para os que não estiverem preparados. Alguns não estão prontos porque não acreditam na segunda vinda de Cristo; outros porque acham que podem adiar sua preparação até que os eventos os convençam de que o fim está próximo.

Foi no fim da década de 1950. Um jovem ouviu um pregador dizer que Jesus viria em 1964. Portanto, a igreja deveria se preparar. O jovem decidiu que, visto que ainda faltavam vários anos, ele não se incomodaria em se preparar até por volta de 1962. Em outras palavras, a intenção do pregador de aumentar o senso de urgência teve o efeito oposto sobre o jovem. Essa demora é perigosa, é claro, porque você não sabe se viverá sequer até o fim deste dia. A boa notícia é que não precisamos saber quando Jesus voltará para estar prontos agora.

4. Qual é o significado espiritual de metáforas como “luz e dia, escuridão e luz”? Que aspectos de sua vida poderiam ser descritos como luz e quais como a escuridão? O que você pode fazer para ter uma vida mais iluminada? 1Ts 5:4, 5

Nesses versos, Paulo começou uma série de contrastes com dia/noite e escuridão/luz (um contraste entre ruína/resgate está implícito no verso 3). Os incrédulos serão surpreendidos pelos eventos do fim, mas os crentes não serão surpreendidos. Por quê? Porque vivem na luz. A Bíblia é uma “lâmpada para os [nossos] pés... e... luz para [o nosso] caminho” (Sl 119:105, RC). A profecia é dada a fim de que tenhamos informação suficiente para estar espiritualmente preparados para o que está adiante de nós.

A preparação para a segunda vinda de Cristo envolve investir tempo considerável na Palavra de Deus. A preparação é o ato de acumular um tesouro no Céu. A preparação é uma entrega diária ao Senhor.

Há muitas distrações no mundo, como trabalhos, e-mails, entretenimento e diversas drogas e outras substâncias que melhoram o humor.
O apelo de Paulo vem até nós através dos corredores do tempo. Coloque as distrações de lado. Ponha a Palavra de Deus em primeiro lugar em sua vida, e você não será surpreendido pelos acontecimentos, não importando quão inesperado seja o tempo.

Quarta
Ano Bíblico: Ez 4–7


Vigilância constante (1Ts 5:6-8)


5. Como a analogia do embriagado e do sóbrio nos ajuda a entender melhor a preparação para a segunda vinda de Jesus? 1Ts 5:6-8

Paulo começou o verso 6 com “Assim, pois” ou “Portanto”, dependendo da tradução. Ele demonstrou que os verdadeiros seguidores de Jesus são filhos da luz e do dia. No texto para hoje, ele levou adiante a metáfora a fim de exortá-los a estar cada vez mais preparados para a vinda de Jesus. Embora o verso 7 apresente um desvio, os versos 6 e 8 encorajam os tessalonicenses a estar acordados, sóbrios e armados para os desafios futuros.

Paulo começou com o contraste entre adormecido e vigilante. Visto que os crentes são “do dia”, eles não devem dormir. A noite, sim, é para dormir. Paulo estava escrevendo metaforicamente. Aqui é uma metáfora para a preguiça espiritual ou falta de interesse (no verso 10, é uma metáfora para a morte). A expressão “não durmamos” no original significa “‘nem sequer comece’ a dormir”. Paulo presumia que eles já estivessem acordados, mas os encorajou a perseverar cada vez mais na vigilância.

Paulo os encorajou a ser sóbrios e não embriagados. No mundo antigo, a sobriedade era símbolo da razão filosófica. Paulo desejava que os tessalonicenses fossem pensativos e cuidadosos em seu raciocínio a partir das Escrituras. Alguns usam a Bíblia para fixar datas e para especulação. Em vez disso, Paulo queria que os crentes se concentrassem nas implicações das Escrituras para sua preparação espiritual. A metáfora do sóbrio e do embriagado pode também apontar para o tipo de restrição ética que ele incentivou em 1 Tessalonicenses 4:1-12.

“O dia” é associado com estar acordado e sóbrio. É à noite que as pessoas dormem e, geralmente, à noite, elas se embebedam. Mas no verso 8 Paulo mudou para a imagem de um guarda militar. Os guardas precisam estar acordados e sóbrios em todo o tempo, dia e noite. Os soldados precisam exceder a norma quando se trata de vigilância. De idêntico modo, Paulo também esperava que os cristãos excedessem a norma quando se tratava da preparação para a segunda vinda de Jesus. E, como soldados, os cristãos devem colocar todo o seu equipamento antes de assumuir seus postos.

Tome as palavras de Paulo nessa passagem como se ele estivesse escrevendo especificamente e pessoalmente para você. Como você traduziria essas palavras na prática? Isto é, o que precisa mudar em sua vida para que você faça o que ele diz?

Quinta
Ano Bíblico: Ez 8–10


Encorajar uns aos outros (1Ts 5:9-11)


Como vimos, em 1 Tessalonicenses 5:1-11, Paulo traçou uma série de contrastes para ilustrar os dois lados do juízo na volta de Jesus. Em nosso texto para hoje (1Ts 5:9-11), ele abordou o contraste entre a ira e a salvação. Os crentes podem ter confiança nos últimos dias porque em Cristo há certeza de que eles são filhos da luz.

6. Qual é a mensagem essencial de 1 Tessalonicenses 5:8-11? De que esperança Paulo estava falando e por que podemos suplicá-la para nós? Como o evangelho é revelado nesses textos?


Hoje, muitos acham que o conceito bíblico da ira de Deus reflete mais a cultura dos tempos bíblicos do que a verdade sobre Deus. Isso, no entanto, é um equívoco. É verdade que, na Bíblia, Deus ajustou Sua verdade aos limites da linguagem humana. Mas o conceito da ira de Deus não está limitado às partes mais antigas da Bíblia. Ele é difundido também no Novo Testamento, incluindo as palavras de Jesus (Lc 21:23; Jo 3:36), os escritos de Paulo (Rm 1:18; 1Ts 1:10) e as visões do Apocalipse (Ap 6:16, 17; 15:1). Assim, não podemos seguramente ignorar o conceito, que deve expressar algo muito importante sobre Deus e o plano da salvação.

Embora não possamos nos aprofundar no assunto neste estudo, devemos ter certeza de que a ira de Deus não é uma fúria irracional e impulsiva. Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos (Is 55:8, 9). O conceito bíblico da ira de Deus é mais semelhante à necessidade de justiça de uma nação em relação aos transgressores que prejudicam e oprimem os outros. Os que persistem na iniquidade serão punidos e destruídos. Visto que todos nós trangredimos a lei de Deus, todos estaríamos sujeitos à execução da justiça, se não fosse a vida, morte e ressurreição de Cristo.

Essa é a boa notícia sobre a ira de Deus que brilha em 1 Tessalonicenses 5:8-11.

O propósito de Deus para nós não é a “ira” ou justiça punitiva, mas a graça e a salvação. Em Cristo, Ele providenciou a proteção de que precisamos para que não sejamos destruídos no juízo. Por isso, Paulo pensava que a ira de Deus, corretamente compreendida, fosse uma razão para encorajamento e não para medo (1Ts 5:11). Em Cristo, nunca precisaremos enfrentar a ira de Deus porque, na cruz, Jesus a enfrentou por nós.

Essa realmente é uma boa notícia, você não acha? O que ela significa para você?

Sexta
Ano Bíblico: Ez 11–13

Estudo adicional


Há necessidade de vigilância. Nosso próprio coração é enganoso. Estamos rodeados das fraquezas e imperfeições da humanidade, e Satanás está atento para nos destruir. Podemos estar desprevenidos, mas nosso adversário jamais estará ocioso” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 409).

“Alguns parecem sentir que precisam estar sob observação e provar ao Senhor que se emendaram, antes de poder reivindicar Sua bênção. Mas... Jesus deseja que vamos ter com Ele assim como estamos: pecaminosos, desamparados, dependentes. Afirmamos ser filhos da luz, não da noite nem das trevas. Que direito temos de ser descrentes?” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 150).

“A massa dos cristãos professos... [está] vivendo para o mundo. Sua fé não tem senão uma pequena influência para restringir seus prazeres. Conquanto professem ser filhos da luz, andam em trevas e são filhos da noite e das trevas” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 404).

“O mundo que age como se não houvesse Deus, absorto em empreendimentos egoístas, cedo sofrerá repentina destruição e não escapará... Por meio de danças, farras, bebedices, do vício de fumar e da satisfação das paixões sensuais, eles seguem como bois para o matadouro” (Ellen G. White, Evangelismo, p. 26).

Perguntas para reflexão
1. Pergunte aos alunos: Se Cristo voltasse amanhã, você estaria pronto?
2. Como podemos manter um senso de urgência e ainda agir de modo “normal” na sociedade?
3. Sua compreensão do tempo do fim mudou ao longo dos anos? Por que o entendimento do plano da salvação e da justificação unicamente pela fé é tão importante para uma clara compreensão dos eventos dos últimos dias?

Resumo: Paulo nos chama a um compromisso de preparação para a volta de Jesus. Quando aceitamos o evangelho, nos tornamos filhos da luz. Enquanto vivemos o evangelho em fé, esperança e amor, crescemos mais e mais à imagem de Jesus. Se estivermos prontos para morrer em Cristo hoje, estaremos prontos se Jesus vier hoje.

Respostas sugestivas: 1: Negativo: Sofrimento na gravidez; mulher dominada pelo marido; Terra amaldiçoada; fadigas; espinhos e ervas daninhas; morte; casal expulso do Éden. Positivo: Família mantida; filhos preservariam a vida; a Terra daria o sustento; a morte seria um descanso; a esperança foi vista nas vestes de peles e na profecia sobre a inimizade. 2: O dia do Senhor, a segunda vinda de Jesus, o fim da história do pecado, o dia do juízo, o tempo da restauração final. 3: O dia do Senhor virá repentinamente, como laço, como ladrão e como as dores de parto; os envolvidos com as trevas, orgia, embriaguez e preocupações do mundo serão apanhados de surpresa; para vencer no dia do Senhor precisamos vigiar, orar, usar a couraça da fé e amor e o capacete da esperança. 4: A luz é a Palavra de Deus e o caminho indicado por Ele; o contrário de tudo o que Deus ensina é escuridão; quem anda em trevas não se prepara para o dia do Senhor. 5: Na noite do pecado, as pessoas se embriagam e dormem o sono da distração espiritual, ao contrário dos sóbrios, que vigiam, vivem na luz, na fé e na esperança. 6: Devemos viver na fé, no amor e na esperança, porque temos a certeza da salvação e de que seremos salvos da condenação; nessa certeza, devemos viver animando e edificando uns aos outros.




Lição 9 "Eventos Finais"

Lição 9
25 a 31 de agosto



Eventos finais

Casa Publicadora Brasileira – Lição dos jovens 932012



“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo a couraça da fé e do amor e o capacete da esperança da salvação” (1 Tessalonicenses 5:8).

Prévia da semana: Os crentes devem se precaver contra a condescendência espiritual, enquanto ansiosamente aguardam e se preparam para a volta de Jesus.

Leitura adicional: Mateus 24; Maranata, o Senhor Vem [MM 1977], p. 12, 15; O Grande Conflito, p. 677, 678


Domingo, 26 de agosto
cpb - introdução

Aguardando a manhã


Às 6h30 seu alarme toca. Você sabe que precisa levantar, mas não é capaz de reunir as forças. Finalmente, chega um momento em que não mais é possível apertar o botão soneca – a aula vai começar em dez minutos. Então, você pula da cama, veste qualquer roupa, enfia os papéis e livros dentro da mochila e sai correndo. Ao fim de um dia cheio de aulas, idas e vindas, tarefa de casa, e de ganhar seu sustento, você volta para casa exausto. Toca, então, um pouco de música, lê um livro, navega na internet. Até que seus olhos começam a se fechar. Você cai no sono... apenas para no dia seguinte repetir todo o ciclo!

Na correria da vida, é fácil negligenciar o tempo pessoal com Deus. A lição desta semana focaliza o preparo constante para a vinda de Cristo. Paulo contrasta duas classes de pessoas: aquela que estará pronta e a que não estará. É fácil não estar pronto. Esses desprevenidos são descritos como “filhos da noite”, estando bêbados e adormecidos. Com os sentidos entorpecidos, eles não conseguirão discernir quando o tempo chegar. Para eles, a vinda de Jesus será como um ladrão assaltando a casa à noite – algo impossível de se prever e que deixa resultados devastadores.

A outra classe de pessoas é composta pelos “filhos do dia”. Estão acordados, sóbrios e aguardando. Como a Lei dos Desbravadores declara, eles “observaram a devoção matinal”. A vigília da manhã, no mundo antigo, durava das três às seis da madrugada. Na escuridão espiritual em que se encontra nosso mundo, é imperativo que permaneçamos na luz da Palavra de Deus. Precisamos nos comprometer a separar tempo para a comunhão com Deus ou, de outra maneira, O expulsaremos da nossa vida ocupada.

Além disso, somos “a luz do mundo”. Devemos compartilhar essa luz com aqueles com quem entramos em contato (Mt 5:14-16). Não somos a luz do mundo, mas de Deus para o mundo. A Lua é um exemplo clássico. A maioria das pessoas sabe que ela reflete a luz do Sol durante a noite, tornando nossas noites um pouco mais iluminadas. Deus é a Luz suprema, e nós refletimos essa luz para o mundo escuro até que chegue a aurora (Sua segunda vinda).

Ao estudar a lição nesta semana, preste atenção em como você pode estar pronto para a segunda vinda de Cristo. Além disso, seja a luz que Deus o chama para ser diante das pessoas ao seu redor.

Mãos à Bíblia

1. Leia Gênesis 3:15-24. De que modo Deus julgou Adão e Eva, nos aspectos positivo e negativo?

Embora a palavra específica juízo não ocorra em 1 Tessalonicenses 5:1-11, a passagem está muito relacionada com esse assunto. Paulo queria que os crentes de Tessalônica estivessem cientes de que o juízo de Deus não se limita a algo que acontece no Céu, no fim do tempo. Ao contrário, o juízo tinha consequências reais para sua vida cotidiana.

A dupla natureza do juízo é evidente nas primeiras narrativas da Bíblia. No Jardim do Éden, Deus julgou negativamente o pecado de Adão e Eva. Houve consequências do pecado em relação ao parto, à agricultura e ao lugar em que lhes foi permitido viver. Ao mesmo tempo, Deus os julgou positivamente. Ele criou inimizade entre eles e Satanás e misericordiosamente os vestiu com peles, o que simbolizava a justiça de Cristo. Como a verdade de que Cristo é nosso substituto no juízo torna esse juízo positivo para nós?

Rachelle Nelson | Lincoln, Nebraska, EUA

Segunda, 27 de agosto
cpb - exposição

Preparando-se para enfrentar o ladrão



Muitas vezes li sobre ladrões invadindo casas e roubando bens pessoais. Frequentemente, minha reação inicial era criticar – os proprietários deveriam ser mais cuidadosos; deveriam ter trancado as portas. Achava que isso nunca aconteceria comigo – até que aconteceu! Somente a porta da garagem foi deixada aberta... A única coisa que me restou fazer foi limpar a garagem, fazer o inventário da minha perda e lidar com o sentimento de ter sido pessoalmente violentada por alguém que agora tinha o que me pertencia. A complacência me custou muito caro.

Muitas vezes tenho lido na Bíblia sobre o diabo – um leão rugindo e buscando a quem possa devorar –, sobre jovens que não estavam prontas para o casamento e foram despedidas por quem estiveram esperando, e outras histórias. Quão frequentemente minha reação inicial foi criticar aquele povo de “Laodiceia” que está dormindo devido à aparente demora de Jesus. Eu sabia que jamais aconteceria comigo – até que aconteceu! Ainda não fui devorada, nem dispensada do banquete, mas tenho tido meus momentos quando me pergunto se a paixão pela vinda do Senhor pode ser um pouquinho mais viva dentro de mim.

Parece que é aqui que os tessalonicenses estavam. Em sua primeira carta a eles, Paulo esclareceu detalhes daquele grande dia do Senhor e lhes deu aviso sobre o perigo de uma teologia de “paz e segurança” que poderia atraí-los para fora do reino de Deus. Essa é a nossa lição desta semana.

O problema (1Ts 5:2). O ladrão está vindo! Na verdade, ele já está aqui, devorando, destruindo, enganando, desviando de Deus nossa atenção e colocando-a nos cuidados deste mundo. Quando me esqueço disso, estou correndo o perigo de perder a festa. Não conheço muitos cristãos que não querem que o Senhor venha. Conheço alguns poucos que têm se distraído imaginando quando será, ou mesmo se Ele realmente o fará. Em algum momento, Ele o fará. Com o passar do tempo, é difícil manter a esperança.

A promessa (1Ts 5:5). Você não está na escuridão. Deus proveu todo o necessário para a salvação e compreensão da realidade de Sua vinda. A prova de Sua primeira vinda e ascensão, ligada à declaração da promessa da segunda vinda, confirma essa promessa para mim (At 1:7-11). As promessas de Deus, incrustadas em Sua palavra e cercadas por fatos, podem me ajudar a estar atento para seu cumprimento.

A proteção (1Ts 5:8). Esse texto é um lembrete de que estar protegido e tranquilo para a segunda vinda começa com o domínio próprio – fazer ou pensar o que é certo, não importa o que aconteça. Cubro minha cabeça com fé e amor. Cubro-a com esperança. Usando a analogia de um guerreiro protegendo seus órgãos vitais, Paulo descreve o cristão bem-sucedido como aquele que cobre as áreas mais sensíveis ao ataque espiritual. Meu foco emocional é na bondade e amor de Deus nos quais eu deposito fé. Meu foco racional se centraliza na esperança que tenho em Sua segunda vinda. Aconteça o que acontecer, é melhor “negócio” acreditar em Jesus, mesmo que Ele não fosse real, do que não acreditar e descobrir muito tarde que Ele é verdadeiro.

A provisão (1Ts 5:9). Há muito que não compreendo sobre a vontade de Deus, mas há uma coisa a respeito da vontade dEle que é muito clara: sou salvo por Jesus e ninguém mais. Se crermos nEle, seremos salvos. Arrependimento e perdão, ambos requisitos para a vida eterna, são dons do Salvador. É fácil se desviar dessas provisões e isso, geralmente, resulta em algum tipo de salvação egoísta na qual trabalho com mínimo resultado. Não é de admirar que eu não sinta paixão pela vinda de Jesus, se o que penso é sobre mim, não tenho certeza de que esteja pronto.

A proposta (1Ts 5:10). Cristo morreu para que eu viva. O plano é simples – talvez simples demais, porque parece que simplicidade cria a maior frustração. Se eu pudesse apenas fazer mais pela minha salvação, então eu teria um objetivo em que direção trabalhar. Todavia, Cristo morreu para que eu viva. Tudo o que poderei fazer é dizer: obrigado! Porque esta é a verdade: não tenho nada com que me preocupar, nada que me impeça de olhar para a frente, para a chance de dizer face a face a Jesus: muito obrigado!

O processo (1Ts 5:11). Confortar e ensinar. Essa é uma forma de manter uma elevada expectativa em relação à vinda de Jesus. Por si só, o conceito de vida eterna em Jesus deveria trazer conforto. E esse estado emocional de paz pode se tornar a mensagem que eu ensino aos outros. Trata-se de doar em lugar de receber. Se recebo essa segurança de Deus e não faço nada com ela, fico estagnado como um lago que não desemboca em lugar algum.

Pense nisto

1. Como é possível encontrar novamente o entusiasmo? (Veja Apocalipse 2:1-7.)
2. Qual é a pior coisa que pode acontecer caso você se torne muito animado com respeito à vinda de Jesus?
3. O que você vê em sua atitude que precisa ser mudado para que encontre o equilíbrio entre fanatismo e complacência?

Mãos à Bíblia

2. Qual é o significado de “tempos e épocas” nos textos do Novo Testamento? 1Ts 5:1-3; At 1:6, 7

A expressão “tempos e épocas” diz respeito a tentativas de calcular o tempo do fim. Tais tentativas atraem a atenção, mas são espiritualmente contraproducentes. Elas causam desapontamento, quando passa o tempo calculado, ou demora na preparação, quando o tempo previsto está muito à frente.

3. Que paralelos existem entre Lucas 21:34-36 e 1 Tessalonicenses 5:1-11?

O fato de que o fim será repentino, porém, significa que chegará o tempo em que não haverá escape para os distraídos ou complacentes. Nos versos que seguem as palavras de Cristo em Lucas 21:34-36, há uma saída para os que vigiam.

Rich Carlson | Lincoln, Nebraska, EUA


Terça, 28 de agosto
cpb - testemunho

Está pronto? Estou... eu acho


Os laodiceanos achavam que tinham tudo (Ap 3:17). Eles representam muitos que acham que têm tempo para ficar prontos, então esperam por uma “lei dominical” ou um “chip de computador” para mudar de vida (Lc 12:16-21.) Mas complacência e autossuficiência são letais. Devemos estar prontos em Espírito e em verdade. Os fariseus e saduceus achavam que sabiam tudo, mas não poderiam ter parte no reino de Deus por causa de seu orgulho e autossuficiência. Eles rejeitaram o Salvador, assim como nós também o faremos se nos concentrarmos nas obras e não no dom que é Jesus.

Como o homem rico em Lucas, qualquer um de nós pode ter a vida exigida agora. Ainda assim, “o Senhor [...] é paciente ”, e não quer “que ninguém pereça” (2Pe 3:9). No entanto, isso não é desculpa para a complacência. Precisamos nos arrepender dos nossos pecados (At 17:30) e cooperar com o Senhor escolhendo servi-Lo (Fp 2:12, 13; Js 24:15). “Os traços de caráter que você nutre em vida não serão mudados por ocasião da morte ou da ressurreição. [...] Jesus não vai mudar o caráter de ninguém em Sua vinda. A obra de transformação deve ser feita agora. Nosso viver diário vai determinar nosso destino. Os defeitos de caráter devem ser corrigidos e vencidos por meio da graça de Cristo, e um caráter simétrico deve ser formado enquanto vivemos neste estado de experiência, para que possamos estar preparados para as mansões celestiais” (Ellen G. White, Manuscript Releases, v. 13, 1891, p. 82).

Tome seu lugar agora ao lado de Deus e confie em Seu poder divino. Somente Ele pode transformá-lo de glória em glória. “O primeiro e mais elevado dever de todo ser racional é aprender das Escrituras o que é a verdade, e então andar na luz, animando outros a lhe seguirem o exemplo” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 598). É isso o que significa estar pronto espiritualmente. Os remanescentes receberam um chamado especial. Você atenderá a esse chamado? Prepare-se agora, porque “o tempo está próximo” (Ap 1:3). “Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha” (Ap 16:15).

Pense nisto

1. Como Jesus Se preparou espiritualmente para o ministério dEle na Terra?
2. Como podemos ter segurança de que seremos salvos?

Mãos à Bíblia

4. Qual é o significado espiritual das metáforas como luz e dia, escuridão e luz? Que aspectos de sua vida poderiam ser descritos como luz e quais como a escuridão? O que você pode fazer para ter uma vida mais iluminada? 1Ts 5:4, 5

A preparação para a segunda vinda de Cristo envolve investir tempo considerável com a Palavra de Deus. É o ato de acumular um tesouro no Céu. A preparação é uma entrega diária ao Senhor. Coloque a Palavra de Deus em primeiro lugar em sua vida, e você não será surpreendido pelos acontecimentos, não importa quão inesperado possa ser seu tempo.

Russ Huggins | Lincoln, Nebraska, EUA

Quarta, 29 de agosto
cpb - evidência

Sobre ladrões, sonolência e armaduras


Em Atos 17:1-17, vemos o que aconteceu quando Paulo estava em Tessalônica, “a cidade mais populosa da Macedônia e a metrópole da província”.* Certos judeus reuniram alguns homens de má reputação e causaram um alvoroço contra Paulo, expulsando-o para Bereia. Depois, os mesmos judeus viajaram para causar tumulto lá também. Então, Paulo foi para Atenas, onde aguardou notícias de Silas e Timóteo que ficaram para trás.

Em 1 Tessalonicenses 1–3, Paulo escreveu dizendo como estava aliviado ao saber que o evangelho tinha criado raízes. Os capítulos 4 e 5 tratam sobre encorajar os cristãos recém-nascidos em sua jornada. Paulo lhes pediu que tivessem como prioridade uma vida cristã exemplar e que não gastassem muito tempo em luto pelos mortos. Ao explicar a esperança que eles tinham em reencontrar seus queridos novamente, falou-lhes sobre a segunda vinda de Jesus. Como que adivinhando que alguns deles ficariam ansiosos, relembrou um fato preocupante: “Vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite” (1Ts 5:2).

Paulo repetiu a ideia várias vezes: “Vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão. [...] Portanto, não durmamos como os demais, mas estejamos atentos e sejamos sóbrios” (1Ts 5:4, 6). A palavra para “dormir” aqui é katheudo, que literalmente significa “deitar-se para descansar”. Não pude deixar de pensar num cochilo no sábado à tarde e nosso conhecimento dos sinais da vinda de Cristo... Ainda assim nos deitamos para descansar!

Não somos das trevas, mas às vezes agimos como se fôssemos. O mais interessante é que no verso 8 Paulo sugere que os cristãos usem armaduras a fim de ficar sóbrios. Essa é uma guerra que não podemos lutar brincando de igreja, meio sonolentos, para que o dia não venha como um ladrão na noite.

* James Orr, editor, Busca por Tessalônica, International Standard Bible Encyclopedia, http://www.searchgodsword.org/enc/isb/view.cgi?number=T8731 (acessado em 11 de maio de 2011).

Mãos à Bíblia

5. Como a analogia do embriagado e do sóbrio nos ajuda a entender melhor a preparação para a segunda vinda de Jesus? 1Ts 5:6-8

Paulo encorajou os tessalonicenses a ser sóbrios. No mundo antigo, a sobriedade era um símbolo da razão filosófica. Paulo desejava que os tessalonicenses fossem pensativos e cuidadosos em seu raciocínio a partir das Escrituras. Alguns usam a Bíblia para fixar datas e para especulação. Paulo queria que os crentes se concentrassem, em vez disso, nas implicações das Escrituras para sua preparação espiritual. Tome as palavras de Paulo nessa passagem como se ele estivesse escrevendo especificamente e pessoalmente para você. Como você traduziria essas palavras na prática? Isto é, o que precisa mudar em sua vida para que você faça o que ele diz?

Pablo Colindres-Moreno | Lincoln, Nebraska, EUA

Quinta, 30 de agosto
cpb - aplicação

Estado de prontidão



“Jesus está voltando logo!” Quantas vezes já não escutamos isso? Em Mateus 24, Jesus fala sobre os sinais do fim dos tempos. Mas esses sinais não têm acontecido desde que o pecado entrou no mundo? Sei de pessoas que tinham certeza de que Jesus voltaria durante a vida delas por causa de todos os eventos que estavam acontecendo, mas, infelizmente, elas já partiram e Ele ainda não voltou. Disseram-me no ano 2000 que a Lei Dominical ia ser aprovada e que certamente Deus voltaria logo. Doze anos depois, ainda estou na Terra... Estou certo de que todos nós podemos nos identificar com esse tipo de coisa. Apesar disso, precisamos estar prontos para a vinda de Jesus porque é fácil relaxar e perder o senso de urgência em relação à segunda vinda. Então, como podemos evitar perder o senso de urgência de estar prontos para a vinda de Cristo? A seguir, eis algumas ideias.

Lembre-se de que podemos morrer antes que venha o fim. Seria maravilhoso presenciar a segunda vinda. Mas nem todos poderão. A pergunta é: estaremos prontos se nossa vida for tirada antes disso? Acidentes, desastres naturais, novas doenças, assassinatos e guerras cobrem a Terra por toda parte. Mesmo os mosquitos são portadores de malária e do vírus do Nilo Ocidental. O mundo está contra nós. Mais que qualquer coisa, Satanás quer nos impedir de ter vida eterna. É assustador, mas é verdade. De certa forma, não temos nossa vida em nossas mãos.

Lembre-se de que não podemos nos preparar instantaneamente. Você não espera pelo mês ou dia anterior à sua formatura ou ao casamento para começar a se preparar para esses eventos. Sabemos que o preparo para um concerto ou show exige muitos dias e muitas horas de prática, vocalização, memorização e treino. Para preparar o coração para a vinda de Jesus, precisamos nos submeter a Ele agora. Precisamos permanecer nEle a cada dia. Ele é quem prepara nosso coração.

Pense nisto

1. “Viva como se hoje fosse o último dia” é um ditado popular. Como podemos aplicá-lo à nossa vida espiritual para evitar ser complacentes?
2. Se você soubesse que teria somente mais um ano de vida, o que mudaria em sua vida? O que o impede de fazer essa mudança?

Mãos à Bíblia

6. Qual é a mensagem essencial de 1 Tessalonicenses 5:8-11? De qual esperança Paulo estava falando, e por que podemos suplicá-la para nós? Como o evangelho é revelado nesses textos?

O propósito de Deus para nós não é a “ira” nem a justiça punitiva, mas a graça e a salvação. Em Cristo Ele providenciou a proteção de que precisamos para que não sejamos destruídos no juízo. Por isso Paulo pensava que a ira de Deus, corretamente compreendida, fosse uma razão para encorajamento e não para medo (1Ts 5:11). Em Cristo, nunca precisaremos enfrentar a ira de Deus porque, na cruz, Jesus a enfrentou por nós.

Shy Conopio | Lincoln, Nebraska, EUA

Sexta, 31 de agosto
cpb - opinião

Estar prontos



Sempre amei o programa de rádio “Aventuras em Odisseia”. Quando eu era mais jovem, escutava-o todas as noites. Um episódio contou a história de Simon e Sunny. Sunny era mau. Ele enganava as pessoas, roubava carros e se tornou chefe da máfia. Simon era bom. Ele promoveu jantares de caridade, orava elegantemente e concorreu para a presidência. Parecia claro aonde cada um se dirigia. Contudo, tanto Sunny quanto Simon terminaram no inferno.

Teologia superficial à parte, o episódio abordou um ponto válido: ser bom e agir corretamente em tudo não nos levará para o Céu. Felizmente, nossa salvação não depende de coisa alguma que tenhamos que fazer. Ao contrário, depende do que Deus fez por nós na cruz. “Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8, 9). Sendo que não podemos fazer coisa alguma por nós mesmos para estar prontos para a vinda de Cristo, precisamos nos apegar firmemente em Deus e crer que Ele nos carregará.

Embora a maioria dos cristãos compreenda isso, o conceito parece escorregar da nossa mente quando se trata da vinda de Cristo. Em lugar de esperar ansiosamente pela chegada do nosso melhor Amigo, escondemo-nos com medo. Tentamos desesperadamente descobrir o que significa estar prontos e quão bons precisamos ser.

A maneira de estar prontos para a vinda de Cristo é continuamente construir um relacionamento com Ele. Desprezar esse relacionamento por nossos próprios desejos nos tirará do Céu. Não podemos passar a eternidade com Ele se não O conhecemos.

Outro aspecto de estarmos prontos consiste em edificar novos crentes. Sendo que “Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação” (1Ts 5:9), é-nos dito que devemos vestir a armadura da fé – nosso relacionamento com Deus – e do amor – nosso relacionamento com os outros. O verso 11 diz: “Exortem-se e edifiquem-se uns aos outros.” Lucas 21:34 descreve algumas distrações que podem atrapalhar: “Tenham cuidado, para não sobrecarregar o coração de vocês de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente.” Estaremos prontos para a vinda de Cristo se nos concentrarmos em crescer com Ele e aprender uns dos outros.

Mãos à obra

1. Pense em maneiras por meio das quais os membros de sua unidade da Escola Sabatina podem, individualmente, se preparar para a segunda vinda de Jesus e em maneiras pelas quais você também pode ajudar outros em sua comunidade a sentir essa urgência. (Isso pode resultar em grandes oportunidades de trabalho comunitário!)
2. Memorize versos que se relacionam com estar preparado para a vinda de Jesus. Sempre que sentir que está se tornando complacente, você pode rever esses textos.
3. Pergunte a amigos e familiares se eles estão prontos para a segunda vinda de Jesus. Depois, ofereça-lhes um estudo bíblico. Isso pode parecer estranho ou fora de nossa “zona de conforto”, mas Cristo não nos pediu para tomar a estrada fácil!

Serena Stevens | Lincoln, Nebraska, EUA



09 "Eventos Finais" - Comentário Pr Otimar Gonçalves


Lição 09 - "Eventos Finais" - Código Aberto