sábado, 18 de maio de 2013

LIÇÃO 8 CONFIANDO NA BONDADE DE DEUS - 18 A 25 DE MAIO


Lições Adultos

Busque ao Senhor e Viva!




Lição 8 - Confiando na bondade de Deus (Habacuque)

18 a 25 de maio




Sábado à tarde

Ano Bíblico: 2Cr 26–28 



VERSO PARA MEMORIZAR:

“A Terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hc 2:14).



Leituras da Semana:

Pensamento-chave: Podemos nem sempre entender por que as tragédias acontecem, mas podemos confiar em Deus, não importando o que aconteça.

Depois de pregar sobre a presença permanente de Deus em meio às adversidades da vida, um pastor foi confrontado por uma mulher que, aos prantos, perguntou: “Pastor, onde Deus estava no dia em que meu único filho morreu?” Percebendo uma profunda tristeza no rosto dela, o pastor ficou em silêncio, depois respondeu: “Deus estava no mesmo local em que estava no dia em que Seu Filho Unigênito morreu para nos salvar da morte eterna.”

Como nós, Habacuque testemunhou a injustiça, a violência e o mal. Pior ainda, Deus parecia estar em silêncio em meio a tudo isso, embora Ele pedisse que Habacuque confiasse em Suas promessas.

O profeta não viveu para ver o cumprimento dessas promessas. No entanto, ele aprendeu a confiar nelas de toda maneira. Seu livro começa com uma queixa para Deus, mas termina com um dos cânticos mais belos da Bíblia. Como Habacuque, devemos esperar em fé até o momento em que o mundo “se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar”.




Domingo

Ano Bíblico: 2Cr 29–31 



Profeta perplexo


1. Leia Habacuque 1. O que o profeta perguntou a Deus? Embora sua situação tenha sido diferente da nossa, quantas vezes fazemos esse tipo de perguntas?

Habacuque é único entre os profetas, porque ele não falou ao povo em nome de Deus, mas falou com Deus sobre o povo. Com um grito de espanto, o profeta começou sua luta para entender os propósitos de Deus: “Até quando, Senhor [...?]” Na Bíblia, essa pergunta é típica de uma lamentação (Sl 13:1; Jr 12:4). Ela implica uma situação de crise, da qual a pessoa procura libertação.
A crise sobre a qual Habacuque pediu ajuda era a violência que permeava a sociedade. Em hebraico, a palavra para “violência” é hamas, e é usada seis vezes no livro de Habacuque. O termo implica atos que prejudiquem as pessoas tanto física quanto moralmente (Gn 6:11).

Sendo profeta, Habacuque sabia bem o quanto Deus ama a justiça e odeia a opressão. Por isso, ele quis saber por que Deus permitia que a injustiça continuasse. Por toda parte ele percebia violência e transgressão da lei, e parecia que os perversos triunfavam sobre os justos. A justiça estava sendo pervertida pelos poderosos, como ocorreu no tempo de Amós (Am 2:6-8), e como ocorre com tanta frequência hoje.

A resposta de Deus revelou Seus planos futuros. O Senhor usaria o exército de Babilônia para punir o povo. Esse anúncio surpreendeu o profeta. Ele não esperava que Deus usasse um exército tão cruel para disciplinar Judá. Em Habacuque 1:8, a cavalaria babilônica é comparada a leopardos, lobos e águia, três predadores cuja velocidade e poder trazem morte violenta às suas presas.

A arrogância implacável de Babilônia não reconhece nenhuma responsabilidade, não busca arrependimento e não oferece reparações. Ela transgride a ordem mais fundamental da vida criada. Habacuque foi informado de que o exército de Babilônia seria usado como uma vara da ira divina (compare com Is 10:5). A punição ocorreria durante a vida de Habacuque (Hc 1:5). Toda essa situação levanta perguntas ainda mais difíceis sobre a justiça divina.

Como podemos aprender a confiar na bondade e justiça de Deus, quando o mundo parece tão cheio de maldade e injustiça? Qual é o nosso único recurso?




Segunda

Ano Bíblico: 2Cr 32, 33 



Vivendo pela fé


Em Habacuque 1:12-17, a resposta de Deus às perguntas do profeta levanta uma questão ainda mais inquietante: Um Deus justo pode usar o ímpio para punir os que são mais justos do que eles? A pergunta de Habacuque no verso 17 tinha a ver com a justiça divina.

Habacuque estava confuso, não apenas pela degeneração de seu próprio povo, mas também pela certeza de que seu povo seria julgado por outro povo, pior que ele. O profeta estava bem ciente dos pecados de Judá, mas sabia que os justos do seu povo não podiam ser comparados com os pagãos babilônios.

2. Leia Habacuque 2:2-4. Que esperança é apresentada ali?

Habacuque 2:2-4 é uma das passagens mais importantes da Bíblia. O verso 4, em especial, expressa a essência do evangelho, o fundamento do verso que começou a Reforma Protestante. Pela fé em Jesus Cristo, recebemos a justiça de Deus. Essa justiça divina é creditada a nós e se torna nossa. Isso é conhecido como justificação pela fé.

3. O texto de Habacuque 2:4 é um resumo do caminho da salvação e do ensino bíblico sobre a justificação pela fé. Como os escritores do Novo Testamento usam esse verso? Rm 1:17Gl 3:11Hb 10:38

Em meio a todo esse tumulto e perguntas sobre o mal, a justiça e a salvação, Habacuque 2:4 apresenta forte contraste entre o fiel e o soberbo. A conduta de cada grupo determina seu destino: os arrogantes fracassarão enquanto os justos viverão pela fé. A palavra hebraica para fé (‘emuna) é melhor traduzida como “fidelidade”, “constância” e “confiabilidade”. Embora aquele que vive pela fé não seja salvo por suas obras, seus atos mostram que ele vive pela fé. Sua fé é revelada em obras e, assim, a vida eterna é prometida a essa pessoa.




Terça

Ano Bíblico: 2Cr 34–36 



A Terra se encherá (Habacuque 2)


O capítulo 2 de Habacuque traz a resposta de Deus à pergunta do profeta em Habacuque 1:17. Depois dessa resposta, temos um cântico que zomba do opressor orgulhoso. Nada menos que cinco ais (Hc 2:6, 9, 12, 15, 19) afirmam a mensagem de que a destruição de Babilônia está selada. A punição do inimigo estaria de acordo com o princípio “medida por medida”. O que os ímpios fizessem às suas vítimas seria, no fim, feito a eles. Colheriam o que houvessem semeado, porque Deus não pode ser zombado pelos orgulhosos seres humanos (Gl 6:7).

Em contraste com o opressor que seria julgado por Deus, o justo tinha a promessa da vida eterna em Cristo, independentemente do que acontecesse com eles nesta vida. Ao descrever o remanescente fiel no tempo do fim, o livro do Apocalipse apresenta a expressão “a paciência dos santos” (Ap 14:12, RC). Na verdade, os justos são persistentes na espera pela intervenção divina, mesmo que a vejam somente na segunda vinda de Cristo.

4. Leia Hebreus 11:1-13. Como esses versos nos ajudam em nossa luta com as mesmas questões com as quais Habacuque lutou?

A resposta final de Deus às perguntas de Habacuque foi a afirmação de Sua presença permanente. Certeza da presença de Deus e confiança em Seu juízo. Apesar das aparências em contrário, essa é a mensagem do livro de Habacuque, bem como de toda a revelação bíblica. Fé profética é confiança no Senhor e em Seu caráter imutável.

“A fé que fortaleceu Habacuque e todos os santos e justos naqueles dias de grande provação, é a mesma que sustém o povo de Deus hoje. Nas horas mais escuras, sob as mais proibitivas circunstâncias, o cristão fiel pode firmar-se sobre a fonte de toda luz e poder. Dia a dia, pela fé em Deus, sua esperança e ânimo podem ser renovados” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 386, 387).




Quarta

Ano Bíblico: Ed 1–3 



Lembrando a glória divina


5. Leia Habacuque 3. O que o profeta estava fazendo ali, e por que isso é tão importante, especialmente levando em conta as circunstâncias e perguntas difíceis que ele estava enfrentando?

Habacuque expressou sua aceitação dos caminhos de Deus em uma oração cantada (Hc 3:19). Tendo plena consciência do poder de Deus, ele pediu que o Senhor Se lembrasse de Sua misericórdia quando o juízo começasse. O profeta lembrou reverentemente os relatos dos grandes atos de Deus no passado e orou para que Ele trouxesse redenção em seus dias. Parecia que ele estava entre dois tempos. Com um olho olhava para trás, para o evento do Êxodo, enquanto com o outro, olhava adiante, para o dia do Senhor. Ele esperava uma revelação do poder de Deus em sua situação atual.

O hino do capítulo 3 descreve poeticamente a libertação de Israel da escravidão egípcia. O que havia acontecido na época do Êxodo era um prenúncio do grande dia do juízo. O piedoso não devia ficar ansioso a respeito do dia do Senhor, mas devia esperar, perseverar e se alegrar na esperança que lhe pertencia.

O hino era também uma celebração do poder, glória e natureza vitoriosa de Deus. O Senhor é descrito como soberano sobre toda a Terra. A revelação de Sua glória é comparável ao esplendor do nascer do Sol (Hc 3:4).

Deus julga as nações opressoras. No entanto, ao mesmo tempo, Ele operou a redenção do Seu povo em Seus “carros de vitória” (Hc 3:8). O poder de Deus nem sempre é visível superficialmente, mas a pessoa de fé sabe que Deus está ali, não importa o que aconteça.

Habacuque nos convida a olhar com expectativa para a salvação do Senhor, quando Ele estabelecerá Sua justiça sobre a Terra e encherá o mundo com Sua glória. Ao cantar louvores ao Senhor, o povo de Deus encoraja uns aos outros a meditar sobre os atos passados de Deus e sobre a esperança para o futuro glorioso (Ef 5:19, 20; Cl 3:16). O próprio exemplo de Habacuque demonstra como se pode perseverar ao viver tendo essa visão da salvação.

Pense na liderança do Senhor sobre sua vida no passado. Isso o ajuda a confiar mais nEle e em Sua bondade, não importando o que o futuro trará? Por que é sempre tão importante olhar para o futuro final e eterno que nos espera?




Quinta

Ano Bíblico: Ed 4–6 


 

Deus é nossa força


Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; [...] todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente” (Hc 3:17-19).

6. O que há de bom na atitude do profeta em Habacuque 3:17-19? Como podemos cultivar tal atitude? Compare com Fp 4:11

As palavras finais do livro de Habacuque (Hc 3:16-19) trazem a resposta do profeta à revelação do poder e da bondade de Deus. Um novo olhar sobre os atos salvadores de Deus despertou a coragem de Habacuque, enquanto ele esperava o ataque do inimigo. O medo agitou seu íntimo enquanto ele esperava que o juízo divino caísse sobre sua nação. A invasão poderia resultar na devastação das figueiras e oliveiras, tão valorizadas na Palestina, juntamente com as videiras, cereais e o gado, igualmente necessários. Mas a fé firme do profeta permanecia intocada, porque ele tinha uma visão do Senhor vivo.

Com base em suas experiências passadas, Habacuque conhecia a fidelidade absoluta de Deus. Foi por isso que ele se submeteu aos propósitos de Deus naquela ocasião (Hc 3:16-19). Apesar de todas as circunstâncias desfavoráveis, o profeta estava determinado a colocar sua confiança no Senhor e na Sua bondade, não importando se sua situação parecesse desesperadora.
Habacuque esperava com firme confiança, mesmo que não houvesse sinais imediatos de salvação. Ele foi um profeta que, por meio do diálogo, insultos e hino de louvor, tem instruído os fiéis ao longo dos séculos a desenvolver uma fé mais profunda e viva no Redentor. Por seu exemplo, ele incentiva o piedoso cristão a dialogar com Deus, a colocar à prova sua fidelidade a Ele em tempos difíceis, a desenvolver esperança no Senhor e a louvá-Lo.

Habacuque encerrou seu livro com uma atitude de fé expressa de modo muito bonito: Independentemente de como a vida pudesse se tornar difícil, seria possível encontrar alegria e força em Deus. A mensagem essencial de seu livro aponta para a necessidade de esperar pacientemente a salvação divina em um período de opressão, mesmo que pareça não ter fim. “Esperar no Senhor” é o tema que domina o livro de Habacuque. Esse tema teria relevância especial para nós, adventistas do sétimo dia que, como nosso nome diz, temos fé na segunda vinda de Jesus?




Sexta

Ano Bíblico: Ed 7–10 



Estudo adicional


Há uma resposta à pergunta de Habacuque, não em termos de pensamento, mas de eventos. A resposta de Deus acontecerá, mas não pode ser expressa em palavras. A resposta certamente virá. ‘Ainda que demore, espere-a’ (Hc 2:3, NVI). É verdade, é difícil suportar o tempo. O justo fica horrorizado com o que vê. Para isso, a grande resposta é dada: ‘O justo viverá pela sua fé’ (Hc 2:4). Mais uma vez, é uma resposta não em termos de pensamento, mas de existência. A fé profética é confiança nAquele em cuja presença a tranquilidade é uma forma de entendimento” (Abraham J. Heschel, The Prophets [Os Profetas], p. 143).

“A firme palavra da profecia encontrará seu final cumprimento no glorioso advento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. O tempo de espera pode parecer longo, o coração pode ser oprimido por circunstâncias desanimadoras, muitos daqueles em quem confiamos podem cair ao longo do caminho; mas, a exemplo do profeta que procurou encorajar Judá em tempo de apostasia sem precedente, confiantemente declaremos: ‘O Senhor está no Seu santo templo; cale-se diante dEle toda a Terra’” (Hc 2:20, RC; Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 387, 388).

Como os comentários acima nos ajudam a compreender melhor as mensagens de Habacuque?
Perguntas para reflexão

1. Resuma o diálogo de Habacuque com Deus. Qual foi sua queixa básica? Como ele reagiu às respostas divinas?

2. Será que, aos olhos de Deus, perguntas honestas e até dúvidas são atitude religiosa mais aceitável do que a mera crença superficial?

3. Os adventistas do sétimo dia de gerações passadas acreditavam que Cristo voltaria em seu tempo e que eles veriam o cumprimento final de todas essas promessas maravilhosas. Como podemos aprender a manter a fé enquanto aguardamos a vinda de Jesus em nossa geração?

Respostas sugestivas: 1. Habacuque perguntou a Deus até quando a violência e a injustiça, causadas pelo povo de Deus e pelos seus inimigos, dominariam a terra. Até quando Deus toleraria a opressão? 2. A esperança trazida pela visão sobre a restauração que ocorrerá no tempo do fim. Os justos viverão pela fé, esperando o cumprimento dessa visão. 3. Paulo afirmou que o evangelho revela a justiça divina de fé em fé, de acordo com Habacuque, que ninguém será justificado pela lei diante de Deus e que os justos não retrocedem no caminho da fé. Por isso agradam ao Senhor. 4. Pela fé podemos ter certeza do futuro, ver o invisível e entender que Deus é o Criador; Abel, Enoque, Noé, Abraão e Sara aceitaram o chamado de Deus, seguiram o caminho da fé e justiça e enfrentaram dificuldades. 5. Entoando um cântico, no qual expressou sua angústia, orou a Deus suplicando ajuda, descreveu a atuação de Deus como Guerreiro e louvou ao Senhor por Sua atuação contra os inimigos de Seu povo e pela salvação de Seus fiéis. 6. Diante da crise do momento, o profeta demonstrou confiança e alegria por causa da obra de Deus em favor de Seus servos e da Sua salvação. Habacuque aprendeu e decidiu estar contente em toda e qualquer circunstância.

sábado, 27 de abril de 2013

Esboço da Escola Sabatina #05 Busque ao Senhor e Viva! (Amós) 2ºTri/2013...

Lição 05 - Busque o Senhor e viva! (Amós)

Busque ao Senhor e Viva! - 2º Trimestre/2013

Comentário - Lição 5 - Busque o Senhor e viva


Comentários

Busque ao Senhor e Viva!




Lição 5 - Busque o Senhor e viva! (Amós)

27 de abril a 4 de maio 




 

Luiz Gustavo S. Assis é formado em teologia pelo Unasp Campus 2 e atualmente exerce a função de pastor distrital no bairro Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre, RS.


 

Ampliação





No comentário anterior, abordamos o ambiente histórico do profeta Amós bem como seus dois principais assuntos (justiça social e julgamento), principalmente entre os capítulos 1 e 4. Sendo assim, o comentário desta semana tem como foco os capítulos finais (5–9) e uma abordagem mais prática, em vez de histórica e teológica. A seguir, você poderá ler alguns dos tópicos discutidos nesta semana e suas implicações para a prática do cristianismo:

1. “Buscai o bem e não o mal” (Am 5:14): Essa frase é parte do lamento do profeta pelo povo de Israel. No verso 15, a mesma ideia é repetida e de maneira mais enfática: “aborrecei o mal, e amai o bem”. Isso foi um desafio para os leitores/ouvintes de Amós e, com certeza, também é para nós. O mal, de maneira muito estranha, se tornou interessante para nossa geração. A violência e a perversão sexual são aplaudidas em Hollywood. Sites para relacionamento extraconjugal existem aos milhares. Tornou-se natural expor-se de maneira inadequada na internet, entre outras formas de comportamento. Como viver o apelo divino de buscar o bem? Acredito que dois passos sejam fundamentais nessa caminhada:

a. Reconhecer e detestar a própria pecaminosidade (nos atos, pensamentos e motivos), e decidir seguir o divino mandamento de total liberdade moral, integridade, e pureza. (cf. Sl 51:3-6; 1Co 6:18-20; Mt 5:28; Jo 8:32-36).

As palavras do profeta Ezequiel, se referindo a esse assunto, são claras: “Então vos lembrareis dos vossos maus caminhos, e dos vossos feitos, que não foram bons; e tereis nojo em vós mesmos das vossas iniquidades e das vossas abominações.” (Ez. 36:31, RC). Somente consegue aborrecer o mal quem já experimentou o vazio que o pecado provoca no coração daquele que o pratica.

b. Consagrar e entregar a vontade (poder de escolha) para Deus a cada dia; aceitar Seu divino “transplante de coração”, habitar continuamente nEle e confiar em Seu poder protetor (cf. Sl 51:10; Pv 3:5-6; Rm 6:11-14; Jo 15:5; 1Pe 1:5; Gl 2:20; Ef 4:22-24).

“E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” (Ez 36:26, 27, RC). Esse é um dos textos mais revolucionários da Bíblia. Leia novamente com atenção a parte destacada. É o próprio Deus, através do Seu Espírito, que nos leva à obediência! Seremos capazes de amar o bem somente se experimentarmos isso diariamente. Deveríamos seguir estritamente esse conselho de Ellen White:

“Consagrem-se a Deus pela manhã; façam disso sua primeira tarefa. Seja a sua oração: "Toma-me, Senhor, para ser Teu inteiramente. Aos Teus pés deponho todos os meus projetos. Usa-me hoje em Teu serviço. Permanece comigo, e permite que toda a minha obra se faça em Ti" (Ellen White, Caminho a Cristo, p. 70).

2. Rituais vazios: Além da vida particular dos israelitas, Deus também estava preocupado com o ritualismo vazio. Acredito que seja impossível separar essas duas realidades, vida espiritual particular e  congregacional. A grande verdade é que, se eu não adoro a Deus particularmente, dificilmente serei capaz de adorá-Lo em família. E se eu não O adoro em família, dificilmente minha família e eu seremos capazes de adorá-Lo de maneira coletiva. Era exatamente isso que se via nos dias de Amós. Imagine Deus dizendo para a igreja que você frequenta: “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer” (Am 5:21). Ou então: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras” (vs. 23). Uma simples reunião religiosa não garante a aprovação divina. O coração deve estar em sintonia com as palavras e com a mensagem.

Se o fundamento da adoração congregacional é a vida devocional, quem sabe seja útil para você, como professor da Escola Sabatina, compartilhar sua própria experiência de comunhão com Deus e apresentar meios que ajudem seus alunos. A seguir, menciono algumas sugestões dadas pelo teólogo adventista Jon Paulien em seu livro Deus no mundo real (CPB, 2008). Procuro sempre aplicá-las à minha vida devocional:

a. Oração pessoal: Esse é o primeiro aspecto da experiência religiosa que tende a perder espaço na vida de um cristão. Podemos passar a semana inteira sem orar e ainda assim conseguirmos aparentar um bom cristianismo, de maneira externa, evidentemente. Torne isso uma prioridade. Como mencionamos no segundo comentário da lição de Oseias, encontre alguém que o(a) auxilie nessa tarefa. Esse alguém deve ser mais experiente na caminhada espiritual do que você. Lembre-se de que uma vida de oração não é o mesmo que viver em um monastério. Você pode orar enquanto está dirigindo ou dentro do ônibus para o trabalho. O importante é sempre elevar o pensamento a Deus e expor-Lhe os verdadeiros sentimentos do coração. Será que estamos ocupados demais para orar?
No entanto, o ideal é dedicar um tempo especial para orar antes de sair para as atividades do dia. Isso nos motivará a manter a atitude de comunhão com Deus ao longo dia.

b. Cultive leituras espirituais interessantes: Sem uma vida de oração, o interesse por leituras espirituais tende a diminuir. Se isso não acontecer, a leitura bíblica se tornará incisiva, polêmica e irrelevante. Como desenvolver o hábito de leitura da Bíblia? Você pode acompanhar o movimento mundial da Igreja Adventista chamado “Reavivados por Sua Palavra”, a leitura de um capítulo por dia. Dou aqui dois conselhos: 1) não torne esse momento uma leitura teológica. Certa ocasião, tentei entender todos os tipos de sacrifícios de Levítico na minha leitura devocional. Não passou do primeiro dia! 2) Por causa disso, no começo, leia os trechos mais fáceis da Bíblia: Evangelhos, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Gênesis. Em seguida, leia o Novo Testamento inteiro. Depois, leia todo o Antigo Testamento. Ao ler Ezequiel, ou as longas porções sobre sacríficios nos livros de Levítico e Números, você poderá ter dificuldade de entender. Nesse caso, busque ajuda de pastores, anciãos e de outras literaturas teológicas. Poderá também pensar que esses trechos da Bíblia tratam apenas de informações técnicas e irrelevantes. Mas lembre-se de que toda a Bíblia é a Palavra de Deus. Somos desafiados a ler toda a Bíblia, buscando compreender sua mensagem, com a ajuda do Espírito Santo. Para isso, é preciso orar antes de ler a Bíblia, tendo respeito e devoção diante da Palavra do nosso amoroso Criador. Lembre-se: se você não adora a Deus de maneira particular, não será capaz de adorá-Lo em família.

c. Culto familiar: Culto familiar não é o culto sabático. Isso deve nos alertar sobre o perigo da demora nesse momento, especialmente para aqueles que têm filhos. Nosso culto familiar tem uma duração máxima de 20 minutos. Lemos um capítulo da Bíblia (Provérbios, Salmos, cartas de João, Colossenses, etc.) e alguns parágrafos de um livro de Ellen White (Parábolas de JesusMente, Caráter e PersonalidadeO Desejado de Todas as Nações”, etc.) e terminamos com uma oração. Lembro-me de uma família, mãe e filho, com quem convivi por quase dois meses em Tocantins. Eles não possuíam o conhecimento que eu estava adquirindo na Faculdade de Teologia, nem conheciam a gramática grega e hebraica que estavam bem claras na minha mente. No entanto, lembro-me de acordar ao som de hinos que ambos cantavam e de leituras de textos bíblicos. Por fim, não é o tanto que você sabe sobre Deus ou sobre a Bíblia que conta, mas como você vive essas verdades. Se não sabemos adorar em família, nossa adoração congregacional correrá sério risco de se tornar como a dos israelitas: vazia!

3. O Silêncio de Deus: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a Terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do Senhor, e não a acharão” (Am 8:11, 12). Gostaria de olhar esse texto por outro ângulo. Vivemos numa geração marcada pela agilidade nas informações. Basta um clique para se descobrir informações que antigamente estavam apenas em obras de uma biblioteca universitária. No entanto, todo esse avanço trouxe séries consequências. Recentemente, tive acesso à obra “A Geração Superficial: O que a Internet Está Fazendo com o Nosso Cerébro”, de Nicholas Carr (Agir, 2012). Por meio de pesquisas recentes, o autor demonstra, entre outras coisas, como nossa capacidade de se concentrar está sendo minada graças à web; como o universo de informações diante dos nossos olhos está nos tornando cada vez mais superficiais em nossa compreensão de assuntos. Mais do que isso, como somos bombardeados por informações minuto a minuto, nosso cerébro acaba tendo dificuldade de selecionar o que é relevante e o que não é. Pior ainda, ele acaba pendendo para aquilo que é irrelevante.

Diante disso, faço duas perguntas para mim mesmo: 1) será que sentimos necessidade de buscar conhecer a vontade de Deus através da Sua Palavra?; 2) será que nosso ritmo desenfreado pode nos proporcionar a atenção necessária para entender aquilo que Deus deixou registrado em Seu livro?

Certa vez, alguém disse que um benefício do comunismo na antiga União Soviética e na China foi deixar vazios os corações dos moradores dessas nações. Por causa disso, o cristianismo cresce assustadoramente nessa parte do mundo. De maneira paralela, quando a Bíblia se torna um simples objeto, também nos tornamos vazios e corremos o risco, como Saul, de procurar respostas em locais extremamente perigosos (cf. 1 Sm 28).

Futuro glorioso: Os versos finais do livro de Amós trazem consigo a esperança de um futuro glorioso. O conhecimento de Deus seria espalhado entre os povos da Terra, não apenas no território de Israel. Foi assim que a igreja primitiva viu o cumprimento dessas palavras de Amós (cf. At 15:15-18). Durante essa semana mais de 17 milhões de adventistas espalhados ao redor do mundo estão estudando as profecias de Amós. Que melhor ilustração do que esta para demonstrar como o conhecimento de Deus não ficou limitado às fronteiras do espaço e do tempo de Israel no 8º século a.C.? Isso deve nos confortar com o pensamento de que os esforços missionários de muitas igrejas podem aparentar um fracasso, mas a Palavra de Deus age como uma bigorna, esmagando vícios, filosofias e abrindo corações para a mensagem do evangelho.

Meditação - O Bom Samaritano - 27/04/13


O Bom Samaritano – Parte 1

Sábado, 27 de abril




E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-O e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Lucas 10:25 (ver versos 30-37)

Com a respiração suspensa, o grande público esperou a resposta de Jesus. [...] Cristo, porém, o verdadeiro examinador do coração, entendeu as intenções e os propósitos de Seus inimigos. Devolveu a questão ao doutor da lei que havia feito a pergunta, dizendo: “Que está escrito na lei? Como lês?” (Lc 10:26). [...] O doutor da lei respondeu: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo” (v. 27). [...]

O doutor da lei havia feito uma pergunta clara e categórica, e a resposta foi igualmente clara e categórica. [...] Em Sua resposta à pergunta “Que está escrito na Lei?”, Jesus passou por alto toda a multidão de preceitos cerimoniais e rituais. A estes não deu importância, mas apresentou os dois grandes princípios de que dependem toda a lei e os profetas, e, elogiando a sabedoria do homem, disse: “Faze isso e viverás” (v. 28). [...]

A fim de responder à pergunta “Quem é o meu próximo?” (v. 29), Jesus apresentou a parábola do bom samaritano. Sabia que os judeus incluíam apenas os de sua nação sob o título de “próximo”, e desprezavam os gentios, chamando-os de cães, incircuncisos, impuros e contaminados. Acima de todos os outros, menosprezavam os samaritanos. [...] No entanto, Jesus disse: “Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto” (v. 30). [...]

Estando ainda caído o sofredor, aproximou-se um sacerdote. Este, porém, mal olhou para o homem ferido, e, por não querer se dar ao trabalho e assumir a despesa de ajudá-lo, passou para o outro lado. Apareceu em seguida o levita. Curioso de saber o que havia acontecido, deteve-se e contemplou a vítima, mas não apresentou qualquer sentimento de compaixão que o despertasse a ajudar o homem prestes a morrer. Preferiu eximir-se do trabalho e, julgando não ser de sua responsabilidade, também passou de largo. Ambos estavam no ofício sagrado, e alegavam conhecer e explicar as Escrituras. Educados na escola do fanatismo social, haviam-se tornado egoístas, limitados e exclusivistas, e não sentiam qualquer compaixão por alguém, a menos que pertencesse aos judeus. Ao olhar para o homem ferido, não podiam dizer se pertencia à sua nação. Pensaram que talvez fosse samaritano e se afastaram (Signs of the Times, 16 de julho de 1894).

Meditação da Mulher - Planos Melhores - 27/04/13


Planos melhores

Sábado, 27 de abril




“Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” Jeremias 29:11

No último ano da universidade, enquanto me preparava para obter meu diploma em administração, decidi que queria ser professora e pesquisadora. Tão logo terminei a faculdade, planejei fazer mestrado. Apenas uma instituição, onde eu morava, oferecia o mestrado em administração. Havia sido realizado apenas um processo de seleção desde que o curso fora aberto, e isso ocorrera enquanto eu ainda concluía o curso universitário. Mesmo assim, liguei para a instituição e deixei meu nome para o grupo da pré-seleção da turma seguinte do mestrado.

A seleção para a turma do mestrado não ocorreu durante o ano, e questionei a Deus. Hoje imagino que Deus tenha olhado para baixo, com Sua sabedoria, e sorrido ao ver Sua filha tão impaciente e incrédula.

Não encontrei outras alternativas para o programa de mestrado. Eu queria deixar esse problema com Deus, mas não conseguia. Meus amigos sugeriam que eu precisava colocar o plano nas mãos de Deus. Entregá-lo a Deus significava dizer: “Senhor, quero obter o título de mestrado. Queres isso para mim?”

Demorou um pouco para que eu fizesse essa oração, mas me cansei de lutar sozinha. Quando, finalmente, entreguei meus planos a Deus, a paz chegou. Decidi estudar inglês, já que isso era algo que eu também desejava fazer, e essa matéria me ajudaria no programa de mestrado.

Um dia, enquanto navegava na internet, encontrei um programa de mestrado na Universidade Federal. A inscrição estava aberta para o título em psicologia, de modo que telefonei para a universidade acerca da inscrição, já que minha formação universitária não era na área da psicologia. Para minha surpresa, eu estava qualificada a me inscrever.

Após obter as informações necessárias, fiz a inscrição. Estudei para o exame, passei no teste de inglês e no teste para a área específica. Depois da entrevista, fui aceita e também recebi uma bolsa de estudos, de modo que poderia dedicar-me em tempo integral à especialização!

Mais tarde, descobri que o mestrado na outra escola, na qual eu quisera estudar, estava enfrentando dificuldades para ser reconhecido junto ao Ministério da Educação. Se tivesse feito lá o mestrado, teria desperdiçado tempo e dinheiro. Em lugar disso, eu estudava numa escola oficialmente reconhecida – e tinha bolsa de estudos! Deus me deu muito mais do que eu havia esperado.

Iani Dias Lauer-Leite