sábado, 27 de outubro de 2012

Meditação da Mulher Outubro 2012

Meditação da Mulher Outubro 2012
 


27 de outubro sábado

A alegria do Senhor

 
Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. Lucas 2:11, NVI

Quatro dólares e oitenta e quatro centavos – nem tanto dinheiro assim para um CD de Natal; então, por que simplesmente não deixar isso de lado e suspender a procura?

Algum tempo antes, enquanto o mês de outubro ainda ostentava folhas de outono, eu me havia acomodado junto à lareira, sentindo o aroma de velas perfumadas e ouvindo meu CD novo. Algumas noites depois, meu esposo e eu assistimos a um concerto. Num programa da escola, nosso cupom foi sorteado e nos deu o direito de desfrutar um passeio com um moderno automóvel de uma locadora da cidade. Às vezes, ele já vem com um CD, mas desta vez levamos nossa própria música, meu novo CD de Natal. Foi uma grande noite.

O dia seguinte raiou com uma longa lista de coisas por fazer. Mas onde estava meu CD novo? Olhei atrás das caixas de som. Ali não estava. Com certeza, devia ter ficado no carro. Liguei para a locadora – nenhum CD. A procura girou mais em torno do mistério do que da localização. O CD podia ser substituído.

Minha filha telefonou no dia seguinte, sugerindo que fizéssemos uma caminhada e depois fôssemos ao Walmart para comprar outro CD. Você adivinhou – não sobrara nenhum. Eu tinha uma agenda e um monte de coisas por fazer, mas, por alguma razão, fiquei ali, perdida e imóvel.

Querido Senhor, a caça ao CD é tolice. Não preciso dele. Mas, de alguma forma, não é mais pelo CD que estou procurando. Quero encontrar a Ti. Meus dias têm sido assoberbados, empurrando para o lado meus pensamentos. Meu filho anda por aí, o emprego do meu esposo está por um fio, minha saúde é frágil e meus amigos parecem distantes. Senhor, seria da Tua vontade conceder-me este pequeno sinal que diz respeito apenas a mim, e a ninguém mais? Ah, como preciso sentir Tua presença, Senhor! Amém.

Alguns momentos mais de procura e então, por alguma razão desconhecida, abri a porta. Ali, no meio do chão da varanda, estava o CD perdido. Naquele pequeno disco, vi meu Deus como um Ser tremendo. Acabava de tomar consciência de que Ele ama meus filhos mais do que eu mesma. Ele cuida do emprego do meu esposo, da minha família e de cada parte da minha vida. Ainda no mês de outubro, dedico a você meus pensamentos de Natal: “a alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8:10).

Judy Good Silver

28 de outubro domingo

Beleza disfarçada

Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. 2 Coríntios 11:3

Embora houvesse saído da cidade em numerosas ocasiões para visitar familiares e amigos, eu deixava de perceber as diferenças extremas entre a vida na cidade e na área rural. Desde que me mudei para o campo, tenho contato com animais que não são geralmente vistos numa cidade. Vejo muitas aves de diferentes espécies. O ar é muito mais puro e há menos barulho.

Recentemente, eu falava com Bob ao telefone sobre levar um pacote ao meu filho André, já que Bob e a esposa Tina iriam visitá-lo. “Pode, por favor, esperar um minuto?” perguntei.

“Sim”, respondeu Bob. Acendi a luz e desci correndo a escada até o porão, a fim de buscar outro item para mandar ao André. Quando estava a ponto de pisar no chão do porão, parei no último degrau olhando algo que parecia um belo colar preto com lustrosos ornamentos vermelhos, sobre o carpete recentemente instalado. Não tenho colares, pensei, e ninguém me visitara ultimamente usando colar. Olhando outra vez, dei-me conta de que simplesmente não era um colar – era um filhote de cobra, com cerca de trinta centímetros de comprimento. Disse a Bob que tornaria a telefonar, pois havia uma cobra no porão.

Bob sugeriu que eu a colocasse dentro de um vidro. Rapidamente encontrei um vazio e peguei um graveto na lareira. A cobra se contorcia e retorcia e fez tudo o que pôde para evitar ser confinada ao vidro. Por fim, após uns cinco minutos tentando capturar o réptil, coloquei o vidro em cima dele. Isso expôs seu belo ventre cor de laranja.

Pensei em Eva e em como fora iludida por Satanás. Que bela criatura mortífera! É assim que o pecado se apresenta. O pecado é mortal e muitas vezes vem lindamente enfeitado, chegando de modo inesperado e sob disfarce. Às vezes, as pessoas podem não ser tão afortunadas quanto eu. Acendi a luz e ainda estava sobre o degrau antes de pisar no porão. Mas às vezes pisamos no pecado porque não permitimos que Cristo nos ilumine o caminho. Uma vez tendo dado um passo na direção do pecado, podemos ser perdoados se nos arrependemos e pedimos perdão. Assim como a cobra foi contida num vidro, Cristo aprisionou o pecado e o selou sobre a cruz, derramando Seu sangue. Graças a Deus por Jesus!

Cora A. Walker

29 de outubro segunda

Oração de criança

Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele. Provérbios 22:6

Eu tinha apenas 6 anos de idade quando me ajoelhei ao lado da cadeira na minha classe, na igreja, e pedi que Jesus entrasse no meu coração.

Quando voltamos da igreja para casa naquela tarde, não perdi tempo em convidar minhas amigas da casa ao lado para virem brincar. No quintal, preguei meu primeiro sermão para elas,

dizendo-lhes que orassem porque Deus as amava e podia enxergá-las através do telhado! Não sei que impressão isso exerceu sobre elas no momento, mas acho que foi importante.

Aquele inverno foi particularmente rigoroso. Como sempre, fui a primeira da família a adoecer. Depois de eu passar três dias com febre alta e dor de garganta, mamãe e papai me levaram à clínica infantil. Ela estava extremamente movimentada naquele dia, e esperamos num cubículo por um tempo que pareceu horas. Por fim, papai foi ao balcão para saber por quanto tempo teríamos que esperar. Enquanto ele estava lá, desci da maca e espiei pela cortina o cubículo ao lado. Eu ouvira um choro vindo de lá e queria ver o que estava acontecendo. Ali, sobre a maca, estava sentado um adolescente; um médico estava enfiando uma longa agulha no nariz dele. Isso me assustou tanto que me afastei da cortina e voltei para a maca, tremendo. “Por favor, Deus”, orei, “não deixes que ele faça isso comigo. Por favor, manda o doutor embora ou me deixa ir para casa.”

Meu pai voltou e disse que não havia encontrado ninguém no balcão. Assim que ele se assentou, uma enfermeira entrou no cubículo e disse: “O médico foi chamado para uma emergência, e vocês terão que voltar amanhã, ou então dirigir-se ao pronto-socorro.” Garanti ao meu pai que eu estava me sentindo melhor e fomos para casa. Daquele dia até hoje, estou convencida de que o Senhor ouviu minha oração. Através dos anos, quando fico desanimada, penso em como Deus respondia às minhas orações de criança e como minhas dúvidas e apreensões desapareciam.

Deus tem respondido a muitas das minhas orações desde então – nem sempre do modo como desejei. Mas entendi que Ele fez o melhor.

Muito obrigada, Senhor, por teres respondido à minha oração de criança, tanto tempo atrás. Sei que tens sempre pleno conhecimento de nossa vida e estás disposto a auxiliar em tempos de necessidade. Amém!

Margaret E. Fisher

30 de outubro terça

Um cântico de graças

E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Efésios 4:7

Vários anos atrás trabalhei como coordenadora de encaminhamento hospitalar. Não trabalhava diretamente com os pacientes; apenas os conhecia pelo que os membros de outra equipe me informavam. Fiquei emocionada quando nossa coordenadora voluntária parou, certa manhã, e me perguntou se eu poderia cantar para uma paciente internada que gostava muito de hinos.

A Sra. Morris era uma dama encantadora. Aparentava estar bem, e não alguém morrendo de uma doença terminal. Estava muito lúcida, contente, sentada numa espreguiçadeira, com uma manta de crochê no colo.

A princípio, conversamos um pouco, a título de apresentação. Rapidamente descobri que ela era dotada de muito conhecimento de música. Gostava, especialmente, da história da música de igreja e dos clássicos sacros. Também gostava de corais e havia cantado em muitos, ao longo dos anos. Sugeri alguns hinos que poderíamos cantar juntas, para começar, mas ela me interceptou, escolhendo os hinos que queria, do seu hinário. “Hoje”, anunciou ela, “vamos cantar hinos de ação de graças!”

Assim fizemos. Cantamos por quase uma hora. “Graça Excelsa”, “Gratidão” e assim por diante. Eu cantava soprano e ela se harmonizava comigo. Cantamos até a hora do jantar. Ajudei-a a tomar a refeição, depois li uma passagem da Bíblia, no Salmo 91, e fizemos oração. Foi uma hora muito abençoada.

“Você virá outra vez?” perguntou ela, enquanto eu me preparava para sair.

Claro que viria! Assim, quando a visitei, duas semanas mais tarde, levei dois dos membros do meu coral para cantarem comigo. Mas a Sra. Morris não estava sentada. Seu estado declinava e ela estava quieta, deitada na cama, como uma flor murchando. Entristeci-me ao vê-la daquela maneira, e fiquei ali por algum tempo, sem dizer nada. Ela olhou para mim e deu um fraco sorriso. Eu sabia que ela não poderia cantar conosco. Em voz baixa, cantamos três hinos e saímos do quarto, enquanto ela dormia. Ela faleceu uma semana depois.

Às vezes é bom, para nós, entrarmos no mundo de alguém, mesmo que só por um momento. Sempre encontraremos Deus ali, e, quem sabe, um cântico de graças.

Márcia R. Pope

31 de outubro quarta

A inundação que não chegou

Trazei todos os dízimos à casa do tesouro. [...] Por vossa causa, repreenderei o devorador [...] diz o Senhor. Malaquias 3:10, 11

Quando eu tinha aproximadamente 10 anos, nossa casa precisou de um telhado novo. Minha mãe fez os arranjos com um empreiteiro para começar o trabalho no domingo seguinte. Esse também seria o dia em que ela ira à cidade a fim de adquirir mercadorias para nosso comércio. A equipe que trocaria o telhado chegou bem cedo e começou a trabalhar logo.

Havia chovido quase todos os dias por uma semana – desde pancadas leves de alguns minutos até chuvas pesadas e repentinas que causavam alguma inundação. Apesar disso, os homens removeram rapidamente o telhado antigo. E, como era previsível, ao olharmos para cima, vimos nuvens de tempestade se acumulando no céu. Alguns dos vizinhos começaram a prever uma calamidade, anunciando que nossa casa seria inundada, já que os operários não tinham lonas suficientemente grandes para cobrir o telhado todo. Olhei para minha mãe com medo, porque sabia que ela nos deixaria sozinhos em seguida.

Minha mãe era fiel na devolução do dízimo e assim, pondo as mãos nos quadris, ela disse: “Bem, eu sou dizimista e Deus terá uma oportunidade de cumprir Sua palavra. Ele está fazendo Seu trabalho, então me deixem fazer o meu.” Com isso, saiu. Lembro-me de ter desejado ir a algum lugar para me esconder, mas, sendo a mais velha, tentei agir como se ecoasse os sentimentos dela.

Morávamos na ribanceira ocidental de um rio muito largo. Os pedreiros agora trabalhavam febrilmente a fim de escapar do inevitável. Dentro de meia hora, o rio começou a transbordar do lado leste. As grandes gotas de chuva, batendo na água, soavam como um exército marchando na direção da nossa casa. Os vizinhos, apressadamente, retiraram-se cada um para sua casa. Eles veriam o desastre de dentro de suas casas enxutas.

Depois de uns cinco minutos, todos perceberam que não havia indício de som de chuva batendo nas telhas de zinco galvanizado. Algo incomum estava ocorrendo. Você nunca vai adivinhar! A chuva avançou para o meio do rio – e parou. Foi como se Deus houvesse dito:
“Até aqui, e não mais adiante.” Que alívio para mim, e que testemunho quanto à bondade de Deus, que manteve Sua promessa de repreender o devorador! Os vizinhos mal podiam esperar para contar o fato à minha mãe quando ela voltou para casa, e chegaram até a mandar ofertas para a igreja. Deus honra aqueles que O honram.

Vashti Hinds-Vanier

Meditação Diária - Semana 29/10/2012

Meditação Diária - Outubro 2012

 


     
27 de outubro Sábado

      Prisioneiros e Pizza

 

O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Ele Me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele Me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos. Lucas 4:18

Algum tempo atrás, a rebelião em um dos presídios australianos terminou de maneira inusitada. Um grupo de prisioneiros assumiu o controle da área da recepção da prisão de segurança máxima em Hobart, capital da Tasmânia. Exigindo melhor tratamento e melhorias nas celas, os prisioneiros fizeram uma lista de 24 itens. Eles imobilizaram um dos guardas e o fizeram de refém até que as exigências fossem atendidas. Após dois dias, a rebelião terminou pacificamente, sem a agitação do pelotão de choque munido de escudos e armas fogo, sem gás lacrimogêneo, sem tiroteio. A pessoa responsável pela negociação garantiu a liberação do guarda sem sofrer nenhum dano após a entrega de 15 pizzas. Aparentemente, nenhuma das 24 exigências listadas provaram ser tão urgentes quanto a necessidade de uma refeição diferente!

Pessoas angustiadas, pessoas que pensam que não têm nada a perder, agem com desespero. Mas a calma paciente de um mediador (e a expectativa de deliciosas pizzas após dois dias sem comer) pode acabar com o desespero de qualquer ser humano.

Em vários lugares da Bíblia encontramos os seguidores de Deus em prisões – não por causa de algum ato ilegal, mas por obedecerem à sua consciência. O jovem José, falsamente acusado pela mulher de Potifar, foi encarcerado. Muitos séculos mais tarde, o profeta Jeremias foi preso porque predisse a derrota de Jerusalém para os babilônios. No Novo Testamento, João Batista foi colocado atrás das barras de ferro e finalmente executado após denunciar o casamento ilícito do rei Herodes Antipas com a cunhada. O apóstolo Paulo foi preso várias vezes. No livro de Hebreus lemos a respeito de cristãos, cujos nomes não foram registrados, que foram presos por causa de sua fé (Hb 10:34; 13:3). E o relato bíblico é concluído com o Apocalipse, revelado pelo Senhor a João, durante seu exílio na ilha de Patmos (Ap 1:9).

Entre todos esses personagens bíblicos, nenhum jamais causou tumulto, fez reféns ou exigiu melhor tratamento. Eles confiaram em Deus; suportaram as dificuldades através dos olhos da fé nAquele que é invisível. Na verdade, todos nós somos prisioneiros, cristãos e não cristãos. O carcereiro é severo e cruel; Satanás é seu nome. Mas Jesus proclama liberdade para os prisioneiros: libertação das algemas do pecado, um novo começo. E um dia, o próprio cruel carcereiro será preso (Ap 20:1-3).


28 de outubro Domingo


O Caso da Galinha Distraída

 

Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes Eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Lucas 13:34

A humilde galinha, seja batendo as asas em voo ou ciscando o chão, carece de graça. Nenhum soneto de amor jamais a invocará; nenhum artista jamais a fará objeto de um afresco. Ela parece existir estritamente para propósitos utilitários – botar ovos e servir de alimento para os carnívoros. Pobre galinha! Nunca será elogiada como o pássaro azul, o sabiá ou a cotovia; nunca atingirá as alturas como a águia. Tudo o que recebe são gozações, como na fútil brincadeira: “Por que a galinha atravessou a estrada?”

Essa brincadeira, porém, foi levada a sério. Certa galinha foi multada (não estou inventando isso) por atravessar a estrada distraidamente! A multa foi emitida pelo delegado de Kern County, Califórnia. Na verdade, a galinha não recebeu a multa, presumidamente porque se recusou a recebê-la, mas os donos da galinha, sim.

A ré foi multada por impedir o tráfego em Johannesburg, uma pequena comunidade rural próxima a Ridgecrest, cerca de 350 quilômetros a nordeste de Los Angeles.

Agora, sim, sabemos por que a galinha atravessou a estrada: ela não sabia que atrapalhar o tráfego era ilegal. Mas isso não é tudo. A comunidade em que a galinha infringiu a lei tem uma população de apenas 50 residentes! Com uma multidão dessas, uma galinha distraída obviamente causaria um congestionamento.

Os donos da galinha alegam que foram multados porque reclamaram que os policiais não estavam executando satisfatoriamente o dever de supervisionar e controlar os veículos na estrada de terra. “Não”, foi a resposta dos guardiões da lei. “As galinhas na estrada é que são a causa do problema.”

Jesus certa vez relacionou Seu ministério à atitude de uma galinha com seus pintinhos. Dirigindo-Se ao povo de Jerusalém, Ele chorou diante do fato de que foram rejeitados Seus desejos e esforços em reunir o povo sob Seus cuidados. Ele ainda chora. Ele chora pelo mundo. Ele chora por nós.

Somos realmente tolos como os pintinhos que se afastam da mamãe galinha, recusando-se a atender seu cacarejo avisando do perigo; seu chamado para voltar à segurança de suas asas protetoras. Tolos como as galinhas distraídas. Mas a graça é para pessoas tolas como você e eu.


29 de outubro Segunda


A Canção da Eternidade

 

No princípio era Aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. João 1:1

Misteriosas, intrigantes, profundas, as palavras de abertura do Evangelho de João atraem nossa atenção. A linguagem em si é simples, tanto em nosso idioma quanto no texto original em grego, mas nos encanta. Trata-se de uma canção que ecoa desde a eternidade.

“No princípio...” Nossa mente é remetida para as primeiras palavras da Bíblia. “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1, ARA). O princípio do Evangelho de João, no entanto, remete-nos para muito antes do nascimento da Terra e de nosso sistema solar: antes da criação do mundo, antes da existência do Universo, antes do tempo, antes de todas as coisas. Trata-se do princípio que antecede todos os princípios que possamos imaginar.

Somos criaturas de tempo e espaço; somos seres humanos. Mesmo que atingíssemos a média de idade bíblica, mesmo que vivêssemos por mais de um século, o número de nossos dias seria como uma fração de segundos em comparação com a eternidade. Pense no Universo, incompreensível em sua vasta imensidão, com estrelas tão distantes que a luz que irradiam, viajando a 300 mil quilômetros por segundo, leva milhões de anos para atingir nosso planeta. Essas estrelas estão tão distantes que muitas vezes já se apagaram há muitos anos, mas a luz que vemos continuou sua longa jornada até atingir nosso campo de visão.

E o princípio sobre o qual escreveu o apóstolo João é ainda mais distante, anterior a todos os princípios. Estejamos certos de que João se refere a um Ser que sempre existiu. A Palavra não é um ser recém-chegado na cena das eras. Tente imaginar a época mais distante que conseguir e ainda encontrará a Palavra.

A Palavra entrou no tempo e no espaço. Ela armou Sua tenda entre nós, tomou a forma humana. João fala resumidamente sobre isso e dedica o restante de seu Evangelho para descrever a glória da Palavra que Se fez carne. Essa Palavra que Se fez carne, a quem as pessoas chamaram de Jesus, parecia ser como qualquer outra pessoa. Mas não era. Veio de eras e eras, da eternidade.

De todas as considerações sobre Jesus de Nazaré, a pergunta suprema, a mais importante, é: Foi Jesus apenas um homem, ou Ele foi algo mais? João nos informa desde o princípio que Ele foi mais, muito, muito mais! Ele é eterno. Ele é Deus.

Ao longo da história, as pessoas têm questionado se Deus ou deuses existiram, têm procurado fazer contato com eles, satisfazê-los, apaziguá-los. João diz: Sim, Deus existe. Desde a eternidade. E Deus Se fez carne. Ele deixou a eternidade e Se submeteu ao nosso tempo e espaço. Ele veio para nos salvar. Jesus!


30 de outubro Terça


O Criador de Todas as Coisas

 

Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle; sem Ele, nada do que existe teria sido feito. João 1:3

A Palavra eterna, Aquele que é o grande comunicador da Divindade, é também o agente da criação. Estamos habituados a pensar em Jesus, a Palavra que Se fez carne, como nosso Salvador. Com menos frequência nos damos conta de que Ele também é nosso Criador. Mas Ele é. João afirma que “sem Ele, nada do que existe teria sido feito”. Paulo vai ainda além: “Pois nEle foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele” (Cl 1:16).

Tal visão transforma nossa maneira de olhar o mundo ao redor. O mundo natural com suas variedades deslumbrantes de árvores, plantas, flores e ervas; com maravilhosa imensidão de espécies de vida animal – Ele criou tudo. Não aconteceu por acaso; é Sua criação.

Os seres humanos em especial são o auge de Sua atividade criativa. Ele nos criou um pouco menores do que os anjos, à Sua imagem, à semelhança de Deus. Por meio do ato da criação, Ele conferiu dignidade a cada homem e mulher nascido neste mundo. É verdade, a imagem de Deus foi quase removida pelo pecado, mas restam alguns traços. A pessoa que zomba de outro ser humano zomba do Criador; a pessoa que prejudica outro ser humano, um dia terá que prestar contas ao Criador.

A conclusão dessa grande verdade é: Ele também me fez. Sou especial. Tenho valor. Minha origem é divina, a despeito de quão modestas tenham sido as circunstâncias de meu nascimento. Tenho um destino divino, pois Ele quer que eu viva para sempre em Sua presença.

Carregamos os traços da imagem divina, possuímos o desejo e a habilidade de “criar” também, ainda que em nível muito inferior. Algumas pessoas compõem músicas maravilhosas; eu não. Algumas pessoas fazem peças de mobília, constroem casas; eu não. O mais próximo que meus esforços chegam da criatividade é por meio da escrita. Para mim, escrever tem sido um hobby vitalício. Criar textos me traz muita satisfação. Notei um fenômeno interessante: aquilo que escrevo assume vida própria. Cada leitor interpreta meu artigo ou livro de acordo com sua própria experiência. Eles encontram significado em trechos que eu não incluí conscientemente. Se eu protestar, dizendo: “Mas não foi isso que eu quis dizer!”, eles respondem: “Bem, mas foi assim que eu entendi!”

De certa forma, assim ocorre com Deus e conosco. Ele nos criou, mas Ele permite que sigamos o caminho que escolhemos.

31 de outubro Quarta


O Triunfo da Luz

 

A Luz da vida brilhou nas trevas, e as trevas não conseguiram apagá-La. João 1:5, The Message

Nunca conseguiram, nunca conseguirão: as trevas não podem apagar a luz. Às vezes, as trevas são tão densas que parece que conseguiremos tocá-las. São impenetráveis, parecem estar totalmente distantes da Luz; mas a Luz vem e dissipa as trevas.

Sou otimista. De vez em quando, encontro ou fico sabendo de pessoas terrivelmente preocupadas com o estado do mundo. Está tudo arruinado, dizem; as coisas nunca foram tão ruins. Elas conseguem enxergar apenas o pior para o futuro. Às vezes lançam seu olhar negativo para a igreja: ela se corrompeu e está piorando; tempos ainda piores virão.

Mas as trevas não podem apagar a Luz. Nunca conseguiram, nunca conseguirão. Ao longo dos séculos, em meio à maldade e à ignorância tão escuras como a meia-noite, Deus sempre teve um povo que O amou e O serviu, um povo que brilha como a luz de velas, dispersando a escuridão.

Assim também foi antes de Jesus iniciar Seu ministério. O povo vivia em trevas, de acordo com a Bíblia (Mt 4:16). Mas entre aqueles que habitavam na sombra da morte surgiu uma luz brilhante. Primeiro, João Batista, que Jesus chamou de “candeia que queimava e irradiava luz” (Jo 5:35). Em seguida, o próprio Jesus. Ele foi, e é a Luz do mundo. Assim, o período de profunda ignorância e escravidão, ao pecado e ao diabo, deu lugar a uma era de luz incomparável.

A mais densa escuridão ainda surge pouco antes do alvorecer. No momento em que parece não mais restar esperança, a ajuda está prestes a aparecer.

No século 19, uma expedição liderada pelos exploradores Robert Burke e William Wills partiu de Melbourne na tentativa de cruzar pela primeira vez a Austrália, de norte a sul. Finalmente, chegaram a Cooper’s Creek, uma região muito remota. O grupo permaneceu ali, enquanto Burke e Wills prosseguiram, com o objetivo de chegar ao mar. Os que foram deixados para trás esperaram por muito tempo, mas os líderes não retornaram. Por fim, concluíram que Burke e Wills tinham morrido. Levantaram acampamento, mas antes enterraram alguns alimentos sob uma árvore em cujo tronco escreveram: “Cave.”

Logo depois que partiram, Burke e Wills apareceram e encontraram os alimentos enterrados. Mas os líderes e o grupo nunca mais se encontraram, e Burke e Wills acabaram perecendo. Tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe!

Nunca se esqueça disto: a Luz ainda brilha e sempre brilhará.








Inspiração Juvenil - Outubro 2012 - Belas histórias

Inspiração Juvenil - Outubro 2012
 
Sexta 26 de outubro
Como Impressionar os Pais
Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. 1 Coríntios 13:11

Breno estava sentado numa cadeira de jardim na frente de seu pai, que lia o jornal.

– Algo importante vai acontecer esta semana. Lembra-­se?

– Hummmm! – disse o pai, atrás do jornal. – O presidente vai visitar nossa cidade?

– Não, pai! É o meu aniversário! O senhor se lembra quantos anos vou fazer?

O pai colocou o jornal de lado e coçou a cabeça.

– Vamos ver… Acho que nem me lembro… Dezesseis?

– Paaaaaai! – riu Breno. – O senhor sabe que vou completar 18!

– Mesmo?

– Mesmo! E sabe o que isso significa?

– Sei! No ano que vem, você vai fazer 19! – riu o pai.

– Ah, papai, o senhor sabe… sabe o que quero dizer. Vou tirar minha carteira de motorista!

– Cuidado, pessoal! O Breno vai tirar carteira de habilitação! – O pai fingiu estar horrorizado.

Breno deu risada.

– Precisamos estabelecer um horário para o carro. Também estou precisando do carro! – disse ele.

– Calma! – respondeu o pai. – Não tenho certeza de que você está preparado para dirigir. É uma responsabilidade muito grande!

O que poderia Breno fazer para provar a seu pai que tem maturidade suficiente para usar o carro da família? Aqui estão seis ideias para impressionar seu pai.

1. Expressar apreço. O pai de Breno não tem obrigação de lhe dar um carro. Usá-lo será um privilégio. Quanto mais apreço demonstrar, melhor será o relacionamento com seu pai.
2. Oferecer ajuda. Breno poderia oferecer-se para pagar parte do combustível e do seguro. Uma exibição de generosidade deixaria seu pai desarmado.
3. Lavar o carro. Que pai diria “não” a um filho que aparecesse com uma flanela em uma das mãos e um frasco de polidor na outra? Esse tipo de consideração encanta os pais.
4. Ser pontual. Quando um adolescente volta para casa na hora marcada, os pais veem nele traços de maturidade. Sentem-se confiantes.
5. Ter em mente as multas. Jovens que recebem muitas multas acabam acumulando dívidas que não conseguirão quitar. O preço é alto para motoristas descuidados.
6. Dizer “muito obrigado” e “por favor”. Muitos jovens são incapazes de pronunciar essas palavras. Breno se sairia bem se vencesse essa dificuldade.

Escolhendo Amigos
Na prática, é possível impressionar os pais e estabelecer amizade com eles.

Sábado 27 de outubro


Amigos e Vizinhos

Pensemos uns nos outros a fim de ajudarmos todos a terem mais amor e a fazerem o bem. Hebreus 10:24 (NTLH)

– Estou aborrecido – disse Filipe, de nove anos de idade, numa tarde de calor.

– Eu também – concordou sua irmã Geisa, de 10 anos. – Não há nada para se fazer por aqui.

– Nossos amigos estão todos em férias – concordou Filipe.

– Vamos falar com mamãe – sugeriu Geisa. – Talvez ela dê algumas ideias de onde podemos achar amigos.

Geisa e Filipe acharam a mãe dentro de casa.

– Estamos entediados – explicou Geisa. – Precisamos de amigos. Tem alguma ideia?

– Que tal o casal Pedroso, nossos vizinhos do lado? – sugeriu ela.

– Ah, mamãe! Eles são tão velhos! – disse Filipe. – Precisamos de alguém com quem brincar!

– Os amigos podem ser de qualquer idade – explicou a mãe. – E vocês não precisam brincar sempre com amigos. Os amigos também se ajudam. Talvez pudessem fazer amizade com o Sr. Pedroso e esposa, ajudando-os.

– De que jeito? – Geisa estava começando a ficar interessada.

– Os dois são velhos demais para trabalhar no jardim, e não podem mandar cortar a grama com muita frequência – respondeu a mãe. – Sei que a Sra. Pedroso gosta de flores, mas as dela não estão crescendo direito por causa das ervas daninhas.

– Eu consigo cortar a grama! – disse Filipe, endireitando-­se. – Papai diz que sei cortar tão bem quanto ele!

– Arrancar ervas daninhas não é tão difícil – acrescentou Geisa. – Sei fazer isso. Por que não começamos logo?

Depois de perguntar se o casal Pedroso concordava, Geisa e Filipe puseram mãos à obra. Filipe andou pelo jardim todo com a potente máquina de cortar grama de seu pai, e deixou o gramado lindo num instante. Depois foi ajudar Geisa a terminar de arrancar as ervas daninhas dos canteiros de margaridas, zínias e petúnias.

– Que lindo que ficou! – exclamou a Sra. Pedroso no alpendre, observando o jardim. – Fiz um pouco de limonada. Venham descansar e refrescar-se.

Depois que as crianças relaxaram, tomando limonada fresquinha, o Sr. Pedroso apareceu com um jogo de damas.

– Estão pensando que vão ganhar de mim? – disse ele, piscando um olho.

O restante daquela tarde passou voando, enquanto Geisa e Filipe se divertiam com os novos amigos.

Domingo 28 de outubro


São Necessárias Duas Pessoas

Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Efésios 6:1

– Por que o papai está sempre bravo comigo? Por que eu? – choramingou Vitória, de 15 anos.

Sua mãe sentou-se na cama que Vitória ainda não tinha arrumado. Vitória deixou-se cair sentada ao lado dela.

– Seu pai não estava bravo. Ele fez um pedido razoável e você recusou-se a obedecer.

– Mas eu não queria fazer o que ele mandou – disse Vitória com a cara fechada.

– Isso foi óbvio – sorriu a mãe. – Mas antes mesmo de vir para a mesa, você já estava indignada com seu pai. Você apenas usou aquele incidente para tornar clara a sua contrariedade.

– Ele não se importa comigo – respondeu Vitória. – Não dedica nada de tempo para mim.

– Você não está sendo justa – argumentou a mãe. – Muitas vezes ele tentou conversar com você, e você não respondia. Para haver diálogo, são necessárias duas pessoas. Também são necessárias duas para haver um relacionamento. Você quer que seu pai faça tudo, enquanto você não faz nada.

– Papai me trata como criança, mas já cresci! – Vitória não queria ceder facilmente.

– Vitória, um adulto maduro nunca teria agido como você hoje de manhã – disse a mãe. – Mesmo que não seja mais uma criança, você deve respeito a seu pai. O quinto mandamento não coloca limite de idade para se honrar o pai.

– E daí?

– E daí eu sugiro a você que obedeça a seu pai não apenas por causa da autoridade dele. Em vez disso, obedeça porque o ama e quer vê-lo feliz.

– Como assim?

– Bem, não espere que ele sempre venha procurá-la para uma conversa. Mostre ao papai que está interessada nele, e se surpreenderá com os resultados.

– O que devo fazer a respeito de hoje de manhã?

– Acho que você pode descobrir por si mesma. – A mãe levantou-se e deixou Vitória sentada na cama.

Vitória foi para a escrivaninha, arrancou uma página do seu caderno de inglês e começou a escrever: “Querido papai, desculpe o que aconteceu hoje de manhã. Por favor, perdoe-­me. Gosto mesmo de você e vou tentar ser melhor. Com carinho, Vitória.”

Naquela noite, ela encontrou um bilhete sobre sua penteadeira. “Querida Vitória, muito obrigado, meu docinho. Também amo você! Papai.”

Escolhendo Amigos
Para haver amizade, são necessárias duas pessoas. Tem você feito sua parte para cultivar amizade com seus pais?

Segunda 29 de outubro

Vovó Brown

Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Loide. 2 Timóteo 1:5

O fogo crepitava alegremente no fogão à lenha. O círculo de luz de um lampião de querosene caía suavemente sobre as mãos enrugadas de Vovó Brown, que na sua espreguiçadeira fazia um tapete de retalhos.

Naquele dia, Cindy, de dez anos de idade, havia ajudado a cortar tiras de dois centímetros de largura de seus vestidos velhos, as quais vovó emendava e enrolava em grandes bolas. Alguns vestidos velhos de vovó também se encontravam na pilha de retalhos que estavam sendo reciclados para virar um tapete oval.

Sentindo o cheiro de fumaça de lenha, chá de hortelã, rosquinhas de canela e óleo de eucalipto, uma mistura única de aromas, Cindy sentia-se vivendo nos dias dos pioneiros. Sua avó era mesmo antiga! Lembrava-se da Guerra Civil Americana e da morte de Abraão Lincoln. Contava histórias da colonização e de incursões dos índios. A Vovó Brown era de outro século, quando as mulheres usavam chapéus de proteção contra o sol e as crianças escreviam em lousas nas escolas de uma sala só, na zona rural.

– Conte-me sobre seu tempo de menina – pediu Cindy afinal. – Conte-me sobre os velhos tempos.

– Foram tempos difíceis – começou a vovó.

Cindy apoiou a cabeça contra o veludo da velha cadeira. Fechou os olhos e imaginou o que deveria ter sido viajar de carreta de bois… precaver-se contra animais selvagens no mato… caminhar nove quilômetros numa trilha até à escola… levar comida para seu pai que trabalhava nas minas de carvão.

Cindy gostava de visitar a Vovó Brown. Isso a fazia sentir-­se parte de uma família com profundas raízes. Sentia-se ligada ao passado. Era gostosa a sensação de pertencer a um grupo.

Mas não era essa a única razão por que Cindy gostava de visitar a Vovó Brown. Havia outras coisas, como ter alguém com bastante tempo para ouvir, alguém que a fazia sentir-­se especial, alguém que não cobrava a arrumação do quarto ou o preparo da lição de casa, alguém que nunca julgava. A Vovó Brown tinha muito amor, muita paciência, compreensão, fé e paz.

“Algum dia eu gostaria de ser como a vovó”, pensou Cindy.

Escolhendo Amigos
Você já descobriu como seus avós são especiais?

Terça 30 de outubro


Inimigos Transformados

Este reconcilia com eles os seus inimigos. Provérbios 16:7

Clifford Goldstein ingressou num kibutz em Israel para escapar dos cristãos. Estava zangado por causa da perseguição que os cristãos haviam praticado contra os judeus durante séculos e pelas dificuldades que seu povo ainda enfrentava em muitas partes do mundo.

“Pelo menos aqui não haverá cristãos para me incomodarem”, disse ele consigo mesmo. “Será ótimo viver entre judeus como eu.”

Clifford, entretanto, não havia estado no kibutz nem sequer por uma semana, quando dez dedicados cristãos se mudaram para lá. Começou a discutir com eles imediatamente, insultando-os a cada oportunidade que aparecia. Que direito tinham eles de vir morar num kibutz judeu? Por que não ficavam onde era seu lugar? Por que precisavam andar por aí, desgraçando a vida dos judeus?

A despeito das agressões de Clifford, os cristãos não revidaram, não se queixaram nem condenaram. Seu único argumento era amor e bondade. Esforçaram-se muito para demonstrar amizade. Andavam a segunda milha para serem gentis com Clifford.

– Você põe muitos obstáculos para fazermos amizade, Cliff – observou Sue Norris, membro do grupo. – Mas gosto de você assim mesmo.
“Essa gente é legal mesmo”, pensou Cliff. “Quero que eles sejam meus inimigos, que me odeiem, mas eles não querem colaborar. Acho que vou ter de permitir que sejam meus amigos.”

Cliff surpreendeu-se com a atitude de Asher, outro cristão, quando foi injustamente despedido.

– O que você vai fazer a respeito? – perguntou Cliff.

– Nada – respondeu Asher. – Só perdoar-lhes.

Quando Cliff percebeu o amor de Deus refletido no caráter de cristãos como Sue e Asher, seu preconceito se diluiu. Ainda argumentava contra doutrinas e crenças, mas não conseguia argumentar contra o modo como tratavam as pessoas.

Tendo aceitado os cristãos como amigos, Cliff começou a ouvir o que tinham a dizer sobre Cristo. Em pouco tempo estava acreditando que Jesus devia mesmo ser o Messias. Não demorou muito para que aceitasse a Jesus e fosse batizado no rio Jordão.

Escolhendo Amigos
Não passe por alto a possibilidade de um inimigo tornar-se amigo. Às vezes, os piores inimigos transformam-se nos melhores amigos.

Quarta 31 de outubro


Teste da Escolha de Amigos

Não pare nunca de plantar suas sementes porque você não sabe qual delas vai crescer – talvez todas cresçam. Eclesiastes 11:6 (A Bíblia Viva)

Às vezes, surpreendemo-nos com o que aparece em nossos jardins e com o que não aparece. Sempre existe o elemento surpresa quando cultivamos amizades e flores. A pessoa que você considera uma erva daninha pode muito bem transformar-se numa linda flor.

Avalie sua capacidade de fazer amizade com tipos diferentes e surpreendentes de pessoas. Em que áreas você deveria esforçar-se mais ao fazer amizades?

1. Não julgo as pessoas pela aparência, mas pelo caráter.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
2. Aceito as pessoas como possíveis amigas, sem considerar idioma, cultura ou nacionalidade.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
3. Aceito as pessoas como possíveis amigas, mesmo que sejam pobres, carentes e necessitadas.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
4. Aceito as pessoas como possíveis amigas, mesmo que sejam fisicamente enfermas ou deficientes.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
5. Aceito as pessoas como possíveis amigas, mesmo que sejam deficientes mentais.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
6. Aceito as pessoas como possíveis amigas, mesmo que professem outra religião.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
7. Aceito as pessoas como possíveis amigas, mesmo que tenham aparência diferente dos padrões aceitos socialmente.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
8. Aceito as pessoas como possíveis amigas, independentemente de sua idade.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
9. Esforço-me para estabelecer amizade com meus pais.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
10. Procuro cultivar amizade com meus avós e idosos.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
11. Tenho a disposição de considerar meus inimigos como amigos em potencial, mesmo que sejam hostis comigo.
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre
12. Consigo olhar todas as pessoas dentro dos olhos e dizer: “Você é meu irmão! Você é minha irmã!”
( ) Nunca ( ) Às Vezes ( ) Geralmente ( ) Sempre



sábado, 20 de outubro de 2012

04. Salvação: a única solução


L04-4-2012 - Salvação: a única solução


Esboço da Escola Sabatina #4 - Salvação: a única solução


Resumo da lição 4 - Salvação: a única solução

Resumo da lição 4 – Salvação: a única solução


O aluno deverá:
Conhecer:
Esboçar tanto os resultados devastadores do pecado como a solução que Deus lhe deu.
Sentir: A bondade e a grandeza do amor redentor de Cristo e do perdão, da justificação e restauração que Ele torna possível.
Fazer: Arrepender-se e experimentar a nova vida que vem com a aceitação do sacrifício de Cristo.

Esboço do aprendizado
I. Conhecer: Problema grande, Solução maior ainda
A. Como o pecado mudou a natureza humana e a vida neste mundo, bem como no Universo?
B. Qual foi a solução de Deus para o pecado? Quando, no curso da história eterna, foi provida essa solução, e que poder tem para resolver o problema?

II. Sentir: bondade irresistível
A. Por que é importante que cada seguidor de Cristo reconheça em base diária sua grande necessidade como pecador?
B. Por que também é importante refletir em base diária no que Cristo fez em favor do pecador ao morrer na cruz?
C. Como a aceitação do amoroso sacrifício de Deus e aceitação do perdão, justificação e restauração que Ele torna possível transforma o coração humano?

III. Fazer: Arrepender-se e crer
A. O que Deus pede que o pecador faça em resposta ao sacrifício de Cristo?
B. Como o pecador pode ter a certeza da salvação?

Resumo: Sem um Salvador, teríamos que enfrentar a destruição eterna por causa do pecado. No entanto, Deus providenciou uma solução perfeita e abrangente por meio do sacrifício de Cristo, que, se for aceita, oferece perdão, justificação e restauração.

Ciclo do aprendizado


MOTIVAÇÃO
Conceito-chave para o crescimento espiritual: Pela morte de Cristo na cruz, Deus providenciou a solução final e única para o problema do pecado. Sem essa solução divina, não há maneira de sair do pecado.
Só para o professor: Das muitas questões que confrontam a existência humana, uma das mais intrigantes é: "Quem sou eu? " (2Sm 7:18, NVI). O mundo, em todas as suas confusões, ora nos tenta a nos exaltarmos, ora a nos mergulhar em profundo desespero. Qual é o problema com qualquer uma das respostas do mundo, e qual é a solução? Nossa lição desta semana vai tratar dessa questão.

Atividade de abertura: Quem sou eu? Muitas respostas são possíveis, mas consideraremos quatro. Primeiro, o filósofo diz: "A vida não questionada não vale a pena viver. Conhecimento é poder, e é o poder que me faz ou me quebra." Segundo, a "pessoa primitiva” responde em termos de identificação tribal. Minha segurança está no meu grupo, ninguém mais importa." O problema com o primitivismo é que ele nunca sai da caverna do interesse próprio. Terceiro, pense no "mundano". No universo do mundano, minha identidade, seja nos negócios, na política ou na profissão sou eu mesmo. O Poder se torna meu foco. Na sentença dA vida, o sujeito sou "eu", o verbo é "sou", e o objeto é "eu". Eu sou eu. Nada mais importa.

Nenhuma dessas respostas será suficiente. Assim, voltamos à cruz. Não vemos nossa condição: um pecador procurado por Deus. Na cruz, o pecador vê duas pessoas: "O Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim" (Gl 2:20). O Filho e eu. Com essa perspectiva, posso afirmar que não sou um acidente cósmico neste Universo. Não sou o clímax de um processo evolutivo. Não sou a engrenagem de uma máquina gigante, movendo-se em um ciclo sem sentido. Sou um filho de Deus que se desviou.

Comente: Por que a resposta mais satisfatória para a condição humana só pode ser alcançada se for estudada à luz do afastamento da cruz e do retorno a ela?

Compreensão
Só para o professor: A Bíblia descreve o ato de "desgarramento" como pecado, afastamento da vontade de Deus, rebelião contra Sua lei, rejeição a Suas legítimas reivindicações e auto afirmação. Tendo o Céu como ponto de partida e o pecado como o fio de prumo que nos desvia desse ideal, essa descida tem uma dimensão vertical. O "desgarramento" também traz uma ruptura horizontal dos relacionamentos – ruptura na família e na comunidade, expressa em forma de atos de orgulho, crueldade, inveja e outros semelhantes. Conduza a classe a uma discussão geral sobre as dimensões verticais e horizontais do pecado.

Comentário Bíblico


Resumo: As formas de lidar com o pecado são variadas. Alguns negam o pecado. Outros consideram o pecado um simples acidente biológico, um acidente sociológico, ou um subdesenvolvimento psicológico. Outros ainda o tratam como uma deficiência moral ou privação econômica. Mas que diz a Bíblia? A lição desta semana aponta para a natureza do pecado, mostra o que Deus tem feito com ele e o que precisamos fazer.

I. O pecado: sua natureza e essência
(Leia ​​com a classe Romanos 7:23-25.)

O pecado é uma intromissão. A Bíblia começa descrevendo o pecado como uma intromissão na perfeita criação de Deus, surgida com a escolha de nossos primeiros pais de lançar sua sorte ao lado de Satanás, em oposição ao lado de Deus (Gênesis 3). A Bíblia termina com o juízo de Deus destruindo o pecado e Satanás e criando um novo Céu e uma nova Terra (Ap 20:11-15, 21:1-5). Entre a abertura e o fechamento, a Bíblia narra a história do pecado da forma como é evidenciado na vida das pessoas e das nações.

O pecado é rebelião contra Deus. No Céu, o pecado começou com a rebelião de Lúcifer contra Deus (Is 14:12-15; Jo 8:44). Na Terra, ela começou com a desobediência de Adão e Eva (Gn 3; Rm 5:12). "O pecado é a transgressão da lei" (1Jo 3:4). Assim, o pecado não é simplesmente um ato ilícito, como avançar um sinal vermelho, mas uma revolta real contra Deus (Sl 51:4; Is 1:2). Além disso, é também a recusa de se submeter a Ele (Rm 8:7) e a escolha de viver em inimizade com Ele (Rm 5:10; Cl 1:21).

O pecado é universal e leva à morte. "Todos pecaram", e todos estão sujeitos à morte (Rm 3:23, 6:23). Isaías dá um prognóstico sombrio da depravação humana: "A cabeça toda está ferida, todo o coração está sofrendo. Da sola do pé ao alto da cabeça não há nada são" (Is 1:5-7, NVI). O significado é claro: toda a pessoa, física, mental, espiritual, emocional, está poluída pelo o pecado (Rm 1:23-25; 7:23-25; 5:8, 12) e, conosco, toda a criação geme sob o peso do mal (Rm 8:22). Assim, uma humanidade depravada, uma comunhão distante e uma natureza que geme são testemunhas de um Universo em batalha com as forças do pecado.

Pense nisto: Pecado não é simplesmente revolta, é uma recusa e uma escolha. O que recusamos quando escolhemos o pecado? Em que medida o pecado poluiu a humanidade, e qual é a única cura?

II. Pecado: o que Deus fez?
(Leia com a classe João 3:16.)

Em um texto poderoso, a Bíblia resume o que Deus fez para lidar com o problema do pecado: " “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3:16, NVI). O ato de Deus dar Seu Filho para morrer na cruz não foi um acidente nem uma decisão tardia. Ele foi concebido em Sua mente "antes da fundação do mundo" (Ef 1:4-7).

A provisão de Deus para o problema do pecado é ao mesmo tempo redentora e cirúrgica. É redentora no sentido de que Deus proveu a redenção da humanidade do pecado pela cruz de Cristo, que reconcilia Deus com o ser humano (2Co 5:19). É cirúrgica no sentido de que aguarda uma hora final em que o pecado e seus resultados serão completamente extirpados da Terra, dando lugar à criação de "novos céus e nova terra" (Is 65:17).

Pense nisto: Como a cruz revela ao Universo tanto a verdadeira maldição do pecado como o verdadeiro sentido da vida?

III. Pecado: O que precisamos fazer
(Leia com a classe Efésios 2:8.)

Por nós mesmos, não podemos fazer nada para nos salvar. A doutrina de que podemos salvar a nós mesmos por meio de boas obras ou rituais é tão antiga quanto o próprio pecado. A cruz, e não a folha da figueira, é a solução para o problema. "O princípio de que o homem se pode salvar por suas próprias obras, e que jaz à base de toda religião pagã. ... Implantara-o Satanás. Onde quer que seja mantido, os homens não têm barreira contra o pecado" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p 35, 36).

Só Cristo é nosso Redentor. Esta declaração não é resultado de arrogância ou orgulho espiritual ou doutrinário, mas é um reconhecimento da singularidade do que aconteceu na cruz. O caminho escolhido por Deus para lidar com o pecado, pela manifestação de Sua graça, custou a vida de Seu Filho. "Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. "Pelas Suas pisaduras fomos sarados" (Is. 53:5; O Desejado de Todas as Nações, p. 25).

Assim, deve-se notar que o amor e a graça de Deus tornaram possível nossa salvação por meio da cruz (Jo 3:16: Rm 1:16: Ef 2:8; Tt 2:11). Nossa parte é crer e aceitar o que Deus fez em Cristo. Como pecadores, tudo o que precisamos fazer é ir com fé para a cruz. Ali, devemos ver nEle nosso substituto. Devemos nos arrepender de nossos pecados e reconhecer que Ele morreu por nós (Mc 1:15; At 3:19; 16:31; Rm 5:8, 14:15). Pela fé nEle, temos o perdão dos pecados e a redenção (Ef 1:7, 8), justificação (Gl 2:16) e "justiça, e santificação, e redenção" (1Co 1:30). Nada que seja essencial a uma nova vida é negado, e nos tornamos filhos de Deus (Rm 8:14). Recebemos o dom da vida eterna (Rm 5:21, 6:23, 1Jo 2:25).

Pense nisto: Por que a doutrina da salvação pelas obras é tão perigosa? Como procura minar a teologia da cruz, de que podemos ser salvos unicamente por Cristo?

Aplicação
Só para o professor: Toda religião exige que seus seguidores façam o bem, quer como meio de alcançar a salvação, quer para escapar de um ciclo ou dois no processo de reencarnação. Mas, no cristianismo, a salvação não pode ser adquirida por meio de obras. Ellen G. White escreve que o manto de justiça, “tecido no tear do Céu, não tem em si um único segmento de concepção humana." (Parábolas de Jesus, p. 311). Em Cristo, Deus nos aceita como somos, perdoa nossos pecados, nos habilita a fazer o bem e nos adota como Seus filhos.

Perguntas de aplicação
1. Como você pode tornar essa cruz o centro de sua vida?
2. Qual é a responsabilidade dos filhos de Deus para com Seus outros filhos, dentro e fora do redil de salvação?

Criatividade
Só para o professor: A experiência redentora torna possível termos uma mente transformada, que pode considerar a vida e seu entorno a partir de uma perspectiva holística, de conformidade com o plano original de Deus.

Atividade: Tendo em vista essa experiência redentora, como você vai se relacionar com aqueles que estão ao seu redor – seu vizinho que tem uma fé diferente, seu colega de trabalho, que muitas vezes parece desagradável, e aqueles que discordam de você em cultura, política ou raça?