sábado, 16 de fevereiro de 2013

"Jesus, provedor e mantenedor" Jovens Lição 8 - 16 a 22/02

Lição 8
16 a 22 de fevereiro




Jesus, provedor e mantenedor






“O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as Suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (Fp 4:19).

Prévia da semana: Deus tem um propósito e um plano que Ele procura manter. Isso parece incompatível com um modelo evolucionista. A doutrina da divina manutenção, portanto, requer uma visão específica de Deus, que parece incompatível com panenteísmo e panteísmo, visões que tendem a tornar Deus indigno de confiança ou igualmente vítima das forças naturais maiores do que Ele mesmo.

Leitura adicional: Dt 8:6-18Sl 23; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, capítulo 39

Domingo, 17 de fevereiro
CPB - Introducao

Luz da criação


Nem um ano se passa sem que desastres naturais causem caos em algum lugar no mundo. Enchentes, furacões e tsunamis destroem vidas, lares e meios de subsistência. Ninguém argumentaria que os mares têm o “direito” de transpor suas fronteiras estabelecidas e invadir todo o litoral. Na realidade, as pessoas concordam que os desastres ocorrem sempre que o mar irrompe na margem da praia, apesar de que o próprio Deus tenha feito “da areia um limite para o mar” (Jr 5:22).

Deus também estabeleceu limites para o comportamento humano. Mesmo assim, não passa nem um dia sem que haja incontáveis transgressões de Seus mandamentos, resultando em desastrosas consequências físicas e espirituais. Espantosamente, sempre argumentamos que temos o “direito” de transpor essas fronteiras.

Nos dias do profeta Jeremias, o povo de Deus tinha saído desses limites fazendo uso da fraude para se tornar rico, recusando-se a defender as necessidades dos pobres entre eles (Jr 5:27, 28). O resultado foi desastre. Deus lhes disse: “Os pecados de vocês têm afastado essas coisas” (v. 25).

Por causa das leis da criação, existe ordem natural. Contudo, transgredir essas leis traz consequências naturais. Deus, em Sua bondade, simples e amorosamente nos comunica a ordem das coisas para que possamos evitar essas consequências. Somos sábios para conhecer Suas fronteiras prescritas e permanecer dentro delas. Desobedecer às ordens de Deus leva à desordem!

O milagre da criação de Deus nos deixa maravilhados. Leia como Jó reagiu a isso nos capítulos 37 e 38 de seu livro. Veja qual é o papel do Senhor na majestade da natureza: “Acaso você sabe como Deus comanda as nuvens e faz brilhar os seus relâmpagos?” (Jó 37:15). “Como se vai ao lugar onde mora a luz? E onde está a residência das trevas?” (Jó 38:19). As criações majestosas de Deus – sejam os belos gorjeios dos pássaros ou os peixes brilhantes – são mistérios para nós. Mas como Deus relembrou a Jó, todas as maravilhas do nosso mundo são Sua obra criativa. Quando observamos Sua criação maravilhosa, nossa única resposta só pode ser a mesma de Jó: essas são “coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber” (Jó 42:3).

Ao você estudar nesta semana sobre a maneira de Deus manter completamente a natureza, considere como Ele também o sustém e provê para suas necessidades.

Mãos à Bíblia

1. Qual é a função de Jesus na existência contínua do Universo? Hb 1:3Cl 1:16, 17

A implicação aqui é que Jesus continua a sustentar a existência do Universo, pelo Seu poder. O Universo não é independente. Sua existência depende do exercício contínuo da vontade divina. Essa é uma refutação ao deísmo, filosofia que ensina que Deus criou o mundo para que governasse a si mesmo e, em seguida, o deixou para que evoluísse sem qualquer ação adicional dEle. A Bíblia exclui essa teoria.

2. Como Paulo descreve nosso relacionamento com Jesus? 1Co 8:6At 17:28 (leia também 2Co 5:17 e Ef 2:10; observe as referências à criação nesses textos)


Rachel E. Leer | Lebanon, Pennsylvania, EUA

Segunda, 18 de fevereiro
CPB - Evidencia

A lista de tarefas de Deus


Como sustentador e provedor, Deus tem uma “lista de coisas a fazer” que inclui revelar-Se e a Sua glória por meio da natureza e de Seu povo. Em 1 Pedro 2:9, vemos que Ele nos fez “geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus”. Ao contarmos aos outros como Ele nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” e nos tem mostrado Sua misericórdia (1Pe 2:9, 10), Ele recebe a glória que é devida somente a Ele. Quando Jesus nos sustém e provê para nossas lutas, Ele recebe o louvor, a honra e a glória ao nossa fé ser “refinad[a] pelo fogo” (1Pe 1:6, 7).

Também levamos outros a Ele quando obedecemos às leis e às autoridades “por causa do Senhor” (1Pe 2:13). E quando usamos os dons e habilidades que Deus nos deu para ajudar a sustentar outros bem como a nós mesmos, Ele é “glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre” (1Pe 4:11). Se a maior prioridade de Deus é revelar Sua glória, é nosso privilégio e responsabilidade, como Seu povo, refletir essa glória.

Em Gênesis 1, quando Deus falou e trouxe algo à existência, “assim foi”. Confira os versos 791115 e 24. Isso significa que as palavras de Deus são verdadeiras e poderosas. Quando Ele fala, algo acontece. Conforme leio sobre o começo do nosso mundo e o poder das palavras de Deus, penso sobre outras coisas que Deus e Seu Filho Jesus disseram; outras coisas nas quais podemos confiar. Quando Jesus estava falando sobre Seus seguidores [Suas ovelhas], Ele disse: “Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da Minha mão” (Jo 10:28). Se colocarmos nossa confiança nEle, poderemos ter a certeza de que temos vida eterna e viveremos com Ele para sempre.

O escritor aos hebreus disse: “Contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: ‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei’” (Hb 13:5). Assim, podemos estar certos de que Deus nos suprirá e nos sustentará em todas as circunstâncias. Ele nunca nos deixará sozinhos.

Uma das promessas mais confortadoras de Jesus é esta: “Voltarei e os levarei para Mim” (Jo 14:3). E porque Ele garantiu, podemos acreditar e esperar confiantemente aquele dia.

Mãos à Bíblia

Deus proveu alimentos para os seres vivos (Gn 1:29, 30) de tal maneira que violência e morte jamais fossem necessárias para suprir suas necessidades.

3. O que a Bíblia indica sobre o interesse especial de Deus em prover para Adão e Eva? Gn 2:8, 9

Deus não somente proveu generosamente alimento por toda a Terra, mas preparou um jardim especial para Adão e Eva, com árvores agradáveis aos olhos e boas para a alimentação (Gn 2:9). Atualmente, mesmo com o dano causado pelo pecado, podemos ver que “a natureza é um poder, mas o Deus da natureza é um poder ilimitado. Suas obras representam Seu caráter. Os que O julgam a partir de Suas obras, e não a partir das suposições dos grandes homens, verão Sua presença em tudo” (Ellen G. White, The Signs of the Times, 13 de março de 1884).


Rachel S. Tandug | Davao City, Filipinas

Terça, 19 de fevereiro
CPB - Exposicao

Paisagem alterada


Congelado (Gn 1:1). Amo meu jardim. Mas, vivendo na região centro-oeste dos Estados Unidos, o inverno reduz sua beleza a uma paisagem congelada, improdutiva e coberta de neve. Não era assim no Jardim do Éden. O paraíso era um jardim de tirar o fôlego durante todo o ano. E foi nesse jardim que Adão e Eva se deleitaram na maravilhosa criação de Deus e na alegria da perfeita harmonia com Ele e de um com outro. Foi assim até que Satanás entrou em cena trazendo ervas daninhas, espinhos, destruição e morte.

Grande contraste (Gn 1Mt 4:1-17). Você não pode deixar de perceber o grande contraste da paisagem em Gênesis 1 e em Mateus 4:1-17. Em Mateus, o mesmo sedutor que uma vez entrou no jardim de Deus, deu as boas-vindas a Deus em seu território – o árido e perigoso deserto.

O deserto pode ser uma figura do que o mundo – e a vida – se torna quando Satanás tem seu caminho. Com um golpe decisivo, a alegria do Éden foi substituída pela esterilidade da vergonha. Mas Jesus foi vitorioso no terreno de Satanás! E Ele provê uma forma de nós também termos vitória – uma vitória que nos mostra que o inimigo não mais tem força sobre nossa vida; uma vitória que nos assegura que está chegando o dia em que não mais iremos nos desgastar no deserto de Satanás, mas seremos conduzidos para o Céu, onde a alegria do Éden será nossa para sempre.

A obra do Todo-poderoso (Gn 1:272:15). Ao observarmos a natureza e as pessoas ao nosso redor, somos lembrados de que Deus fez cada um de nós único, que cada um de nós serve a um propósito único. A tendência natural de um é erguer os olhos e ver o “quadro todo”, enquanto o outro olha para baixo e se concentra nos detalhes. Tanto o quadro todo quanto os detalhes são importantes. Um não é melhor do que o outro. Deus provê e nos sustém concedendo-nos talentos individuais e dons espirituais para que possamos trabalhar juntos como um “corpo” conhecido como igreja.

Na Bíblia, vemos Deus Se deleitando em Sua criação. Gênesis 1 registra a coroação desse divino processo criativo. “Criou Deus o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (v. 27). Então Deus encarregou a raça humana da tarefa de cultivar o jardim (Gn 2:15).

Antes da criação, “a Terra era sem forma e sem vida. Seus elementos estavam todos misturados, completamente desorganizados e inanimados”.* Então, pela obra do Todo-poderoso, a desorganização se tornou “os céus e a Terra”, em conjunto com estrelas, um Sol e uma Lua, todo tipo de árvores, flores, pássaros, animais, peixes e, finalmente, um homem e uma mulher. Graças às obras magnificentes da divindade – com o Filho cumprindo a vontade do Pai como o Agente da criação e o Santo Espírito como a Presença pairando –, a Terra se tornou uma maravilha para ser contemplada. E a história começou sua longa marcha em direção ao dia de hoje.

Gênesis 1:1 nos provê de conceitos suficientes para contemplarmos por toda a vida. O primeiro verso da Bíblia fala de glória suficiente, majestade suficiente, temor suficiente para nos deixar sem fala diante de Deus. Assim como não teríamos existência sem a ação sustentadora dEle, tampouco teríamos o cosmo sem Seu ato poderoso no momento da criação.

Em admiração, nos perguntamos o que havia antes “do princípio”. Com louvor ofegante nos maravilhamos com as palavras: “Deus criou os céus e a Terra.” Nós lemos – e permanecemos em adoração. “Nada” jamais foi tão fascinante!

O amor de Deus por nós é tão profundo que temos dificuldade de compreendê-lo. Ele desce até nós através da escuridão deste mundo pecaminoso, mesmo embora não sejamos merecedores e não tenhamos esperança. A Bíblia diz que, antes de Deus criar nosso planeta, Ele tinha decidido revelar a profundidade do Seu amor por nós por meio da morte de Seu Filho na cruz, caso isso fosse necessário (1Pe 1:13-21Ap 13:8).

Em minha imaginação, olho para trás no tempo e vejo o Senhor levantando montanhas a alturas majestosas, cortando vales para rios fluírem e estendendo vastas planícies. Eu O vejo criando os grandes oceanos e os lindos lagos. Então, eu O vejo parar e refletir na beleza de Sua criação. Ele observa a parte do mundo em que Seu Filho nasceria. Ele sabe que Jesus será rejeitado e crucificado. Com um movimento de Sua mão Ele poderia destruir o mundo e poupar Seu Filho da agonia da cruz. Mas Ele não o fez. Por causa do Seu amor, o Filho veio à Terra e foi assassinado. Ele pagou a penalidade pelos nossos pecados. Em João 3:16, lemos: “Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”

* The SDA Bible Commentary, v. 1, 1ª ed., p. 209.

Mãos à Bíblia

4. Se Deus está no controle da criação, por que ocorrem tragédias? Leia Jó 42. O que esse capítulo nos responde? Quais perguntas permanecem sem resposta?

O livro de Jó nos revela o cenário do grande conflito (Ap 12:12), no entanto, não explica todos os exemplos do mal. De fato, explicar o mal, em certo sentido, seria justificá-lo, e nunca poderemos fazer isso. O grande conflito pode revelar as grandes questões por trás do mal, mas não diz muita coisa sobre cada exemplo do mal. Assim como Jó, podemos não receber uma resposta para nossas perguntas. Mas a história de Jó nos dá uma importante compreensão da natureza do mal. Isso nos mostra que Deus não ignora as lutas que enfrentamos.


Farrah Paterniti |Taylor, Michigan, EUA

 

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Quarta, 20 de fevereiro
CPB - Testemunho

Designado por Deus


Vivemos neste mundo agitado e parece que simplificar a vida nunca foi tão complicado! Deus, contudo, provê um tempo de descanso que nos sustém física e espiritualmente. Por seis dias Ele trabalhou para trazer ordem para nosso mundo. Mas, no sétimo dia, Ele descansou e assim demonstrou que descansar é apropriado e correto. Jesus nos mostrou a importância do descanso quando Ele descansou ao lado de um poço após uma longa caminhada (Jo 4:6) e quando Ele dormiu no barco (Mc 4:38). Também descansou quando Ele e Seus discípulos escaparam das multidões (Mc 6:31, 32). Se o Senhor descansou da obra da criação e do Seu ministério terrestre, também precisamos descansar das nossas obras. Nossos momentos de descanso nos renovam para as horas de serviço.

“O sábado [descanso] convida-nos a contemplar, nas obras criadas, a glória do Criador. Por desejar Jesus que assim fizéssemos, Ele envolveu Suas preciosas lições com a beleza das coisas naturais. Mais do que em qualquer outro dia, devemos, no santo dia de descanso, estudar as mensagens que Deus para nós escreveu na natureza. Devemos estudar as parábolas do Salvador onde Ele as pronunciou, nos campos e prados, sob céu aberto, entre a relva e as flores. À medida que penetramos no seio da natureza, Cristo torna real Sua presença, e nos fala ao coração de Sua paz e amor.

“Cristo não ligou Seus ensinos somente com o dia de repouso, mas com a semana de trabalho. [...] Ele deseja que, em cada ramo de trabalho útil e em cada associação da vida, achemos uma lição da verdade divina. Então, nossa faina cotidiana não mais nos absorverá a atenção para nos levar a esquecer de Deus. Continuamente seremos lembrados do Criador e Redentor. O pensamento em Deus, qual fio de ouro, passará entretecido em todos os nossos cuidados e ocupações domésticas. Para nós, a glória do Seu semblante repousará novamente na face da natureza. Estaremos aprendendo novas lições de verdades celestiais e crescendo à semelhança de Sua pureza. Dessa maneira seremos ensinados pelo Senhor e, no estado em que somos chamados, ficaremos ‘diante de Deus’” (Ellen G. White,Conselhos Sobre Saúde, p. 165).

Mãos à Bíblia

5. Como Deus age na criação a fim de manter Suas criaturas? O que isso nos diz sobre Seu interesse no mundo criado?Mt 5:45Sl 65:910

6. Que fenômeno semelhante é observado nos textos seguintes? Gn 8:1Êx 10:13Nm 11:31
Em 2 Reis 20:9-11, vemos um dos milagres mais inusitados de toda a Bíblia. O que esse e outros milagres devem nos dizer é que existem muitas coisas sobre a criação, e as ações de Deus em Sua criação, que estão muito além de nossa compreensão. Por isso é tão fundamental que cheguemos a um conhecimento pessoal de Deus e conheçamos por nós mesmos a realidade do Seu amor. Dessa forma, aprenderemos a confiar nEle, apesar de tudo que não entendemos.


Mark Andrew Paterniti Taylor, Michigan, EUA

Quinta, 21 de fevereiro
CPB - Aplicacao

Louvando nosso provedor e sustentador


Gênesis 1:1 não é o único lugar na Bíblia em que lemos sobre a criação. Entrelaçados ao longo das Escrituras estão lembretes de que Deus moldou nosso mundo – nos dizendo de vez após vez quanto é vital acreditar que o Universo e o nosso mundo existem por causa da mão poderosa de Deus e que somente Ele é nosso Sustentador e Provedor.

Uma das principais razões para explorar o que a Palavra de Deus diz sobre a criação é que Lhe daremos o louvor como Lhe é devido. Como louvamos a Deus? Existem muitas maneiras. A seguir estão algumas:

Louve a Deus com agradecimento. Davi nos encoraja: “Ofereça a Deus em sacrifício a sua gratidão” (Sl 50:14), e: “Proclamarei Sua grandeza com ações de graças” (Sl 69:30). Quando somos gratos pelo que Deus faz por nós, os tempos ruins são mais fáceis de suportar. Que mau tempo você pode estar enfrentando agora, que fardo está carregando que possa ser tornado mais leve pela sua gratidão a Deus por algo que Ele lhe deu ou fez por você?

Louve a Deus por meio da música. Quando os israelitas escaparam do Egito, Miriã e outras mulheres tocaram seus tamborins, cantaram e dançaram em gratidão a Deus por libertá-los da escravidão e conduzi-los em segurança através do Mar Vermelho. Considere como você pode louvar a Deus por meio da música. Você não sabe tocar um instrumento ou canta desafinado? Escutar sua música cristã favorita que o inspira a amá-Lo mais também é uma forma de louvar.

Louve a Deus por Suas obras criativas. A bondade de Deus é o ponto de Sua criação. Ele é “bom para todos; a Sua compaixão alcança todas as Suas criaturas” (Sl 145:9). Salmo 148:3-6 instrui o Sol, a Lua e as estrelas a louvá-Lo porque Ele os criou e “indicou as órbitas nas quais os corpos celestiais se movem. Eles executam suas rotações com precisão infalível dentro das fronteiras que Ele prescreveu”.* Sua obra criativa também inclui a obra que Ele faz por nós e em nós em termos de nossa salvação. Ele morreu por nossos pecados. E Ele vive em nosso coração por meio do Seu Santo Espírito; assim podemos nos tornar como Ele. O que na natureza o inspira a louvar a Deus? Como Sua salvação o tem inspirado a louvá-Lo em palavra ou atos?

* The SDA Bible Commentary, v. 3, 2ª ed., p. 940.

Mãos à Bíblia

O pecado trouxe uma novidade: a necessidade de vestuário. Adão e Eva tentaram preparar roupas para si mesmos, mas as roupas de folhas de figueira foram bastante insatisfatórias. Era necessário algo melhor, o que Deus proveu com peles de animais. O fato é que Deus supriu as necessidades deles, embora tivessem caído em pecado. Esse é outro exemplo da graça de Deus provendo para nós, apesar de nossa indignidade.

7. Que mensagem importante Jesus nos apresenta sobre o cuidado de Deus? Como devemos entendê-la, em face das provações e tragédias que afetam de modo tão significativo a vida das pessoas? Mt 6:25-34

Deus não promete a Seu povo uma vida de luxo, livre de sofrimento, mas promete suprir nossas necessidades e nos fortalecer, de modo que possamos enfrentar nossos desafios. Só não podemos esquecer a realidade do grande conflito e o fato de que estamos em um mundo caído.


Leonardo del Rosario Jr. | Davao City, Filipinas

Sexta, 22 de fevereiro
CPB - Opiniao

Adão, Eva e eu


Quando Adão e Eva encararam a tentação pela primeira vez, muitas das coisas que foram verdadeiras para eles não são verdadeiras para nós. Eles viviam num meio ambiente perfeito. A influência da família não podia ser culpada por sua escolha de fazer o que era errado. Adão e Eva permaneceram na manhã da criação como criaturas maravilhosas. Nenhuma herança pecaminosa, nenhum ambiente devastado podia levar a culpa pela queda deles.

Também havia muitos pecados que Adão e Eva não podiam cometer. Eles não podiam cometer adultério. Eles não podiam roubar de ninguém. Eles não podiam desonrar pai ou mãe. Eles não podiam prestar falso testemunho, não podiam cobiçar a propriedade de alguém.

Mas a essência do pecado é a mesma de hoje: desacatar nosso Provedor e Sustentador. No ponto crucial da tentação deles, Adão e Eva não levaram a sério o que seu Provedor e Sustentador havia dito. Nas tentações que enfrentamos hoje, também precisamos decidir se acreditamos que o Senhor nos concederá força para nos ajudar a fazer o que é correto. Também precisamos entender que o pecado pode devastar nosso relacionamento com Ele. Também precisamos do perdão dEle, quando caímos.

Leia em algum jornal e as manchetes lhe dirão o que está errado com o mundo. Assista televisão, navegue pela internet ou fale com os amigos e você descobrirá que não faltam opiniões sobre o que está errado no planeta Terra. Isso porque apontar o que está errado é fácil.

Quando terroristas raptaram aviões e colidiram com o Pentágono, com dois arranha-­céus em Nova York e num campo na Pensilvânia, o mundo rapidamente chamou isso de mal. O poder destrutivo desses eventos paralisou as pessoas e as fez se sentirem desprotegidas. É isso que o mal faz de “melhor”: nos faz sentir impotentes. Mas nós não somos. O apóstolo Paulo descreveu a resposta apropriada. Devemos abominar o mal (Rm 12:9), não pagar o mal com mais mal (v. 17), nem ser dominados por ele (v. 21).

A verdadeira vítima do mal é a bondade – a bondade que Deus designou como parte da criação para cada um apreciar (Gn 1:4-31); a bondade que Ele provê como nosso Sustentador e Provedor.

Sim, o mal ocupa todas as manchetes, mas a bondade de Deus é mais forte e Ele deseja que a usemos para superar o inimigo dEle e nosso.

Mãos à obra

- Leia Gênesis 1 e 2 e faça uma lista das maneiras específicas com que Deus proveu para Adão e Eva suas necessidades físicas, emocionais, intelectuais e espirituais.

- Musicalize Filipenses 4:19. Ensine sua nova canção para sua unidade da Escola Sabatina.

- Leia as seguintes histórias da provisão de Deus, depois medite nelas: Gn 21:9-20 (Hagar); Gn 22:1-19 (Isaque); Êx 16 (israelitas); Is 53 (Messias); Mt 14:13-21 (os cinco mil).

- Faça uma lista de algumas das suas necessidades pessoais e separe tempo cada dia para orar por elas.

- Peça a Deus que lhe mostre uma pessoa cuja necessidade você pode preencher em nome dEle. Dê a essa pessoa um presente de alimento, roupas, gás ou uma palavra de encorajamento, de acordo com a necessidade dela, juntamente com uma nota deixando-a saber o quanto Deus a ama.


Glenn Brian Ente | Subic, Zambales, Filipinas

Apocalipse 17: 07 - 11 - Bento XVI é o sétimo rei, e João Paulo II vai reaparecer?


Bento XVI é o sétimo rei, e João Paulo II vai reaparecer?


Bento XVI é o sétimo rei, e João Paulo II vai reaparecer?

Ontem ouvi a notícia sobre a renúncia de Bento XVI. Uma pessoa entrevistada dizia com todo o fervor: “Jesus está a voltar, João Paulo II vai ressuscitar e devemos estar preparados”

Com a renúncia de “Joseph Alois Ratzinger” marcada para o dia 28/02/2013 tem surgido algumas expectativas no meio do mundo cristão. Alguns evangélicos se têm voltado para Apocalipse 17:7-11 que é uma das passagens bíblicas mais difícil de ser entendida.


Há, pelo menos, dois pensamentos sobre este assunto; um mais “fervoroso” e outro mais “racional”. Entre os “fervorosos” estão alguns ex-adventistas, não adventistas e até alguns adventistas. E entre os “racionais” estão teólogos adventistas e estudiosos não adventistas, que abordam o tema com mais cuidado e sabedoria.

Leia o texto com atenção: “E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres. A besta que viste foi e já não é, e há-de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá. Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo. E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.” Apocalipse 17:7-11

Os mais “fervorosos” dizem que os sete reis representam sete papas recentes, desde que Mussolini concedeu o que hoje é o país do Vaticano  pois, antes os papas eram apenas papas e Roma tinha um rei distinto. A partir do papa Pio XI, que se tornou rei, todos papas também foram reis de Roma, o que faria de Bento XVI o "sétimo rei" conforme o v. 10.

Vamos contar:
a- Pio XI (1922 –1939). (caiu)
b- Pio XII (1939-1958). (caiu)
c-João XXIII (1958-1963). (caiu)
d- Paulo VI (1963-1978). (caiu)
e- Papa João Paulo I (1978).(caiu)
f- Papa João Paulo II. (existia)
g- Bento XVI. (duraria pouco tempo).

Dentro desta perspectiva, necessariamente, João Paulo II, será o próximo papa novamente, o 8º rei.
    
Os teólogos que se preocupam em fazer uma exegese mais profunda do texto dizem que a profecia também é revestida de importância para o tempo do profeta. Em outras palavras, a profecia não é simplesmente para saciar a curiosidade do profeta sobre um futuro distante, mas sim para revelar a ação constante de Deus na história do Seu povo, incluindo o momento em que o profeta vive, no seu contexto e circunstâncias imediatas, e tendo que ser analisado todo o período da igreja de Deus dentro da profecia bíblica.

Dentro desta perspectiva fica assim a compreensão do texto:
a)"Cinco já caíram" - Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia e Grécia
b) "Um é" - Roma pagã do tempo de Cristo e João
c) "Outro ainda não é vindo  e quando vier, deve permanecer pouco tempo" Refere-se a Roma papal  que vai do período de 538 até 1798
d) “E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.” Refere-se ao próprio Satanás que tem instigado a liderança da igreja romana a lutar contra Deus, mas que será destruído, parcialmente por Deus na segunda volta de Cristo e definitivamente, após os mil anos.

Essa interpretação descarta por completo a hipótese de que os seis reis são papas do século XX e XXI, e que o sétimo seja Bento XVI, e que João Paulo II irá ressuscitar ou reaparecer.

Resta esperar para ver, pois faltam apenas 16 dias para a renúncia oficial de Bento XVI e está prevista a eleição do novo papa para a Páscoa.

Deixo a sugestão de continuarmos confiando em Deus e em Sua Palavra, de forma serena e em perfeita paz com Deus e com os homens, "Porque ainda um pouquinho de tempo, Aquele que há-de vir, virá, e não tardará."

Luís Carlos Fonseca

"Jesus, provedor e mantenedor" lição 8 adultos - 16 a 23 de fevereiro


Lição 8
16 a 23 de fevereiro



Jesus, provedor e mantenedor






Sábado à tarde
Ano Bíblico: Nm 15, 16

VERSO PARA MEMORIZAR: “O meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Fp 4:19).

Leituras da semana: Hb 1:3Cl 1:16, 17Jó 42Mt 5:456:25-3410:28

Deus mantém a criação de maneira tão regular que, muitas vezes o Universo é comparado a uma máquina que Deus deixou para funcionar por si mesma. No entanto, em lugar de uma máquina, a metáfora melhor é que a criação é como um instrumento musical que Deus usa para produzir a desejada “melodia”. Ou seja, Ele está constantemente envolvido na manutenção de tudo que criou.
No Universo, nada existe independentemente do Senhor. Ele criou tudo: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1:3). Não só isso, mas Ele é quem sustenta tudo. Ainda mais surpreendente é saber que Aquele que criou e tudo mantém foi crucificado por nós.

“O apóstolo Paulo, escrevendo pelo Espírito Santo, declarou acerca de Cristo: ‘Tudo foi criado por Ele e para Ele. E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele’ (Cl 1:16, 17, RC). A mão que sustém os mundos no espaço, a mão que conserva em seu ordenado arranjo e incansável atividade todas as coisas através do Universo de Deus, é a que na cruz foi pregada por nós” (Ellen G. White, Educação, p . 132).

Domingo
Ano Bíblico: Nm 17–19

O Mantenedor


1. Qual é a função de Jesus na existência contínua do Universo? Hb 1:3Cl 1:16, 17

A implicação aqui é que Jesus continua a manter a existência do Universo, pelo Seu poder. O Universo não é independente. Sua existência depende do exercício contínuo da vontade divina. Essa é uma refutação ao deísmo, filosofia segundo a qual Deus criou o mundo para que governasse a si mesmo e, em seguida, o deixou para que evoluísse sem qualquer ação adicional dEle. A Bíblia exclui tal teoria.

Além disso, Deus não está na criação, constantemente criando-a, como nas falsas teorias do panteísmo (Deus e o Universo são a mesma coisa) ou panenteísmo (Deus habita o Universo como se fosse seu próprio corpo). Ele não é dependente do Universo de maneira nenhuma. Ele é separado do Universo; existiu e continua a existir independentemente dele. O Universo depende de Deus, mas o Criador não depende do Universo.

2. Como Paulo descreve nosso relacionamento com Jesus? 1Co 8:6At 17:28

Dependemos do poder mantenedor de Deus, momento a momento, dia após dia. É por causa do Seu amor que continuamos a existir e somos capazes de agir e formar relacionamentos. De modo especial, isso é verdade para os que se entregaram a Deus e que estão, como Paulo descreve, “em Cristo” (2Co 5:17Ef 2:10; observe as referências à criação nesses textos). Outra verdade é que mesmo os que rejeitam a salvação dependem do poder sustentador de Deus para sua existência. Daniel apresentou esse ponto de modo muito incisivo ao rei Belsazar, quando disse: “Mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a Ele não glorificaste” (Dn 5:23).

Com tudo isso em mente, como podemos entender a realidade do livre-arbítrio e livre escolha? Por que esses elementos da nossa existência são tão importantes para o conjunto das nossas crenças?

Segunda
Ano Bíblico: Nm 20, 21

Generoso Provedor


Gênesis 1:29, 30 mostra que, quando Deus criou os seres viventes, também providenciou alimento para eles. Ervas, frutas e sementes foram os alimentos escolhidos tanto para os seres humanos quanto para os animais. Nada é dito sobre violência contra outros seres viventes ou competição por recursos. O generoso Provedor criou muita comida para que todos pudessem participar sem necessidade de violência.

Há um contraste muito grande em relação aos modelos comuns para a existência, propostos pela teoria evolucionista, segundo a qual a vida humana, de fato toda vida, existe unicamente através de um violento processo de predação e sobrevivência do mais apto. Os primeiros capítulos de Gênesis não reconhecem nada disso. Ao contrário, eles revelam um mundo que era, literalmente, um paraíso desde o princípio. Por isso, quando o Senhor acabou de criá-lo, a Bíblia registra as seguintes palavras: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia” (Gn 1:31).

3. O que a Bíblia indica sobre o interesse especial de Deus em prover para Adão e Eva? Gn 2:8, 9

Já observamos que Deus havia providenciado alimento para todas as Suas criaturas, incluindo os seres humanos. Então, vemos Deus indo um passo adiante. Ele não somente proveu generosamente alimento por toda a Terra, mas preparou um jardim especial para Adão e Eva, com árvores agradáveis aos olhos e boas para a alimentação (Gn 2:9). O jardim, com sua beleza e variedade de alimentos, foi uma provisão do extraordinário amor e graça de Deus. Um dom da graça porque Adão e Eva não haviam feito nada para merecer, mas o Senhor lhes ofereceu gratuitamente e o preencheu generosamente.

Conforme demonstrado em lição anterior, estamos muito longe da criação original. Nosso mundo está muito danificado. Parece que nada na Terra foi poupado. No entanto, mesmo em meio ao dano, existe uma poderosa evidência do amor de Deus.

“A natureza é um poder, mas o Deus da natureza é um poder ilimitado. Suas obras representam Seu caráter. Os que O julgam a partir de Suas obras, e não a partir das suposições dos grandes homens, verão Sua presença em tudo” (Ellen G. White, The Signs of the Times [Sinais dos Tempos], 13 de março de 1884).

Ao observar a natureza, você consegue perceber “Sua presença em tudo”?

Terça
Ano Bíblico: Nm 22–24


Mal natural


Uma das grandes questões com as quais os crentes em um Deus amoroso têm que lidar é a questão do mal, não apenas a maldade humana, mas o que é chamado “mal natural”. Isto é, quando coisas ruins acontecem na natureza (inundações, furacões, secas, terremotos, etc.), que causam tanta dor e sofrimento, não apenas para os seres humanos, mas também para os animais.
Como devemos entender essas coisas? Afinal, se Deus está no controle da criação, por que essas coisas acontecem? Um dos mais antigos livros da Bíblia é o de Jó, no qual essas questões (e outras) se tornaram dolorosamente reais para ele.

4. Leia Jó 42. O que esse capítulo nos responde? Que perguntas permanecem sem resposta?

Quem já leu o livro de Jó talvez obteve mais perguntas do que respostas. O livro revela verdades importantes sobre o grande conflito (Ap 12:12), que ajudam a formar um pano de fundo decisivo para começarmos a entender a existência do mal. O cenário do grande conflito, no entanto, não explica todos os exemplos do mal. De fato, explicar o mal, em certo sentido, seria justificá-lo, e nunca poderemos fazer isso. O grande conflito pode revelar as grandes questões por trás do mal, mas não diz muita coisa sobre cada exemplo do mal.

Jó não entendia, e nós também não entendemos quando nos deparamos com perdas tão catastróficas. Embora Deus tivesse falado com Jó, Ele não respondeu às perguntas do patriarca, nem explicou a causa do que acontecia. Ele simplesmente lembrou a Jó que havia coisas além do seu conhecimento e que ele precisava confiar em Deus, o que Jó fez. Nossa experiência é muitas vezes semelhante. Podemos não receber uma resposta para nossas perguntas. Mas a história de Jó nos dá uma importante compreensão da natureza do mal, e isso nos mostra que Deus não ignora as lutas que enfrentamos.

Leia novamente a citação de Ellen G. White, na lição de sábado. De que maneira ela nos ajuda a lidar melhor com a questão do mal, sabendo que o próprio Deus também sofreu muito por causa disso?

Quarta
Ano Bíblico: Nm 25–27

Governando uma criação danificada


5. Como Deus age na criação a fim de manter Suas criaturas? O que isso nos diz sobre Seu interesse no mundo criado? Mt 5:45Sl 65:9, 10

Estamos familiarizados com o Sol e a chuva, e os cientistas dão explicações para os processos envolvidos em cada um deles. No entanto, há mais a respeito da história do que a ciência pode dizer. Nos bastidores, Deus está ativamente suprindo as necessidades de Suas criaturas. Podemos não entender Seus caminhos, mas sabemos que Ele está no controle. Um hábil músico pode tocar um instrumento de maneira a atrair a atenção das pessoas para a música, e não para o músico. Do mesmo modo, Deus organiza a criação de maneira que vemos, muitas vezes, Suas obras e ficamos impressionados com a grandiosidade da criação. Ao mesmo tempo, podemos não reconhecer que Deus está nos bastidores, arranjando os eventos de acordo com Sua vontade e planejando para que todas as coisas finalmente cooperem para o bem daqueles que O amam (Rm 8:28).

6. Que fenômeno semelhante é observado nos textos seguintes? Gn 8:1Êx 10:13Nm 11:31

O vento é um fenômeno comum e geralmente entendemos sua causa. Mas nesses textos, o vento ocorre em circunstâncias especiais. Poderíamos chamá-los de “ventos providenciais”. Eles ocorrem em tempos e lugares específicos e realizam propósitos específicos. Embora possam parecer “naturais”, há um Ser invisível realizando os propósitos de Sua vontade, usando recursos do mundo que Ele criou para cumpri-los.

Em 2 Reis 20:9-11, vemos um dos milagres mais inusitados de toda a Bíblia. A relação entre o Sol, a Terra e a duração do dia parece ser uma das características mais estáveis e previsíveis da experiência humana. Imagine a reação da comunidade científica de hoje, se um evento semelhante ocorresse em nossos dias. No entanto, devemos perguntar: “Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18:14). O que esse e outros milagres devem nos dizer é que existem muitas coisas sobre a criação, e as ações de Deus em Sua criação, que estão muito além de nosso entendimento. Por isso é tão crucial que cheguemos a um conhecimento pessoal de Deus e conheçamos por nós mesmos a realidade do Seu amor. Dessa forma, aprenderemos a confiar nEle, apesar de tudo o que não entendemos.

Quinta
Ano Bíblico: Nm 28–30


Provedor para uma criação danificada


“Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mt 6:26).

Mesmo depois que Adão e Eva pecaram e já não podiam entrar no jardim, Deus supriu suas necessidades físicas imediatas (Gn 3:21). O pecado trouxe uma novidade: a necessidade de vestuário. Adão e Eva tentaram preparar roupas para si mesmos, mas as roupas de folhas de figueira foram bastante insatisfatórias. Era necessário algo melhor, o que Deus proveu na forma de peles (Consideraremos mais acerca do significado das peles em outra lição). O ponto é que Deus supriu as necessidades deles, embora tivessem caído no pecado. Esse é outro exemplo da graça de Deus provendo para nós, apesar de nossa indignidade.

7. Que mensagem importante Jesus nos apresenta sobre o cuidado de Deus? Como devemos entendê-la, em face das provações e tragédias que afetam de modo tão significativo a vida das pessoas? Mt 6:25-34

Essas são palavras muito confortadoras, e precisamos nos apegar a elas com todo o coração, alma e mente, especialmente em tempos de grande sofrimento, perda e necessidade. Jesus morreu por nós, não pelos lírios ou pássaros. Podemos ter certeza de Seu amor por nós, independentemente das circunstâncias. No entanto, as circunstâncias às vezes podem ser bastante assustadoras. Vemos fome, seca, inundações, epidemias e morte em toda parte, e os cristãos também não estão imunes a essas tragédias.

Deus não promete a Seu povo uma vida de luxo, livre de sofrimento, mas promete suprir nossas necessidades e nos fortalecer, de modo que possamos enfrentar nossos desafios. Só não podemos esquecer a realidade do grande conflito e o fato de que estamos em um mundo caído.

Leia Mateus 10:28. Como esse verso, combinado com os versos de hoje, poderia nos ajudar a lidar melhor com as duras realidades que muitas vezes enfrentamos?

Sexta
Ano Bíblico: Nm 31, 32

Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 259-261: “Leis da Natureza”.

“Homens de ciência julgam poder compreender a sabedoria de Deus, aquilo que Ele fez ou pode fazer. Prevalece largamente a ideia de que Ele é restrito pelas Suas próprias leis. Os homens ou negam ou ignoram Sua existência, ou julgam explicar tudo, mesmo a atuação de Seu Espírito sobre o coração humano; e não mais reverenciam Seu nome nem temem Seu poder. Não creem no sobrenatural, não compreendem as leis de Deus, nem Seu poder infinito para executar Sua vontade por meio deles. Conforme é usualmente empregada, a expressão “leis da natureza” compreende o que o homem tem podido descobrir com relação às leis que governam o mundo físico. Mas quão limitado é o seu conhecimento, e quão vasto é o campo em que o Criador pode atuar em harmonia com Suas próprias leis e, todavia inteiramente além da compreensão de seres finitos!” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 114).

Perguntas para reflexão
1. Leia atentamente a citação acima. O que ela está dizendo? Podemos ver os cientistas hoje fazendo exatamente o que foi descrito?
2. A ciência de nossos dias é muito melhor do que costumava ser para explicar, através dos meios naturais, por que certas coisas acontecem ou por que deixam de acontecer. O problema não está com os “meios naturais” ou “leis naturais”, mas com a ideia de que esses meios e leis são tudo o que existe, e de que não há forças sobrenaturais por trás deles. O que há de errado com essa suposição? Por que, logicamente, isso não faz sentido? (Reflita: De onde surgiram essas leis?) Por que essa ideia é tão contrária aos ensinamentos mais básicos da Bíblia?
3. Como a imagem da criação comparada a um instrumento musical oferece um quadro mais preciso do relacionamento de Deus com a criação do que a imagem da criação como máquina?
4. Que eventos especiais poderíamos considerar apenas “forças da natureza”? Veja, por exemplo, 1 Reis 19:11, 12.

Respostas sugestivas: 1. O Senhor sustenta todas as coisas pelo poder de Sua palavra. Ele é Criador e Mantenedor do Universo. 2. Jesus nos criou e mantém a nossa vida; nEle vivemos, nos movemos e existimos. 3. Deus colocou no jardim árvores belas e boas para alimentar Adão e Eva. Estava ali também a árvore da vida. 4. Deus mostrou Sua onipotência e onisciência. Ao perceber que o Criador estava perto dele e ao notar como era o caráter dEle, Jó se arrependeu do que havia dito e pensado, em razão de sua ignorância. A renovação das bênçãos sobre a família de Jó respondeu uma parte das perguntas de Jó e trouxe confiança em relação às perguntas não respondidas. 5. Deus envia o Sol e a chuva para prover alimento aos habitantes da Terra. 6. Deus utilizou o vento de modo sobrenatural, em favor de Seu povo e para mostrar Seu poder. 7. Se Deus alimenta as aves e veste a erva do campo, devemos confiar na Sua provisão quanto ao alimento, bebida, vestuário, proteção e vida eterna. Devemos confiar no Senhor, mesmo nos momentos de aflição.