sábado, 15 de junho de 2013

Textos para Meditação de 15 a 30 de Junho de 2013

Mestre Enviado por Deus

Sábado, 15 de junho



Se, porém, Eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Mateus 12:28

Nas poderosas obras de Cristo havia suficientes evidências para a fé. Mas os governantes judeus não queriam a verdade. Não podiam deixar de reconhecer a realidade das obras de Cristo, mas lançavam condenação sobre todas elas. Tiveram de reconhecer que um poder sobrenatural Lhe acompanhava a obra, mas declaravam que esse poder derivava de Satanás. Eles criam realmente nisso? Não. Mas estavam tão decididos a não permitir que a verdade lhes afetasse o coração e os convertesse, que atribuíam a obra do Espírito de Deus ao diabo. [...]

Redentor infinito em compaixão! Que amor, que amor incomparável foi o Teu! Acusado pelos grandes homens de Israel de realizar Suas obras de misericórdia por meio do príncipe dos demônios, era Ele como alguém que não via nem ouvia. A obra que viera do Céu para realizar não devia ser deixada incompleta. Ele viu que a verdade precisava ser revelada à humanidade. A Luz do mundo devia enviar seus raios para dentro das trevas do pecado e da superstição. A verdade não encontrou morada no coração dos que deveriam ter sido os primeiros a recebê-la, pois estavam bloqueados com preconceito e vil incredulidade. Entre os que não possuíam tais privilégios elevados, Cristo preparou corações para receber Sua mensagem. Ele fez novos odres para o vinho novo.

Toda verdade é investida pelo Deus do Céu com a influência correspondente ao seu caráter e importância. O plano da redenção, que significa tudo para um mundo perdido e arruinado, deveria ser proclamado, e o Espírito de Deus em Cristo Jesus colocado em contato vital com o coração do mundo. [...]

Por meio de Cristo, a verdade foi proclamada. O coração daqueles que professavam ser filhos de Deus foi guardado na verdade, e aqueles que não haviam desfrutado tão alto privilégio, aqueles que não se vestiam com os trajes da justiça própria, foram atraídos a Cristo. [...]

Hoje, Satanás se esforça por manter oculto do mundo o grande sacrifício expiatório que revela o amor de Deus e as reivindicações vinculadas à lei divina. Ele está guerreando contra a obra de Cristo [...] Mas, enquanto realiza seu trabalho, seres celestiais combinam esforços com instrumentos humanos na obra de restauração (Review and Herald, 30 de abril de 1901).




Contemplando a Cristo

Domingo, 16 de junho



Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5:17

Pelo poder que Jesus concede, podemos ser “mais que vencedores” (Rm 8:37). Não podemos, porém, produzir esse poder. Unicamente pelo espírito de Deus é que podemos recebê-lo. Precisamos de uma profunda intuição da natureza de Cristo e do mistério do Seu amor, “que excede todo o entendimento” (Ef 3:19). Devemos viver sob os cálidos e salutares raios do Sol da Justiça. Somente a afetuosa compaixão de Cristo, Sua graça divina, Seu grande poder podem nos habilitar a repelir o incansável inimigo e subjugar a oposição de nosso próprio coração. Qual será nossa força? A alegria do Senhor. Deixemos que o amor de Cristo nos encha o coração, e então estaremos preparados para receber o poder que Ele tem em reserva para nós.

Demos graças a Deus cada dia pelas bênçãos que recebemos. Se o instrumento humano se humilhar diante de Deus, reconhecendo como é inapropriado para ele cultivar um sentimento de autossuficiência, reconhecendo sua total incapacidade de executar o trabalho que precisa ser feito a fim de que seu coração seja purificado, lançando fora e desvalorizando sua justiça própria, Cristo vai permanecer no coração dessa pessoa. Ele Se lançará à obra de recriá-la e continuará até que ela esteja completa nEle.

Cristo nunca negligenciará a obra que foi colocada nas mãos dEle. Ele inspirará o discípulo resoluto com o senso da perversidade da condição maculadora do pecado e da depravação do coração no qual Ele está operando. O verdadeiro penitente aprendeu a inutilidade da importância de si mesmo. Olhando para Jesus, comparando seu caráter defeituoso ao perfeito caráter do Salvador, ele pode dizer: 
“Não trago nada que tenha valor. / Somente na cruz me apego com fervor.”

Juntamente com Isaías, ele declara: “Senhor, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras Tu as fazes por nós. Ó Senhor, Deus nosso, outros senhores têm tido domínio sobre nós; mas graças a Ti somente é que louvamos o Teu nome” (Is 26:12, 13) (Review and Herald, 31 de março de 1904).




Fonte da Verdade

Segunda, 17 de junho



Eu sou o pão da vida; o que vem a Mim jamais terá fome; e o que crê em Mim jamais terá sede. João 6:35

Nesta época, há muitos que agem como se tivessem a liberdade de pôr em dúvida as palavras do Infinito, de revisar Suas decisões e Seus estatutos, endossando, examinando, reformulando e anulando, de acordo com sua vontade. Nunca estamos seguros enquanto somos guiados por opiniões humanas, mas estamos seguros quando guiados por um “assim diz o Senhor”. Não podemos confiar a salvação de nossa vida a qualquer norma inferior às decisões de um Juiz infalível. Os que constituem Deus seu guia e a Palavra dEle seu conselheiro contemplam a luz da vida. Os vivos oráculos divinos guiam-lhes os pés por caminhos retos. Os que são assim guiados não ousam julgar a Palavra de Deus, mas sempre têm a Palavra dEle como seu juiz. Da Palavra do Deus vivo derivam sua fé e religião. É o guia e conselheiro que lhes indica o caminho. A Palavra é de fato uma luz para seus pés e lâmpada para seu caminho. Andam sob a direção do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Aquele cujas ternas misericórdias são sobre todas as Suas obras torna a vereda dos justos uma luz viva, que brilha mais e mais até ser dia perfeito. [...]

O mundo está perecendo por falta da verdade pura, não adulterada. Cristo é a verdade. Suas palavras são verdade e têm um significado mais profundo do que parece à primeira vista, e um valor que excede sua despretensiosa aparência. Todos os ensinos de Cristo têm valor superior à sua aparência despretensiosa. Mentes vivificadas pelo Espírito Santo discernirão a preciosidade dessas palavras. Discernirão as preciosas pérolas da verdade, embora sejam tesouros encobertos. [...]

O coração é a cidadela do ser, e até que esteja completamente do lado do Senhor, com suas tentações sutis o inimigo alcançará constantes vitórias sobre nós.

Se a vida recebe o devido controle, o poder da verdade é ilimitado. Os pensamentos são levados em cativeiro a Jesus Cristo. Do tesouro do coração provêm palavras apropriadas e certas. Escrevendo a Timóteo, disse Paulo: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste com fé e com o amor que está em Cristo Jesus” (2Tm 1:13) (Review and Herald, 29 de março de 1906).




Seguros nas Mãos de Jesus

Terça, 18 de junho



As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz; Eu as conheço, e elas Me seguem. [...] Jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da Minha mão. João 10:27, 28

Quando Satanás ouviu que existiria inimizade entre ele e a mulher, e entre sua semente e a semente dela, sabia que, por algum meio, seria dado ao ser humano poder de resistir às suas tentações. Percebeu que sua reivindicação à posição de príncipe do mundo recém-criado seria contestada, que viria Alguém cuja obra seria fatal aos seus vis propósitos; que seus anjos e ele seriam para sempre derrotados. A certeza de que tinha realmente poder e senso de segurança se desvaneceu. Adão e Eva cederam às tentações dele e a posteridade do casal sentiria a força de seus ataques. Eles, porém, não seriam deixados sem um auxiliador. O Filho de Deus viria ao mundo para ser tentado em nosso favor, e, em nosso favor, vencer.

A inimizade entre os seres humanos caídos e Satanás unicamente pode existir se as pessoas se colocarem ao lado de Deus e prestarem obediência à lei de Jeová. Isso lhes confere poder para resistir aos ataques de Satanás. Por meio do sacrifício de Cristo, o ser humano é capacitado a obedecer. [...] O Filho de Deus, revestido da natureza humana e tentado em todos os pontos como nós somos tentados, enfrentou e resistiu aos assaltos do inimigo. Na força dEle, os seres humanos podem obter a vitória, enfrentar o tentador e não ser vencidos por seus ardis e arrogantes ofertas. Ao aceitar Cristo como seu Salvador pessoal, homens e mulheres podem permanecer firmes contra as tentações do inimigo. [...]

Cristo viu o significado dos enganos de Satanás, e até o fim de Seu teste e provação, permaneceu firme em Sua resistência, recusando-Se desviar de Sua lealdade para com Deus. [...]

Da mesma forma com que Satanás tentou a Cristo, ele está hoje tentando cada pessoa. Ele procura manter o ser humano sob seu raciocínio. O Salvador nos adverte a não entrar em combate com ele ou seus agentes. Não devemos enfrentá-lo, a menos que estejamos fundamentados na Palavra de Deus: “Está escrito.” Quanto menos refutarmos os argumentos dos que se opõem a Deus, mais firme será o nosso fundamento. Devemos repetir o mínimo possível as opiniões formadas por Satanás. Que todo aquele que é tentado mantenha o olhar fixo nos princípios que são inteiramente do alto, recordando a promessa: “Porei inimizade entre ti e a mulher” (Gn 3:15) (Review and Herald, 3 de maio de 1906).




O Poder Convincente de Jesus

Quarta, 19 de junho



Muito se maravilhavam da Sua doutrina, porque a Sua palavra era com autoridade. Lucas 4:32

A missão de Jesus foi demonstrada por meio de milagres convincentes. Sua doutrina maravilhou o povo. Ela não consistia do palavreado contraditório dos escribas, cheio de misticismo, sobrecarregado de formas absurdas e exigências destituídas de significado; era, porém, um sistema de verdade que satisfazia as necessidades do coração. Seus ensinos eram simples, claros e abrangentes. As verdades práticas que proferia tinham um poder convincente e prendiam a atenção do povo. Multidões se demoravam ao Seu lado, maravilhadas com a sabedoria dEle. Seu modo de ser estava em harmonia com as grandes verdades que proclamava. Não usava palavras de desculpa ou hesitação, e não havia sombra de dúvida ou incerteza de que Ele pudesse ser outro, exceto quem Se declarava. Ele falava de coisas terrenas e celestiais, humanas e divinas, com firme autoridade; e “estavam as multidões maravilhadas da Sua doutrina; porque Ele as ensinava como quem tem autoridade” (Mt 7:28).

Ele declarou ser o Messias, mas o povo não O recebeu, embora tenha testemunhado Suas obras maravilhosas e se admirado de Sua sabedoria. Ele não satisfez suas expectativas relativas ao Messias. O povo havia sido instruído a esperar pompa e glória no advento de seu Libertador, e a sonhar que sob o poder do “Leão da tribo de Judá” (Ap 5:5) a nação judaica seria exaltada à preeminência entre as nações do mundo. Com tais ideias, não estava preparado para receber o humilde Mestre da Galileia, apesar de Ele ter vindo exatamente como os profetas haviam predito que viria.

Por causa de Sua aparência humilde e despretensiosa, Ele não foi reconhecido como “a Verdade”, a “Luz do mundo”, embora tenha falado como nenhum outro homem jamais falara. Veio desacompanhado de uma comitiva de pompa e glória terrenas. Havia, no entanto, uma majestade em Sua presença que evidenciava Seu caráter divino. Suas maneiras, embora gentis e cativantes, eram dotadas de uma autoridade que inspirava respeito e admiração. Ao Seu comando, a enfermidade deixava o sofredor. O morto ouvia Sua voz e vivia; o sofredor se rejubilava, e o cansado e o sobrecarregado encontravam descanso em Seu compassivo amor. [...]

O coxo, o cego, o paralítico, o leproso e os aflitos com os mais variados tipos de enfermidades achegavam-se a Ele, e Ele os curava. [...] O Céu endossou Suas reivindicações com manifestações poderosas (Review and Herald, 6 de julho de 1911).




Como Raiz de uma Terra Seca

Quinta, 20 de junho



Foi subindo [...] como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-Lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Isaías 53:2

O povo da época de Jesus não podia ver, sob o disfarce da humildade, a glória do Filho de Deus. Ele foi “desprezado e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores e que sabe o que é padecer” (Is 53:3). Ele era “como raiz de uma terra seca”, sem forma nem formosura, para que O desejassem. [...]

Cristo chegava ao povo na posição em que este se achava. Apresentava a simples verdade perante o espírito deles, na linguagem mais poderosa e singela. O pobre humilde, o mais ignorante podia compreender, mediante a fé nEle, as mais exaltadas verdades. Ninguém precisava consultar os instruídos doutores quanto ao sentido do que Ele dizia. Não embaraçava o ignorante com misteriosos raciocínios, nem usava palavras fora do comum ou eruditas, de que não tivessem conhecimento. O maior Mestre que o mundo já conheceu foi o mais preciso, simples e prático em Suas instruções.

Embora os sacerdotes e rabis se firmassem em sua competência para ensinar o povo, e fizessem frente até mesmo ao Filho de Deus na exposição da doutrina, Ele os declarou ignorantes das Escrituras e do poder de Deus. Não é o conhecimento dos grandes homens do mundo que desvenda os mistérios do plano da redenção. Os sacerdotes e rabis haviam estudado as profecias, mas falharam em descobrir as preciosas provas do advento do Messias, da maneira como viria, de Sua missão e caráter. Os que alegavam ser dignos de confiança devido à sua sabedoria não perceberam que Cristo era o Príncipe da vida.

Os rabis olhavam com suspeita e desdém tudo o que não estava revestido da aparência de sabedoria mundana, exaltação nacional e exclusividade religiosa; mas a missão de Jesus consistia em Se opor a esses males, corrigir tais visões errôneas e operar uma reforma na fé e na moral. Ele chamava a atenção à pureza de vida, à humildade de espírito e à devoção a Deus e à Sua causa, sem esperança de honras mundanas ou recompensas. [...]

Ele Se regozijava em espírito ao ver os pobres deste mundo aceitando ansiosamente a preciosa mensagem trazida por Ele. Elevou os olhos ao céu e disse: “Graças Te dou, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos, e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11:25) (Review and Herald, 3 de agosto de 1911).




Verdadeiras Riquezas

Sexta, 21 de junho



As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. Mateus 8:20

Cristo veio a este mundo viver em perfeita obediência às leis do reino de Deus. Veio elevar e enobrecer os seres humanos, produzindo uma justiça duradoura em seu favor. Veio como um meio pelo qual a verdade pudesse ser transmitida. NEle se encontram todas as excelências necessárias para a perfeição absoluta de caráter. [...]

Cristo abriu mão de Seu elevado comando nas cortes celestiais, e pondo de lado Suas vestes e coroa reais, revestiu da humanidade Sua divindade. Pelo nosso bem, fez-Se pobre de riquezas e vantagens terrenas, para que os seres humanos pudessem ser ricos do peso eterno de glória. Assumiu Seu lugar à frente da família humana, e consentiu sofrer em nosso favor as provações e tentações geradas pelo pecado. Poderia ter vindo com poder e grande glória, escoltado por uma multidão de anjos celestiais. Mas, não. Veio em humildade, de descendência modesta. Foi criado em uma vila desconhecida e desprezada. Viveu uma vida de pobreza e, muitas vezes, sofreu privação e fome. Fez isso para mostrar que as riquezas e altas posições terrenas não elevam o valor do ser humano aos olhos de Deus. De maneira alguma nos incentivou a pensar que as riquezas tornam o ser humano digno da vida eterna. Os membros de igreja que tratam como se fosse indigno de sua atenção um irmão que empobreceu, certamente não aprenderam isso com Cristo. [...]

É a submissão ao pecado que traz grande infelicidade ao coração. Não é a pobreza, mas a desobediência que reduz a esperança da pessoa de ganhar a vida eterna, que o Salvador veio conceder-lhe. As verdadeiras riquezas, a verdadeira paz, o verdadeiro contentamento e a felicidade duradoura são encontrados apenas na submissão completa a Deus, na reconciliação perfeita com a vontade dEle. Cristo veio ao nosso mundo viver em imaculada pureza para, assim, mostrar aos pecadores que em Sua força eles também podem obedecer aos santos preceitos de Deus, às leis de Seu reino. Ele veio engrandecer a lei e dignificá-la por meio de Sua perfeita conformidade com seus princípios. Ele unificou a humanidade e a divindade, para que os seres humanos caídos possam se tornar participantes da natureza divina. [...]

Do Pai foi que Cristo constantemente extraía poder que O capacitava a manter Sua vida livre da mácula ou mancha do pecado (Review and Herald, 4 de julho de 1912).




Não Roube a Deus

Sábado, 22 de junho



Vós Me roubais e dizeis: Em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Malaquias 3:8

Você roubaria a Deus? A Bíblia fala sobre isso como se fosse impossível que alguém se arriscasse a fazer tal coisa. “Todavia, vós Me roubais.” [...]

O Senhor viu como seria o mundo quando estivesse repleto de habitantes, e por essa razão fez uma aliança com Seu povo para que Lhe devolvam os dízimos e as ofertas, segundo a ordem que Ele deu. Isso Lhe pertence. Não pertence a nenhum de nós. Deus fez esse acordo com você, para que você possa demonstrar que entende sua dependência e a responsabilidade para com Ele ao devolver a porção dEle. Ao fazer isso, a bênção divina será derramada sobre você. Tudo o que temos pertence ao Senhor e nos foi confiado como administradores Seus. Para que possamos devolver-Lhe, Ele precisa primeiro nos dar. […]

Respiramos porque Deus Se encarrega do maquinário humano. Dia a dia Ele o mantém funcionando perfeitamente, e quer que pensemos no infinito sacrifício que fez por nós no sofrimento dAquele que é igual a Ele – Seu Filho unigênito. Ele consentiu em deixar que Ele viesse a um mundo manchado e arruinado pela maldição do pecado, para estar à frente da humanidade como o Salvador portador e perdoador do pecado. [...]

Cristo declarou que todo poder no Céu e na Terra Lhe foi dado. [...] Ele assumiu Sua posição à frente da humanidade, revestindo a humanidade com a divindade. [...]

Que Deus não permita que alguém de nós fracasse em ganhar a preciosa bênção da vida eterna. Não roube a Deus. Ande honestamente diante dEle. Tudo é dEle. Ele confiou bens aos Seus agentes para o avanço de Sua obra no mundo. Eles devem levar fielmente ao tesouro de Deus o dízimo e, além dele, devem trazer doações e ofertas à medida que a causa necessitar. [...] Deus deseja que entendamos que o Céu foi trazido para perto da Terra. Milhares e milhares de anjos ministram àqueles que serão herdeiros da salvação. [...]

Deus nos leva a sério. Ele espera nossa ajuda para fincar Sua bandeira em lugares que nunca ouviram a verdade. [...] De todas as partes do mundo, ouve-se o pedido de ajuda. Não gaste dinheiro desnecessariamente. Negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga o Mestre. Você jamais será capaz de Lhe dar o tanto que Ele já lhe deu. Ele deu a vida por você. O que você tem dado para Ele? (General Conference Bulletin, 8 de abril de 1901 [extraído do discurso de Ellen White, 6 de abril de 1901]).




Remédio Para os Pobres de Espírito

Domingo, 23 de junho



Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus. Mateus 5:3

Essas palavras de conforto proferidas por Cristo não são dirigidas ao orgulhoso, tampouco ao prepotente e presunçoso, mas àqueles que reconhecem a própria fraqueza e pecaminosidade. Os que choram, os mansos que se sentem indignos do favor de Deus e os que têm fome e sede de justiça; todos estão incluídos no termo “pobre de espírito”. [...]

Os pobres de espírito sentem sua pobreza, sua necessidade da graça de Cristo. Percebem que conhecem pouco a respeito de Deus e de Seu grande amor, e que precisam de luz a fim de conhecer e guardar o caminho do Senhor. Não ousam enfrentar a tentação amparados na própria força, pois sabem que não dispõem de força moral para resistir ao mal. Não encontram prazer em se lembrar de sua vida passada, e têm pouca confiança ao olhar para o futuro, pois são enfermos de coração. Para tais, Cristo diz: “Bem-aventurados os pobres de espírito.” Cristo viu que aqueles que sentem sua pobreza podem ser feitos ricos. [...]

Que grande privilégio se encontra ao alcance dos que sentem a pobreza de seu espírito e se submetem à vontade de Deus! O remédio para a pobreza de espírito se encontra unicamente em Cristo. Ao ser o coração santificado pela graça, ao possuir o cristão a mente de Cristo, ele tem o amor de Cristo – riquezas espirituais mais preciosas do que o ouro de Ofir. Porém, antes que possa existir o intenso desejo pela riqueza contida em Cristo, disponível a todos que sentem sua pobreza, deve existir o senso de necessidade. Quando o coração está repleto de presunção e preocupado com as coisas superficiais da Terra, o Senhor Jesus repreende e disciplina a fim de que a pessoa possa se dar conta de sua verdadeira condição. [...]

Achegue-se a Jesus com fé e sem demora. A provisão dEle é farta e gratuita, Seu amor é abundante, e Ele lhe concederá graça para tomar Seu jugo e levar Seu fardo com alegria. Você pode reivindicar o direito à bênção dEle em virtude de Sua promessa. Pode entrar em Seu reino, que é Sua graça, Seu amor, Sua justiça, Sua paz e alegria no Espírito Santo. Se você se sente na mais profunda necessidade, pode ser suprido com toda a Sua plenitude, pois Cristo disse: “Não vim chamar justos, e sim pecadores” (Mc 2:17). Jesus o chama. “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus” (Signs of the Times, 1º de agosto de 1895).




Ministério de Conforto

Segunda, 24 de junho



Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Mateus 5:4

O Senhor opera mediante instrumentos humanos e encarrega Seus seguidores do dever de ministrar aos que estão desanimados e aflitos. Há corações ao nosso redor que precisam ser elevados, que precisam dos raios luminosos do Sol da Justiça. O Senhor olha para aqueles que Ele tem confortado e abençoado para iluminar os que estão em trevas e aliviar os que sofrem. Aqueles que receberam luz e paz e alegria não devem ignorar os que choram, mas se achegar a eles com empatia humana e ajudá-los a enxergar o Salvador perdoador de pecados, o Deus misericordioso.

Cristo suportou nossos pesares e carregou nossas aflições, e concederá gozo e alegria àqueles que choram. Meu irmão e minha irmã que sentem os pesares desta Terra, vocês irão trabalhar por Cristo, ajudando os que precisam de sua ajuda? [...]
Os que amam Jesus terão a mente de Cristo e confortarão todos os que choram; aqueles que são pobres, tentados e desanimados eles ajudarão a caminhar à luz da cruz, e não em sombras e trevas. [...]

O Senhor Jesus conferiu ao Seu povo a obra especial de confortar todos os que choram. Cristo está trabalhando por essa classe e convida os seres humanos a se tornarem Seus instrumentos para levar luz e esperança aos que choram em meio a providências aparentemente escuras. [...]

A fornalha ardente pode queimar os servos de Deus, mas com o objetivo de purificá-los de toda escória, e não para serem destruídos e consumidos. [...]

Honramos a Deus ao confiarmos nEle quando tudo parece escuro e sombrio. Que os que estão aflitos olhem para Ele, e falem de Seu poder, e cantem de Sua misericórdia. [...]

Uma bênção foi pronunciada a todos os que choram. Se não existissem pranteadores no mundo, Cristo não teria revelado ao ser humano o caráter paternal de Deus. Os oprimidos pela convicção do pecado conhecerão a bem-aventurança do perdão, e de ter suas transgressões apagadas. Se não houvesse ninguém a chorar, a suficiência da expiação de Cristo pelo pecado não seria compreendida (Signs of the Times, 8 de agosto de 1895).




Mansidão, um Fruto do Espírito

Terça, 25 de junho



Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra. Mateus 5:5

Aqueles que humildemente se achegam a Deus em busca de conforto e paz em meio à provação são agraciados com a bondade de Cristo. Os que aprenderam dEle, que é manso e humilde de coração, expressam compaixão e manifestam bondade para com aqueles que necessitam de consolo, pois podem consolar outros com o consolo com que foram consolados por Deus. [...]

A mansidão é um fruto do Espírito e uma evidência de que somos ramos do Deus vivo. A presença constante da mansidão é uma evidência inequívoca de que somos ramos da Videira Verdadeira, e que produzimos muitos frutos. É uma evidência de que pela fé temos contemplado o Rei em Sua beleza e estamos sendo transformados à semelhança dEle. Onde há mansidão, as tendências naturais estão sob o controle do Espírito Santo. A mansidão não é uma espécie de covardia. É o espírito que Cristo manifestou ao sofrer injúria, ao tolerar ofensas e insultos. Ser manso não é abrir mão de nossos direitos, mas nos manter sob controle diante da provocação de cedermos à raiva ou ao espírito de vingança. A mansidão não permitirá que a paixão tome a dianteira.

Ao ser Cristo acusado pelos sacerdotes e fariseus, manteve-Se sob controle. Assumiu, porém, firme posição de que as acusações eram falsas. Disse-lhes: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8:46). [...] Sabia que Sua posição estava correta. Na ocasião em que Paulo e Silas foram açoitados e lançados na prisão sem julgamento ou condenação, não abriram mão do direito de serem tratados como cidadãos honestos. [...]

Em todos os momentos e em todos os lugares o cristão deve ser aquilo que o Senhor planejou que fosse: uma pessoa livre em Cristo Jesus. O dever cumprido no Espírito de Cristo será realizado com prudência santificada. Seremos guiados como que por uma luz celestial ao mantermos ligação vital com Deus. [...] Os que se arrependeram de seus pecados e lançaram o espírito cansado e sobrecarregado aos pés de Cristo, que se submeteram ao Seu jugo e se tornaram Seus colaboradores, serão participantes com Cristo de Seus sofrimentos, como também de Sua natureza divina. [...]

Jesus é o nosso exemplo, e dEle recebemos força e graça para andar em humildade e contrição diante de Deus (Signs of the Times, 22 de agosto de 1895).




Fome de Justiça

Quarta, 26 de junho



Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. Mateus 5:6

O verdadeiro pão da vida é encontrado unicamente em Cristo. Não serão saciados os que não reconhecem que a fartura da rica graça, o banquete espiritual foi preparado por um preço infinito a fim de satisfazer os que têm fome e sede de justiça.
“Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a Mim jamais terá fome” (Jo 6:35). [...]

Os que têm fome e sede de justiça são cheios do profundo desejo de ser semelhantes a Cristo no caráter, de se assemelhar à Sua imagem, de guardar o caminho do Senhor e fazer justiça e juízo. Devemos sempre cultivar o mais sincero desejo pela justiça de Cristo. Nenhum desejo temporal deve atrair e distrair nossa mente a tal ponto de não experimentarmos a fome de espírito de possuir os atributos de Cristo. [...] Em meio a problemas e aflições, o coração anseia pelo amor e poder de Deus. Há o intenso desejo de certeza, esperança, fé, confiança. Buscamos o perdão, a paz e a justiça de Cristo. [...] Todo aquele que busca o Senhor de todo coração tem fome e sede de justiça. [...]

A fome de espírito será satisfeita quando o coração se esvaziar do orgulho, da vaidade e do egoísmo, pois a fé se apropriará das promessas de Deus, e Cristo preencherá o vazio e habitará no coração. Haverá um cântico novo nos lábios, pois se cumpriu a Palavra: “Dar-vos-ei coração novo” (Ez 36:26). O testemunho do crente será: “Todos nós temos recebido da Sua plenitude e graça sobre graça” (Jo 1:16). [...]

Sem Cristo, os que têm fome e sede de espírito não seriam satisfeitos. Jamais poderia ser apaziguado o sentimento de necessidade, o anseio por algo que não é temporal, que não é maculado com aquilo que é terreno e comum. A mente deve se apegar a algo mais elevado e puro do que qualquer outra coisa que possa ser encontrada neste mundo. [...]

Cristo foi crucificado pelo pecado do mundo, e após Sua ressurreição e ascensão, o mundo inteiro foi convidado a olhar para Ele e viver. Somos aconselhados a contemplar o invisível, a manter diante dos olhos da mente as mais vívidas imagens das realidades eternas, para que ao contemplá-las possamos ser transformados à imagem de Cristo (Signs of the Times, 29 de agosto de 1895).




Os Frutos da Misericórdia

Quinta, 27 de junho



Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Mateus 5:7

É o dever dos filhos de Deus brilhar por Cristo e difundir bênçãos no caminho de seus semelhantes. Não devem dizer: “Aqueça-se e alimente-se”, e nada fazer a fim de atender às necessidades do sofredor. [...]

Somos propriedade adquirida de nosso Senhor, e como Seus agentes humanos, temos o real dever de administrar os suprimentos temporais e espirituais do estoque que Deus nos concedeu. O amor deve ser mantido em constante exercício a fim de inspirar fé em Deus, para que o coração humano possa elevar louvores ao Senhor, e para que os laços dourados do amor possam unir o coração da humanidade. Os que recebem a misericórdia, o favor e a compaixão de Deus devem partilhá-los com outros. [...]

O Filho do Deus infinito é o nosso exemplo. O Céu está repleto de misericórdia a fluir constantemente não apenas a poucos favorecidos, mas para a bênção daqueles que mais necessitam dela, para o benefício daqueles que menos têm alegria e felicidade na vida. [...]

Aos que Deus fez administradores de capacidades e recursos, Ele ordena, para seu próprio bem, que acumulem tesouros no Céu, pois assim como Ele lhes deu liberalmente de Sua abundante misericórdia, devem dar liberalmente a outros. Em vez de viver para si mesmos, Cristo deve viver neles, e Seu Santo Espírito os levará a empregar seus bens com sabedoria, sendo misericordiosos para com os outros assim como Ele é misericordioso para com todos. Pessoa alguma pode ser seguidora de Cristo e viver para si. [...]

À medida que os bens lhes são confiados, devem ser repartidos com outros. Homens e mulheres mais humildes devem empregar os talentos do Senhor reconhecendo que aquilo que lhes foi emprestado deve ser devolvido com juros a Deus. Pode ser que tenhamos apenas um talento, mas se for fielmente consagrado a Deus e empregado em atos de misericórdia em coisas temporais ou espirituais, ministrando assim às necessidades do sofredor, o valor de nosso talento aumentará e será anotado nos registros celestiais de maneira a exceder nossa capacidade de cálculo. Cada ato de misericórdia, cada sacrifício, cada renúncia gerará uma recompensa certa, cem vezes mais hoje, e no mundo por vir, a vida eterna (Signs of the Times, 12 de setembro de 1895).




Os Limpos de Coração

Sexta, 28 de junho



Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Mateus 5:8

Os limpos de coração verão a Deus. Embora todos devam contemplar Cristo como juiz, os puros e limpos de coração O contemplarão como amigo, pois Jesus disse: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de Meu Pai vos tenho dado a conhecer” (Jo 15:15). Os puros de coração verão a Cristo como um amigo e irmão mais velho. Os que constantemente buscam a Cristo para obter conselho, que oram com sinceridade para receber Seu Santo Espírito, se sentirão angustiados se uma nuvem O ocultar de sua vista.

O mundo cristão de hoje está inclinado a aceitar os sofismas de Satanás em lugar das palavras de Deus. Muitos se separam de Deus por obras de iniquidade, e amam não contemplar Deus ou conservá-Lo em seu conhecimento. Não querem ver Deus, assim como não quis Adão, escondendo-se ao aproximar-Se o Pai celestial. [...]

Devemos olhar para Jesus como a única esperança para a remissão de nossos pecados, pois nEle não há pecado. Ele Se fez pecado por nós, para que pudesse carregar nossa culpa, apresentar-Se diante do Pai como culpado em nosso lugar, para que nós que nEle cremos como nosso Salvador pessoal sejamos, por causa de Seus méritos, considerados limpos da influência contaminadora do pecado. Por meio da justiça imputada de Cristo, somos considerados inocentes. Cristo concedeu a todo ser humano a evidência de que unicamente Ele é capaz de suportar o sofrimento, a aflição e o pecado humanos. Aqueles que têm a Cristo como seu substituto e certeza, lançando seu espírito impotente sobre Cristo, serão capazes de suportar ao contemplar Aquele que é invisível. Pertence-lhes a promessa “bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”.

Ao ser seduzido pelo pecado, não entre em desespero. Não se prolongue e se lamente em desesperada descrença, mas leve seu caso imediatamente a Jesus. [...] Cristo passou pelo terreno em que Adão caiu e redimiu sua humilhante queda. Ele foi aperfeiçoado pelo sofrimento e é capaz de socorrer todos os que são tentados, e apresentar uma forma de escape, para que sejam capazes de resistir à tentação. [...] Ele Se compadece de cada ser humano, pois identifica Seus interesses com os interesses daqueles que veio salvar. Que maravilhoso Sumo Sacerdote é Jesus! Podemos lançar nosso próprio fardo sobre Ele (Signs of the Times, 3 de outubro de 1895).




Harmonia

Sábado, 29 de junho



Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Mateus 5:9

Os que contemplam vislumbres da perfeição do caráter de Cristo serão imbuídos do anseio de se tornar como Ele. Desejarão ser pacificadores e receber a bênção prometida. [...]

O inimigo de toda justiça está pronto para guiá-lo por um curso que é totalmente oposto ao que o pacificador deve seguir. Ele, que ama a discórdia e a contenda, tentará você a desempenhar uma parte em ligação com ele para instigar o conflito. Ele o levará a enxergar em seu irmão ou irmã algo que é errado e o motivará a contar aos outros, mas Cristo o adverte a ir ter com o irmão e “repreendê-[lo] entre ti e ele só” (Mt 18:15). A qual líder você obedecerá? Não está em conformidade com nosso coração natural tratar de maneira franca e fiel uns com os outros. Parece mais fácil falar da falta do irmão a outra pessoa do que falar somente a ele; mas, unicamente o ouvido dele é que deve ouvir a acusação. [...] Bem-aventurados são aqueles que trabalham em harmonia com Deus, que são colaboradores de Cristo. A graça comunicada pelo Espírito de Deus é uma fonte de vida para o ser e refrescará todos os que entrarem em contato com o pacificador. [...]

É importante considerar que o espírito que cultivamos agora, as obras que realizamos agora testificarão da aptidão ou inaptidão para a vida futura. Estamos agora sob julgamento e será avaliado se cumpriremos ou não a oração do Senhor e se faremos a vontade de Deus na Terra assim como é feita no Céu. Os que levam avante os planos de Satanás e magoam e ferem seus semelhantes com seu comportamento provam que não são filhos de Cristo. [...]

É melhor que cada um de nós faça o que é certo porque é certo, e assim criemos uma atmosfera de paz ao nosso redor. Não seremos, dessa forma, arregimentados para o lado dos agentes humanos de Satanás, influenciados por seu espírito, repetindo suas palavras de acusação e reprovação contra aqueles que estão buscando ser obedientes aos mandamentos do Senhor. Não nos ligaremos ao adversário das pessoas, ajudando-o a incitar suspeita e discórdia, fazendo com que pessoas que amam a Deus sejam tentadas a cometer o mal (Signs of the Times, 10 de outubro de 1895).




Procure a Paz

Domingo, 30 de junho



Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti. Salmo 84:5

“Bem-aventurados os pacificadores” (Mt 5:9). [...] Quantos estão verdadeiramente desejosos de ser abençoados, que não apenas ouvem, mas praticam as palavras de Cristo? Aqueles que não se apoiam em si mesmos, mas depositam sua confiança em um poder fora e acima de si, serão capacitados a se tornar praticantes das palavras de Cristo. [...]

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça” (Mt 5:10) (não por causa de seu espírito grosseiro e rude que os leva a incitar a discórdia e dissenção, mas “por causa da justiça”). Justos são aqueles que anseiam a paz, buscando-a a qualquer custo, exceto pelo sacrifício de princípios. Não podem sacrificar a verdade, apesar de seu apego a ela lhes custar aflição, reprovação, sofrimento e até mesmo a morte. “Porque deles é o reino dos Céus” (Mt 5:10). Os que são perseguidos por causa da justiça colocam os mandamentos de Deus em primeiro lugar em sua vida, e não permitem que posição humana, proposta de recompensa e promessa de honra alguma causem separação entre eles e seu Deus. Não podem ser induzidos a negar a Cristo e a trair Sua causa. As ricas promessas de Deus encontram morada em sua memória, pois, quando o inimigo vier como uma inundação, o Espírito do Senhor erguerá uma barreira contra ele. O Espírito Santo abre ao entendimento as preciosidades das Escrituras.

A própria igreja necessita se converter para que os membros possam se tornar condutos de luz, possam ser abençoados e ser uma bênção. Uma vaga dependência da misericórdia de Deus não obterá para nós acesso ao trono da graça ou atrairá a bênção de Deus o Pai que Ele proporciona àqueles que fazem Sua vontade. A fé deve se centralizar na Palavra de Deus, que é espírito e vida. Cada página da Palavra Sagrada é iluminada com os raios do Sol da Justiça.

A Palavra de Deus é o apoio do aflito, o conforto do perseguido. O próprio Deus fala ao coração crente e confiante, pois o Espírito de Deus está em Sua Palavra, e uma bênção especial será recebida por aqueles que aceitarem as palavras de Deus ao serem iluminadas na mente pelo Espírito Santo. É dessa forma que o crente se alimenta de Cristo, o Pão da Vida. A verdade é vista sob nova luz, e o coração se regozija como se estivesse na presença visível de Cristo (Signs of the Times, 10 de outubro de 1895).

Lição 12 - O melhor presente do Céu (Zacarias) 15 a 22 de junho


Busque ao Senhor e Viva!




Lição 12 - O melhor presente do Céu 
(Zacarias)

15 a 22 de junho 





Sábado à tarde

Ano Bíblico: Sl 1–9 



VERSO PARA MEMORIZAR:

“O Senhor, seu Deus, naquele dia, os salvará, como ao rebanho do Seu povo; porque eles são pedras de uma coroa e resplandecem na terra dEle” (Zc 9:16).



Leituras da Semana:

Pensamento-chave: Zacarias tem algumas profecias messiânicas maravilhosas que apontam para Jesus e confirmam nossa fé nEle.

No centro da mensagem bíblica está a mais bela história contada, do Deus Criador que, na pessoa de Seu Filho, deixou a glória do Céu para salvar a humanidade do pecado e da morte. Na segunda metade de Zacarias há várias profecias messiânicas, promessas proféticas do Antigo Testamento sobre Jesus, Aquele que fez tudo isso por nós.

Essas promessas específicas foram dadas primeiramente ao povo de Deus que vivia nos perigosos tempos de Zacarias, a fim de mantê-lo concentrado na promessa de redenção. Embora não devamos ignorar o contexto original dessas profecias, a importância delas nunca deve se limitar ao seu cumprimento no passado. Em vez disso, analisaremos de que forma elas foram cumpridas em Jesus, em termos universais, pois elas influenciam o destino final do mundo e não apenas do antigo Israel e de Judá.





Domingo

Ano Bíblico: Sl 10–17 



“O manto de um judeu”


Apartir do capítulo 8, o livro de Zacarias dá uma guinada radical. Uma série de mensagens enviadas pelo Senhor anunciam o futuro do mundo e o papel do povo de Deus nesse contexto. Algumas das passagens desses capítulos são difíceis de entender, mas o futuro final é claramente definido.

1. Que princípios apresentados em Zacarias 8 são relevantes para nós hoje e para o chamado que recebemos de Deus?

Deus planejou que Jerusalém fosse novamente um lugar seguro em que as pessoas idosas pudessem se assentar nas praças repletas de meninos e meninas brincando (Zc 8:4, 5). Para aqueles que habitavam em uma cidade invadida pelos conquistadores, a promessa de ruas seguras para jovens e idosos parecia um sonho.

Em vez de permanecer para sempre uma nação pequena, subordinada, o povo de Deus devia ser um ímã para o qual as nações seriam atraídas para adorar o Senhor, o Rei de toda a Terra (Zc 14:9). A expressão “todas as línguas” em Zacarias 8:23 indica que a profecia prevê um movimento mundial.

Assim como havia mostrado a Isaías (Is 2) e a Miqueias, contemporâneo de Isaías (Mq 4), Deus também mostrou a Zacarias que chegaria o dia em que multidões de muitas cidades e nações, iriam a Jerusalém para orar e buscar o Senhor. A presença de Deus em Sião seria largamente reconhecida, assim como Suas bênçãos sobre os que O adoram.

Os relatos dos evangelhos dizem que essas promessas messiânicas começaram a se cumprir no ministério de Jesus Cristo. Em certa ocasião, por exemplo, Jesus disse: “Eu, quando for levantado da Terra, atrairei todos a Mim mesmo” (Jo 12:32).
A igreja de Cristo em nosso tempo, também chamada de “Israel de Deus” (Gl 6:16), tem o privilégio de participar dessa missão. Devemos levar a luz da salvação até os confins da Terra. Dessa forma, o povo de Deus pode ser uma grande bênção ao mundo.

Leia Zacarias 8:16, 17. Enquanto a igreja está buscando reavivamento e reforma, como podemos evitar as coisas que desagradam a Deus?





Segunda

Ano Bíblico: Sl 18–22 



O Rei da paz


2. Como o Novo Testamento a profecia de Zacarias 9:9 a Jesus? Mt 21:9Mc 11:9, 10Lc 19:38Jo 12:13-15

A entrada triunfal de Jesus foi a ocasião em que o futuro Rei entrou em Jerusalém montado em um jumento. Na Bíblia, regozijar-se e aclamar com júbilo são ações especialmente associadas à celebração de Deus como Rei (Sl 47; 96; 98). Esse amável governante trará justiça, salvação e paz duradoura e Seu domínio se estenderá até os confins da Terra.

Quando Jesus entrou em Jerusalém de modo triunfal, montado em um jumento, apenas alguns dias antes de Sua morte, muitas pessoas aclamaram Sua chegada. Alguns se alegraram, na esperança de que Cristo derrotasse o poder de Roma e estabelecesse o reino de Deus em Jerusalém. Mas, em vez de aceitar ser rei de Israel, Jesus morreu na cruz e depois ressuscitou. Não há dúvida de que Ele decepcionou muitos de Seus seguidores, aqueles que procuravam um líder militar. Mal sabiam eles, porém, que o que eles queriam não era nada em comparação com o que eles alcançariam por meio da morte de Jesus.

“Cristo estava seguindo o costume judaico nas entradas reais. O animal que montava era o mesmo cavalgado pelos reis de Israel e a profecia havia predito que assim viria o Messias a Seu reino. Logo que Ele Se sentou no jumentinho, um grande grito de triunfo ressoou nos ares. A multidão O aclamou como Messias, seu Rei. Jesus aceitou então a homenagem que nunca antes havia permitido e os discípulos consideraram isso uma prova de que suas alegres esperanças se realizariam, e eles O veriam estabelecido no trono. O povo ficou convencido de que a hora de sua emancipação se aproximava” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 570).

Muito tem sido escrito acerca do grande entusiasmo da multidão em relação a Jesus quando tudo estava bem. No entanto, quando as coisas não iam bem, muitos daquela mesma multidão se afastaram dEle (e alguns ficaram abertamente contra Ele). O que podemos aprender com esse incidente sobre o perigo das falsas expectativas? Por exemplo, você reivindica uma promessa de cura, ou de vitória sobre o pecado, e as coisas não acontecem como você espera. Como podemos desenvolver uma fé inabalável, mesmo quando as coisas não saem de acordo com nossas esperanças, planos e orações?





Terça

Ano Bíblico: Sl 23–30 



Ele foi traspassado


Os capítulos 12 a 14 de Zacarias revelam várias coisas que poderiam ter acontecido se Israel tivesse sido fiel a Deus.
Primeiramente, o Senhor teria possibilitado a vitória total sobre os poderes do mal e as nações hostis que haviam tentado se opor ao Seu plano de salvação (Zc 12:1-9). Embora Jerusalém devesse ser o instrumento de Deus para esse triunfo, a vitória teria vindo pela intervenção do Senhor. No fim, o inimigo teria sido totalmente derrotado e destruído.

Zacarias 12:10 marca a transição do movimento da libertação física, do que teria acontecido se Israel tivesse sido fiel, para a libertação espiritual do povo fiel de Deus. Após a vitória, o povo de Deus aceitaria seu Senhor. O divino Espírito de graça e de súplicas seria derramado sobre os líderes e o povo. Essa obra de convencer, realizada pelo Espírito, resultaria em amplo arrependimento e reavivamento espiritual, algo que nossa igreja está buscando.

Quando Deus derrama Seu Espírito, as pessoas olham para Aquele a quem traspassaram e choram por Ele como alguém chora a morte de um filho único. A palavra hebraica para “traspassaram” (daqar) frequentemente descreve algum tipo de violência física, geralmente resultando em morte (Nm 25:8; 1Sm 31:4).

A intensidade do sofrimento das pessoas é reforçada pela constatação de que seus próprios pecados causaram a morte de Jesus Cristo.

3. Leia Zacarias 12:10. Como o apóstolo João ligou essa passagem com a crucificação de Cristo e Sua segunda vinda? Jo 19:37Ap 1:7

É interessante que uma interpretação tradicional judaica afirma que esse verso aponta para a experiência do Messias. Evidentemente, os judeus estão certos: o verso está falando de Jesus e Sua morte na cruz (Is 53).

“As cenas do Calvário requerem a mais profunda emoção. A esse respeito vocês estarão desculpados se manifestarem entusiasmo. Nossos pensamentos e imaginação jamais poderão compreender plenamente que Cristo, tão excelente, tão inocente, devesse sofrer tão dolorosa morte, suportando o peso dos pecados do mundo” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 213).

Como você pode crescer na apreciação do significado da morte de Cristo e do que ela lhe oferece?





Quarta

Ano Bíblico: Sl 31–35 



O Bom Pastor


Durante séculos, judeus e cristãos leitores da Bíblia encontraram no livro de Zacarias numerosas referências ao Messias e aos tempos messiânicos. Os cristãos têm compreendido que essas passagens se aplicam à vida e ministério de Jesus Cristo: o Rei triunfante e, no entanto, pacífico (Zc 9:9), Aquele que foi traspassado (Zc 12:10), o Pastor que foi ferido (Zc 13:7).

Em Zacarias 13:7-9, foi revelada ao profeta uma cena em que a espada do juízo do Senhor vai contra o Bom Pastor. Em ocasião anterior, o profeta viu a espada sendo levantada contra o “pastor inútil” (Zc 11:17). Mas nesta passagem (Zc 13:7-9), o Bom Pastor é ferido e o rebanho se dispersa. Sua morte resulta em grande aflição e prova para o povo de Deus, durante as quais alguns perecem. No entanto, todos os fiéis são purificados.

4. Leia Mateus 26:31 e Marcos 14:27. Como Jesus aplicou essa profecia ao que aconteceria naquela noite? O que a fuga dos discípulos diante da adversidade (Mt 26:56Mc 14:50) nos ensina sobre a fidelidade de Deus, em contraste com a infidelidade humana?

A imagem de Deus como Pastor é encontrada em muitos lugares na Bíblia. Começa com o livro de Gênesis (Gn 48:15) e termina com o Apocalipse (Ap 7:17). Por meio de Ezequiel, Deus repreendeu os pastores infiéis de Seu povo, prometeu procurar as ovelhas perdidas e cuidar delas (Ez 34). Aplicando essas palavras a Si mesmo, Jesus declarou que Ele é o bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas (Jo 10:11).

Pense nas vezes em que você foi infiel ao Senhor. Apesar disso, como Ele continua a lhe mostrar misericórdia e graça? Qual deve ser sua resposta a essa misericórdia e graça?





Quinta

Ano Bíblico: Sl 36–39 



Rei de toda a Terra


5. Leia Zacarias 14. O que aprendemos com essa passagem?

No último capítulo de seu livro, Zacarias descreveu um dia em que todas as nações impenitentes se unirão contra Jerusalém. Mas no último momento, o Senhor intervirá, libertando Seu povo e estabelecendo Seu reino eterno na Terra. Depois que todos os Seus oponentes forem destruídos, todas as nações adorarão o único Deus verdadeiro. O Senhor será Rei sobre toda a Terra. Ele será o único Senhor e Seu nome será exaltado acima de todos os nomes. O grande “EU SOU” expressa tudo o que Deus é e sempre será. Embora essas coisas devessem ter acontecido se Israel tivesse permanecido fiel, elas ainda se cumprirão em escala maior, durante a redenção final do povo de Deus.

Quando Zacarias anunciou a vinda do Messias, não traçou uma linha de separação entre a primeira e a segunda vinda. Como foi o caso com outros profetas, ele viu o futuro reino do Messias como glorioso. Somente à luz da primeira vinda podemos distinguir entre as duas vindas de Cristo. Podemos também sentir gratidão por tudo o que Ele realizou para nossa salvação no Calvário. Assim, podemos aguardar com alegria, na esperança do reino eterno de Deus (Dn 7:14).

A seção final desse livro profético descreve Jerusalém em toda a sua glória, exaltada, habitada e segura. Os salvos de todas as nações participarão da adoração ao Rei eterno. Toda a cidade de Jerusalém se encherá com a santidade do templo.

Quando essas promessas gloriosas são estudadas juntamente com o ensino geral da Bíblia, chegamos à conclusão de que o cumprimento final dessas previsões terá lugar na Nova Jerusalém, onde o povo de Deus se reunirá e O adorará para sempre. Isso tudo acontecerá somente após a segunda vinda de Jesus. Os temas dos seus eternos louvores serão a divina salvação, Sua bondade e poder, como vemos na conclusão do famoso cântico de Moisés: “O Senhor reinará por todo o sempre” (Êx 15:18). Os antigos profetas e o povo fiel do passado olhavam com grande expectativa para esse evento culminante.

Pense na redenção final que nos foi prometida: um novo céu e uma nova Terra sem pecado, morte, sofrimento, nem perdas. Que razões você tem para essa esperança, e como você pode mantê-­las diante de você a cada dia, especialmente em tempos de angústia, medo e dor?





Sexta

Ano Bíblico: Sl 40–45 



Estudo adicional


Nos dias mais sombrios de seu longo conflito com o mal, à igreja de Deus têm sido dadas revelações do eterno propósito de Jeová. A Seu povo tem sido permitido olhar para além das provas do presente aos triunfos do futuro quando, findo o conflito, os redimidos entrarão na posse da Terra prometida. Essas visões de glória futura, cenas pintadas pela mão de Deus, devem ser estimadas por Sua igreja hoje, quando o conflito dos séculos está chegando rapidamente ao fim, e as bênçãos prometidas devem ser logo experimentadas em toda a sua plenitude [...]

“As nações dos remidos não conhecerão outra lei senão a lei do Céu. Todos serão uma família unida e feliz, revestida com as vestes de louvor e ações de graças. Sobre essa cena, as estrelas da manhã cantarão juntas e os filhos de Deus exultarão de alegria, enquanto Deus e Cristo Se unirão proclamando: ‘Não haverá mais pecado nem morte’” (Ap 21:4; Ellen G . White, Profetas e Reis, p. 722, 732, 733).
Perguntas para reflexão

1. Por mais que os seres humanos tenham se esforçado para melhorar as coisas em nosso mundo, elas continuam piorando. Segundo a Bíblia, somente quando Cristo voltar, o planeta será transformado no paraíso que tanto almejamos. Embora conheçamos essa verdade, por que ainda somos chamados a trazer todo o conforto, cura e consolo possíveis a este mundo?

2. A lição de quinta-feira apontou o fato de que muitas profecias do Antigo Testamento falam sobre as duas vindas de Jesus de uma forma que parecem se referir a um evento apenas. O que isso nos diz sobre o íntimo relacionamento entre a primeira e a segunda vinda de Jesus, em termos do plano da salvação? Por que sem a primeira vinda de Cristo não poderia haver a segunda, e por que sem a segunda vinda, a primeira não teria sido proveitosa?

3. O que podemos aprender com o estudo de Zacarias, a fim de nos prepararmos para o derramamento do Espírito Santo, que é vital para o reavivamento e reforma de que tanto necessitamos?

Respostas sugestivas: 1. Deus tem promessas de salvação e restauração para Seu povo. Se confiarmos nessas promessas, viveremos para agradar o Senhor, falando a verdade com nosso semelhante e julgando retamente nossas questões, segundo a verdade, em favor da paz; não pensaremos mal no nosso coração contra o próximo, nem amaremos o juramento falso. Assim, nosso testemunho atrairá o mundo inteiro para o Senhor. 2. Os evangelhos confirmaram que Ele cumpriu a profecia de Zacarias, porque entrou em Jerusalém como Rei e Salvador, descendente de Davi, sentando em um jumentinho. 3. Mostrou que a profecia se cumpriu quando Jesus foi traspassado por um soldado e se cumprirá novamente na Sua segunda vinda, quando os inimigos contemplarão Sua glória. 4. Jesus disse que Ele seria ferido e os discípulos seriam dispersos, cumprindo assim o simbolismo de Zacarias. Jesus foi ferido, mas continuou firmemente em Sua obra de salvação, enquanto os discípulos ficaram com medo e fugiram. 5. Deus punirá Seu povo e salvará o remanescente fiel; as nações serão julgadas e castigadas; Jerusalém e a terra dos judeus serão restauradas; no fim, todas as nações O adorarão. Os povos que não adorarem o Senhor, serão destruídos.