sábado, 24 de novembro de 2012

Leonardo Gonçalves - Moriá

Grupo Carisma - Crescendo em Graça

Esboço Escola Sabatina #9 Rituais e cerimônias da igreja 4º Trim 2012

Esboço Escola Sabatina #9 - Rituais e cerimônias da igreja 4º Trim/2012

Lição 9 - Rituais e cerimônias da igreja

"Ritos e rituais da Igreja" Lição 9 (jovens) 24 a 30 de nov


Lição 9
24 a 30 de novembro



Ritos e rituais da igreja






“Pedro respondeu: ‘Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados, e receberão o dom do Espírito Santo’” (At 2:38).

Prévia da semana: O batismo, o lava-pés e a Ceia do Senhor são ordenanças estabelecidas por Cristo como símbolos da participação em Seu sofrimento, aceitação de Sua morte em nosso favor e disposição de assumir uma nova vida de serviço e compromisso.

Leitura adicional: Jo 13:12-17; Mt 26:26-29; 1Co 10:16, 17; O Desejado de Todas as Nações, p. 650; 659, 660

Domingo, 25 de novembro
cpb - introdução

Hora do lanche


Sendo filho de pastor, fui à igreja toda semana desde o meu nascimento até que ingressei no colégio. Estando na igreja com tanta frequência, chamavam minha atenção desde pequeno os momentos em que meus pais e os amigos deles faziam um “lanchinho” durante o culto. Eu era muito pequeno, mas isso não me impediu de sentir inveja e ficar triste quando os via comendo uma bolachinha e bebendo um pouco de suco violeta. Eu já estava enjoado dos meus sucrilhos. Queria abrir novos horizontes e experimentar algo diferente! Ainda assim, sempre me diziam que não me era permitido comer a bolacha nem beber o suco roxo. A razão tinha algo a ver com o fato de que eu ainda não era batizado. Em minha cabeça de criança, ser batizado era uma desculpa para “ir nadar” (cerimônia de batismo) durante o culto (algo que eu tinha inveja de ver meu pai pastor fazer). Não entendia por que os adultos podiam ter toda a diversão. Alguns deles não somente podiam “nadar” durante o culto, mas também tinham sua hora para “lanchar”! Tudo isso me parecia muito injusto.

Conforme cresci, minha inveja desapareceu. Mas eu ainda ficava triste por não poder ter essas regalias proibidas. Então, na quinta série, pude fazer as classes batismais e pulei diante da oferta de “ir nadar”. Não tenho certeza se o motivo pelo qual participei das classes era porque eu sabia o que significava ser batizado, ou se eu queria ser como meus amigos, ou se eu queria comer a bolacha e beber o suco violeta. Ainda assim, fiz as classes e fui batizado – para alegria dos meus pais e amigos.

Agora que olho para aqueles anos, não acho que estava pronto para ser batizado naquela ocasião. Não estava pronto para o compromisso que o batismo envolve. Ser batizado significa que você está convidando Jesus para seu coração, que você deseja que Ele o guie, e que tentará colocá-Lo em primeiro lugar em todos os aspectos de sua vida. Não entendi isso completamente quando era criança.
Agora que compreendo melhor o que esse passo monumental significa de verdade, planejo melhorar meu relacionamento com Deus e ser batizado novamente pelas razões corretas, não porque meus amigos são, nem porque eu quero comer bolachas e beber suco roxo, mas porque amo Jesus e O aceitei como meu Salvador.

Mãos à Bíblia

Os adventistas do sétimo dia consideram batismo, lava-pés e Santa Ceia como ordenanças, meios divinamente instituídos para que mostremos nossa obediência e fidelidade a Jesus como Senhor. Eles são formas simbólicas de expressar nossa fé.

1. Existe fundamento bíblico para chamar os atos sagrados de “ordenanças”? Mt 28:19, 20; Jo 13:14; 1Co 11:23-26

As ordenanças são símbolos exteriores de nosso reconhecimento do que Cristo fez por nós e da nossa união com Ele, e servem bem ao seu propósito. Elas são um meio para um fim e não um fim em si mesmas. Unicamente a morte de Jesus na cruz foi suficiente para salvar seres tão profundamente caídos como nós.


Nathan Zollman | Smithsburg, Maryland, EUA

Segunda, 26 de novembro
cpb - exposição

O poder de lembrar o que fazemos


“Nem sempre me lembro do que você pregou”, disse uma mulher para seu pastor, no fim do culto de Santa Ceia, certo dia. “Mas”, ela continuou, “sempre me lembro do que você fez.” Essa confissão revela o poder dos rituais e dos ritos. Eles proporcionam à vida espiritual significado e energia. Podem ser momentos de mudança de vida dos quais sempre nos lembraremos.

Toda sociedade e toda religião possuem tais ritos e rituais que ajudam as pessoas a passar de um estágio para o outro. Alguns iniciam o participante num novo lugar na comunidade – “ritos de passagem”. Outros confirmam o lugar permanente de alguém na comunidade. No cristianismo, temos três rituais que Deus nos deu para reforçar Seu amor por nós e nos ajudar a responder com fé: o batismo, o lava-pés e a Santa Ceia.

Batismo (At 2:38, 41; Rm 6:3-8). O batismo é a transição das trevas para a luz – da morte para a vida. Assim como a história tem o período a.C. (antes de Cristo) e o período A.D. (Anno Domini – “Ano do Senhor”, ou d.C., depois de Cristo), o mesmo se dá com cada indivíduo cristão. Existe o tempo anterior à aceitação da presença de Cristo em nossa vida. Estávamos perdidos. Então, quando Cristo nos encontrou, numeramos os anos com base em quanto tempo O estamos servindo. Sendo que o batismo marca essa mudança em nossa vida, seria apropriado celebrar o batismo de alguém como outro nascimento porque somos nascidos de novo (veja João 3:1-21 e 
2 Coríntios 5:17).

Pedro nos fala da maravilhosa mudança que toma lugar no batismo. Em Atos 2:38, ele diz que no batismo temos o perdão dos nossos pecados. Eles são lavados na água. Apesar de que fisicamente a água batismal não parece diferente após o batismo de alguém, tornou-se, na verdade, uma fossa espiritual. Que maravilhoso é saber que são os nossos pecados que estão indo cano abaixo – para sempre, por causa da graça de Deus!

Em Romanos 6:3-8, Paulo compara o batismo à morte, ao enterro e à ressurreição de Jesus. Assim como Jesus morreu, nós também morremos para nossa velha vida de pecado. Além disso, assim como Jesus foi ressuscitado da morte, após o batismo, nós também somos ressuscitados espiritualmente para andar em novidade de vida. Nessa ilustração, Paulo declara que nossa nova vida espiritual é garantida pela morte e ressurreição de Jesus. Tudo isso se trata do que Ele fez e, por meio do batismo, podemos compartilhar Sua vida eterna.

Lava-pés (Lc 22:24-27; Jo 13:1-17). Embora o batismo seja uma experiência única para a maioria das pessoas, Jesus também sabia que precisaríamos de uma limpeza contínua dos nossos pecados. Foi por isso que Ele nos instituiu a cerimônia do lava-pés. Na última noite em que esteve com Seus discípulos, eles celebraram a Páscoa. Contudo, alguém estava faltando – o escravo para lavar os pés de cada um deles. Embora cada discípulo tivesse notado que eles poderiam – e deveriam – cumprir a tarefa, nenhum deles achou que pudesse fazê-lo. Por quê? Isso responderia à pergunta que eles estavam discutindo em voz baixa quando Jesus não estava por perto: Quem deles seria o maior? Não estavam desejosos de receber o título de o “maior escravo”.

No entanto, Jesus estava feliz por aceitar esses títulos. Percebendo a situação, Ele Se levantou da mesa e circundou-a lavando os pés de cada homem, mostrando, assim, que o maior entre eles seria o escravo de todos. Esse foi o tema de Sua vida inteira, mas eles não haviam percebido. Ali estava a Sua última oportunidade de lhes mostrar seus pecados de orgulho e inveja. Após terminar de lavar os pés deles, Jesus simplesmente disse: “Vocês estão limpos.” Assim, Ele revelou o propósito purificador do serviço do lava-pés. O mesmo milagre maravilhoso ocorre toda vez que nos ajoelhamos – em Seu lugar – e lavamos os pés de um irmão ou irmã em Cristo. Ele disse que, se Ele, o Mestre, havia lavado os pés deles, também deveríamos lavar os pés uns dos outros. Os adventistas do sétimo dia entendem essas palavras como literais.

A Ceia do Senhor (Mt 26:26-29; Jo 6:54; 1Co 11:23-26). Jesus compreendeu o poder do ritual para nos ajudar a relembrar o que nós facilmente esquecemos. Assim, Ele nos deu a Santa Ceia. Jesus disse que, quando comemos o pão, lembramos Seu corpo que foi quebrado por nós. O copo nos lembra Seu sangue que foi derramado como o sangue do cordeiro sacrifical para significar perdão dos pecados. Paulo nos diz que, sem o derramamento do sangue não haveria perdão (Hb 9:22). Celebrar a Santa Ceia nos ajuda a focalizar o terrível, mas maravilhoso sacrifício que Jesus fez na cruz em nosso lugar.

Toda vez que participamos dos símbolos da paixão de Jesus – o pão e o suco de uva – isso nos ajuda a renovar nossa fé e expressar nosso amor por Ele. Oferece-nos a oportunidade de dizer “Sim!”, vez após outra. Jesus nos deu esse serviço especial para juntarmos nossa fé no que Ele já fez com a fé naquilo que Ele ainda fará. Proclamaremos “até que Ele venha”, e quando Ele vier, poderemos nos sentar à mesa com Ele para receber pão e suco de uva de Suas próprias mãos.

Mãos à Bíblia

O Novo Testamento apresenta várias imagens para descrever o que o batismo significa. Primeiro, ele simboliza a união espiritual com Cristo (Rm 6:3-8), envolvendo participação em Seu sofrimento, morte e ressurreição, bem como a renúncia ao estilo de vida anterior. Dessa forma, o batismo está relacionado ao arrependimento e ao perdão dos pecados (At 2:38), ao novo nascimento e ao recebimento do Espírito (1Co 12:13), e, consequentemente, à entrada na igreja (At 2:41, 47).

2. Que experiência espiritual deve ocorrer antes do batismo? Rm 10:17; Lc 3:8

O batismo bíblico requer fé e arrependimento por parte dos participantes. Esses elementos são necessários para que os candidatos produzam “frutos dignos do arrependimento” (Lc 3:8) como prova de seu relacionamento com Cristo.


Franke Zollman | Smithsburg, Maryland, EUA

Terça, 27 de novembro
cpb - testemunho

Um pilar monumental


“O rito do batismo e o da Ceia do Senhor são dois monumentos comemorativos, colocados um fora e outro dentro da igreja. Sobre essas ordenanças, Cristo inscreveu o nome do Deus verdadeiro. Fazendo do batismo o sinal de entrada para Seu reino espiritual, Cristo o estabeleceu como condição positiva à qual têm de atender os que desejam ser reconhecidos como estando sob a jurisdição do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Antes que o homem possa obter abrigo na igreja, antes mesmo de transpor o limiar do reino espiritual de Deus, deve receber a impressão do nome divino – ‘O Senhor Justiça Nossa’ (Jr 23:6).

“O batismo simboliza soleníssima renúncia ao mundo. Os que, ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram ao serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do Rei celestial. Obedeceram ao preceito que diz: ‘Saiam do meio deles, e separem-se[...] e não toquem em coisas impuras’. Cumpriu-se em relação a eles a promessa divina: ‘E Eu os receberei e lhes serei Pai e vocês serão Meus filhos e Minhas filhas, diz o Senhor Todo-poderoso’ (2Co 6:17, 18).

“Os compromissos que assumimos no ato do batismo são tremendamente amplos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo fomos sepultados com Cristo na semelhança de Sua morte e com Ele ressuscitamos na Sua ressurreição, a fim de andarmos em novidade de vida. Nossa vida está vinculada à de Cristo, e o crente deve se lembrar de que, daí por diante está consagrado a Deus, a Cristo e ao Espírito Santo. Todos os negócios deste mundo entram para segundo plano nesta sua nova posição. Publicamente, confessa não querer continuar mais uma vida de vaidade e satisfação própria. Sua conduta deve deixar de ser descuidosa e indiferente. Contraiu aliança com Deus e está morto para o mundo. Deve viver agora para o Senhor, dedicar-Lhe todas as faculdades de que dispõe, e não se esquecer de que traz o sinal de Deus, de que é súdito do reino de Cristo e participante de Sua natureza divina. Cumpre-lhe entregar a Deus tudo quanto é e possui, usando todos os seus dons para glória de Seu nome” (Ellen White, Conselhos Para a Igreja, p. 295).

Mãos à Bíblia

É difícil imaginar a angústia no coração de Jesus quando Ele, a ponto de enfrentar a cruz, a maior humilhação possível, percebeu o ciúme e a rivalidade entre Seus discípulos, acerca de quem seria o maior no Seu reino.

3. Que verdade fundamental os discípulos precisaram aprender? Lc 22:24-27; Mt 18:1; 20:21

Nenhuma palavra que Jesus tivesse dito, na última ceia, poderia transmitir com mais força a verdade do que é a real grandeza aos olhos de Deus, do que o ato de lavar os pés dos que deveriam ter beijado os dEle.

4. O que podemos aprender com o lava-pés, como parte da cerimônia de comunhão? Jo 13:1-17


Andrés Sauceda | Dayton, Ohio, EUA

Quarta, 28 de novembro
cpb - evidência

Olhando para baixo


Nossa cultura não valoriza a humildade. Nenhum programa de reality show na televisão a enfatiza. Nenhuma letra de música a honra. Alguma vez você já viu um pai após um brilhante recital de piano enfatizar: “Agora seja humilde, Johnny?” O único momento em que você pode ouvir isso mencionado é quando algum time vitorioso “humilha” seu oponente.

A falta de simpatia pela humildade era muito comum nos tempos de Jesus e não havia trabalho mais humilhante do que o de lavar os pés. Quando Jesus Se ajoelhou e limpou a sujeira dos pés dos Seus amigos, a parábola que Ele estava vivendo os deixou com os olhos arregalados! Pedro foi o único que teve a ousadia de reagir verbalmente, e a resposta cuidadosa de Jesus removeu a sujeira que estava mais profunda do que o pó nos pés de Pedro.

É normal a frequência ser baixa no culto de Santa Ceia aos sábados. Alguns decidem ficar em casa por causa da programação longa. Outros podem se ausentar porque não querem tomar a comunhão “de forma indigna”, como avisado por Paulo (1Co 11:27). Seria possível que muitos de nós façamos pouco caso porque o lava-pés enfatiza a humildade? E pode ser que não seja com a humildade de Cristo que estejamos lutando tanto quanto com a humildade de Pedro?

Recentemente, nossa classe da Escola Sabatina discutiu sobre humildade e perguntei o que há no serviço de lava-pés que o torna desconfortável. Um estudante universitário respondeu com sinceridade: “Eu preferiria cem vezes lavar os pés de alguém do que deixá-lo lavar os meus!” Sim, a cultura moderna tem grande consideração por aqueles que estão envolvidos em atividades nobres. Participar de uma viagem missionária. Cavar um poço num país de terceiro mundo. Ajudar uma criança de outra etnia a aprender a ler... e receber congratulações. Prostrar-se diante de alguém para lavar os pés dele pode criar em nós uma boa sensação sobre nós mesmos. Podemos olhar para os pés sem unhas feitas e calcanhares rachados de alguém ou ver as sujeirinhas de suas meias boiando na água e nos sentirmos quase orgulhosos. Mas quando há outra pessoa ajoelhada aos nossos pés olhando para nossos calos, nos encolhemos diante da vulnerabilidade e do sentimento de fraqueza. Será que nós, como Pedro, não estamos revestidos de uma arrogância interior que achamos nos proteger da necessidade de uma limpeza mais profunda?

Mãos à Bíblia

5. Qual é o significado evidente de comer o pão e beber o vinho? Por que é importante ver isso em termos de símbolos? Mt 26:26-28

6. Que importante verdade doutrinária sobre a cruz é revelada nos símbolos da Santa Ceia? 1Co 11:24-26

Percebemos claramente o aspecto substitutivo da morte de Cristo. Seu corpo foi quebrado e Seu sangue, derramado por nós. Na cruz, Ele tomou sobre Si o que, por justiça, nos pertencia.


Kandace Zollman | Smithsburg, Maryland, EUA

Quinta, 29 de novembro
cpb - aplicação

Assuma o compromisso


A Bíblia apresenta três rituais: o batismo, o lava-pés e a Ceia do Senhor. Cada um foi designado para nos conectar com a comunidade de crentes e para aumentar nossa fé. “Como podem se tornar uma parte significativa de minha vida?”, você pode se perguntar. Aqui estão três passos que você pode dar para tornar esses rituais uma parte central de sua experiência cristã.

Siga o exemplo de Cristo. Os quatro Evangelhos relatam o batismo de Jesus. Embora João Batista se sentisse indigno, Jesus o encorajou a batizá-Lo para que Ele pudesse “cumprir toda a justiça” (Mt 3:15). Assim que foi batizado, o Espírito, na forma de uma pomba, desceu sobre Ele, mostrando a aprovação de Deus pelo que Jesus havia feito. Depois, pouco antes de Cristo ascender aos Céus, Ele ordenou a Seus seguidores que batizassem as pessoas “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Ele deixou o exemplo para nós; é nosso dever segui-lo.

Humilhe-se. Lavar os pés é o sinal fundamental da humildade. No cenáculo, antes de Cristo ser crucificado, os discípulos relutaram em ocupar o lugar de servo e lavar os pés uns dos outros. Mesmo assim, o Mestre Se ajoelhou e executou a tarefa que nenhum deles desejava realizar. De idêntica maneira, precisamos nos humilhar, não apenas quando participamos do lava-pés, mas em todos os aspectos de nossa vida, assim como Cristo fez.

Lembre-se. Quando Jesus partilhou o pão e a taça na última ceia, Ele instruiu Seus discípulos, dizendo: “Façam isto em memória de Mim” (Lc 22:19). Cada vez que participamos na Ceia do Senhor, precisamos pensar no belo presente que Deus nos deu quando Ele morreu: o dom da vida eterna com Ele! Nós também podemos experimentar uma nova e maravilhosa unidade com Ele agora. Conforme refletimos nesse presente, ele muda nossa aparência completa e nossa maneira de encarar a vida.

Cristo não fez esses rituais sem pensar. Ele meditou cuidadosamente em cada um, sabendo que nos chamaria para seguir Seu exemplo. Ao participarmos em cada um deles, nossa fé se torna mais forte. Ao nos envolvermos nessas atividades, elas enriquecem nossa fé e nos ajudam a conhecer mais intimamente nosso Salvador.

Mãos à Bíblia

7. Que grande esperança é apresentada na cerimônia da Santa Ceia? 1Co 11:26

Há uma íntima ligação entre a segunda vinda de Cristo e a cerimônia da comunhão. A segunda vinda de Jesus será o ponto culminante do que aconteceu na cruz. A primeira vinda foi o que preparou o caminho para a segunda vinda.

8. Que benefício haveria na primeira vinda de Cristo sem a segunda vinda?

9. Que promessa especial deve ser lembrada quando participamos da Santa Ceia? Mt 26:29

Jesus nos prometeu que não beberia do fruto da videira até que o bebesse, novamente, conosco no reino eterno. Essa declaração aponta para a grande esperança reservada para nós, na segunda vinda de Jesus.


Allison Sauceda | Dayton, Ohio, EUA

Sexta, 30 de novembro
cpb - opinião

Pertenço para sempre a Cristo!


Fui batizado pela primeira vez quando tinha 11 anos. Lembro-me de ter saído da água sentindo-me como uma nova pessoa. Contudo, conforme cresci, tornei-me complacente em minha fé. Afastei-me da vontade de Cristo. Após alguns anos particularmente difíceis, finalmente iniciei um relacionamento autêntico com Ele. Tantas coisas aconteceram e me senti como se fosse um bebê espiritual começando tudo de novo. Sim, eu sabia que Jesus me amara durante aqueles tempos difíceis, mas porque me sentia tão “nova”, decidi que queria ser rebatizada. Alguns amigos me procuraram, preocupados, porque sabiam que eu havia sido batizada quando era mais jovem. Não compreendiam por que eu queria ser batizada novamente. Encorajaram-me a me aprofundar no estudo das Escrituras e sondar meu coração – na tentativa de averiguar se isso era algo que eu deveria fazer.

A Bíblia não dá uma posição clara sobre o rebatismo. Algumas igrejas podem olhar para ele atravessadamente, enquanto outras podem encorajar sua realização. Até mesmo podem existir opiniões diferentes entre os pastores. Contudo, ao estudar, passei a acreditar que o assunto não é se o rebatismo é certo ou errado, mas se a pessoa entregou sua vida a Cristo. Só porque você foi batizado quando jovem e não cresceu na comunhão com Ele desde então, não significa necessariamente que você não está mais coberto pelo sangue de Jesus. A linda verdade sobre o dom da salvação é que ela está ali todo o tempo – não importa o que aconteça! Não temos que ser rebatizados para reivindicá-la!

Após muita reflexão e depois de discutir com amigos e familiares, decidi que não precisava ser rebatizada, mas também não haveria problema se o houvesse feito. Eu havia dado minha vida a Jesus quando tinha 11 anos, e agora que era mais velha, entendi que precisava fazer a escolha de dar minha vida para Ele a cada dia. Todo dia envolve ações e escolhas, e precisamos deixar Jesus tomar conta delas. Fazendo isso, sou uma testemunha melhor e sou capaz de mostrar a todos com quem entro em contato que pertenço a Jesus para sempre.

Mãos à obra

– Escute o hino “Tal qual estou” e reflita na resposta que Deus deseja de nós.
– Escreva uma carta para Jesus da perspectiva de um dos discípulos, sabendo o que você sabe agora, de antemão. Reflita especificamente na experiência no cenáculo, de Jesus lavando os pés dos discípulos e a última ceia juntos. Com o que a experiência se parece? O que você sente e como lhe soa?
– Analise as diferentes formas de realização dos rituais do batismo e da Santa Ceia em diversas tradições religiosas e identifique o que é especial na maneira pela qual sua igreja pratica esses rituais.
– Formule três perguntas que você tem para Deus relacionadas a esses três rituais.


Pense nisto

– Alguma vez você já perdeu seu “primeiro amor” por Jesus? Como foi?
– Em alguma ocasião já sentiu o desejo de ser rebatizado? Por quê?
– Um amigo lhe diz que deseja ser rebatizado. Como você reage?


Denise Sanders | Washington, D.C., EUA

"Rituais e cerimônias da igreja" - Lição 9 (adultos) 24 de nov á 01 de dez


Lição 9
24 de novembro a 1º de dezembro



Rituais e cerimônias da igreja





Sábado à tarde
Ano Bíblico: 1Co 11–13

VERSO PARA MEMORIZAR: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2:38).

Pensamento-chave: Deus instituiu ordenanças que, adequadamente compreendidas, ajudam a fortalecer nossa fé.

Muitas sociedades têm rituais de iniciação, às vezes chamados “ritos de passagem”. Em algumas culturas, ritos de passagem foram planejados para ajudar as pessoas a fazer a transição de uma fase da vida para outra. Por exemplo, os ritos da chegada à vida adulta eram realizados no início da puberdade. Esses ritos variavam de lugar para lugar, mas todos tinham o objetivo de assegurar que os membros mais jovens fossem moldados para ser indivíduos produtivos e responsáveis, orientados para a comunidade. No processo, meninos e meninas aprendiam as maneiras da vida adulta, isto é, eram orientados sobre o que era esperado deles como membros adultos da sociedade.

Na comunidade cristã, também há ritos específicos, atos que formalizam o compromisso dos indivíduos com a fé que professam. Esses atos sagrados não apenas confirmam a participação e a comunhão da pessoa na comunidade, mas, idealmente, ajudam a preparar os indivíduos para que se tornem fiéis e produtivos membros dessa comunidade. Eles também são o meio de ajudar os membros a entender o que seu compromisso com Cristo deve implicar. Nesta semana, consideraremos três ritos que expressam nossa fé: batismo, lava-pés e santa ceia.

Domingo
Ano Bíblico: 1Co 14–16


Especificando os ritos sagrados


Durante as primeiras fases da igreja cristã, os crentes do Ocidente, onde o grego era a língua comum, usavam a palavra mysterion (mistério), para descrever os sagrados ritos cristãos. Na parte oriental da igreja, onde predominava o latim, o termo utilizado era sacramento (do latim “sacramentum”). O sacramentum era um juramento feito por um soldado romano, declarando sua obediência à ordem do comandante. Os que empregavam essa palavra sentiam que ela descrevia com precisão a natureza dos ritos sagrados. Com o tempo, porém, a ideia passou a representar um ato com um poder invisível inerente. A igreja da Idade Média identificou sete desses atos, chamados “sacramentos”, que eram vistos como meio de infundir graça na pessoa.

Durante a Reforma, os sacramentos foram examinados e criticados. Na mente de muitos, o termo sacramento pareceu manchado. Consideraram conveniente utilizar um termo diferente: ordenança. A palavra ordenança vem do verbo “ordenar”. Ela identifica um ato especial que o próprio Cristo instituiu ou ordenou. Preferir o termo ordenança a sacramento significa que a pessoa participa dos atos porque eles são os meios divinamente ordenados para que mostremos nossa obediência e fidelidade a Jesus como Senhor. Os adventistas do sétimo dia consideram o batismo, o lava-pés e a santa ceia como ordenanças – atos que revelam nossa lealdade a Cristo. Eles são formas simbólicas de expressar nossa fé.

1. Existe fundamento bíblico para chamar os atos sagrados de “ordenanças”? Mt 28:19, 20; Jo 13:14; 1Co 11:23-26
Por mais importantes que consideremos as “ordenanças”, devemos sempre lembrar que elas não são condutos de graça nem meios pelos quais obtemos a salvação ou alcançamos méritos diante de Deus. O pecado é um assunto muito sério para que rituais, mesmo aqueles instituídos por Cristo, sejam capazes de nos redimir. Unicamente a morte de Jesus na cruz foi suficiente para salvar seres tão profundamente caídos como nós. Pela nossa maneira de entendê-las, as ordenanças são símbolos exteriores de nosso reconhecimento do que Cristo fez por nós, da nossa união com Ele e de tudo o que essa união implica. Elas servem bem ao seu propósito. São um meio para um fim e não um fim em si mesmas.

Segunda
Ano Bíblico: 2Co 1–4

Batismo


O Novo Testamento usa várias imagens para descrever o significado do batismo. Primeiro, ele simboliza a união espiritual com Cristo (Rm 6:3-8), envolvendo participação em Seu sofrimento, morte e ressurreição, bem como a renúncia ao estilo de vida anterior. Dessa forma, o batismo está relacionado ao arrependimento e perdão dos pecados (At 2:38), ao novo nascimento e recebimento do Espírito (1Co 12:13), e, consequentemente, à entrada na igreja (At 2:41, 47).

O batismo simboliza um relacionamento espiritual e de aliança com Deus, por meio de Cristo (Cl 2:11, 12). Representa o que a circuncisão significou no Antigo Testamento e, também, simboliza a transferência de lealdade, que coloca a pessoa na comunidade consagrada ao serviço de Cristo. O recebimento do Espírito no batismo capacita os crentes a servir à igreja e a trabalhar pela salvação dos que ainda não são da fé (At 1:5, 8).

2. Que experiência espiritual deve ocorrer antes do batismo? Rm 10:17; Lc 3:8

Alguns anos atrás, a Comissão Conjunta da Igreja Anglicana Sobre Batismo, Confirmação e Santa Comunhão fez uma confissão impressionante: “Os recebedores do batismo eram normalmente adultos e não crianças. Deve ser admitido que não há evidência conclusiva no Novo Testamento para o batismo de crianças” (Baptism and Confirmation Today [Batismo e Confirmação Hoje], Londres, SCM, 1955, p. 34; citado por Millard J. Erickson, Christian Theology [Teologia Cristã], Michigan, Baker Book House, 1988, p. 1102). O significado do batismo exclui crianças como candidatos legítimos, porque o batismo bíblico requer fé e arrependimento por parte dos participantes. Além disso, a ideia do papel da Palavra de Deus no desenvolvimento da fé (Rm 10:17) indica que o arrependimento deve ser combinado com instrução bíblica e espiritual. Esses elementos são necessários para que os candidatos produzam “frutos dignos do arrependimento” (Lc 3:8) como prova de seu relacionamento com Cristo.

A natureza do batismo nos ajuda a entender a diferença entre uma ordenança e um sacramento. Batismo, de acordo com os que o veem como sacramento, é o meio para gerar uma transformação na pessoa, da morte espiritual para a vida. Nessa compreensão, a idade da pessoa não importa, porque o evento é totalmente sobrenatural. Por outro lado, os que veem o batismo como ordenança entendem que ele é uma indicação ou símbolo de uma mudança interna (um evento sobrenatural), que já ocorreu na vida do crente por meio de sua experiência com Jesus.

Se você foi batizado, pense nessa experiência. Quando você entende o que isso significa, por que (em certo sentido) precisamos ser “batizados” todos os dias? Como isso pode ser feito?

Terça
Ano Bíblico: 2Co 5–7


Ordenança da humildade


É difícil imaginar a angústia no coração de Jesus, quando Ele, a ponto de enfrentar a cruz, a maior humilhação possível, viu entre Seus discípulos, ciúme e rivalidade acerca de quem seria o maior no Seu reino.

3. Que verdade fundamental os discípulos precisaram aprender? Lc 22:24-27; Mt 18:1; 20:21
Nosso mundo é tão distorcido e pervertido pelo pecado, que tudo está invertido, por mais “racional” e “sensata” que pareça essa inversão. Quem, em sã consciência, preferiria servir em lugar de ser servido? O objetivo da vida não é progredir, ficar rico, ser servido e atendido pelos outros, em vez de servir? Não é de admirar que, na última ceia, Jesus lavou os pés dos discípulos. Nenhuma palavra que Ele tivesse dito poderia transmitir com mais força a verdade sobre o que é a real grandeza aos olhos de Deus, do que o ato de lavar os pés dos que deveriam ter beijado os dEle.

4. O que podemos aprender com o lava-pés, como parte da cerimônia de comunhão? Jo 13:1-17
Uma verdade muito surpreendente ressoa através desses versos. O verso 3 diz que Jesus sabia que o Pai havia confiado tudo “às Suas mãos”. O que aconteceu depois? Sim, Jesus, sabendo muito bem que “viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-Se da ceia” e começou “a lavar os pés aos discípulos” (v. 5). Mesmo sem saber totalmente quem Jesus realmente era, eles ficaram muito surpresos. Como poderiam eles ter deixado de perceber essa lição?

O que significa o fato de que a cerimônia do lava-pés ocorreu antes da santa ceia? Antes de reivindicar para nós tudo o que Cristo fez, é importante participar da ceia do Senhor com um senso da nossa pequenez, indignidade e necessidade da graça divina. De que pessoa você deveria lavar os pés? Isso poderia lhe trazer muitos benefícios espirituais?

Quarta
Ano Bíblico: 2Co 8–10

Ceia do Senhor


5. Qual é o significado evidente de comer o pão e beber o vinho? Por que é importante ver isso em termos de símbolos?Mt 26:26-28

A Ceia do Senhor substitui a festa da Páscoa da era da antiga aliança. A Páscoa encontrou seu cumprimento quando Cristo, o Cordeiro Pascal, deu Sua vida. Antes de Sua morte, o próprio Cristo instituiu a substituição dela, estabelecendo a grande festa da igreja do Novo Testamento sob a nova aliança. Assim como a Páscoa comemorava a libertação de Israel da escravidão do Egito, a Ceia do Senhor comemora a libertação do Egito espiritual, da escravidão do pecado.

O sangue do cordeiro pascal, aplicado à verga da porta e às ombreiras, protegia da morte os habitantes da casa. O alimento que sua carne provia lhes dava a força para escapar do Egito (Êx 12:3-8). Assim, o sacrifício de Cristo traz libertação da morte. Os crentes são salvos pela participação em Seu corpo e sangue (Jo 6:54). A Ceia do Senhor proclama que a morte de Cristo na cruz provê nossa salvação, nosso perdão, e nos promete a vitória sobre o pecado.

6. Que importante verdade doutrinária sobre a cruz é revelada nos símbolos da Santa Ceia? 1Co 11:24-26
Percebemos claramente o aspecto substitutivo da morte de Cristo. Seu corpo foi quebrado e Seu sangue derramado por nós. Na cruz Ele tomou sobre Si o que, por justiça, nos pertencia. Cada vez que participamos da Ceia do Senhor, devemos lembrar o que Cristo realizou em nosso favor.

Quando acrescentamos à Ceia do Senhor o lava-pés, que ajuda a preparar nosso coração antes de participar da cerimônia de comunhão, devemos também ter uma noção da natureza comunitária dessa ordenança. Com a cruz simbolizada de modo tão vívido, ao participarmos do pão e do vinho, somos lembrados de que, sejam quais forem as coisas terrenas que nos dividem, somos todos pecadores em constante necessidade de graça. A cerimônia de comunhão deve nos ajudar a perceber nossas obrigações, não só para com o Senhor, mas também de uns para com os outros.

Quinta
Ano Bíblico: 2Co 11–13


Esperança da segunda vinda de Cristo


7. Que grande esperança é apresentada na cerimônia da Santa Ceia? 1Co 11:26

Nessas palavras, vemos a íntima ligação entre a segunda vinda de Cristo e a cerimônia da comunhão. Isso faz muito sentido, também, porque a segunda vinda de Jesus será, realmente, o ponto culminante do que aconteceu na cruz. Podemos argumentar que a maior razão para a primeira vinda de Cristo, que incluía o sacrifício de Seu corpo e o derramamento de Seu sangue em nosso favor, foi a segunda vinda. A primeira vinda foi o que preparou o caminho para a segunda vinda.

8. Que benefício haveria na primeira vinda de Cristo sem a segunda vinda?

Em certo sentido, a cerimônia da comunhão abrange o intervalo entre o Calvário e a segunda vinda de Cristo. Cada vez que participamos da comunhão, pensamos na cruz e no que ela realizou por nós. No entanto, o que ela realizou por nós não pode ser separado da segunda vinda. Na verdade, o que Jesus fez por nós na cruz não atingirá seu ápice final até a Sua volta.

9. Que promessa especial deve ser lembrada quando participamos da Santa Ceia? Mt 26:29
Considere a promessa, certeza e esperança que o Senhor nos dá nesse texto. Essas palavras indicam a proximidade e intimidade entre os redimidos e o Redentor, que se estenderão pela eternidade. Jesus nos prometeu que não beberá desse fruto da videira até que o beba, novamente, conosco no reino eterno. Quando lembramos quem Ele é, o Criador do Universo (Cl 1:16), essa promessa é ainda mais impressionante. Assim, além de tudo que é indicado pela cerimônia da comunhão, ela também deve apontar para a grande esperança reservada para nós, na segunda vinda de Jesus.

Desanimado? Oprimido? Bem-vindo ao mundo caído. Por que, em meio a tudo o que enfrentamos, é tão importante olhar para a cruz, seu significado para nós, e para o que ela significa para o futuro?

Sexta
Ano Bíblico: Gl 1–3

Estudo adicional


Leia da Associação Ministerial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Nisto Cremos: capítulos 15–18.

“O batismo é um rito muito importante e sagrado. Importa compreender bem seu sentido. Simboliza arrependimento do pecado e começo de uma vida nova em Cristo Jesus. Não deve haver nenhuma precipitação na administração desse rito. Pais e filhos devem avaliar os compromissos que por ele assumem” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 93).

“A Páscoa apontava para a libertação dos filhos de Israel no passado, e também era um tipo, apontando para o futuro Cristo, o Cordeiro de Deus, que seria imolado para a redenção do homem caído. O sangue aspergido nos batentes das portas prefigurava o sangue expiatório de Cristo, e também o fato de que o pecador dependeria continuamente dos méritos desse sangue para a proteção contra o poder de Satanás, e para a redenção final” (Ellen G. White, The Spirit of Prophecy [O Espírito de Profecia], v. 1, p. 201).

Perguntas para reflexão
1. Leia 1 Pedro 3:20, 21. Que analogia Pedro usou para ajudar a explicar o significado do batismo?
2. Os cristãos primitivos foram acusados de muitas coisas de que não eram culpados, incluindo canibalismo. Uma das razões foram os seguintes versos: “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem comer a Minha carne e beber o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. Pois a Minha carne é verdadeira comida, e o Meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer a Minha carne e beber o Meu sangue permanece em Mim, e Eu, nele” (Jo 6:53-56). O que Jesus ensinou com essas palavras? Por que é tão importante entender o significado espiritual de textos como esse?

Respostas sugestivas: 1. O batismo, o lava-pés e a santa ceia foram ordenados por Jesus. 2. A experiência da fé produzida pela Palavra de Deus; mostrar frutos do arrependimento. 3. O maior no reino de Deus deve ser como o menor, e o que dirige como o que serve; não devemos desejar ser servidos, mas servir. 4. Pedro não entendeu o ato de humilhação de Jesus; não entendemos a humilhação do Filho de Deus, ao deixar a glória para nos salvar; mas quando somos purificados, seguimos o exemplo de Cristo, e nos humilhamos. O ato de Cristo foi motivado por amor e pelo senso de missão; Ele sabia que a humilhação era o caminho para a presença do Pai; mesmo sendo purificados do pecado, acumulamos impurezas ao longo do caminho, e Jesus nos purifica novamente; para isso, precisamos permitir que Ele nos lave. 5. Significa alimentar o coração com a Palavra de Deus, recebendo a salvação assegurada pelo Seu corpo e pelo Seu sangue, o que nos leva a uma vida de oração e testemunho, na qual Cristo habita. 6. Na cruz, o corpo de Cristo foi partido em lugar do nosso; Seu sangue foi derramado em lugar do nosso e representa uma aliança de salvação; quando realizamos a cerimônia, relembramos Seu sacrifício no passado e Suas promessas para o futuro. 7. A esperança da volta de Jesus. 8. Nenhum benefício, porque nossa fé e esperança não teriam recompensa. 9. Jesus oferecerá uma ceia, um banquete especial no reino de Seu Pai, a todos os Seus seguidores.