sábado, 12 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
Lição 2 Jovens "Criação: Formando o Mundo"
Lição 2 5 a 11 de janeiro
Criação: formando o mundo
“Assim diz o Senhor, que criou os céus, Ele é Deus; que moldou a Terra e a fez, Ele fundou-a; não a criou para estar vazia, mas a formou para ser habitada; Ele diz: ‘Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro’” (Is 45:18).
Prévia da semana: Nossa compreensão do planejamento divino na criação é importante porque afeta drasticamente nossa visão de Deus e, portanto, nosso relacionamento com Ele.
Leitura adicional: Salmos 8; 139; 148. Patriarcas e Profetas, capítulo 2
Domingo, 6 de janeiro
Algo saindo do nada
O ministro Milton Wright viajou pelos Estados Unidos espalhando o evangelho. Certa vez, ao retornar para casa de uma viagem, trouxe um presente para os dois filhos: um helicóptero de brinquedo com um elástico que girava suas hélices. Orville e Wilbur tinham carinho por essa invenção e após brincarem com ela várias vezes, fizeram outra exatamente igual. Tornaram-se tão fascinados com a aeronáutica que em 1903 construíram um avião com vigas de madeira e lona. Eles testaram o avião em Kitty Hawk, Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ele voou por 12 segundos.
É incrível pensar sobre o humilde início da aviação e até onde ela chegou, depois dos Wright e de Santos Dumont. Atualmente, a indústria da aviação vale bilhões de dólares e cientistas estão trabalhando constantemente para aperfeiçoar a durabilidade e a segurança das aeronaves. Apenas imagine que tudo começou com vigas de madeira e lona, mas isso mudou nossa maneira de viajar ao redor do mundo.
É fácil visualizar algo sendo formado de dois ou mais objetos, mas Deus, com Seu imenso poder, criou este mundo do nada. Gênesis 1:2 diz que “era a Terra sem forma e vazia”. Ela era escura, vazia, sem forma e inútil. No entanto, de tudo isso, Deus criou um lugar que revela Sua glória (Sl 19:1). Ele falou e a Terra e tudo o que nela há veio à existência. Ele não precisou desenhar um projeto e então procurar material de construção apropriado. Que poder há na palavra de Deus (Is 55:11)!
Algumas pessoas ainda creem que o sistema solar foi formado de nuvens de gás e poeira, que o Sol apareceu e os planetas se formaram ao redor dele. Outros acreditam que houve uma explosão cósmica a que se referem como big bang. Os cientistas têm tentado imortalizar diferentes teorias de como o mundo apareceu, mas as teorias deles são inconclusivas.
Ao estudarmos a lição desta semana, veremos o poder do Deus onipotente. Observando a natureza, podemos ver que a criação não “aconteceu” por acaso. Deus não criou animais sem primeiro ter vegetação; nem criou os pássaros e os peixes sem criar o firmamento e o mar. Isso nos mostra que nosso Deus é um Deus de ordem. Não somos capazes de explicar completamente em detalhes a história da criação. Acreditar nela é verdadeiramente uma experiência de fé e confiança em Deus.
Mãos à Bíblia
1. Leia Gênesis 1:1, 2. O que esses versos revelam sobre a Terra antes do começo da criação da vida?
Quando a história começou, o planeta já estava aqui (não se sabe há quanto tempo), mas ainda sem forma, vazio, escuro e úmido. Deus, então, transformou o mundo em um lugar habitável e, em seguida, o encheu de criaturas vivas. O mundo se tornou adequado para as criaturas vivas unicamente porque Deus agiu para torná-lo assim.
2. Qual foi a intenção divina ao criar a Terra? Is 45:18
O Senhor, que não depende de matéria preexistente, usou a matéria que Ele já havia criado em algum momento, algo que em seu estado “primitivo” era tohu vbohu (“sem forma e vazia”). Depois, pelo poder de Sua palavra, Ele criou nosso mundo habitável.
Crystal Walker | Trincity, Trinidade e Tobago
Segunda, 7 de janeiro
A formação do mundo
A Bíblia é consistente em proclamar que Deus criou a Terra. Desde o início das Escrituras, Deus é revelado como o Criador de tudo (Gn 1:1). Salmo 33:6 e 9 também confirma como foi a criação: “Mediante a palavra do Senhor foram feitos os céus, e os corpos celestes, pelo sopro de Sua boca. [...] Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo surgiu.” O verso 9 “é enfático […]; Deus é apresentado como o Criador, em nítido contraste com qualquer deus que possa reivindicar habilidade criativa.¹ Paulo confirmou a verdade de como o mundo teve início quando escreveu: ‘Há um único Deus, o Pai, de quem vêm todas as coisas’ (1Co 8:6). Então, para os colossenses, ele escreveu que ‘nEle foram criadas todas as coisas’ (Cl 1:16). E no último livro das Escrituras, lemos o seguinte: ‘Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por Tua vontade elas existem e foram criadas’” (Ap 4:11).
No primeiro dia da criação, Deus separou a luz das trevas. Assim implantou a sequência noite-manhã como um dia. Nos cinco dias seguintes e parte do sexto, Deus criou um esplêndido planeta para os seres humanos que Ele formaria com as próprias mãos (Gn 2:7). Quando Deus criou Adão, a palavra usada foi yasar, que significa “formado” e “implica o ato de moldar e modelar em uma forma correspondente em desenho e aparência correspondente ao plano divino. A palavra é usada ao descrever a atividade do oleiro (Is 29:16; 49:5; Hc 2:18), [...] e de Deus que criou várias coisas, entre elas a luz (Is 45:7), o olho humano (Sl 94:9), o coração (Sl 33:15) e as estações (Sl 74:17)”.2 Quando Deus criou Eva, a Bíblia usa o verbo que significa “construir”.
“A costela de Adão formou o material básico do qual sua companheira foi ‘construída’.
A mulher foi formada por unidade e companheirismo inseparável da vida com o homem, e no modo da criação dela deveria residir a fundação atual para a regulamentação do casamento.”3
1. The SDA Bible Commentary, v. 3, p. 709.
2. Ibidem, v. 1, p. 222.
3. Ibidem, p. 226.
Mãos à Bíblia
3. Leia Gênesis 1:3-5. O que esses versos ensinam sobre o primeiro dia da criação?
A luz apareceu em resposta à ordem de Deus. Sabemos que a luz é boa porque o próprio Deus a avaliou como tal. Luz e trevas estão sob o controle de Deus e nenhuma delas faz qualquer diferença para Sua atividade e conhecimento (Sl 139:12). Na criação, a luz foi introduzida no planeta anteriormente escuro.
Como soberano sobre o tempo, Deus não é limitado por ele. Ao contrário, o tempo depende de Deus. Além disso, podemos notar que o primeiro dia foi composto por um período de trevas e um período de luz, da mesma forma que observamos nos dias atualmente.
Alice Madanhi | Cape Town, África do Sul
Terça, 8 de janeiro
Deus me fez!
O Deus que cria (Gn 1:1-27). “Assim também ocorre com a palavra que sai da Minha boca: ela não voltará para Mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei” (Is 55:11).
Após nosso Pai celestial falar e trazer à existência os céus e a Terra, Ele criou os detalhes de um planeta apropriado para a vida. Ele mandou que a luz brilhasse na escuridão e ela apareceu. O Sol, a Lua e as estrelas apareceram exatamente quando Ele ordenou que aparecessem. A terra, a grama e as árvores com seus frutos começaram a crescer no que se tornaria uma farta colheita. Pela palavra de Deus, todas as criaturas aquáticas vieram à existência assim como os animais que deviam viver na terra. Então, nosso Salvador, de maneira complexa, formou o homem e a mulher à Sua imagem e soprou vida neles. A palavra hebraica traduzida como “imagem” é selem. Essa palavra transmite o conceito de que Adão e Eva eram iguais a Deus em semelhança física, tanto quanto em sua habilidade “de pensar os pensamentos de Deus conforme Ele. [...] A semelhança de Deus também se estende ao campo das emoções. Deus é um ser emocional. Temos evidência abundante disso na Bíblia. Ele ama Suas criaturas. Ele não é o deus frio, imparcial e distante dos deístas; Ele é o Deus presente e ativo que está em contato com Suas criaturas”.1
O Deus que provê (Gn 1:29; 2:9, 16). O Universo declara a lei de Deus. E parte da Sua lei inclui provisão para nossa dieta. Antes de Deus criar os animais e os seres humanos, Ele plantou comida para eles. Para nós Ele deu “todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes” (Gn 1:29). “A redação dessa ordem revela que não era a vontade de Deus que o homem devesse abater animais para comida, nem que os animais predassem uns aos outros. Consequentemente, a violenta e frequente destruição dolorosa da vida pelo homem e pelos animais é resultado da entrada do pecado no mundo.”2
Atualmente, estudos científicos realizados nos Estados Unidos estão verificando que a dieta que Deus deu a Adão e Eva é a melhor. “Esses estudos, quando tomados em conjunto, produziram provas convincentes de que a maioria das dietas vegetarianas é não apenas nutricionalmente adequada, mas, também, associada ao baixo risco de certas doenças crônicas, quando comparada com os efeitos de uma dieta ocidental mais típica.”3
O Deus que recria (Sl 51:10). Cristo conhece nossas aflições e preocupações. Ele vê a agonia de um prisioneiro esquecido e as lágrimas de uma mãe divorciada. Ele conhece o medo no coração de um estudante universitário reprovado. Ele Se preocupa com todos nós porque Ele nos criou a todos. E experimentar Sua salvação é ser recriado.
Depois de Davi ter cometido adultério com Bate-Seba, ele se arrependeu e implorou que Deus criasse nele um coração limpo. A palavra hebraica que Davi usou para “criar” é a mesma usada em Gênesis 1:1 – bara’. Essa palavra é usada somente em referência a atividades criativas de Deus.3 Somente Deus podia criar o mundo. Somente Ele pode nos criar novamente, quando pecamos e nos arrependemos. Quando o Espírito Santo nos conduz ao arrependimento dos nossos pecados e à aceitação de Cristo como nosso Salvador, “somos justificados, adotados como filhos e filhas de Deus e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos santificados; o Espírito renova nossa mente, escreve a lei de Deus, a lei de amor, em nosso coração, e recebemos o poder para levar uma vida santa. Permanecendo nEle, nos tornamos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no Juízo”.5 Finalmente, quando Ele voltar e recriar este mundo, o ciclo da criação e da salvação estará completo.
1. Handbook of SDA Theology (Hagerstown, MD: Review and Herald), p. 423, 424.
2. The SDA Bible Commentary, v. 1, 2ª ed., p. 217.
3. The American Journal of Clinical Nutrition, Gary E. Fraser, “Vegetarian diets: what do we know of their effects on common chronic diseases?” http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2677008/?tool=pubmed (acessado em 21 de dezembro de 2011).
4. The SDA Bible Commentary, v. 1, 2ª, p. 208.
5. Nisto Cremos, p. 149.
Mãos à Bíblia
4. Qual é a função do firmamento? Gn 1:6-8
Usamos mais o termo “céu” e reconhecemos a divisão do espaço celeste em atmosfera, uma parte do nosso meio ambiente e o espaço além da nossa atmosfera, onde estão o Sol, a Lua e as estrelas. A atmosfera parece ser a porção do “céu” que foi formada no segundo dia da criação.
A atmosfera provê uma forma de mover a água para cima; a água pode evaporar e entrar na atmosfera, onde pode ser transportada para qualquer lugar na Terra. Em seguida, ela pode ser levada de volta para a superfície, como neblina, conforme a descrição de Gênesis 2:6, ou como chuva.
Vanessa Audiann Hunter | Baltimore, Maryland, EUA
Quarta, 9 de janeiro
Sem mancha de pecado
“Deus falou e Suas palavras criaram Suas obras no mundo natural. A criação de Deus não é senão um reservatório de meios preparados por Ele para instantaneamente empregar Seu deleite” (Ellen G. White Comments, The SDA Bible Commentary, v. 1, 2ª ed., p. 1.081).
“O Senhor deu Sua vida às árvores e videiras de Sua criação. Sua palavra pode aumentar ou diminuir o fruto da terra. Se os homens abrissem a mente para compreender, para discernir a relação entre a natureza e o Deus da natureza, seriam ouvidos reconhecimentos fiéis do poder do Criador. Sem a vida de Deus, a natureza morreria. Suas obras criativas dependem dEle. Ele concede propriedades revigorantes a tudo o que a natureza produz. Devemos considerar as árvores carregadas com frutos como um presente de Deus, como se Ele tivesse colocado o fruto em nossas mãos” (Ibidem).
“Ao sair das mãos do Criador, não somente o Jardim do Éden, mas a Terra toda era eminentemente bela. Mancha alguma do pecado, nem sombra de morte deslustrava a linda criação. A glória de Deus cobria ‘os céus, e a Terra encheu-se do Seu louvor’ (Hc 3:3). ‘As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam’ (Jó 38:7). Assim, a Terra era um emblema apropriado dAquele que é ‘grande em beneficência e verdade’ (Êx 34:6); bem como um estudo adequado aos que foram feitos à Sua imagem. O Jardim do Éden era uma representação do que Deus desejava se tornasse a Terra toda; e era Seu intuito que à medida que a família humana se tornasse mais numerosa, estabelecesse outros lares e escolas semelhantes à que Ele havia dado. Dessa maneira, com o correr do tempo, a Terra toda seria ocupada com lares e escolas em que as palavras e obras de Deus seriam estudadas e onde os estudantes mais e mais ficariam em condições de refletir pelos séculos sem fim a luz do conhecimento de Sua glória” (Ellen G. White, Educação, p. 22).
Mãos à Bíblia
5. Leia Gn 1:9-13. Tente imaginar o incrível poder criativo de Deus ao criar o que é descrito nesse texto. Como esse relato dá uma resposta lógica à antiga pergunta: “O que veio primeiro, o ovo ou a galinha?”
A fim de prover espaço para a vida dos seres humanos que Deus planejou criar, Ele mudou a superfície da Terra para produzir bacias que recebessem a água e formassem mares, permitindo o surgimento dos continentes. Isso envolveu uma terceira divisão das características físicas da Terra (a primeira divisão foi entre luz e trevas; a segunda divisão foi entre as águas de cima e as águas de baixo; e a terceira divisão foi entre a terra seca e os mares). A terra seca também proporcionou espaço para que Deus colocasse um suprimento de alimentos para as criaturas que em seguida seriam criadas. As Escrituras deixam claro que não existe um ancestral único a partir do qual todas as plantas tivessem evoluído. Em vez disso, desde o início houve diversidade de vida vegetal.
Celia Lafaso | Nova York, EUA
Quinta, 10 de janeiro
Preencha o formulário
Deus formou nosso mundo a partir de absolutamente nada. A criação foi puramente um produto de Sua imaginação, Seus pensamentos e ideias. Quando Ele falou, as diversas partes do que foi criado instantaneamente se tornaram realidade. A Terra é uma expressão da mente de Deus.
Deus também formou você. No Salmo 139:13-16, Davi compara seu processo de nascimento à história da criação em Gênesis 1. Como a Terra foi criada por Deus “de modo especial e admirável”, assim você foi feito.
O propósito de sua vida é ser tudo o que seu Criador o criou para ser. A essa altura, você possui a matéria-prima da qual Deus o formou. Cabe a você, com a ajuda de Deus, cumprir seu potencial para o qual foi criado. Como isso é feito?
Reconheça que Deus o criou. Esse é o passo mais importante em ser o que Deus o fez para ser. Em lugar de ser uma mistura genética ou uma casualidade hereditária, sua vida foi concebida na mente de Deus. A única verdadeira fundação e o ponto inicial na vida consistem em reconhecer Deus como seu Criador (Jó 33:4).
Saiba que Deus o criou para um propósito específico. Assim como toda coisa criada tinha um propósito, Deus também tem um papel específico para você desempenhar. Você é equipado especificamente para executar essa tarefa, então será mais fácil ser bem-sucedido do que falhar (Jr 1:5).
Peça a Deus que lhe mostre seu propósito. Somente o Criador sabe para que Ele o criou. Então, vá até Ele para descobrir a razão de sua existência. Desenvolva um relacionamento com Ele. Fale com Ele. Escute-O. Se você se esforçar para conhecê-Lo, Ele estará mais do que desejoso de Se tornar conhecido a você. Somente tendo um relacionamento com Deus você descobrirá o que deve fazer com sua vida (Pv 3:5, 6).
Fique em comunhão íntima com seu Criador. Quando Deus o criou, Ele tinha um plano para cada fase de sua vida. A cada dia, busque compreensão dEle sobre o que você deve fazer e ser. Você O agradará e viverá a vida em sua plenitude permanecendo em comunhão íntima com Ele (Tg 4:8).
Pense nisto
– Por que você acha que Deus o criou?
– Em que sentido você é um produto da mente dEle?
Mãos à Bíblia
6. O que os seguintes textos nos ensinam sobre o poder da palavra de Deus? 2Co 4:6; Is 55:11; 2Pe 3:5
A Bíblia ensina que Deus criou do nada (ex nihilo), pelo poder de Sua palavra e sem conflito (entre deuses) ou resistência sob qualquer forma. Esse ponto de vista acerca da criação é exclusivo dos hebreus entre todos os povos do mundo antigo. De certa forma, a teoria da evolução também expressa a ideia de conflito e competição pela sobrevivência neste mundo de recursos escassos. Ao contrário disso, o Deus da Bíblia é o defensor dos fracos e generoso provedor para todas as criaturas. Morte, sofrimento e outros males não foram causados por Deus. Ao contrário, surgiram como resultado do pecado. Assim, Gênesis 1 e 2 não podem ser harmonizados com a moderna teoria da evolução.
Benjamin Baker | Rockville, Maryland, EUA
Sexta, 11 de janeiro
Alfa e Ômega
Quando tudo se fizer novo e estivermos no Céu, o próprio Deus será nossa luz (Ap 22:5). Desde o início, Deus nos tem dado Sua luz e não devemos ter nenhuma outra luz. A primeira coisa que Ele criou na Terra foi a luz. Havia perfeição e a presença da luz “incorporava” essa perfeição. Em João 1:1-5, a luz de Deus simboliza a vida e a vida é o próprio Deus. Deus nos dá Sua luz divina porque Ele deseja que cada um de nós ande nessa luz.
Ao fazer a luz no início, Deus não somente Se manifestou, Ele também colocou em andamento o plano para tornar nossa Terra habitável. Deus vê o fim desde o princípio; Ele conhece nossas necessidades antes mesmo que as conheçamos. Criar a luz foi o primeiro passo em tornar nosso mundo um lugar adequado para se viver. Ele sabia que precisaríamos do ciclo da luz e da escuridão para regular e equilibrar nossos dias. Ele sabia que as plantas que Ele criaria no terceiro dia – tanto as terrestres quanto as marinhas – necessitariam de luz para produzir fotossíntese. Deus sabia que a luz era essencial para suster toda a vida, então Ele a criou primeiro.
Nosso Salvador e Criador também conhece a importância da luz, quando se trata de nossa vida espiritual. Ele sabia que, uma vez que o pecado entrasse em cena, estaríamos desconectados da nossa Fonte de vida. Ele sabia que tropeçaríamos ao andar na escuridão. Então, Deus enviou Seu Filho, Aquele que é vida, “e esta [a vida] era a luz dos homens” (João 1:4). Essa Luz tem o poder de iluminar todas as pessoas e “aos que creram em Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1:12).
Pense nisto
– Como a luz “incorpora” a perfeição de Deus?
– Como podemos receber a luz espiritual que Deus deseja nos dar?
Mãos à obra
– Passe tempo observando e falando com alguém que “cria”, talvez um artista visual, um construtor ou cozinheiro. Observe o que eles fazem no trabalho e pergunte-lhes sobre preparo, treinamento, matérias-primas, imaginação, o processo criativo em si e como eles se sentem em relação aos itens que criaram. Como a criatividade deles é semelhante à de Deus? Como é diferente?
– Cante ou toque o hino “O Mundo é de Meu Deus” (HASD, nº 36).
– Procure um lugar que seja completamente escuro, sem luzes visíveis, como um porão ou uma sala de aula escura, ou um quarto bem vedado. Passe alguns minutos nesse lugar escuro, então acenda uma pequena lanterna ou uma vela para que a escuridão comece a recuar. Com essa luz fraca, leia Gênesis 1:1-5; Mateus 5:14-16; João 1:1-14 e Apocalipse 21:22-27.
– Crie e prepare uma refeição com um grupo de amigos. Inclua quantos tipos diferentes de frutas e vegetais você puder. Deleite-se na variedade de gostos, cheiros, cores, formas e tamanhos.
– Escreva um poema ou parágrafo descrevendo seu lugar favorito na natureza e como você pode ver as digitais de Deus nesse lugar.
Gabrielle A. Baker | Caldwell, New Jersey, EUA
Lição 2 "A formação do Mundo"
Lição 2 - 5 a 12 de janeiro
A formação do mundo
VERSO PARA MEMORIZAR:
“Assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a Terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada: Eu Sou o Senhor, e não há outro” (Is 45:18).
Leituras da semana: Gn 1:1-13; Is 45:18; 1Jo 1:5; Ap 22:5; 2Co 4:6; 2Pe 3:5; Jó 38:4-6
Os cientistas estão cada vez mais impressionados com a adequação do mundo para as criaturas vivas. E não é de admirar, porque desígnio e propósito são confirmados em toda a Bíblia, começando com Gênesis 1. Iniciando com um planeta que estava sem forma e vazio, Deus passou os primeiros três dias formando o mundo para a ocupação e os três últimos enchendo-o. A lição desta semana se concentra nos três primeiros dias da semana da criação.
Alguns estudiosos se opuseram à ideia de que Deus iria “impor” um propósito à natureza, argumentando que Ele simplesmente permitiu que o mundo material fosse “livre” e se desenvolvesse por processos naturais supostamente inerentes em si mesmo. Esse é um tema comum entre os que promovem várias formas de “evolução teísta”.* No entanto, tais ideias não são compatíveis com as Escrituras nem com nossa compreensão da criação. O Universo não tem vontade própria. A criação não é uma entidade independente de Deus, mas é a arena escolhida por Ele, na qual o Senhor pode expressar Seu amor pelas criaturas que fez.
* Teísmo: Doutrina comum a religiões monoteístas, que afirmam a existência de um único Deus, soberano do Universo e em intercâmbio com a criatura humana. [Nota do tradutor]
Domingo Ano Bíblico: Gn 20–22
Sem forma e vazia
1. “No princípio, criou Deus os céus e a Terra. A Terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gn 1:1, 2). O que esses versos revelam sobre a Terra antes do começo da criação da vida?
A Bíblia começa com a história da criação, e a história da criação começa com a declaração de que Deus é o Criador. Em seguida, ela descreve a condição do mundo quando Deus começou a prepará-lo para a ocupação. Quando a História começou, o planeta já estava aqui, mas ainda sem forma, vazio, escuro e úmido. Os versos seguintes descrevem como Deus primeiramente transformou o mundo em um lugar habitável e, em seguida, o encheu de criaturas vivas. O texto não nos diz exatamente quando as rochas e água da Terra passaram a existir, diz apenas que o mundo não tinha sido sempre apropriado para a vida. O mundo se tornou adequado para as criaturas vivas unicamente porque Deus agiu para torná-lo assim.
2. Qual foi a intenção divina ao criar a Terra? Is 45:18
Quando a Terra foi trazida à existência, era inadequada para a vida. A Bíblia não diz nada sobre o período entre a criação original das rochas e da água e a criação do ambiente e das criaturas. Alguns estudiosos acham que não houve intervalo. Outros pensam que pode ter havido um longo período de tempo separando esses dois momentos da criação.
A verdade é que não sabemos, e isso não tem muita importância. Seja qual for o caso, o material da Terra foi criado por Deus e, em seguida, no momento de Sua escolha, Ele criou um ambiente propício para a vida. O ponto essencial é que o Senhor, que não depende de matéria preexistente, usou a matéria que Ele já havia criado em algum momento, algo que em seu estado “primitivo” era tohu vbohu (“sem forma e vazia”). Depois, pelo poder de Sua palavra, Ele criou nosso mundo habitável.
Segunda Ano Bíblico: Gn 23–25
Haja luz
3. “Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à luz dia e às trevas, noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia” (Gn 1:3-5). O que esses versos ensinam sobre o primeiro dia da criação?
Muitos pontos podem ser deduzidos dessa passagem. Primeiro, a luz apareceu em resposta à ordem de Deus. A palavra de Deus é eficaz em determinar o estado da criação. Em segundo lugar, a luz era “boa”. Podemos nos perguntar por que o texto diz que Deus “viu” a luz; há alguma dúvida de que Deus vê tudo? O ponto é que a luz feita por Deus era boa, mesmo aos olhos dEle. Sabemos que a luz é boa porque o próprio Deus a avaliou como tal.
Outro ponto é que Deus separou a luz das trevas. Luz e trevas estão sob o controle de Deus, e nenhuma delas faz qualquer diferença para Sua atividade e conhecimento (Sl 139:12). Deus deu nomes para as partes escuras e claras do tempo, chamando-as “dia” e “noite”. Ele tem o direito de dar nomes aos períodos de tempo, porque é o Criador do tempo. Como soberano sobre o tempo, Deus não é limitado pelo tempo. Ao contrário, o tempo depende de Deus.
Outro ponto dessa passagem é que houve um período de escuridão e um período de luz que, juntos, formaram um dia. Muito tem sido escrito sobre o significado de “dia” na história da criação. Analisaremos essa questão mais tarde, mas, a propósito, podemos notar que o primeiro dia foi composto por um período de trevas e um período de luz, da mesma forma que observamos os dias atualmente.
Além disso, a luz é uma das características que acompanham a presença de Deus. Não precisamos supor que a luz tenha sido inventada no primeiro dia da criação, uma vez que Deus existia antes da criação da Terra e Sua presença frequentemente é associada à luz (1Jo 1:5; Ap 22:5). Na criação, a luz foi introduzida no planeta anteriormente escuro.
No entanto, como poderia haver dia e noite antes da introdução do Sol no relato da criação? Moisés certamente conhecia a ligação entre o Sol e a luz do dia. Mesmo assim, apesar desse conhecimento óbvio, ele escreveu sobre a luz e as trevas no primeiro dia da criação. Deus deve ter dado a ele um conhecimento de que, neste momento, não podemos entender nem discernir a partir da contemplação do mundo natural. Ainda assim, por que não devemos nos surpreender pelo fato de que algumas coisas sobre a criação permanecem um mistério?
Terça Ano Bíblico: Gn 26, 27
O céu criado
“E disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez. E chamou Deus ao firmamento céus. Houve tarde e manhã, o segundo dia” (Gn 1:6-8).
4. Qual é a função do firmamento? Gn 1:6-8
Deus criou o firmamento, designou sua função, e lhe deu um nome, céus. A função do firmamento ou expansão (céu) foi separar as águas debaixo dele das águas acima dele. Usamos mais o termo “céu” e reconhecemos a divisão do espaço celeste em atmosfera, uma parte do nosso meio ambiente e o espaço além da nossa atmosfera, onde estão o Sol, a Lua e as estrelas.
A atmosfera parece ser a porção do “céu” que foi formada no segundo dia da criação. A atmosfera provê uma forma de mover a água para cima; a água pode evaporar e entrar na atmosfera, onde pode ser transportada para qualquer lugar na Terra. Em seguida, ela pode ser levada de volta para a superfície, como neblina, conforme a descrição de Gênesis 2:6, ou como chuva.
Deus deu nome ao firmamento, indicando Sua soberania sobre ele. O ato de nomear implica que Deus é soberano sobre o espaço. O espaço não limita de modo nenhum as ações de Deus, porque Ele o criou e governa. Assim como aconteceu com a iluminação do mundo no primeiro dia, a criação do firmamento foi concluída antes do fim do segundo dia.
Tem havido muita discussão sobre o significado da palavra firmamento. A palavra hebraica raqia às vezes é utilizada para descrever uma chapa de metal que foi batida até se tornar uma lâmina fina. Por isso, o termo “firmamento”. Os críticos argumentam que os antigos hebreus realmente acreditavam que havia uma superfície dura acima da Terra. Assim, eles argumentam, visto que tal coisa não existe, o relato bíblico está errado. Mas esse é um raciocínio falho. O uso da palavra firmamento, nesse contexto, se aplica simplesmente ao céu acima, à atmosfera e ao espaço. Precisamos apenas observar o contexto imediato para saber o que está sendo dito. Em Gênesis, as aves são descritas como voando “sobre a face da expansão dos céus” (Gn 1:20, RC), e em outro texto o firmamento é o lugar em que o Sol e a Lua são vistos (Gn 1:14). Obviamente, as aves não voam na parte do firmamento [raqia] onde o Sol e a Lua estão.
Quaisquer que sejam os mistérios da narrativa da criação, um ponto aparece claramente: nada é deixado ao acaso. Por que é importante saber disso, especialmente nesta época em que muitos acreditam que o acaso desempenhou grande papel em nossa criação?
Quarta Ano Bíblico: Gn 28–30
Espaço para viver
5. Tente imaginar o extraordinário poder de Deus ao criar o que é descrito em Gênesis 1:9-13. Como esse relato dá uma resposta lógica à antiga pergunta: “O que veio primeiro, o ovo ou a galinha?”
Antes dessa época, a Terra estava coberta com água. A fim de prover espaço para a vida dos seres humanos que Deus planejou criar, Ele mudou a superfície da Terra para produzir bacias que recebessem a água e formassem mares, permitindo o surgimento dos continentes. Isso envolveu uma terceira divisão das características físicas da Terra (a primeira divisão foi entre luz e trevas; a segunda divisão foi entre as águas de cima e as águas de baixo; e a terceira divisão foi entre a terra seca e os mares.)
Além disso, pela terceira vez, Deus deu nomes às coisas que Ele havia separado. A parte seca foi chamada “terra”, e os ajuntamentos das águas foram chamados de “mares”, ilustrando mais uma vez a soberania de Deus sobre o espaço. O Senhor examinou a organização da terra e dos mares e declarou que isso era “bom”.
Um segundo evento está registrado no terceiro dia da criação. A terra seca proporcionou espaço para que Deus colocasse um suprimento de alimentos para as criaturas que em seguida seriam criadas. Deus criou as plantas a partir da parte seca (terra). Relva, ervas e árvores frutíferas são mencionadas especificamente. Essas deviam ser as fontes de alimento para as criaturas terrestres. O texto não indica quantos diferentes tipos de plantas foram criados, mas indica que houve uma diversidade de plantas desde o começo. Na verdade, a partir do que vemos hoje, sabemos que deve ter havido uma incrível variedade dessas formas de vida. Além disso, as Escrituras deixam claro que não existe um ancestral único a partir do qual todas as plantas evoluíram. Desde o início houve uma diversidade de vida vegetal. O conceito de um ancestral único das plantas, fundamental para a biologia evolutiva, é contraditório ao relato bíblico.
Considere a diversidade de frutas, vegetais e outros alimentos. Como eles apresentam forte evidência do amor de Deus por nós? Por que é absurdo pensar que todas essas coisas foram criadas por processos aleatórios, como a evolução ensina?
Quinta Ano Bíblico: Gn 31–33
A onipotente palavra de Deus
2Co 4:6 | Is 55:11 | 2Pe 3:5
A Bíblia ensina que Deus criou do nada (ex nihilo), pelo poder de Sua palavra e sem conflito ou resistência sob qualquer forma. Esse ponto de vista acerca da criação é exclusivo dos hebreus entre todos os povos do mundo antigo. A maioria das histórias não bíblicas sobre a criação fala de conflito e violência na criação. Por exemplo, os antigos babilônios tinham uma história da criação em que o monstro Apsu e sua companheira Tiamat produziram uma geração de deuses que, depois, eles tentaram destruir, mas Tiamat foi morta na batalha. Seu corpo foi dividido em duas partes, uma que formou os céus e a outra que formou a Terra.
Estudiosos contemporâneos também criaram uma história popular sobre a criação da Terra por meio da violência. Segundo essa história, Deus criou deliberadamente um mundo no qual os recursos eram escassos, causando competição entre os indivíduos, fazendo com que os mais fracos fossem eliminados pelos mais fortes. De acordo com essa história moderna, com o passar do tempo os organismos se tornaram mais e mais complexos, produzindo finalmente os seres humanos e todos os outros organismos vivos a partir de um ancestral comum.
No entanto, os “deuses” da teoria da evolução (mutações aleatórias e seleção natural) não são iguais ao Deus da Bíblia, que é o Defensor dos fracos e generoso Provedor para todas as criaturas. Morte, sofrimento e outros males não foram causados por Deus. Ao contrário, surgiram como resultado natural da rebelião contra Seu bom governo. Os deuses da teoria da evolução utilizam a competição e a eliminação dos fracos pelos fortes a fim de criar. Ainda pior: eles são responsáveis pela morte e sofrimento. Na verdade, morte e sofrimento são seus meios de criar.
Assim, Gênesis 1 e 2 não podem, de nenhuma forma, ser harmonizados com a moderna teoria da evolução, que em sua essência se opõe à narrativa bíblica da criação.
Sexta Ano Bíblico: Gn 34–36
Estudo adicional
Embora as Escrituras não digam isso explicitamente, temos boas razões bíblicas para acreditar que o Universo já existia muito antes do início da vida na Terra. Em primeiro lugar, em Jó 38:4-6, Deus afirma que houve seres vivos que rejubilaram quando Ele formou o mundo. Isso implica que seres preexistentes viviam no Universo antes da criação da Terra. A referência ao Universo expectante em 1 Coríntios 4:9 pode se referir ao mesmo grupo de seres. Em segundo lugar, a serpente estava presente no Jardim do Éden antes que Adão e Eva pecassem. Em Apocalipse 12:9, a serpente é identificada como Satanás, que foi expulso do Céu. Jesus disse que Ele viu isso acontecer (Lc 10:18). Ezequiel 28:14, 15 descreve o querubim cobridor, que era perfeito no princípio, mas, finalmente, se rebelou. Isso implica que houve um período de tempo antes da rebelião de Satanás e que, provavelmente, ele vivesse no Universo também. Esses textos indicam que Adão e Eva não foram os primeiros seres criados.
“Quando a Terra saiu das mãos de seu Criador, era extraordinariamente bela. Variada era a sua superfície, contendo montanhas, colinas e planícies, entrecortadas por majestosos rios e formosos lagos. As colinas e montanhas, entretanto, não eram abruptas nem escabrosas, tendo em grande quantidade tremendos despenhadeiros e medonhos abismos como acontece hoje. As arestas agudas e ásperas do pétreo arcabouço da Terra estavam sepultadas sob o solo fértil, que por toda parte produzia um pujante crescimento de vegetação. Não havia asquerosos pântanos nem áridos desertos. Graciosos arbustos e delicadas flores saudavam a vista para onde quer que esta se volvesse. As elevações estavam coroadas de árvores mais majestosas do que qualquer uma que hoje existe. O ar, incontaminado por miasmas perniciosos, era puro e saudável” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 44).
Perguntas para reflexão
1. Quantas evidências de um planejamento para a criação do mundo você consegue identificar?
2. Por quais razões a teoria da evolução não pode ser harmonizada com a doutrina bíblica da criação?
3. Sem dúvida, existem elementos no relato da criação em Gênesis que não podemos explicar. No entanto, por que isso não é razão para rejeitar o relato literal da maneira pela qual Deus criou o mundo?
Respostas sugestivas: 1. A Terra era era um planeta escuro e sem vida, inadequado para os seres vivos. 2. Que a Terra fosse habitada. 3. No primeiro dia, Deus fez surgir a luz. O Criador percebeu que a luz era boa. Deus usou a luz para organizar o tempo e a vida, ao separar as trevas da luz, o dia da noite. 4. Separar as águas acima do firmamento das águas abaixo dele. 5. Deus separou a parte seca da Terra das águas, criou relva, as ervas que dão sementes e árvores frutíferas; as condições para a vida no planeta foram criadas antes da chegada dos animais e seres humanos. 6. Deus falou e a luz passou a brilhar em meio às trevas. A palavra que sai da boca do Senhor não volta vazia, mas realiza o que é do Seu agrado. A palavra de Deus criou os céus e a Terra.
Resumo da Lição 2 – A formação do mundo
O aluno deverá…
Saber: A importância do planejamento na nossa compreensão da criação.
Sentir: Que Deus age propositadamente, com intenções específicas, até mesmo em relação à maneira de viver de cada indivíduo.
Fazer: Procurar conhecer os desígnios de Deus para sua vida e se submeter a eles.
Esboço
I. Saber: A importante função do planejamento no nosso entendimento da criação
A. Que evidências de planejamento e propósito divinos podem ser encontrados na história da criação?
B. De que forma Deus formou e preencheu o ambiente na narrativa da criação?
C. Se Deus criou por meio de processos desprovidos de propósito e planejamento, que tipo de Deus nós temos?
II. Sentir: Apreciação pelo planejamento divino
A. A criação com planejamento faz diferença para sua vida espiritual?
B. Como você pode cultivar uma apreciação e reverência mais profundas pelo poder criativo e regenerador de Deus?
III. Fazer: Submeter-se ao poder criador de Deus
A. Sua vida reflete o poder criador de Deus?
B. O que Deus precisa formar e preencher em sua vida, e como você pode cooperar com Seu propósito de transformar você?
Resumo: Nossa compreensão do planejamento divino na criação é importante porque afeta drasticamente a nossa visão de Deus e, portanto, nosso relacionamos com Ele.
Ciclo do aprendizado
Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Em Gênesis 1, Deus é apresentado como Criador, com propósitos e planos específicos para Sua criação. Se acreditamos que Deus cria através de processos aleatórios, sem propósito, essa visão muda a nossa compreensão de Deus de maneira dramática.
Só para o professor: Expresse em suas próprias palavras os pensamentos contidos no curto ensaio abaixo. Depois, use a atividade a seguir para incutir nos alunos uma compreensão da importância do plano divino em Sua vida.
Diversos estudiosos observaram que os seis dias da criação se dividem em duas partes: formação e preenchimento. Durante os primeiros três dias Deus formou o nosso mundo com traços inacabados, com luz, água e terra seca. Nos últimos três dias, Ele preencheu com mais detalhes o que Ele havia formado. Assim, a luz foi preenchida com o Sol, a Lua e as estrelas. As águas e a terra foram preenchidas, respectivamente, com várias formas de vida, culminando com a criação do homem no sexto dia.
Formar e preencher são evidências de um plano e de um projeto sendo implementados por Deus no processo de criação. O Sol e a Lua foram criados para ajudar a marcar e definir tempos e as estações. As plantas e frutos foram projetados para alimentar animais e seres humanos e, portanto, a predação parece ser excluída do projeto original. Ao criar dois seres humanos de diferentes sexos e unindo-os em casamento, Deus parece ter estabelecido um projeto para a estrutura familiar e os relacionamentos.
Planejamento significa que Deus criou as coisas com intenções e propósitos específicos. Deus tem o direito de prescrever como Sua criação deve funcionar e a maneira pela qual ela deve ser usada. Assim, o planejamento está intimamente relacionado ao direito divino de governar o que Ele criou. Formação e preenchimento fazem parte do modelo simples a partir do qual podemos examinar a importância do projeto divino para nossa vida espiritual.
Compreensão
Só para o professo: Considere por que o planejamento e propósito na criação fazem a diferença na vida do cristão.
Comentário Bíblico
Deus de Galápagos
(Recapitule com a classe Gn 1:14-18.)
Em Gênesis 1, encontramos evidências de que Deus criou com propósitos específicos e tinha objetivos em mente para Sua criação. No nosso texto-chave, por exemplo, as luzes celestes foram feitas para governar o tempo – dias, meses e estações são definidas pelos luminares celestes. Hoje, no entanto, a crença na teoria da evolução desafia a ideia de um projeto na natureza. As observações de Darwin nas Ilhas Galápagos desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento de sua teoria sobre as origens, desprovida de planejamento e propósito, impulsionada pela seleção natural. Valendo-se do contexto de Galápagos, David Hull faz uma pergunta importante: “Que tipo de Deus alguém pode deduzir a partir do tipo de fenômeno sintetizado pelas espécies estudadas por Darwin nas Ilhas Galápagos?” Ele finalmente responde: “O Deus de Galápagos é negligente, esbanjador, indiferente, quase diabólico. Esse não é o tipo de Deus a quem alguém estaria inclinado a orar” (David L. Hull, “O Deus de Galápagos”, Nature 352; 8 de agosto de 1991, p. 486). Que tipo de Deus criaria através de processos evolutivos desprovidos de planejamento?
Alguns teólogos afirmam que Deus não é indiferente ao mal natural, mas que Ele é limitado em Sua própria natureza, de modo que Ele é bom, mas limitado em poder. Assim, embora Deus deseje fazer algo a respeito da dor e do sofrimento no mundo, é incapaz.
Uma segunda opção apresentada afirma que, embora Deus seja todo-poderoso, Seu maior desejo é a liberdade completa do Universo para se auto-criar e auto-determinar. Essa liberdade é considerada mais importante para Deus do que impor algum tipo de ordem ou projeto sobre o Universo. Os defensores desse ponto de vista sugerem que Deus partilha o poder com o Universo, e o Universo, portanto, participa de sua própria criação.
Uma terceira opção é o deísmo. Nessa visão, Deus lança todos os processos naturais e, em seguida, afasta-Se como um desinteressado e ausente senhor de propriedades. Embora esse Deus possa ter todo o poder, Ele mostra pouco ou nenhum interesse pessoal nos assuntos da humanidade. Nessa teoria, é altamente improvável que Deus interaja ou interfira pessoalmente em alguma questão da história da Terra.
Para cada uma dessas três opções, deve-se perguntar: “Por que devo orar a um Deus assim?” Se Deus é limitado em poder, quando muito, a oração poderia permitir que Deus fosse uma simpática, mas inútil caixa de ressonância. Na opção dois, se Deus renunciou ao planos e propósitos para estabelecer e preservar a nossa liberdade, por que orar? Ele não iria interferir em nossa liberdade. Por que intervir, se não há propósito ou planejamento? Finalmente, na opção deísta, por que orar a um Deus desinteressado?
A criação bíblica está fundamentada no planejamento divino, o que torna possível a Deus cuidar, intervir e responsabilizar a humanidade. Assim, o teísmo bíblico nos apresenta um Deus ao qual as pessoas podem estar inclinadas a orar. A oração pressupõe um Deus que cuida e que tem planos e propósitos, os quais criam um senso do que devemos ser. Assim, oramos porque cremos que Deus tem desígnios e propósitos, e queremos sua ajuda, a fim de aproveitá-los. Hull parece estar correto. Não estaríamos inclinados a orar a um Deus que evita o planejamento e cria por meio de processos aleatórios e indiretos.
Pense nisto: Que atributos de Deus você vê na história da criação que levam você a desejar orar a Ele?
Aplicação
Só para o professor: O que acreditamos sobre a maneira pela qual Deus criou afeta outras crenças? Acreditar que Deus criou por meio de um processo aleatório afeta outras áreas da teologia bíblica? Comente as seguintes perguntas e seus elementos. Sinta-se livre para adicionar outras questões além dos itens listados.
Perguntas
Se não há planejamento na criação, qual seria a nossa visão sobre Deus? Como essa visão influenciaria a nossa compreensão dos seguintes assuntos como oração, Escrituras (Revelação e Inspiração), a natureza da verdade, pecado, sábado, justiça, responsabilidade humana e juízo final?
Criatividade
Só para o professor: Enfatize que nossa crença sobre o planejamento afeta a nossa visão de adoração.
Atividade para discussão: Em extremos opostos do espectro da fé encontra-se uma crença religiosa que se conforma a uma revelação divina prescritiva e uma fé que é meramente uma coleção de ideias espirituais desenvolvidas em comunidade. Como o planejamento na criação afeta a compreensão sobre a nossa fé? A criação planejada influencia a nossa maneira de adorar a Deus?
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