domingo, 30 de dezembro de 2012

Ciência do Bom Viver – Capítulo nº 01 – Nosso Exemplo


 Capítulo nº 01 – Nosso Exemplo

Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatigável servo das necessidades do homem. “Tomou sobre Si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças” (Mat. 8:17), a fim de poder ajudar a todas as necessidades humanas. Veio para remover o fardo de doenças, misérias e pecado. Era Sua missão restaurar inteiramente os homens; veio trazer-lhes saúde, paz e perfeição de caráter.
Várias eram as circunstâncias e necessidades dos que Lhe suplicavam o auxílio, e nenhum dos que a Ele se chegavam saía desatendido. DEle emanava uma corrente de poder restaurador, ficando os homens física, mental e moralmente sãos.
A obra do Salvador não era restrita a qualquer tempo ou lugar. Sua compaixão desconhecia limites. Em tão larga escala realizava Ele Sua obra de curar e ensinar, que não havia na Palestina edifício grande o bastante para comportar as multidões que se aglomeravam ao Seu redor. Nas verdes encostas da Galiléia, nas estradas, à beira-mar, nas sinagogas e em todo lugar a que os doentes Lhe podiam ser levados, aí se
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encontrava Seu hospital. Em cada cidade, cada vila por que passava, punha as mãos sobre os doentes e os curava. Onde quer que houvesse corações prontos a receber-lhe a mensagem, Ele os confortava com a certeza do amor de Seu Pai celestial. Todo o dia ajudava aos que a Ele iam; à tardinha atendia aos que tinham que labutar durante o dia pelo sustento da família.
Jesus carregava o grande peso de responsabilidade da salvação dos homens. Ele sabia que, a menos que houvesse da parte da raça humana decidida mudança nos princípios e desígnios, tudo estaria perdido. Esse era o fardo de Sua alma, e ninguém podia avaliar o peso que sobre Ele repousava. Através da infância, juventude e varonilidade, andou sozinho. Todavia era um céu estar-se em Sua presença. Dia a dia enfrentava provas e tentações; dia a dia era posto em contato com
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o mal, e testemunhava o poder do mesmo sobre aqueles a quem buscava abençoar e salvar. Não obstante, não vacilava nem ficava desanimado.
Em todas as coisas, punha Seus desejos em estrita obediência à Sua missão. Glorificava Sua vida por torná-la em tudo submissa à vontade do Seu Pai. Na Sua juventude, Sua mãe O encontrou na escola dos rabis e disse: “Filho, por que fizeste assim para conosco?” Luc. 2:48. Ele respondeu (e Sua resposta é a nota tônica de Sua obra vitalícia): “Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?” Luc. 2:49.
Sua vida foi de constante abnegação. Não possuía lar neste mundo, a não ser o que a bondade dos amigos Lhe preparava como peregrino. Ele veio viver em nosso favor a vida do mais pobre, e andar e trabalhar entre os necessitados e sofredores. Entrava e saía, não reconhecido nem honrado, diante do povo por quem tanto fizera.
Era sempre paciente e bem-disposto, e os aflitos O saudavam como a um mensageiro de vida e paz. Via as necessidades de homens e mulheres, crianças e jovens, e a todos dirigia o convite: “Vinde a Mim.” Mat. 11:28.
Durante Seu ministério, Jesus dedicou mais tempo a curar os enfermos do que a pregar. Seus milagres testificavam da veracidade de Suas palavras, de que não veio a destruir, mas a salvar. Aonde quer que fosse, as novas de Sua misericórdia O precediam. Por onde havia passado, os que haviam sido alvo de Sua compaixão se regozijavam na saúde, e experimentavam as forças recém-adquiridas. Multidões ajuntavam-se em torno deles para ouvir de seus lábios as obras que o Senhor realizara. Sua voz havia sido o primeiro som ouvido por muitos, Seu nome o primeiro proferido, Seu rosto o primeiro que contemplaram. Por que não haveriam de amar a Jesus, e proclamar-Lhe o louvor? Ao passar
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por vilas e cidades, era como uma corrente vivificadora, difundindo vida e alegria.
“A terra de Zebulom e a terra de Naftali,
Junto ao caminho do mar, além do Jordão,
A Galiléia das nações,
O povo que estava assentado em trevas
Viu uma grande luz;
E aos que estavam assentados na região e sombra da morte
A luz raiou.” Mat. 4:15 e 16.
O Salvador tornava cada ato de cura uma ocasião para implantar princípios divinos na mente e na alma. Esse era o desígnio de Sua obra. Comunicava bênçãos terrestres, para que pudesse inclinar o coração dos homens ao recebimento do evangelho de Sua graça.
Cristo poderia ter ocupado o mais elevado lugar entre os mestres da nação judaica, mas preferiu levar o evangelho aos pobres. Ia de lugar a lugar, para que os que se achavam nos caminhos e atalhos pudessem ouvir as palavras da verdade. Na praia, nas encostas das montanhas, nas ruas da cidade,
“Eu, o Senhor, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por concerto do povo e para luz dos gentios; para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos e do cárcere, os que jazem em trevas. E guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram, fá-los-ei caminhar por veredas que não conheceram; tornarei as trevas em luz perante eles e as coisas tortas farei direitas.” Isa. 42:6, 7 e 16.
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nas sinagogas, Sua voz se fazia ouvir explicando as Escrituras. Muitas vezes ensinava no pátio do templo, a fim de os gentios Lhe poderem ouvir as palavras.
Os ensinos de Cristo eram tão diferentes das explicações bíblicas feitas pelos escribas e fariseus que prendiam a atenção do povo. Os rabis apegavam-se à tradição, às teorias e especulações humanas. Muitas vezes, o que os homens haviam ensinado e escrito acerca das Escrituras era posto em lugar delas próprias. O tema dos ensinos de Cristo era a Palavra de Deus. Ele respondia aos inquiridores com um positivo “Está escrito” (Mat. 4:4), “Que diz a Escritura?” (Rom. 4:3), “Como lês?”. Luc. 10:26. Em todas as oportunidades, despertando-se em um amigo ou adversário qualquer interesse, Ele apresentava a Palavra. Proclamava a mensagem evangélica de maneira clara e poderosa. Suas palavras derramavam abundante luz sobre os ensinos dos patriarcas e profetas, e as Escrituras chegavam aos homens como uma nova revelação. Nunca antes haviam Seus
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ouvintes percebido na Palavra de Deus tal profundeza de sentido.
Jamais houve um evangelista como Cristo. Ele era a majestade do Céu, mas humilhou-Se para tomar nossa natureza, a fim de chegar até ao homem na condição em que se achava. A todos, ricos e pobres, livres e servos, Cristo, o Mensageiro do concerto, trouxe as boas novas de salvação. Sua fama como o grande Operador de curas espalhou-se por toda a Palestina. Os enfermos iam para os lugares por onde Ele devia passar, a fim de poderem encontrar auxílio. Iam também muitas criaturas ansiosas de Lhe ouvir as palavras e receber o toque de Sua mão. Assim ia de cidade em cidade, de vila em vila, pregando o evangelho e curando os enfermos – o Rei da glória na humilde veste humana.
Assistia às grandes festas anuais da nação, e falava das coisas celestes às multidões absortas nas cerimônias exteriores,
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trazendo a eternidade ao alcance de sua visão. Dos celeiros da sabedoria tirava tesouros para todos. Falava-lhes em linguagem tão simples que não podiam deixar de entender. Por métodos inteiramente Seus, ajudava a todos quantos se achavam em aflição e dor. Com graça  e cortesia, ajudava a alma enferma de pecado, levando-lhe saúde e vigor.
Príncipe dos mestres, buscava acesso ao povo por meio de suas mais familiares relações. Apresentava a verdade de maneira que daí em diante ela estaria sempre entretecida no espírito de Seus ouvintes com suas mais sagradas recordações e afetos.
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Ensinava-os de maneira que os fazia sentir quão perfeita era Sua identificação com os interesses e a felicidade deles. Suas instruções eram tão diretas, tão adequadas Suas ilustrações, Suas palavras tão cheias de simpatia e animação, que os ouvintes ficavam encantados. A simplicidade e sinceridade com que Se dirigia aos necessitados santificavam cada palavra.
Que vida atarefada levou Ele! Dia a dia podia ser visto entrando nas humildes habitações da miséria e da dor, dirigindo palavras de esperança aos abatidos, e de paz aos aflitos. Cheio de graça, sensível e clemente, andava erguendo os desfalecidos e confortando os tristes. Aonde quer que fosse, levava bênçãos.
Enquanto ajudava os pobres, Jesus estudava também os meios de atingir os ricos. Procurava travar relações com o rico e culto fariseu, o nobre judeu e a autoridade romana. Aceitava-lhes os convites, assistia a suas festas, tornava-Se familiar com os interesses e ocupações deles,
“O Espírito do Senhor Jeová está sobre Mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-Me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, veste de louvor por espírito angustiado, a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que Ele seja glorificado.” Isa. 61:1-3.
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a fim de obter acesso ao seu coração, e revelar-lhes as imperecíveis riquezas.
Cristo veio a este mundo para mostrar que, mediante o recebimento de poder do alto, o homem pode levar vida imaculada. Com incansável paciência e assistência compassiva, ia ao encontro dos homens nas suas necessidades. Pelo suave contato da graça, bania da alma o desassossego e a dúvida, transformando a inimizade em amor e a incredulidade em confiança.
Podia dizer a quem Lhe aprouvesse: “Segue-Me”, e aquele a quem Se dirigia levantava-se e O seguia. Quebrava-se o encanto da fascinação do mundo. Ao som de Sua voz, fugia do coração o espírito de avidez e ambição, e os homens levantavam-se, libertos, para seguir o Salvador.
Amor Fraternal
Cristo não conhecia distinção de nacionalidade, posição ou credo. Os escribas e fariseus desejavam fazer dos dons celestes um privilégio local e nacional, e excluir o resto da família de Deus no mundo. Mas Cristo veio derrubar todo muro de separação. Veio mostrar que Seu dom de misericórdia e amor é tão ilimitado como o ar, a luz ou a chuva que refrigera a terra.
A vida de Cristo estabeleceu uma religião em que não há diferenças, a religião em que judeus e gentios, livres e servos são ligados numa fraternidade comum, iguais perante Deus. Nenhuma questão política Lhe influenciava a maneira de agir. Não fazia diferença alguma entre vizinhos e estranhos, amigos e inimigos. O que tocava Seu coração era uma alma sedenta pelas águas da vida.
Não passava nenhum ser humano por alto como indigno, mas procurava aplicar a toda pessoa o remédio capaz de sarar. Em qualquer companhia em que Se encontrasse, apresentava uma lição adequada ao tempo e às circunstâncias. Cada
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negligência ou insulto da parte de alguém para com seu semelhante servia apenas para fazê-Lo mais consciente da necessidade que tinham de Sua simpatia divino-humana. Procurava inspirar esperança aos mais rudes e menos promissores, prometendo-lhes a certeza de que haveriam de tornar-se irrepreensíveis e inocentes, alcançando um caráter que manifestaria serem filhos de Deus.
Muitas vezes Jesus encontrava pessoas que haviam caído no poder de Satanás e que não tinham forças para romper os laços. A essas criaturas, desanimadas, doentes, tentadas, caídas, costumava dirigir palavras da mais terna piedade, palavras adequadas e que podiam ser compreendidas. Quando encontrava pessoas empenhadas numa luta renhida com o adversário das almas, Ele as animava a perseverar, assegurando-lhes que haviam de triunfar, pois anjos de Deus se achavam a seu lado e lhes dariam a vitória.
À mesa dos publicanos Ele Se sentava como hóspede de honra, mostrando por Sua simpatia e benevolência social que reconhecia a dignidade humana; e os homens anelavam tornar-se dignos de Sua confiança. Sobre seu coração sedento, as palavras dEle caíam com bendito poder vivificante. Novos impulsos eram despertados, e abria-se para esses excluídos da sociedade a possibilidade de vida nova.
Conquanto fosse judeu, Jesus Se associava sem reserva com os samaritanos, deitando assim por terra os costumes farisaicos de Sua nação. Apesar de seus preconceitos, Ele aceitou a hospitalidade desse povo desprezado. Dormia com eles sob seu teto, comia à mesa deles – compartilhando da comida preparada e servida por suas mãos – ensinava em suas ruas e tratava-os com a maior bondade e cortesia. Enquanto lhes atraía o coração pelos laços de humana simpatia, Sua divina graça levava-lhes a salvação que os judeus rejeitavam.
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Serviço Pessoal
Cristo não negligenciava oportunidade alguma de proclamar o evangelho da salvação. Escutai Suas maravilhosas palavras àquela única mulher, de Samaria. Achava-Se sentado junto ao poço de Jacó, quando ela foi tirar água. Para surpresa dela, pediu-lhe um favor. “Dá-Me de beber”, disse Ele. João 4:7. Queria uma bebida refrigerante, e desejava também abrir o caminho pelo qual lhe pudesse dar a água da vida. “Como”, disse a mulher, “sendo Tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher
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samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos). Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é O que te diz: Dá-Me de beber, tu Lhe pedirias, e Ele te daria água viva. … Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.” João 4:9, 10, 13 e 14.
Quanto interesse manifestou Cristo nessa única mulher! Quão fervorosas e eloqüentes foram Suas palavras! Ao ouvi-las, a mulher deixou seu cântaro e foi à cidade, dizendo aos amigos: “Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo?” João 4:29. Lemos que “muitos dos samaritanos daquela cidade creram nEle”. João 4:39. E quem pode avaliar a influência que essas palavras exerceram para a salvação de pessoas nos anos que se passaram desde então?
Onde quer que os corações se abram para receber a verdade, Cristo está pronto a instruí-los. Revela-lhes o Pai, e o serviço aceitável Àquele que lê o coração. Para esses não usa Ele de parábolas. Diz-lhes como à mulher junto à fonte: “Eu o sou, Eu que falo contigo.” João 4:26.

Lição 01 - Jesus, O Criador do Céu e da Terra


Lição 01 – JESUS, O Criador do Céu e da Terra

trimensario-1-trimestre-2013
Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2013

Tema geral do trimestre: Origens

Semana de 29 de dezembro a 5 de janeiro
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868 Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

Estudar a Lição:

Verso para memorizar: “No princípio, criou DEUS os Céus e a Terra” (Gen. 1:1).

Introdução de sábado à tarde

Que bom que estudaremos sobre a criação! É importante para nós que somos cristãos. Precisamos fortalecer nossos argumentos em favor da criação. Não que tenhamos dúvidas ou haja falta de fé nesse ponto, mas para sabermos como argumentar em favor da criação diante de muitas pessoas que não a aceitam, e preferem a Evolução.
Cremos em um DEUS infinitamente poderoso. E pelo que já conhecemos a respeito do Universo, para haver um DEUS só pode ser mesmo infinitamente poderoso. Se o Universo depende de um Ser, como poderia esse Ser ter capacidades limitadas? Rapidamente esse Ser perderia o controle sobre o Universo, e o caos se instalaria.
Para nós, saber a respeito do poder de DEUS é uma garantia de que Ele é realmente capaz. Isso nos dá segurança. E o fato dEle ser capaz e também de ser amor, permite sentirmos de que com Ele o futuro é absolutamente seguro e bom.
No verso de hoje muitos defendem que esse “princípio” não foi na criação da Terra. Isso pode ser verdadeiro e faz sentido. Afinal, na Bíblia diz que a Terra era sem forma e vazia, portanto, ela já existia. Existiam os anjos, o Trono de DEUS, e até Lúcifer que por aqueles dias já estava fazendo a sua campanha política (antes mesmo da criação ser realizada nesta Terra). Há quanto tempo antes da criação da Terra foi esse princípio? Aí já não sabemos quando foi esse princípio.
Dentre outras, uma coisa é certa: a Evolução jamais poderia do caos criar tanta beleza. Isso só pode ter vindo de DEUS, por isso que Ele disse que era bom.

Primeiro dia: No princípio

Estudemos Hebreus 13:3. Veja o texto em sua Bíblia. Ali aparecem duas ideias definidoras importantes. Essas ideias também levam a curiosidades para as quais não temos respostas.
A primeira ideia é uma afirmação de Paulo que não permite nenhuma dúvida. Ele diz de modo bem direto que o Universo foi formado pelo poder da palavra de DEUS. Isso quer dizer o quê? Que DEUS tem tal poder que pode fazer coisas, o que desejar, pela Sua palavra, ou digamos, pelo Seu pensamento. Isso tem uma implicação importante. Não é, evidentemente, só a palavra ou o pronunciamento de DEUS que ocorre quando Ele cria. É a Sua mente que entra em ação. Assim como nós, DEUS fala o que pensa. E o que Ele cria tem leis. Os corpos inertes, como as estrelas e os astros, funcionam e se movem por meio de complexas leis. Essas leis foram elaboradas pela mente de DEUS e inseridas naquilo que Ele criou. Nos seres vivos também existem leis, principalmente a da genética. Do mesmo modo, quando DEUS pronuncia que “haja animais”, não são essas simples palavras que fazem vir à existência todo tipo de animais. A criação de DEUS não é mágica, mas um ato de um Ser infinitamente inteligente e poderoso. Ao DEUS determinar pela Sua palavra que animais venham à existência, Ele planejou também como eles deveriam ser e como deveria ser sua constituição genética com todas as suas leis. Devemos entender que a rápida criação que DEUS é capaz de fazer é, na verdade, um ato incrivelmente complexo, onde Ele determina de modo planejado como aquilo que Ele quer que passe a existir seja constituído. Em outras palavras, DEUS, para falar determinando a existência de algo, também planeja todos os detalhes desse algo, e isso aparece tal como Ele planejou e determinou ao falar. Ele usa Sua capacidade mental, Seu pensamento, e tem um poder que nós não podemos explicar muito além do que aqui estamos expondo em nossas reflexões.
A segunda ideia que esse versículo permite é que DEUS cria matéria e energia do nada. O verso é bem claro nesse sentido: “de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” O que não aparece? Aquilo que existe, mas só nos pensamentos de DEUS. Ninguém vê e ninguém sabe o que Ele pensa ou planeja. Portanto, fisicamente essas coisas não existiam, eram apenas planos, pensamentos.
Assim, o pensamento bíblico, na realidade, é bem mais lógico que o pensamento vinculado ao “Big Bang”, ou seja, a grande explosão primordial que teria originado o Universo e, inclusive, mais tarde a vida. No caso da explosão, tinha que haver matéria pré-existente desde sempre. Mas de onde ela teria vindo? Se existia, de alguma maneira teria que se ter originado. No caso da criação, a matéria não existia, mas DEUS existia, e DEUS é um Ser vivo. É bem mais fácil aceitar a existência eterna de um Ser vivo capaz de originar todas as coisas do que aceitar a existência de matéria, que necessita de alguma fonte originadora.
Outro ponto importante é que explosões somente geram caos, nunca ordem. A ordem só pode vir por meio do planejamento inteligente, nunca do acaso. Em lugar algum nesse nosso planeta pode ser constatada a evolução de um estado caótico para outro bem organizado. Nunca se constatou ou se observou tal coisa. Pela teoria do “Big Bang” temos que aceitar que a ordem apareceu por meio de acomodações casuais produzidas em meio caótico. Isso é simplesmente impossível por ser estatisticamente improvável. Em nossos dias tal coisa não acontece (isto que hoje existe ordem, então imagine naqueles tempos em que não existia).Teria se formado ordem a partir do caos, sem lei natural alguma? As leis dos movimentos dos corpos celestes, e as dos átomos, se teriam formado a partir da desordem total?
As leis naturais existem, e nós cremos que elas se originaram da mente do Criador, do mesmo modo como se originou a matéria e a energia. Isso ao menos é plausível e faz sentido.

Segunda: Os Céus declaram

A lição de hoje destaca a inteligência. O Universo, que não sabemos qual é o seu real tamanho, mas é incrivelmente grande, revela que existe inteligência, pois é complexo demais para funcionar sem leis bem imaginadas. Segundo a revista Super Interessante, de dezembro de 2007, existem 100 bilhões de galáxias e em torno de 10 sextilhões de estrelas no Universo visível. Isso o que foi visto e seu número estimado por cálculos. E quanto mais há para se ver? Um dia saberemos, e esse dia se aproxima.
O tamanho do Universo e seu modo de funcionamento não poderia deixar dúvidas: de que ao menos deve ter havido a participação de uma inteligência superior e de um poder incrível para constituir tudo isso. No mínimo essa deve ser a conclusão racional. Mas é como afirma Romanos 1:21 “…tendo conhecimento de DEUS não O glorificaram como DEUS, nem Lhe deram graças, antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes seu coração insensato.” Há um gigantesco poder em ação no planeta para impedir que as pessoas correlacionem a complexidade da natureza com a inteligência de DEUS. O que fazem, em lugar disso, é associar entre si o caos e a ordem. Isso só pode ser chamado de insensatez.
Se olharmos para o tamanho e complexidade do Universo, não ficaremos menos admirados se pudermos também olhar para a complexidade do minúsculo átomo, sobre o qual a lição teceu considerações importantes. Sem o átomo não existiria o Universo, e ele funciona à base de leis não menos complexas que o próprio Universo com suas galáxias, estrelas, planetas, satélites e meteoritos, etc.
O átomo é admirável. Constitui-se de um núcleo e elétrons (ao menos um) orbitando ao redor desse núcleo. Isto significa que ali há energia, e na realidade, muitíssima energia. Ela é necessária para manter o elétron girando ao redor do núcleo sem se afastar nem se aproximar do núcleo. Nisso há um equilíbrio que só pode ter-se originado de uma inteligência e capacidade indescritível ao ser humano. Um único átomo é algo que podemos até estudar e descrever, mas não podemos criar ou construir.
Para se ter uma ideia do átomo, imagine que o seu núcleo seja do tamanho de uma laranja de 5 centímetros de diâmetro. Sabe a que distância seria a órbita de seu elétron mais afastado? Seria a 5km de distância. E esse seria o tamanho do átomo! Na realidade, um enorme vazio, mas carregado de energia para que esse elétron nessa distância não escapasse de sua órbita. Essa energia deve ser bem calculada para que também o elétron não se aproxime do núcleo, a fim de que fique sempre na mesma distância, milênio após milênio. Mas sabia que os elétrons de um átomo podem migrar para outro átomo? E para isso há leis bem estabelecidas, e a natureza funciona segundo essas leis. Detalhe: um átomo é tão pequeno que não pode ser visto nem pelos aparelhos mais sofisticados.
Sabe avaliar a energia que existe nos átomos? Existe tanta energia num deles que, em conjunto, se liberada por meio da fissão ou da fusão, que são dois métodos diferentes para se liberar energia, pode-se construir uma bomba altamente destruidora. Uma dessas bombas pode fazer deixar de existir uma cidade como São Paulo, e por muito tempo ali se formarão cânceres nas pessoas que se aventurarem a estar nesse lugar.
A criação de DEUS é admirável. Mas ainda mais admirável de tudo é a vida.Quem pode dizer o que ela é? E de onde ela veio? Isso é admirável!

Terça: O poder de Sua palavra

É preciso ler os versos bíblicos selecionados para hoje. “Ele fez a terra com o Seu poder, e ordenou o mundo com a Sua sabedoria, e estendeu os céus com o Seu entendimento” (Jer. 51:15).
“Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da Sua boca” (Salmo 33:6).
“Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu” (Salmos 33:9).
Por estes versos, o que podemos aprender? DEUS, para criar, utiliza Sua capacidade mental associada à Sua capacidade de realizar, ou seja, Seu poder. Na capacidade mental DEUS consegue, ao mesmo tempo, planejar todo um conjunto de estrelas, planetas e satélites, com suas respectivas complexidades; e pela Sua palavra ou pensamento, fazer com que se tornem realidade e passem a existir, onde antes não havia nada.
Os versos acima estão a dizer que DEUS utilizou, para criar, “poder, sabedoria e inteligência”; que fez tudo pela Sua palavra. Bem simples de dizer como DEUS cria; tão simples que não parece ser algo quase infinitamente complexo. Na realidade, para DEUS criar pelo poder de Sua mente e de Sua palavra é algo tão complexo que foge à nossa compreensão. Não é simplesmente pronunciar “haja luz.” Tem que definir todos os espectros da luz, ondas, frequência, calor, cores, velocidade, origem, quantidade, intensidade, objetivos, e assim vai. É algo muito complexo, não é um passe de mágica, mas resultado de um planejamento complexo. DEUS define em Sua mente todos os detalhes de como deve ser aquilo que Ele deseja criar. Quanto tempo Ele leva para elaborar um plano desses? Não sabemos, mas talvez seja menos de uma fração de segundo. Ao menos é o que se deduz da capacidade de um Ser infinito em poder e inteligência.
E como, por ventura, Ele trouxe à existência a matéria do Universo? Alguma coisa podemos entender, mas não tudo. Por exemplo, toda matéria é composta, na verdade, de energia. Se você tem aí em sua casa uma cadeira de madeira, você sabe que facilmente pode transformá-la em energia. Basta colocar no fogo e imediatamente o que era matéria se tornou no seu correspondente em forma de energia. É que antes essa mesma madeira já foi energia. Anos atrás ela era apenas uma pequena semente, que nasceu, se transformou numa plantinha, que absorveu energia do sol, água e nutrientes e foi crescendo, com o tempo formando-se numa frondosa árvore. Foi cortada, sua madeira transformada em tábua e esta, numa cadeira.
Como DEUS poderia ter feito esse Universo todo? Ele fez tudo do nada. Pelo Seu poder. Para Ele não é difícil fazer surgir energia de Seu poder, e transformá-la em matéria de todo o tipo. Também para Ele não é nada difícil fazer vir à existência matéria de todo tipo, diretamente, sem passar pela fase de energia. Fato, segundo esses versos, é que: para criar DEUS só utiliza duas coisas: poder e inteligência. E isso faz sentido total, pois na criação existe muita inteligência, em forma de leis naturais, e enfim, tudo é composto de energia, que também é poder. Logo, o poder e a inteligência de DEUS, de uma maneira evidente, observável, são a matéria e energia mais a ordem e as leis.
Assim como a lição também explica, as leis naturais não são os limites para DEUS, pois foi Ele quem as estabeleceu. A nossa lógica científica vem de observar as leis naturais; então, nós é que somos limitados à compreensão dessas leis, bem como só podemos agir dentro dos limites delas, porém DEUS, que as definiu, não tem esses limites, pois Ele é superior a estas leis, e nós somos inferiores. Assim, só podemos entender DEUS dentro dos limites dessas leis, mas quando chegarmos até Ele e pudermos falar com Ele, então poderemos entender muitas coisas para além dessas leis, explicadas por Aquele que é infinitamente mais que tais leis.

Quarta: JESUS, Criador do Céu e da Terra

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (João 1:1-3).
“E o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).
“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Colossenses 1:15).
“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo” (Hebreus 1:1-2).
Lendo esses versos, a que conclusão podemos chegar? Que o Criador de todas as coisas é JESUS CRISTO, assim como, já sabemos, Ele é também o Redentor.Ora, aqui tempos uma relação lógica: Se Ele é o Criador, para salvar a criatura tem que também ser o Redentor; portanto, devia ser Ele a vir morrer por nós na cruz e Se tornar o nosso mediador. E mais, para quem não aceitasse a salvação, também tem que ser Ele o Juiz, o que condena. Assim, por óbvio, Ele é tanto o Criador como o Redentor, como também o Executor do juízo. Quem mais poderia fazer isso tudo? Ninguém nesse Universo. Aliás, acrescente-se que foi contra Ele que Lúcifer se posicionou no Céu; a guerra foi e ainda é de Lúcifer contra JESUS CRISTO. Essa guerra se desenrola, e isso é bem evidente, aqui nessa Terra, depois da cruz e da ascensão, contra todos aqueles que estão aliados com o Criador, Redentor e Juiz – nós, os Adventistas do Sétimo Dia, os que guardam os mandamentos do Criador e aguardam-No como Redentor. Isso não poderia ser diferente, somos o Seu povo.
Por isso mesmo, nós devemos influenciar o mundo, não o mundo a nós. No campo da gestão das empresas, nesses últimos tempos, tanto se fala em “diferenciação”, isto é, ser diferente das outras empresas para cativar os clientes. As empresas estão buscando sair do padrão onde se encontra a maioria. Pois essa teoria serve mito bem para a IASD. Nós nem sequer somos deste mundo, portanto, ao menos sejamos criativos para nos diferenciarmos, e nos diferenciarmos em relação ao mundo. E até sabemos bem como fazer isso: é só seguir o exemplo de JESUS. Para tanto, temos três coisas vitais: os Dez Mandamentos, a Bíblia que é o testemunho de JESUS, ou seja, que trata a respeito do Salvador, e temos ainda os escritos do Espírito de Profecia, de Ellen G. White, que também dá testemunho de JESUS, explicando a Bíblia.
Então o Criador de todas as coisas esteve entre os seres humanos. Nós temos pelo menos o privilégio de poder ler sobre Ele. Toda a Bíblia trata sobre JESUS, mas os evangelhos contam diretamente como Ele vivia. Assim podemos também viver, resumindo: em humildade, obediência à lei, fazendo o bem e tendo fé em nosso Salvador. De certo modo, diferenciando-nos do mundo, assim como também Ele foi diferente (nunca copiou as coisas ridículas do mundo para Se tornar Salvador). Nem nós devemos fazer tais cópias (como muitos entre nós fazem, para a sua própria perdição e de outros mais), na intenção de assim querer atrair pessoas para o Reino de DEUS. Se tão somente tivermos fé e disposição para o trabalho, o restante que falta o ESPÍRITO SANTO fará.

Quinta: O Criador entre nós

No estudo de hoje temos que atentar para um assunto relevante: a humildade do Criador. Ora, imagine, o Criador! Não havia nada, não havia Universo. Absolutamente nada. E o Criador, no princípio criou todo o Universo. Quando foi isso não sabemos, a Bíblia chama de princípio. Depois esse Criador criou a vida em diversos lugares do Universo, e em um tempo posterior fez isso aqui na Terra. Dá para imaginar o poder de Alguém assim? Pois se algum ser humano de nosso planeta conseguisse criar vida, pode-se ter certeza, seria alvo dos jornais, das televisões, das atenções do mundo inteiro. Ele se tornaria famoso e também poderoso. Se ele pudesse eternizar a vida das pessoas, logo se tornaria o homem mais rico do planeta, muitíssimo acima do segundo colocado. Ele se tornaria incrivelmente importante. Talvez fosse até adorado, mas no mínimo ele teria uma ou mais estátuas em cada cidade do planeta. E certamente ele mesmo se veria como alguém superior, digno de homenagens inimagináveis. Se idolatram os jogadores de futebol, imagine o que fariam com alguém assim.
Pois bem, JESUS, o Criador, veio a este mundo como uma humilde criança, cresceu como um humilde carpinteiro, e viveu como um humilde profeta. Não foi reconhecido pelas autoridades religiosas nem pelas autoridades políticas, senão por uma pequena parte do povo comum, porque a maior parte gritou contra Ele “crucifique-O”.
E Ele esteve aqui, entre os seres humanos. Demonstrou que tem o poder de criar ao ressuscitar mortos, dentre os quais o mais impressionante foi Lázaro, morto de 4 dias, portanto, em estado de decomposição e cheirando mal. Ele transformou água em vinho, multiplicou pães e peixes, curou muitos tipos de doenças dentre as quais a cegueira (e existem muitos tipos), caminhou sobra as águas, acalmou uma tempestade, favoreceu uma pescaria, indicou um peixe para doar uma moeda, conhecia os pensamentos das pessoas, e assim por diante. Ele demonstrou ter poderes sobrenaturais; era DEUS, mas em nenhum momento Se passou como DEUS, mas sempre como um homem. E o detalhe importante: sempre como um homem humilde. Esse é o nosso exemplo.
O Criador do mundo estava entre os seres humanos, e eles O crucificaram. O mais interessante é que Ele, com os poderes que sempre possuiu, poderes de Sua mente e palavra, que quando abria a boca fazia produzir o que Sua inteligência desejasse, dessa vez, conforme Isaías 53, “não abriu a Sua boca.” Ele podia reagir se tão somente utilizasse Seu pensamento, e reverter tudo, vingar-Se, eliminar Seus inimigos, com satanás e tudo. Mas Ele Se deixou matar e morreu como um ser humano. Ele estava em lugar do ser humano. Daí se percebe a Sua principal característica, acima de Seu poder e inteligência, que é a humildade. E a humildade vem do amor, que Ele é. Ele é a lei, Ele é o amor, Ele é humilde. Esse é o nosso Criador e Salvador; é Este que estamos aguardando. Ele há de vir em breve, preparemo-nos reavivando e reformando a nossa vida e trabalhando pela vida de outros.

Aplicação do estudo – Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

Pela Bíblia sabemos que DEUS criou tudo, desde a matéria, a energia e a vida. A Bíblia diz que houve um princípio, ou seja, um momento em que se iniciou a criação de todas as coisas. Possivelmente, segundo a nossa compreensão, antes desse princípio nada havia, senão DEUS, na forma da Trindade. Como era isso, não podemos imaginar. O que entendemos é DEUS eterno; porém, a criação, desde todos os anjos, finitos na existência anterior, e infinitos para o futuro, desde que permaneçam ligados a DEUS, o infinito tanto no passado quanto no futuro.
Se for assim como estamos aqui imaginando em nossas limitações de seres criados e também pecadores, então deve ter havido um tempo, infinito para o passado, em que não havia criação, e DEUS existia só. Como seria a solidão de DEUS? Melhor que sejam três seres, para interagirem entre si. Mas como deve ter DEUS ficado feliz ao criar o Universo, povoar os planetas com seres vivos, e principalmente com seres à Sua semelhança. Essa parte da criação, seres à imagem e semelhança do Criador é magnífico, que é glória para DEUS, pois esses seres interagem com DEUS, e repartem amor entre si e com Ele. Como isso devia ser motivo de felicidade para DEUS.
Isso, digamos, é a introdução ao assunto. É tema muito interessante, mas não temos como avançar nele por enquanto. Que fique nessa situação até um dia, lá no Céu, quando pudermos falar diretamente com o Criador, e satisfazer nossas curiosidades. Teremos o prazer de saber dEle como criou tudo, por amor, para ser povoado de seres felizes eternamente. Aí certamente ficará mais evidente a importância do amor.

Por enquanto, basta que saibamos, conforme a Palavra escrita, que foi DEUS quem criou todas as coisas, e sem Ele, nada do que existe, veio a existir.

escrito entre 21/11 e 04/12/2012
revisado em 05/12/2012
corrigido por Jair Bezerra
Declaração do professor Sikberto R. Marks
O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

Plano de Leitura: Um Capítulo por Semana:

O Serviço do Espírito de Profecia, numa iniciativa com os Departamentos de Educação, Escola Sabatina Mordomia, Saúde e Temperança, propõe-lhe o estudo dos escritos de Ellen White, através da leitura de um capítulo por semana.
Livro – A Ciência do Bom Viver: Capítulo nº 01 – Nosso Exemplo

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

ELE NASCEU PARA MORRER POR NÓS. FELIZ NATAL!


ELE NASCEU PARA MORRER POR NÓS
VALE A PENA COMEMORAR

A maior festa de aniversário do Mundo está chegando, um menino nasceu e mudou a história, por mais que o paganismo possa desconsiderar a pessoa de Jesus, aceitar que tudo e todos foram marcados antes e depois dele é inevitável, a história mundial, a evolução da tecnologia, e até o homem. O profeta Isaias declarou: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz”.

Mas será que Jesus nasceu neste dia? Devemos comemorar o Natal? De onde veio a idéia desta data?
Creio que é importante comemorar o Natal, quero dizer que respeito à posição das pessoas que não comemoram, mas gostaria muito que você pensasse sobre esta comemoração lendo estas considerações.
ORIGEM DO NATAL
Natal vem do latim “natale”, que significa nascimento, os cristãos primitivos não tinha interesse de comemorar o natal, logo na metade do século III d.C., Hipólito, bispo de Roma, escolheu a data de dois de Janeiro para comemorar o nascimento de Jesus, outros cristãos escolheram outras datas. Em 325 a 354 d.C.  fica acertada a data de 25 de Dezembro para a comemoração universal do Nascimento de Jesus. Olhando para a Palavra de Deus, não existe nenhum registro especifico para o nascimento de Jesus, o que conhecemos sobre este dia é que houve grande júbilo no céu e na terra marcados por um exercito de anjos, presentes, e uma alegria incomparável de Deus o criador universal. Por mais que esta data não seja a verdadeira data do nascimento de Cristo, isto seria um argumento legalista demais para não comemorar, será que você nunca viu ninguém nascer em um dia e ser registrado no outro? O que importa é que JESUS NASCEU e por isso o povo de Deus deve se alegrar. Mas esta data deve ser comemorada com mais alegria ainda pelos cristãos, sabe porque?
Quando olhamos o que era comemorado neste dia, e que foi esquecido, isto demonstra a soberania de Cristo em todos os aspectos. O Império Romano neste dia, 25 de Dezembro comemorava a festividade do Natal do Sol Invicto, esta festividade era comemorada pelos adoradores do “Sol Invicto”. Estes adoradores eram identificados com Mitra. O Mitraismo era um culto semelhante ao cristianismo. Quando o dia 25 de Dezembro foi cogitado para o nascimento de Cristo, o cristianismo entrou em conflito com o mitraismo, mas quem venceu foi Jesus Cristo. Neste dia o cristianismo ofuscou as festividades pagãs. O profeta Malaquias profetiza no Capitulo 4v.2 “Mas vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerro da estrebaria.” O sol da justiça nasceu e o costume pagão foi esquecido ao longo dos anos e até hoje Cristo é honrado pelo seu nascimento.
Este acontecimento é como se o de um feriado de uma festa pagã fosse substituído por uma comemoração cristã. Como no dia do Carnaval fosse colocado o dia de Ações de Graça, no dia 31 de Outubro dia de Halloween fosse substituído por qualquer dia que honre a Cristo. A pergunta é: Se acontecesse a troca destes dias por uma comemoração Cristã, você comemoraria com alegria ou não? Não importa se o dia é ou não 25 de Dezembro, mas devemos exaltar o acontecimento: JESUS NASCEU!
Não estamos preocupados no dia propriamente dito, mas o fato de Cristo nascer, já nos dá um gozo em nossa alma porque o plano de Deus estava preste a acontecer, a aliança entre você e Deus, a comunhão do homem com Deus, seria estabelecido pela morte de Cristo, e para morrer é necessário nascer, o inicio de uma nova vida estava prestes a acontecer. O que deve ficar claro é que este dia podia ser comemorado em qualquer dia do ano, os cristãos não estão se apegando a data em si, mas sim o acontecimento.

JESUS NASCEU NO INVERNO OU NO VERÃO?
Existe duas teses que serão colocadas aqui, cada uma defendendo a sua posição, mas vale a pena conhece-las para que você possa abrir o seu leque de conhecimentos.
A primeira é que Jesus não nasceu no inverno. Levando o contexto de Lucas, que da a entender que Jesus teria nascido no verão, por causa do recenseamento determinado por César Augusto (Lucas 2- 1-2).
Outra posição defendida é que os pastores estavam no campo durante a noite, para quem já vez uma viagem a Israel, é de conhecimento que à noite em alguns lugares o frio é muito forte e que os pastores não conseguiriam agüentar estando com o rebanho. Outra situação contraria ao inverno é o deslocamento de uma grande quantidade de pessoas de um local para o outro, fato que não seria comum ou apropriado no inverno, então da a entender que poderia ter acontecido no período entre Abril e Novembro.
Por outro lado gostaria de colocar uma posição contraria que defende o nascimento de Jesus no Inverno. Levando em conta que o decreto foi dado pelo Imperador e devia ser obedecido, os Governantes romanos poderiam dar o recenseamento não importando se estava no inverno ou no verão. Outro ponto que devemos analisar é que todos eram obrigados alistar-se, não importando a situação em que se encontrava, até mesmo Maria grávida teve que ir. O recenseamento Romano tinha duas finalidades:
1- Declaração dos nomes das pessoas, sua ocupação, esposas, filhos, servos e propriedades.
2- Declaração do valor de suas propriedades, do dinheiro e outros recursos com que esperavam contribuir para a manutenção do governo, o fornecimento de homens e dinheiro.
Por ser uma obrigação, não sabemos a necessidade do governo nesta época, na qual poderia ser uma chamada extraordinária, sabemos que o povo esperava um libertador de Israel, mas terreno porque não suportavam mais viver debaixo das vontades do governo Romano. Este poderia ser um recenseamento para obter mais imposto ou poderia ser que o governo Romano estava precisando de mais dinheiro e esta foi à saída para a ocasião.
Outra situação que deve ser levada em conta é que Jesus não nasceu no relento como é demonstrado nos presépios, ele nasceu na estrebaria.
As casas da época normalmente tinham um lugar de colocar os animais dentro da casa, seria como se a casa tivesse uma garagem e ali fosse o primeiro nível da casa aonde os animais poderiam ficar no inverno. Jesus estava na manjedoura, isto para alguns defensores do inverno demonstra que Jesus estava dentro da casa, ou seja, dentro do 1º nível.
Na questão dos pastores que estariam com as ovelhas no campo, existe uma posição de R.N.Chaplin,  que na Mishnah indica que as ovelhas reservadas para o sacrifício no templo eram postas a pastar nos campos que circundavam Belém, e que as ovelhas para o sacrifício não poderiam ser confinadas. Estes pastores deveriam ser homens preparados para esta tarefa, cuidando das ovelhas que eram em beneficio a adoração efetuada no templo. Os pastores foram abençoados por Deus e tiveram a oportunidade de ver o menino Jesus que seria a substituição dos sacrifícios, por amor e submissão à ordem do Senhor. Deus tinha dado aos pastores a certeza de que aquele sacrifício de ficar tomando conta das ovelhas iria acabar em breve.
Aqui colocamos algumas questões, mas não importa se ele nasceu no inverno ou no verão, importa que JESUS NASCEU!
ELE NASCEU PARA MORRER POR NÓS
As datas, o tempo ficam em segundo plano para o Cristão, o que não podemos esquecer é que Jesus foi uma promessa de Deus para resgatar o Homem. Quando olho para a Bíblia o nascimento de Jesus indica esperança, Ele foi o libertador, o profeta, o sacerdote, e o próprio sacrifício. Para qualquer cristão o natal deve lembrar a materialização do Amor de Deus, a revelação do próprio Deus para o homem, a porta que nos dá entrada ao reino Celestial.
Por isso quero lembrar Isaias 53:
Quem deu credito a nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?
Porque foi subindo como um renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos caso dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si, e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades, o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós estávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele à iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca, como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca.
Da opressão e do juízo foi tirado, e quem contará o tempo de sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes, pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sai morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
Todavia, ao Senhor agradou moê-lo. fazendo enfermar, quando sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará aos seus dias, e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão.
Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores, mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.

ELE NASCEU PARA MORRER POR NÓS.
FELIZ ANIVERSÁRIO
– JESUS