quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Meditação Matinal - Janeiro 2013




Meditação Matinal

Terça 1º de janeiro


O Velho e o Novo Ano



Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. 2 Coríntios 13:5

O novo ano já se apresentou; antes, porém, de saudarmos sua chegada, nós nos detemos para perguntar: Qual foi a história do ano que, com seu fardo de recordações, passou agora para a eternidade? [...] Deus não permita que nesta hora importante fiquemos tão absorvidos em outras questões que não dediquemos tempo a uma séria, sincera e criteriosa introspecção! Sejam as coisas menos importantes relegadas a segundo plano, e demos agora prioridade àquilo que diz respeito aos nossos interesses eternos. [...]

Nenhum de nós pode, em sua própria força, representar o caráter de Cristo; mas, se Jesus vive no coração, o espírito que nEle habita se revelará em nós; será suprida toda a nossa deficiência. Quem procurará, no começo deste novo ano, obter nova e genuína experiência nas coisas de Deus? Corrijam os seus desacertos à medida que for possível. Confessem os seus erros e pecados uns aos outros. Seja removida toda amargura, ira e malícia; que a paciência, a longanimidade, a bondade e o amor tornem-se uma parte de seu ser; então, tudo o que é puro, amável e de boa fama se desenvolverá em sua experiência. [...]

Devemos, individualmente, cultivar a graça de Cristo, ser mansos e humildes de coração, e firmes, resolutos e constantes na verdade, pois só assim poderemos crescer em santidade e ser habilitados para a herança dos santos na luz. Comecemos o ano com a total renúncia do próprio eu; oremos por claro discernimento, [...] para que em todas as ocasiões e em todos os lugares sejamos testemunhas de Cristo.

Nosso tempo e talentos pertencem a Deus e devem ser usados para a Sua honra e glória. Deve ser nosso determinado e anelante esforço permitir que a luz brilhe através de nossa vida e caráter a fim de iluminar o caminho para o Céu, para que outras pessoas sejam atraídas do caminho largo para o caminho estreito da santidade. [...].

Necessita-se de homens competentes na igreja, trabalhadores bem-sucedidos na vinha do Senhor, homens e mulheres que trabalhem para que a igreja seja transformada à imagem de Cristo, em vez de se conformar aos costumes e práticas do mundo. Temos tudo a ganhar ou perder. Que estejamos ao lado de Cristo – o lado vitorioso; trabalhando fielmente para o Céu (Signs of the Times, 4 de janeiro de 1883).

2 de janeiro Quarta

Vigiem e Orem

O fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações. 1 Pedro 4:7

Nosso Redentor compreendia perfeitamente as necessidades dos homens. Ele, que consentiu em tomar sobre Si a natureza do homem, bem conhecia a fraqueza humana. Cristo viveu como exemplo nosso. Foi tentado em todos os pontos como o somos nós, para que socorresse a todos os tentados. [...]

Cristo tomou sobre Si as nossas enfermidades e, possuindo a fraqueza humana, precisou buscar forças do Pai. Muitas vezes era encontrado em fervorosa oração, no bosque, à margem do lago e nas montanhas. Ordenou-nos que vigiássemos e orássemos. É a negligência da vigilância e do exame profundo do coração que leva à presunção e ao orgulho espiritual. Sem que tenhamos uma profunda intuição de nossa necessidade de auxílio de Deus, haverá pouca oração fervorosa e sincera em busca de socorro divino. [...]

O incessante vigiar é de grande auxílio à oração. [...] Aquele cuja mente gosta de se demorar em Deus possui defesa forte. Será ligeiro em perceber os perigos que ameaçam sua vida espiritual, e uma intuição de perigo o levará a invocar o auxílio e a proteção de Deus.

Tempos há em que a vida cristã parece cercada de perigos, e difícil se afigura o cumprimento do dever. As nuvens, porém, que se formam em nosso caminho e os perigos que nos cercam jamais desaparecerão diante de um espírito hesitante, incrédulo e que negligencia a oração. Em momentos assim, diz o incrédulo: “Nunca poderemos transpor esses obstáculos; esperemos até que sejam removidos e vejamos claramente o caminho.” A fé, no entanto, insiste corajosamente em um avanço, esperando tudo, em tudo crendo. [...]

Por todos os que possuem o temor do Senhor, bem pode ser feita diariamente a oração para que Ele lhes preserve o coração de maus desejos e lhes fortaleça a vida para que resista à tentação. [...]

A Palavra de Deus nos exorta, dizendo que devemos ser achados “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança” (Ef 6:18); e outra vez, “sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1Pe 4:7). Eis aí a salvaguarda do cristão, sua proteção em meio aos perigos que circundam seu caminho (Review and Herald, 11 de outubro de 1881).

Quinta 3 de janeiro


Entendimento Para Todos


A revelação das Tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples. Salmo 119:130

A Palavra de Deus apresenta o mais poderoso meio de educação, bem como a mais valiosa fonte de conhecimento ao alcance do homem.

O entendimento se adapta às dimensões dos assuntos com os quais lida. Caso se ocupe unicamente com questões triviais, comuns, sem nunca ser solicitado a diligente esforço para compreender grandes e eternas verdades, torna-se enfraquecido e atrofiado. Daí o valor das Escrituras como meio de cultura intelectual. [...] Seu estudo profundo, com espírito reverente e disposto a aprender, expandirá e fortalecerá a mente como nenhum outro estudo é capaz de fazer. Elas conduzem diretamente à contemplação das mais elevadas, enobrecedoras e estupendas verdades apresentadas ao coração do ser humano. Dirigem-nos o pensamento ao infinito Autor de todas as coisas.

Vemos revelado o caráter do Eterno, e ouvimos-Lhe a voz ao comunicar-­Se com patriarcas e profetas. Vemos explicados os mistérios de Sua providência, os grandes problemas que têm prendido a atenção de toda pessoa que pensa, mas que, sem o auxílio da revelação, em vão o intelecto humano busca compreender. Elas nos abrem ao entendimento um simples, mas notável sistema de teologia, apresentando verdades que uma criança pode apreender, mas que são, no entanto, de tão vasto alcance que confundem as capacidades da mente mais desenvolvida. [...]

Nosso Salvador não passa por alto o saber nem despreza a educação; escolheu, no entanto, iletrados pescadores para a obra do evangelho, por não haverem eles sido instruídos nos falsos costumes e tradições do mundo. Eram homens dotados de boas aptidões naturais, e de um espírito humilde e receptivo ao ensino; homens a quem poderia educar para Sua grande obra. [...]

Os eruditos doutores da lei, sacerdotes e escribas desdenharam da oportunidade de ser ensinados por Cristo. Desejavam ensiná-Lo, e frequentemente faziam a tentativa, apenas para serem derrotados pela sabedoria que lhes expunha a ignorância e repreendia a insensatez. Por causa de seu orgulho e preconceito, eles não aceitavam as palavras de Cristo, no entanto, surpreendiam-se com a sabedoria com que Ele falava. [...] Mas as palavras e atos do humilde Mestre, registradas pelos iletrados companheiros de Sua vida diária, têm exercido vivo poder sobre o coração de homens e mulheres, desde aqueles dias até o presente (Review and Herald, 25 de setembro de 1883).

4 de janeiro Sexta


Fervorosa Oração


Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. Tiago 5:16

Jesus é nosso Salvador hoje. Ele está intercedendo por nós no lugar santíssimo do santuário celestial, e perdoará nossos pecados. Faz toda a diferença no mundo para nós espiritualmente se nos apoiamos em Deus, sem nenhuma dúvida, como sobre um firme fundamento, ou se procuramos encontrar alguma justiça em nós mesmos antes de ir ter com Ele. [...]

O Senhor nos ama, tem paciência conosco, mesmo quando somos ingratos para com Ele, suscetíveis a nos esquecer de Suas misericórdias, perversamente incrédulos. [...] Façamos uma mudança completa. Cultivemos a preciosa planta do amor e do prazer de ajudar uns aos outros. [...]

Há na Palavra de Deus ricas promessas para nós. O plano da salvação é amplo. Não é restrita, limitada a providência que foi tomada em nosso favor. Não somos obrigados a confiar na evidência que tivemos um ano ou um mês atrás, mas podemos hoje ter a certeza de que Jesus vive e está fazendo intercessão por nós. [...]

Se quisermos saciar a sede de outros, devemos beber da Fonte que nunca seca. É nosso privilégio nos aproximarmos da Fonte de nossa força, nos apoiarmos no braço de Deus. Se quisermos ter vida espiritual e energia, devemos comungar com Deus. Podemos revelar-Lhe nossos reais desejos. Nossas fervorosas petições demonstrarão que percebemos nossas necessidades e que estamos dispostos a fazer o que pudermos, a fim de respondermos nossas próprias orações. Devemos obedecer ao comando de Paulo: “Levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (Ef 5:14).

Martinho Lutero foi um homem de oração. Ele trabalhou e orou como se deve fazer. [...] Reforçava suas orações clamando as promessas de Deus e, através do auxílio divino, foi capacitado a abalar o abrangente poder de Roma, fazendo com que os alicerces da igreja tremessem em todas as nações.

O Espírito de Deus coopera com o trabalhador humilde que permanece em Cristo e comunga com Ele. Orem [...] em ocasiões de desânimo, nada digam aos outros; cerrem toda a escuridão dentro de si, não espalhem sombra no caminho do próximo, mas contem tudo a Jesus. Supliquem humildade, sabedoria, coragem e mais fé, para que possam ver luz na luz de Deus e rejubilar no Seu amor. Creiam apenas, e certamente verão a salvação de Deus (Review and Herald, 22 de abril de 1884).

Sábado 5 de janeiro


A Importância da Oração


Resolveu Daniel, firmemente, não se contaminar com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia. Daniel 1:8

A oração não é compreendida como devia ser. Nossa oração não deve ter o objetivo de informar a Deus de qualquer coisa que Ele não saiba.

O Senhor conhece os segredos de cada pessoa. Nossas súplicas não necessitam ser longas e em voz alta. Deus lê os pensamentos ocultos. Podemos orar em segredo, e Aquele que vê secretamente ouvirá, recompensando-nos publicamente. [...]

A oração não tem o objetivo de operar qualquer mudança em Deus; ela nos põe em harmonia com Ele. Não ocupa o lugar do dever. [...] A oração não paga nossas dívidas para com o Senhor. Os servos de Cristo devem recorrer a Deus como fez Daniel nas cortes de Babilônia. Daniel reconhecia o valor da oração, seu propósito, seu objetivo; e as orações que ele e seus três companheiros ofereceram a Deus, após serem escolhidos pelo rei para as cortes de Babilônia, foram atendidas.

Havia outra classe de cativos na Babilônia. O Senhor permitiu que estes fossem arrancados de seus lares e carregados para uma terra de idólatras, pois eles mesmos caíam constantemente em idolatria. O Senhor permitiu que eles desfrutassem tudo o que desejavam das práticas idólatras de Babilônia. [...]

Segundo a sabedoria do mundo considerava a questão, Daniel e seus três companheiros tiveram a seu favor todas as vantagens. Mas aqui devia apresentar-se sua primeira prova. Seus princípios colidiam com os regulamentos e disposições do rei. [...]

Daniel e seus três companheiros não assumiram a postura de que, porque sua comida e bebida foram indicadas pelo rei, tinham como obrigação partilhar dela. Eles oraram a respeito do assunto e estudaram as Escrituras. Obtiveram uma educação de tal caráter que sentiram, mesmo em seu cativeiro, que dependiam de Deus. [...] Daniel e seus companheiros tinham a aparência que todo jovem deve ter. Eles eram corteses, bondosos, respeitosos, possuindo a graça da mansidão e modéstia. [...]

Quando nos achamos circundados de influências capazes de nos desviar de Deus, nossas petições de auxílio devem ser incansáveis. A menos que assim seja, não seremos jamais bem-sucedidos em vencer o orgulho e o poder da tentação quanto a pecaminosas condescendências que nos separam do Salvador (Youth’s Instructor, 18 de agosto de 1898).

6 de janeiro Domingo


Lições da Oração de Elias


Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos. Tiago 5:17, 18

Importantes lições nos são apresentadas na vida de Elias. Quando, no monte Carmelo, orou por chuva, sua fé foi provada; porém, ele perseverou em expor a Deus sua petição. Seis vezes orou ele fervorosamente e, no entanto, não houve indício de que sua súplica fosse atendida, mas com fé vigorosa insistiu em seu rogo perante o trono da graça. Se ele tivesse, na sexta vez, desistido em desânimo, sua súplica não teria sido atendida. [...] Temos um Deus cujo ouvido não está fechado às nossas petições; e se Lhe provarmos a palavra, Ele honrará a nossa fé. Ele quer que todos os nossos interesses se entrelacem com os Seus, e então nos pode com segurança abençoar; porque assim não tomaremos glória para nós mesmos quando a bênção nos é dada, mas renderemos a Deus todo o louvor.

Deus não nos ouve sempre as orações da primeira vez que a Ele clamamos, pois se assim fizesse, julgaríamos ter direito a todas as bênçãos e favores que nos concede. Em vez de examinar nosso coração para ver se abrigávamos qualquer mal, se consentíamos com qualquer pecado, podíamos tornar-nos descuidosos, e deixar de compreender nossa dependência dEle e necessidade de Seu auxílio.

Elias se humilhou até chegar a uma condição em que não poderia tomar a glória para si. Essa é a condição sob a qual o Senhor ouve a oração, pois assim Lhe daremos o louvor. [...]

Devemos crer na Palavra de Deus quer tenhamos qualquer manifestação de sentimento ou não. Costumava pedir a Deus por um enlevo de sentimentos, mas agora não faço mais isso. [...] Assim como Elias, apresento a minha petição diante do trono da graça e, quando o Senhor vê que percebo minha incapacidade e fraqueza, a bênção vem. […]

Confiei a guarda do meu ser a Deus, ao fiel Criador, e sei que Ele guardará aquilo que lhe confiei até aquele dia. [...]

Louvemos a Deus de coração, mente e voz. Se alguém perdeu a fé, busque a Deus hoje. O Senhor prometeu que se O buscarmos de todo coração, nós O acharemos (Review and Herald, 9 de junho de 1891).

Segunda 7 de janeiro


A Oração Modelo


Senhor, ensina-nos a orar. Lucas 11:1

O Redentor do mundo frequentemente Se retirava para orar sozinho. Em certa ocasião, Seus discípulos não estavam tão distantes que não pudessem ouvir Suas palavras. Ficaram profundamente impressionados com a oração do Mestre, pois estava repleta de poder vital que atingiu o coração deles. Ela era muito diferente das orações que eles mesmos proferiam, e diferente de qualquer oração que eles já tinham ouvido de lábios humanos. Ao unir-Se Jesus a eles novamente, disseram-Lhe: “Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos.” [...]

Orar ao Pai celestial é algo muito significativo. Apresentamo-nos para depositar aos Seus pés nosso tributo imperfeito de ação de graças em reconhecimento de Seu amor e misericórdia, dos quais somos completamente não merecedores. Vamos a Ele para tornar conhecidos nossos desejos, para confessar nossos pecados e clamar Suas promessas. [...]

Jesus nos ensinou uma oração em que cada expressão é carregada de significado a ser estudado e trazido para a vida prática. [...] É uma oração que expressa os temas essenciais a serem apresentados ao Pai celestial. [...]

Na oração do Pai Nosso, a firmeza, a força e a sinceridade estão associadas à humildade e à reverência. É uma expressão do caráter divino de seu Autor. [...]

Orações congregacionais extensas são enfadonhas aos ouvintes e não preparam o coração para o sermão que se seguirá. A oração de Cristo apresenta um contraste marcante com tais orações extensas e suas muitas repetições. Os fariseus pensavam que seriam ouvidos por seu falatório, assim, faziam orações extensas, enfadonhas e incessantes. [...]

A oração modelo de Cristo apresenta um evidente contraste com as orações dos pagãos. Em todas as falsas religiões, as cerimônias e os ritos substituíram a devoção genuína e a piedade prática. [...]

Cristo reprovou as orações presunçosas dos escribas e fariseus. [...] Orações dessa ordem, proferidas a fim de serem ouvidas por pessoas, não atraem a bênção de Deus. […] A humildade, porém, é sempre reconhecida por Aquele que disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Review and Herald, 28 de maio de 1895).

8 de janeiro Terça


Oração Prevalecente


Em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. Filipenses 4:6

Deus colocou sobre nós o dever de orar. As riquezas do Universo Lhe pertencem. Todos os tesouros temporais e espirituais estão sob Seu comando e de sua abundante plenitude Ele pode suprir cada necessidade. DEle recebemos o fôlego; toda bênção temporal que desfrutamos é dom de Deus. Dependemos dEle não apenas para receber as bênçãos temporais, mas para receber graça e força a fim de nos guardar de cair sob o poder da tentação. Diariamente precisamos do Pão da Vida para receber força e vigor espirituais, assim como precisamos do alimento para nos suprir de força física e dar-nos músculos rígidos. Estamos cercados de fraquezas e enfermidades, dúvidas e tentações, mas podemos buscar a Jesus em nossa necessidade e Ele não nos deixará sair vazios. Devemos nos habituar a buscar a orientação divina por meio da oração; devemos aprender a confiar nAquele de onde provém nossa ajuda. [...]

Devemos ter uma percepção profunda e sincera de nossas necessidades. Devemos sentir nossa fraqueza e nossa dependência de Deus e buscá-Lo com a alma contrita e o coração quebrantado. Nossas petições devem ser oferecidas em perfeita submissão; cada desejo deve ser colocado em harmonia com a vontade de Deus, e a vontade dEle deve ser realizada em nós. [...]

Se andarmos na luz como Cristo está na luz, podemos nos achegar ao trono da graça com santa ousadia. Podemos clamar as promessas de Deus com fé viva e apresentar com insistência nossos pedidos. Apesar de sermos fracos, falhos e indignos, “o Espírito [...] nos assiste em nossa fraqueza”. [...] Ao apresentarmos nossa petição pela primeira vez, não devemos abandoná-­la, mas dizer, assim como Jacó depois de lutar a noite inteira com o anjo: “Não Te deixarei ir se me não abençoares”, e, como ele, prevaleceremos. [...]

É somente vigiando em oração e pelo exercício de viva fé que o cristão pode preservar sua integridade em meio às tentações que Satanás lança sobre ele. [...] Fale ao seu coração constantemente na linguagem da fé: “Jesus disse que me receberia, e creio em Sua palavra. Eu O louvarei; glorificarei o nome dEle.” Satanás estará perto, ao seu lado, insinuando que você não sente qualquer alegria. Responda-lhe: [...] Tenho tudo para estar alegre, pois sou filho de Deus. Confio em Jesus (Signs of the Times, 15 de maio de 1884).

Quarta 9 de janeiro


Arraigados em Cristo


O justo florescerá como a palmeira. Salmo 92:12
Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido. Salmo 1:3

Essas passagens descrevem o estado feliz daquele cujo coração está arraigado e alicerçado em Cristo. Mas há sempre perigo de ficar satisfeito com uma obra superficial; há sempre o risco de que as pessoas não se ancorem em Deus, mas se contentem em flutuar daqui para ali, objetos das tentações de Satanás.

Está você começando a enxergar os defeitos de seu caráter? Não se sinta desamparado e desanimado. Olhe para Jesus, que conhece cada uma de suas fraquezas e Se compadece de cada uma de suas debilidades. [...] Não devemos considerar um infortúnio confessar e abandonar nossos pecados. O infortúnio recai sobre aqueles que conhecem seus pecados, mas continuam a praticá-los e afligem o querido Salvador por causa de seus caminhos tortuosos. Devemos valorizar muito mais o conhecimento de nossos erros do que o feliz enlevo de sentimentos, pois essa é uma evidência de que o Espírito de Deus está trabalhando conosco e de que os anjos estão ao nosso redor. [...]

Em verdadeira contrição podemos nos lançar ao pé da cruz, e ali depor nosso fardo. Pratique o arrependimento para com Deus por ter transgredido Sua lei e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo para perdoar suas transgressões e reconciliá-lo com o Pai. Creia no que Deus diz; guarde Suas promessas no coração. [...]

Veja o cansado viajante arrastando-se através da areia quente do deserto, sem nenhum abrigo a protegê-lo dos raios do sol tropical. Seu suprimento de água acaba e ele nada mais tem com que mitigar a sede ardente. A língua fica inchada; ele cambaleia como um bêbado. Visões do lar e dos amigos surgem em sua mente e ele se vê pronto a perecer no terrível deserto. De repente, os que estão à frente emitem um grito de alegria. Subitamente, ele percebe, à distância, erguendo-se da seca expansão arenosa, uma palmeira, verde e vigorosa. [...]

Como a palmeira, extraindo nutrição das fontes de água viva, é verde e florescente em meio ao deserto, assim pode o cristão colher fartas provisões de graça da fonte do amor de Deus, e pode guiar vidas cansadas, cheias de desassossego e prontas a perecer no deserto do pecado, àquelas águas de que elas podem beber e receber vida (Signs of the Times, 26 de junho de 1884).

10 de janeiro Quinta


Notáveis Exemplos de Oração


Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. João 15:7

A oração é o meio de obter bênçãos que de outra forma não seriam obtidas. Os patriarcas foram homens de oração e Deus fez grandes coisas por intermédio deles. Ao sair Jacó da casa de seus pais para uma terra estranha, orou em humilde contrição e, durante a noite, o Senhor lhe respondeu por meio de uma visão. Ele viu uma escada, brilhante e resplendente, cuja base se apoiava na terra e o topo atingia o mais alto Céu. [...] Mais tarde, ao retornar para a casa de seu pai, Jacó lutou com o Filho de Deus a noite inteira, até o alvorecer, e prevaleceu. Foi-lhe declarado: “Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gn 32:28).

José orou, e foi preservado do pecado em meio de influências projetadas para afastá-lo de Deus. Quando tentado a abandonar o caminho da pureza e da retidão, afastou ele a tentação com as palavras: “Como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus?” (Gn 39:9).

Moisés, que muito orava, era conhecido como sendo o homem mais paciente sobre a face da Terra. Por causa de sua mansidão e humildade, foi honrado por Deus e desempenhou fielmente as elevadas, nobres e sagradas responsabilidades a ele confiadas. Enquanto guiava os filhos de Israel através do deserto, repetidamente pareceu que devessem ser exterminados em consequência de sua murmuração e rebelião. Mas Moisés foi à Fonte verdadeira de fortaleza, e apresentou o caso ao Senhor. [...]

Daniel foi homem de oração, e Deus lhe concedeu sabedoria e firmeza para resistir a toda influência que conspirava para atraí-lo à armadilha da intemperança. Mesmo na juventude, foi um gigante moral na fortaleza do Onipotente. [...]

Na prisão em Filipos, enquanto sofria dos cruéis açoites que havia recebido, com os pés presos ao cepo, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus; e anjos foram enviados do Céu para libertá-los. A terra tremeu ao passo desses mensageiros celestiais e abriram-se as portas da prisão, pondo em liberdade os presos. [...] Devemos nos desprender constantemente da Terra e apegar-nos ao Céu (Signs of the Times, 14 de agosto de 1884).

Sexta 11 de janeiro


Dois Tipos de Oração


E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Mateus 6:7

Há duas espécies de oração: a oração formal e a de fé. A repetição de frases feitas e rotineiras, quando o coração necessita de Deus, é oração formal. [...] Devemos ser extremamente cuidadosos em todas as nossas orações para proferirmos os desejos do coração e dizer somente o que pretendemos. Todas as palavras de retórica de que dispomos não equivalem a um único desejo santo. As orações mais eloquentes não passarão de repetições vãs, se não expressarem os verdadeiros sentimentos do coração. Mas a oração que parte de um coração sincero, quando são expressos os desejos simples do coração, tal como pediríamos um favor a um amigo terrestre, esperando ser atendidos – essa é a oração da fé. O publicano que foi ao templo para orar é um bom exemplo do crente sincero e devoto. Sentiu-se pecador e sua grande necessidade o levou a proferir o desejo veemente: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador.” [...]

Para comungar com Deus, devemos ter alguma coisa para Lhe dizer a respeito da nossa vida. A lista longa e negra de nossos delitos está diante dos olhos do Ser infinito. O registro é completo; nenhuma de nossas ofensas é esquecida. Aquele, porém, que ouviu os clamores de Seus servos na antiguidade ouvirá a oração da fé, e perdoará nossas transgressões. Ele o prometeu e cumprirá Sua palavra. [...]

Depois de havermos feito nossas preces, devemos tanto quanto possível atendê-las nós mesmos e não esperar que Deus faça por nós aquilo que podemos nós mesmos fazer. [...] O auxílio divino tem que ser combinado com esforço, aspiração e energia humanos. [...] Não podemos ser sustentados pelas orações de outras pessoas quando nós mesmos negligenciamos a oração, pois Deus não fez tal provisão para nós. Nem mesmo o poder divino pode levar para o Céu alguém que não esteja disposto a empregar esforços em seu próprio favor. [...]

Assim, passo a passo, subimos a escada brilhante que conduz à cidade de Deus. Oh, quantas vezes nos encontraremos desanimados e choraremos aos pés de Jesus por causa de nossas faltas e defeitos! [...] Entretanto, não esmoreçamos os esforços. Cada um de nós pode ganhar o Céu se nos esforçamos verdadeiramente, fazendo a vontade de Jesus e crescendo à Sua imagem. O fracasso momentâneo deve nos levar a apoiar-nos mais fortemente em Cristo. Devemos seguir em frente com coragem, disposição firme e determinação inabalável (Signs of the Times, 14 de agosto de 1884).

12 de janeiro Sábado

Religião Prática


A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. Tiago 1:27

A religião da Bíblia não é uma roupa que podemos pôr e tirar a nosso gosto. Ela é uma influência envolvente, que nos leva a ser pacientes, abnegados seguidores de Cristo, fazendo como Ele fez, andando como Ele andou. [...] Essa religião nos ensina a mostrar paciência e tolerância quando somos postos em lugares em que recebemos tratamento rude e injusto. [...]

Mas se a Palavra de Deus é um princípio permanente em nossa vida, tudo que tivermos de fazer, cada palavra, cada ato mesmo que trivial, revelará que somos sujeitos a Jesus Cristo, que até nossos pensamentos foram levados cativos a Ele. Se a Palavra de Deus é recebida no coração, esvaziará a disposição de autossuficiência e presunção. Nossa vida será um poder para o bem, porque o Espírito Santo nos encherá a mente com as coisas de Deus. A religião de Cristo será praticada por nós, pois nossa vontade está em perfeita conformidade com a vontade de Deus. [...]

“Examinais as Escrituras” (Jo 5:39). Nenhum outro livro suscitará pensamentos tão puros, elevados, enobrecedores; em nenhum outro livro se pode obter uma experiência religiosa profunda. Ao dedicar tempo para o exame de consciência, para a oração humilde e para o estudo diligente da Palavra de Deus, o Espírito Santo Se aproxima para aplicar a verdade ao coração. [...]

A Bíblia, e somente a Bíblia, deve ser a regra de nossa fé. Ela é uma folha da árvore da vida, e ao comê-la, ao recebê-la em nossa mente, tornamo-nos fortes para fazer a vontade de Deus. [...]

Se não recebermos a religião de Cristo, nutrindo-nos da Palavra de Deus, não teremos direito à entrada na cidade de Deus. Havendo vivido de alimento terreno, tendo educado nossos gostos a amarem as coisas mundanas, [...] não conseguiríamos apreciar a corrente pura, celestial que ali circula. [...]

Jesus diz: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5). Vivendo em Cristo, seguindo a Ele, por Ele sustentados e dEle tirando a nutrição, dareis frutos segundo a semelhança dEle. Vivemos e nos movemos nEle; somos um com Ele, e um com o Pai. O nome de Cristo é glorificado no crente filho de Deus. Isso é religião bíblica.

Domingo 13 de janeiro


Conformados com a Palavra


Em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Mateus 15:9

Aquele que deseja conhecer a verdade não tem nada a temer quanto à investigação da Palavra de Deus. No entanto, desde o início da investigação, o pesquisador deve lançar fora todo o preconceito, deixar de lado toda opinião preconcebida e estar atento para ouvir a voz de Deus por meio de Seus mensageiros. Opiniões cultivadas, costumes e hábitos há muito tempo praticados devem ser submetidos ao teste das Escrituras; e se a Palavra de Deus se opuser às suas visões, para o seu próprio bem, não distorça as Escrituras, como muitos fazem para a própria perdição a fim de fazer parecer que a Palavra de Deus apoia seus erros. Que sua indagação seja: O que é a verdade? E não: O que até agora creio ser a verdade? Não interprete as Escrituras à luz de suas antigas crenças e não insista para que doutrinas de seres humanos finitos sejam a verdade. Que sua indagação seja: O que dizem as Escrituras? [...]

Tome a decisão de que as teorias de sua vida passada devem mudar se não estiverem em harmonia com as doutrinas bíblicas. Você é chamado a empregar esforço diligente a fim de descobrir o que é a verdade. Não devemos pensar que essa seja uma exigência severa demais, pois o homem é chamado a trabalhar arduamente pelas bênçãos temporais e terrenas. Não devemos esperar encontrar o tesouro celestial a menos que estejamos dispostos a cavar as minas da verdade e exercitar todos os poderes de nossa mente e coração para compreendê-las. [...]

Cuidado para não ler a Palavra de Deus à luz de ensinos errôneos. Foi por esse exato motivo que os judeus caíram em erro fatal. Eles declararam que não existia qualquer interpretação das Escrituras diferente das que foram dadas pelos rabis nos anos passados. À medida que eles multiplicavam as tradições e as regras, revestindo-as de santidade, a Palavra de Deus se tornou de nenhum efeito. Se Jesus Cristo, a Palavra de Deus, não tivesse vindo ao mundo, o ser humano teria perdido todo o conhecimento do Deus verdadeiro. [...]

É o plano deliberado de Satanás perverter as Escrituras e levar os seres humanos a dar um falso sentido às palavras de Deus. [...] Todas as profissões de fé, todas as doutrinas e credos, por mais sagrados que tenham sido considerados, devem ser rejeitados se estiverem em contradição com as claras instruções da Palavra de Deus (Review and Herald, 25 de março de 1902).

14 de janeiro Segunda


Deus Ouve as Orações


Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os Seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. Salmo 34:15

Quando Jesus viveu na Terra e caminhou como homem entre os filhos dos homens, Ele orou, e como foram fervorosas Suas orações! Muitas vezes, Ele passava a noite inteira no chão frio e úmido em súplica agonizante! No entanto, era o amado e imaculado Filho de Deus. Se Jesus sentiu a necessidade de comungar com o Pai e manifestou tamanha dedicação em buscá-Lo, quanto mais devemos nós, que fomos chamados por Ele para ser herdeiros da salvação, sujeitos às impetuosas tentações do astuto inimigo e dependentes da graça divina para obter força para vencer, colocar todo o nosso coração em atividade para lutar com Deus. [...]

Satanás está sempre pronto para insinuar que a oração não passa de mera forma e não nos traz benefício algum. Ele não suporta as súplicas dirigidas ao seu poderoso rival. Ao som da fervorosa oração, as hostes das trevas tremem. Temendo que seu cativo possa escapar, elas formam um muro ao seu redor para que a luz do Céu não lhe possa alcançar a mente. Mas, se em sua agonia e desamparo, o pecador olha para Jesus, roga pelos méritos de Seu sangue, o compassivo Redentor ouve a perseverante e sincera oração da fé e envia em seu resgate um reforço de anjos que excedem em poder. Assim que esses anjos todo-poderosos, revestidos com a armadura celestial vêm em auxílio do crente desfalecido e afligido, os anjos das trevas se afastam, cientes de que a batalha está perdida e que mais uma pessoa escapou do poder de sua influência. [...]

Se esperam salvação, precisam orar. Dediquem tempo. Não sejam apressados nem descuidosos em suas orações. Roguem a ­Deus que em vocês efetue completa reforma; que os frutos do Seu Espírito habitem em vocês, e que, por sua vida piedosa, brilhem como luzes no mundo. [...]

Tomem tempo para orar, e quando estiverem orando, creiam que Deus os ouve. Misturem suas orações com fé. Pela fé tomem posse da bênção, e ela será sua. [...]

Todo pedido apresentado a Deus com fé e com coração sincero será atendido. Tal oração nunca será proferida em vão; entretanto, dizer que a oração sempre será respondida do jeito que desejamos é presunção. Deus é sábio demais para errar e extremamente bom para deixar de conceder o melhor aos que andam em retidão (Signs of the Times, 18 de novembro de 1886).

Terça 15 de janeiro


Orem Sem Cessar


Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito. Efésios 6:18

Nem sempre estamos em condições de entrar em nossos aposentos para buscar a Deus em oração, mas não há tempo nem lugares impróprios para apresentar uma petição a Deus. [...] Na rua, em meio à multidão, em uma reunião de negócios, podemos elevar uma prece a Deus pedindo orientação divina, assim como fez Neemias ao apresentar sua solicitação perante o rei Artaxerxes. Um ambiente adequado à comunhão pode ser encontrado onde quer que estejamos. [...] Podemos viver no ar puro do Céu. Poderemos fechar a porta para a imaginação impura e os pensamentos não santificados se levarmos nosso coração à presença de Deus por meio da oração sincera. Aqueles cujo coração estiver aberto para receber o apoio e a bênção de Deus andarão em uma atmosfera mais santa do que a da Terra e manterão comunhão constante com o Céu. [...] O coração deve almejar constantemente a presença e a graça de Jesus para que a mente receba a iluminação divina e a sabedoria celestial.

Necessitamos ter uma visão mais clara de Jesus e uma compreensão mais ampla do valor das realidades eternas. A beleza da santidade deve encher o coração dos filhos de Deus. Para conseguir isso, devemos buscar as divinas revelações das coisas celestiais. [...]

Devemos nos manter tão perto de Deus que, em cada provação inesperada, nossos pensamentos se voltem para Ele tão naturalmente quanto a flor se volta para o sol. O girassol se mantém virado para a direção do sol. Se é desviado da luz, ele gira o próprio caule até levantar as pétalas em direção aos luminosos raios solares. Assim, também, todos os que entregaram o coração a Deus devem se virar para o Sol da Justiça e com profundo desejo buscar receber os brilhantes raios de glória que emanam da face de Cristo. [...]

O Senhor não tem obrigação de nos conceder favores, no entanto, Ele prometeu que, se cumprirmos as condições determinadas nas Escrituras, Ele cumprirá a parte dEle no contrato. As pessoas muitas vezes fazem promessas, mas não as cumprem. Em geral, descobrimos que, ao depositar nossa confiança em seres humanos, apoiamo-nos em juncos quebrados; mas o Senhor nunca desapontará aquele que nEle crê (Signs of the Times, 16 de dezembro de 1889).

16 de janeiro Quarta


O Poder da Oração


Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em Ti. Isaías 26:3

Orar ao Grande Médico pela cura do ser traz a bênção de Deus. A oração nos une uns aos outros e a Deus. A oração traz Jesus ao nosso lado e concede nova força e graça à pessoa esmorecida e a perecer. Por meio da oração, os enfermos têm sido incentivados a acreditar que Deus olhará com compaixão para eles. Um raio de luz penetra o coração em desespero e se torna um cheiro de vida para a vida. As orações “venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo” – saberemos o que isso significa quando ouvirmos o relato de mártires que morreram por sua fé – “puseram em fuga os exércitos dos estranhos” (Hb 11:33, 34).

Ouviremos a respeito dessas vitórias quando o Capitão da nossa salvação, o glorioso Rei do Céu, abrir os registros diante daqueles sobre os quais João escreveu: “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14). [...]

Cristo, nosso Salvador, foi tentado em todos os pontos como nós o somos, contudo, Ele era sem pecado. Assumiu a natureza humana, tornando-Se em semelhança de homens, e Suas necessidades eram as necessidades de um homem. [...]

A oração precedia e santificava todo ato de Seu ministério. Ele manteve comunhão com Seu Pai até o fim de Sua vida, e quando foi pendurado na cruz, saiu de Seus lábios o doloroso brado: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (Mc 15:34). Então, em uma voz que alcançou até os confins da Terra, exclamou: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito!” (Lc 23:46). Os períodos noturnos de oração que o Salvador passava na montanha ou no deserto eram necessários para prepará-Lo para as provas que Ele deveria enfrentar nos dias seguintes. [...]

Todas as coisas são possíveis ao que crê. Ninguém que vá ao Senhor com sinceridade de coração ficará desapontado. Como é maravilhoso que possamos orar eficazmente, e que mortais indignos e falhos possuam o poder de apresentar a Deus os seus pedidos! [...] Pronunciamos palavras que alcançam o trono do Rei do Universo (Review and Herald, 30 de outubro de 1900).

Quinta 17 de janeiro


A Voz de Deus


Porventura, não nos ardia o coração, quando Ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras? Lucas 24:32

Depois da morte de Cristo, dois discípulos que estavam indo de Jerusalém para Emaús conversavam sobre os acontecimentos dramáticos da crucifixão. O próprio Cristo Se aproximou, não sendo reconhecido pelos aflitos viajantes. Sua fé havia morrido com seu Senhor e seus olhos, cegados pela incredulidade, não reconheceram o Salvador ressuscitado. Jesus, caminhando ao lado deles, desejava Se revelar, mas Se dirigiu a eles apenas como companheiro de viagem, dizendo: “Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes?” (Lc 24:17). Espantados, perguntaram-Lhe se era peregrino em Jerusalém e não tinha ouvido que um profeta, poderoso em obras e palavras, havia sido crucificado. “Nós esperávamos que fosse Ele o que remisse Israel” (Lc 24:21), eles disseram, tristemente.

“Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram”, Jesus disse; “não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na Sua glória? E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dEle se achava em todas as Escrituras” (Lc 24:26, 27).

Os discípulos haviam perdido de vista as preciosas promessas relacionadas às profecias da morte de Cristo; mas, quando estas lhes foram trazidas à lembrança, sua fé foi reavivada e, depois que Cristo Se revelou, eles exclamaram: “Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?” (Lc 24:32).

Se examinássemos as Escrituras, nosso coração arderia dentro de nós à medida que as verdades nelas reveladas fossem abertas à nossa compreensão. Nossas esperanças seriam reavivadas ao reivindicarmos as preciosas promessas espalhadas como pérolas nos Escritos Sagrados. Ao estudarmos a história dos patriarcas e profetas, homens que amavam e temiam a Deus, que andavam com Ele, nossa vida se ilumina com o mesmo espírito que os animava. [...]

É feita a pergunta: Qual é a causa da escassez de devoção existente na igreja? A resposta é: Permitimos que nossa mente se afaste da Palavra. [...] A palavra do Deus vivente não é apenas escrita, é também falada. A Bíblia é a voz de Deus nos falando, tão certo quanto se a pudéssemos ouvir literalmente. Se compreendêssemos isso, com quanta reverência e santo temor abriríamos a Palavra de Deus, e com quanta sinceridade pesquisaríamos seus preceitos! (Review and Herald, 31 de março de 1903).

18 de janeiro Sexta


A Bíblia e o Intelecto


Eis que tenho suspirado pelos Teus preceitos; vivifica-me por Tua justiça. Salmo 119:40

“Divinamente inspirada”, capaz de nos fazer sábios “para a salvação”, tornando o “homem de Deus [...] perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2Tm 3:15-17), a Bíblia tem o mais elevado direito à nossa reverente atenção. O estudo superficial da Palavra de Deus não pode satisfazer os reclamos que ela tem para conosco nem nos proporcionar o benefício prometido. [...] Ler certo número de capítulos diariamente ou decorar determinado trecho sem dar cuidadosa atenção ao sentido do texto sagrado, é de pouco proveito. [...]

Estudar uma passagem até que seu significado se torne claro à mente e sua relação com o plano da salvação fique evidente é de mais valor que a leitura de muitos capítulos sem qualquer propósito definido em vista e sem uma instrução clara obtida. Não conseguiremos sabedoria sem fervorosa atenção e estudo acompanhado de oração. Alguns trechos da Escritura são, efetivamente, tão claros que não podem ser mal compreendidas; mas há outras cujo sentido não está tão claro, de modo que possa ser entendido em um estudo rápido. [...]

Não há nada melhor para dar vigor à mente e fortalecer o intelecto do que o estudo da Palavra de Deus. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, os homens teriam uma amplidão mental, uma nobreza de caráter, e uma estabilidade de propósitos que raramente se veem nestes tempos. [...]

Dentre todos os livros que têm inundado o mundo, por mais valiosos que sejam, a Bíblia é o Livro dos livros e merece o mais profundo estudo e atenção. Apresenta não só a história da criação deste mundo, mas também uma descrição do mundo por vir. Contém instruções acerca das maravilhas do Universo e revela à nossa compreensão o Autor dos céus e da Terra. [...]

Por meio do estudo da Bíblia mantemos um intercâmbio com patriarcas e profetas. A verdade é expressa em linguagem elevada, que exerce fascinante poder sobre a mente; o pensamento é elevado das coisas terrenas para a contemplação da glória da futura vida imortal. Que sabedoria humana pode equiparar-se à grandeza da revelação divina? (Signs of the Times, 30 de janeiro de 1893).

19 de janeiro Sábado


Estudo Pessoal


Faze-me atinar com o caminho dos Teus preceitos, e meditarei nas Tuas maravilhas. Salmo 119:27

A Bíblia não é exaltada ao seu devido lugar entre os livros do mundo, embora seu estudo seja de infinita importância para a vida humana. Ao examinar as páginas da Palavra de Deus, passamos através de cenas majestosas e eternas. Contemplamos Jesus, o Filho de Deus, vindo ao nosso mundo, e empenhando-Se no misterioso conflito que derrotou os poderes das trevas. Quão maravilhoso, quase inacreditável é que o infinito Deus consentisse na humilhação de Seu Filho unigênito, para que pudéssemos ser elevados a um lugar com Ele no Seu trono! Que todos os estudantes meditem nesse grande pensamento. Não sairão desse estudo sem se sentir elevados, purificados e enobrecidos. [...]

Por todo o campo da revelação se acham disseminadas as alegres fontes da verdade, paz e alegria celestes. Elas se encontram ao alcance de todo aquele que busca. As palavras da inspiração, ponderadas no coração, serão como correntes a fluir do rio da vida. [...] E sempre que estudamos a Bíblia com um coração suplicante, o Espírito Santo está perto para nos abrir o sentido das palavras que lemos. [...]

A revelação da Palavra de Deus é sempre acompanhada de notável abertura e fortalecimento das capacidades humanas; pois a revelação das Suas palavras esclarece. [...]

Se as colunas de nossa fé não suportarem a prova da pesquisa, já é tempo de o sabermos. Não devemos ficar apegados às nossas ideias, e pensar que ninguém deve interferir em nossas opiniões. Que tudo seja levado à Bíblia, pois é a única regra de fé e doutrina.

Devemos estudar a verdade individualmente. Não se deve esperar que qualquer pessoa pense por nós. Não importa quem seja, ou em que posição esteja colocado, não devemos esperar que alguém seja critério para nós. Devemos nos aconselhar e estar sujeitos um ao outro, mas, ao mesmo tempo, devemos exercer a habilidade que Deus nos deu para aprender o que é verdade.

Cada um de nós deve buscar a Deus para obter a iluminação divina. Devemos desenvolver, individualmente, um caráter que suporte a prova no dia de Deus (Signs of the Times, 6 de fevereiro de 1893).

20 de janeiro Domingo


Jesus Revela o Pai


Manifestei o Teu nome aos homens que Me deste do mundo. João 17:6

Se os pobres e iletrados não são capazes de entender a Bíblia, então a missão de Cristo em nosso mundo foi inútil, pois Ele disse: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” (Lc 4:18). A ordem para examinar as Escrituras, Cristo deu não só aos fariseus e escribas, mas à grande multidão de pessoas comuns que se aglomerava em volta deles.

Se a Bíblia não é para ser compreendida por toda classe de pessoas, sejam elas ricas ou pobres, qual seria a necessidade da ordem do Salvador para examinar as Escrituras? Que proveito haveria em examinar aquilo que nunca poderia ser entendido? [...]

É dever de toda pessoa inteligente examinar as Escrituras. Cada um deve conhecer por si mesmo as condições sobre as quais é proporcionada a salvação. [...]

Os fariseus e os mestres religiosos representavam tão falsamente o caráter de Deus que foi necessário que Cristo viesse ao mundo para representar o Pai. Por meio da sutileza de Satanás, os homens foram levados a lançar sobre Deus os satânicos atributos; o Salvador, porém, removeu a densa escuridão que Satanás lançou diante do trono de Deus para interceptar os brilhantes raios da misericórdia e do amor que chegam do Senhor até nós. [...]

Cristo tomou sobre Si a humanidade para que a luz e o esplendor do divino amor não extinguissem o ser humano. Quando Moisés suplicou: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória” (Êx 33:18), foi colocado na fenda da rocha, e o Senhor passou diante dele. Quando Filipe pediu a Cristo para lhe mostrar o Pai, Ele disse: “Quem Me vê a Mim vê o Pai” (Jo 14:9). [...]

Em linguagem simples o Salvador ensinou ao mundo que a ternura, a compaixão e o amor que Ele manifestou para com o ser humano eram os próprios atributos de Seu Pai no Céu. Qualquer doutrina de graça por Ele apresentada, qualquer promessa de alegria, qualquer ato de amor, qualquer atração divina demonstrada por Ele tinham sua fonte no Pai de todos nós. Na pessoa de Cristo, contemplamos o eterno Deus empenhado em uma empresa de misericórdia sem limites para com o homem caído (Signs of the Times, 20 de agosto de 1894).

Segunda 21 de janeiro


O Dever do Mordomo


O que contribui, [faça-o] com liberalidade. Romanos 12:8

A liberalidade é um dever que de modo algum pode ser negligenciado. [...] É com o objetivo de cultivar em nós um Espírito de bondade que o Senhor pede nossos donativos e ofertas. Ele não depende dos homens para obter recursos para manter Sua casa. Ele declara, por intermédio do profeta: “Pois são Meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas” (Sl 50:10). [...]

Deus poderia ter feito dos anjos os embaixadores de Sua verdade; poderia tornar conhecida Sua vontade, assim como do Sinai proclamara a lei, com Sua própria voz; mas escolheu empregar homens e mulheres para fazer esse trabalho. E é somente quando cumprimos o propósito divino em nossa criação que a vida pode ser uma bênção para nós. Todas as riquezas confiadas ao homem se mostrarão ser apenas uma maldição, a menos que ele as empregue para ajudar em suas necessidades diárias, socorrer os necessitados ao seu redor e glorificar a Deus fazendo avançar Sua causa na Terra.

A Majestade do Céu entregou Seu alto comando, a glória que partilhava com o Pai e até mesmo Sua própria vida para nos salvar. E agora, o que faremos por Ele? Deus proíbe que Seus professos filhos vivam para si mesmos! [...] O primeiro e o melhor de tudo por direito Lhe pertencem. […] É nesta vida que Ele requer que todos os nossos talentos sejam postos a render. [...]

Não devemos considerar o dízimo como o limite da nossa liberalidade. Dos judeus era requerido que trouxessem a Deus numerosas ofertas juntamente com o dízimo; e não deveremos nós, que desfrutamos das bênçãos do evangelho, fazer o mesmo para sustentar a causa de Deus, como fizeram os que viveram na passada e menos favorecida dispensação? Como a obra para este tempo está se expandindo na Terra, os pedidos de ajuda têm aumentado constantemente. [...]

Apenas quando desejarmos que o Pai infinito deixe de nos conceder Suas bênçãos devemos nós impacientemente exclamar: Não há fim para o doar?! Não devemos apenas devolver fielmente a Deus nossos dízimos, que Ele reivindica como Seus, mas também devemos trazer à Sua tesouraria um tributo como oferta de gratidão. Com coração alegre, levemos ao nosso Criador as primícias de toda a Sua liberalidade – as nossas posses de alta qualidade, nosso melhor e mais santo serviço (Review and Herald,
9 de fevereiro de 1886).

22 de janeiro Terça


Tesouros no Céu


Ajuntai para vós outros tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:20, 21

Que comerei, que beberei e com que me vestirei? São essas as perguntas que estão ocupando a mente das pessoas enquanto a eternidade é omitida de suas cogitações. Há muitos que não olham para o Senhor Jesus Cristo como a única esperança do mundo. […] Aqueles por quem Ele morreu estão absorvidos em prover a si mesmos de bens materiais que não são necessários. Ao mesmo tempo, negligenciam o preparo do caráter que os habilite a morar nas mansões que Ele adquiriu para eles por preço infinito. [...]

Quando assuntos temporais absorvem a mente e prendem a atenção, toda a energia do ser é utilizada no serviço do homem, e os seres humanos consideram a adoração devida a Deus como algo sem importância. Os interesses religiosos ficam subordinados ao mundo. Mas Jesus, que pagou o resgate pela humanidade, requer que os seres humanos submetam os interesses temporais aos interesses celestiais.
Ele quer que deixem de acumular tesouros terrestres, de gastar dinheiro em coisas supérfluas e de se cercar de todas essas coisas de que eles não precisam. [...]

Se decidirmos ajuntar tesouros no Céu, nosso caráter será moldado à semelhança de Cristo. O mundo verá que nossas esperanças e planos estão relacionados com o avanço da verdade e a salvação de pessoas que perecem. [...]

Ao guardar o tesouro no Céu, nós nos colocamos em viva conexão com Deus, O qual é o dono de todos os tesouros da Terra e supre todas as bênçãos temporais que são essenciais à vida. Cada pessoa pode conseguir a herança eterna. [...] É a mais alta sabedoria viver dessa forma para assegurar a vida eterna. Isso pode ser feito vivendo no mundo não para nós mesmos, mas vivendo para Deus; transferindo os bens para um mundo no qual jamais perecerão. Ao utilizarmos nossos bens para o avanço da causa de Deus, nossas instáveis riquezas são depositadas em um banco que não falha. Todo sacrifício feito com o propósito de abençoar outros, toda posse de recursos para o serviço de Deus acaba se tornando um tesouro depositado no Céu (Review and Herald, 7 de abril de 1896).

23 de janeiro Quarta


Uma Nova Mente


Dar-vos-ei coração novo. Ezequiel 36:26

Na Bíblia, a vontade de Deus está revelada. Através de todos os tempos, esse Livro permanecerá como uma revelação de Jeová. A seres humanos foram confiados os oráculos divinos, para serem o poder de Deus. As verdades da Palavra de Deus não são expressões de mero sentimento, mas os pronunciamentos do Altíssimo. Aquele que faz dessas verdades uma parte de sua vida, torna-se em todos os sentidos uma nova criatura. Não lhe serão concedidos novos poderes mentais, mas serão removidas as trevas que, por causa da ignorância e do pecado, obscureceram o entendimento.

As palavras “um novo coração também Eu vos darei” significam “uma nova mente vos darei”. A mudança do coração é sempre acompanhada por uma clara convicção do dever cristão; uma compreensão da verdade. A clareza de nossa intuição da verdade será proporcional à nossa compreensão da Palavra de Deus. Aquele que der às Escrituras uma atenção cuidadosa, acompanhada de oração, alcançará compreensão clara e são juízo, como se, volvendo-se para Deus, tivesse alcançado um grau mais alto de inteligência.

Considerada e estudada como deve ser, a Palavra de Deus comunicará luz e conhecimento. Sua leitura fortalecerá o intelecto. Pelo contato com as verdades mais puras e mais sublimes, a mente se ampliará e o gosto se refinará.

Dependemos da Bíblia para o conhecimento da história do início do nosso mundo, da criação do ser humano e da queda deste. Retirem a Palavra de Deus e o que podemos esperar, senão ser deixados às fábulas e conjecturas, e àquele enfraquecimento do intelecto que é o resultado certo de acolhermos o erro.

Necessitamos da história autêntica da origem da Terra, da queda de Lúcifer e da introdução do pecado em nosso mundo. Sem a Bíblia, seríamos confundidos pelas falsas teorias.

A mente estaria sujeita à tirania da superstição e da falsidade. [...] Onde quer que estejam, podem os cristãos manter comunhão com Deus. E podem ter prazer no conhecimento da ciência santificada. [...]

Apeguem-se às palavras: “Está escrito.” Expulsem da mente as teorias perigosas, atrevidas que, se acolhidas, manterão a mente em cativeiro, de maneira que a pessoa não se tornará nova criatura em Cristo (Review and Herald, 10 de novembro de 1904).

24 de janeiro Quinta


A Oração Perseverante


Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada. Salmo 119:126

O Senhor virá em breve. Impiedade e rebelião, violência e crime espalham-se por todo o mundo. Os clamores dos que sofrem e dos oprimidos sobem a Deus, pedindo justiça. Em vez de serem abrandados pela paciência e benignidade de Deus, os ímpios se fortalecem em obstinada rebelião. O tempo em que vivemos é de grande depravação. É desprezada a restrição religiosa, e os homens rejeitam a lei de Deus como indigna de atenção. Essa santa Lei é sujeita a um desdém nunca visto.

Um momento de demora nos foi graciosamente concedido por Deus. Todas as capacidades que o Céu nos empresta devem ser usadas para fazer a obra que nos foi designada pelo Senhor, em favor dos que perecem na ignorância. A mensagem de advertência deve soar em todas as partes do mundo. Não deve haver demora. A verdade tem que ser proclamada nos recantos escuros da Terra. Os obstáculos têm que ser enfrentados e transpostos. Uma grande obra deve ser feita, e essa obra é confiada aos que conhecem a verdade para este tempo.

Agora é a ocasião de fazermos uso de nossa força. A oração de Davi deve ser a prece dos pastores e dos membros leigos: “Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada” (Sl 119:126). Chorem os servos “do Senhor, entre o alpendre e o altar”, clamando: “Poupa o Teu povo, ó Senhor, e não entregues a Tua herança ao opróbrio” (Jl 2:17). Deus sempre operou em favor da Sua verdade. Os desígnios dos ímpios, dos inimigos da igreja são sujeitos ao Seu poder e Sua soberana providência. Ele pode tocar o coração de estadistas; a ira dos que odeiam Sua verdade e Seu povo pode ser desviada, assim como as águas de um rio, se assim o ordenar.

A oração move o braço da Onipotência. Aquele que comanda as estrelas na sua órbita nos céus, e cuja palavra controla as águas do grande abismo – o mesmo Criador infinito atuará em favor do Seu povo, se O invocarem com fé. Ele restringirá todas as forças das trevas até que tenha sido dada a advertência ao mundo, e todos os que lhe deem atenção estejam preparados para a vinda dEle (Review and Herald, 14 de dezembro de 1905).

Sexta 25 de janeiro


Nossa Luz


Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para os meus caminhos. Salmo 119:105

Tenho uma decisiva mensagem do Senhor para o povo que professa crer nas verdades para este tempo. [...]

A Bíblia é a voz de Deus ao Seu povo. Ao estudarmos os oráculos vivos, devemos nos lembrar de que Deus, por meio de Sua Palavra, está falando ao Seu povo. Devemos fazer dessa Palavra nosso conselheiro. [...] Se reconhecêssemos a importância de examinar as Escrituras, quanto mais diligentemente as haveríamos de estudar! [...] As Escrituras devem ser lidas e estudadas como uma segura evidência da vontade de Deus para nós.

A Bíblia deve ser estudada com especial interesse, pois contém as informações mais valiosas que seres finitos podem obter e mostram a maneira de nos prepararmos para a vinda do Filho do homem nas nuvens do Céu, levando-nos a abandonar o pecado e nos revestindo das vestes brancas do caráter que nos darão entrada às mansões as quais Cristo disse aos Seus discípulos que estava indo preparar para eles. [...]

Se não recebermos a Palavra de Deus como alimento para nosso ser, perderemos o mais valioso tesouro preparado para homens e mulheres, pois a Palavra é uma mensagem para cada pessoa. [...] Se obedecida, proporciona vida e vigor espiritual. A pura corrente espiritual que entra na vida, por meio de uma viva experiência, traz vida eterna para aquele que a recebe.

A Palavra de Deus é nossa luz. É a mensagem de Cristo à Sua herança, que foi comprada pelo preço do Seu sangue. Foi escrita para ser nosso guia e, se fizermos dessa Palavra nosso conselheiro, jamais andaremos por caminhos estranhos. [...]

A vida espiritual é edificada pelo alimento fornecido à mente; e se comemos do alimento provido pela Palavra de Deus, saúde mental e espiritual será o resultado.

Todos nós estamos decidindo nosso destino eterno, e depende inteiramente de nós ganharmos ou não a vida eterna. Viveremos em conformidade com as lições dadas na Palavra de Deus, o grande livro de Cristo? Ela é o livro mais grandioso e, no entanto, o mais organizado de forma simples e mais facilmente compreendido já preparado para os seres humanos. É o único livro que preparará homens e mulheres para a vida que se mede pela vida de Deus (Review and Herald, 22 de março de 1906).

26 de janeiro Sábado


A Palavra na Forma Humana


Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Mateus 7:29

Envolto nas vestes da humanidade, o Filho de Deus desceu ao nível daqueles que Ele desejava salvar. NEle não havia dolo ou pecaminosidade, iniquidade; Ele era o mais puro e imaculado; no entanto, tomou sobre Si nossa natureza pecaminosa. Revestindo Sua divindade com a humanidade para que pudesse Se comunicar com os seres humanos caídos, Ele veio resgatar para a humanidade o que, pela desobediência, Adão havia perdido para si mesmo e para o mundo. Por meio de Seu próprio caráter, Jesus manifestou ao mundo o caráter de Deus; não procurou agradar a Si mesmo, mas andou fazendo o bem. Toda a história dEle, por mais de trinta anos, foi de pura e desinteressada benevolência.

Podemos nós nos admirar de que as pessoas estivessem maravilhadas com Seus ensinos? “Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt 7:29). A doutrina dos escribas e fariseus era uma contínua repetição de fábulas e tradições infantis. Suas opiniões e cerimoniais repousavam na autoridade das antigas máximas e ditos rabínicos, frívolos e inúteis. Cristo não Se detinha nos comentários fracos e insípidos e nas teorias humanas. Como alguém que possui autoridade superior, Ele Se dirigia aos Seus ouvintes apresentando diante deles os mais importantes assuntos; e Seus apelos comunicavam convicção ao coração. A opinião de todos, expressa por muitos que não conseguiam ficar em silêncio, era: “Jamais alguém falou como este homem” (Jo 7:46).

A Bíblia ensina a completa vontade de Deus para nós. [...] Os ensinos dessa Palavra são exatamente aquilo de que necessitamos em todas as circunstâncias nas quais possamos ser colocados. Ela é a suficiente regra de fé e prática, pois é a voz de Deus falando ao ser humano, dando aos membros da Sua família instruções para guardarem o coração com todo o empenho. Se a Palavra for estudada, não meramente lida, mas estudada, ela nos fornece uma provisão de conhecimento que nos capacita a desenvolver cada dom concedido por Deus. [...]

Todos os que se dirigirem à Palavra de Deus em busca de orientação, com espírito humilde e indagador, decididos a conhecer as condições da salvação, compreenderão o que dizem as Escrituras. [...]

Precisamos humilhar o coração e examinar a Palavra da Vida com sinceridade e reverência, pois só a mente que é humilde e contrita pode ver a luz. [...] O Senhor fala ao coração que se humilha diante dEle (Review and Herald, 22 de agosto de 1907).

Domingo 27 de janeiro


A Importância da Bíblia


Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 
2 Timóteo 2:15

A Bíblia contém um singelo e completo sistema de teologia e filosofia. É o livro que nos torna sábios para a salvação. Ela nos conta como podemos chegar às moradas de perene felicidade. Fala-nos do amor de Deus, segundo é revelado no plano da redenção, transmitindo o conhecimento essencial a todos – o conhecimento de Cristo. Ele é o Enviado de Deus; Ele é o Autor da nossa salvação. Sem a Palavra de Deus não poderíamos ter, porém, o conhecimento de que tal ser como o Senhor Jesus já visitou nosso mundo, nem algum conhecimento de Sua divindade, segundo é indicado por Sua existência anterior junto com o Pai.

A Bíblia não foi escrita só para eruditos; pelo contrário, destinava-se ao povo em geral. As grandes verdades necessárias à nossa salvação são tornadas tão claras como o meio-dia, e ninguém errará e perderá o caminho, exceto os que seguem o próprio critério em lugar da claramente revelada vontade de Deus.

A Palavra de Deus combate todo mau traço de caráter, moldando o homem inteiro, interna e externamente, rebaixando o seu orgulho e presunção e levando-o a introduzir o espírito de Cristo nos menores bem como nos maiores deveres da vida. Ela o ensina a ser inabalável em sua lealdade à justiça e pureza, e, ao mesmo tempo, a ser sempre bondoso e compassivo.

O apreço pela Bíblia aumenta com o seu estudo. Para onde quer que se volver, o estudante achará exposta a infinita sabedoria e o amor de Deus. Para aquele que realmente está convertido, a Palavra de Deus é a alegria e o consolo da vida. O Espírito de Deus lhe fala, e seu coração torna-se como um jardim regado. [...]

Conhecimento algum é tão firme, tão coerente, de tão vasto alcance, como o obtido do estudo da Palavra de Deus. Se não existisse no vasto mundo outro livro, a Palavra de Deus, posta em prática pela graça de Cristo, por si só tornaria perfeito o homem neste mundo, com um caráter habilitado para a vida futura, imortal. Os que estudam a Palavra, tomando-a, pela fé, como a verdade, e assimilando-a no caráter, serão completos nAquele que é tudo em todos. Graças a Deus pelas possibilidades apresentadas aos seres humanos! (Review and Herald, 11 de junho de 1908).

28 de janeiro Segunda


Em Meu Nome


Se Me pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei. João 14:14

Os discípulos não estavam familiarizados com os ilimitados recursos e o poder do Salvador. Disse-lhes Ele: “Até agora nada pedistes em Meu nome” (Jo 16:24). Explicou-lhes que o segredo de seu êxito estaria em pedir forças e graça em Seu nome. Ele estaria diante do Pai para fazer a petição por eles. A prece do humilde suplicante, apresenta-a como Seu próprio desejo em favor daquela pessoa. Toda sincera oração é ouvida no Céu. Talvez não seja expressa fluentemente; mas se nela estiver o coração, ascenderá ao santuário em que Jesus ministra, e Ele a apresentará ao Pai sem uma palavra desalinhada, sem uma dificuldade de enunciação, bela e fragrante com o incenso de Sua própria perfeição. [...]

“Em Meu nome” ordenou Jesus aos discípulos que orassem. No nome de Cristo Seus seguidores devem subsistir diante de Deus. Graças ao valor do sacrifício feito por eles, são estimados aos olhos do Senhor. [...]

O Senhor fica decepcionado quando Seu povo estima a si mesmo como de pouco valor. Deseja que Sua escolhida herança se avalie segundo o preço que Ele lhe deu. Deus a queria, do contrário não enviaria Seu Filho em tão dispendiosa missão de a redimir. Tem para eles uma utilidade, e agrada-­Se muito quando Lhe fazem os maiores pedidos, a fim de que Lhe glorifiquem o nome. Podem esperar grandes coisas, se têm fé em Suas promessas.

Mas orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que havemos de aceitar-Lhe o caráter, manifestar-Lhe o espírito e fazer Suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. “Se Me amardes”, diz, “guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15). Ele salva os seres humanos, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência.

Toda a verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele por tal forma Se identificará com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e mente em tanta conformidade com Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos. A vontade, refinada, santificada, encontrará seu mais elevado deleite em fazer Seu serviço (Review and Herald, 14 de julho de 1910).

Terça 29 de janeiro


O Cuidado de Deus por Você


Todo aquele que o Pai Me dá, esse virá a Mim; e o que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora. João 6:37

O próprio Jesus, quando esteve na Terra, estava em constante oração. A oração precedia e santificava todo ato de Seu ministério. [...]

Encontrava conforto e alegria na comunhão com o Pai. E se nosso Salvador, o Filho de Deus, sentia a necessidade de oração, quanto mais deveriam frágeis e mortais pecadores sentir a necessidade de constante e fervorosa oração. [...]

Não nutra o pensamento de que, por haver cometido falhas, porque sua vida espiritual tem sido obscurecida pelos erros, seu Pai celestial não o ama e não ouve quando você ora. [...] Seu coração cheio de amor se comove com nossas tristezas, até mesmo quando as pronunciamos. [...] Coisa alguma é grande demais para que Ele não possa suportar, pois é Ele quem mantém os mundos e governa o Universo. Nada daquilo que, de alguma forma, diz respeito a nossa paz é pequeno demais para que Ele não note. Não há um só capítulo da nossa existência que seja obscuro demais para que Ele não possa ler, nem dificuldade alguma tão complicada que não possa resolver. Ninguém caiu tão fundo, ninguém é tão vil, que não possa encontrar libertação em Cristo. [...]

Se tivermos o Senhor sempre diante de nós, e deixarmos o coração transbordar em ações de graças e louvores a Ele, teremos frescor contínuo em nossa vida religiosa. Nossas orações terão a forma de uma conversa com Deus, como se falássemos com um amigo. Ele nos falará pessoalmente de Seus mistérios. Frequentemente nos sobrevirá um senso agradável e alegre da presença de Jesus. [...]

Como é maravilhoso que possamos orar eficazmente, e que mortais indignos e falhos possuam o poder de apresentar a Deus seus pedidos! Que poder mais elevado seria possível o ser humano pedir do que este: estar unido ao Deus infinito? O frágil e pecaminoso homem tem o privilégio de falar ao Seu Criador. Pronunciamos palavras que alcançam o trono do Rei do Universo. [...]

O arco-íris ao redor do trono é uma garantia de que Deus é fiel, de que nEle não há mudança nem sombra alguma de variação. [...] Quando a Ele formos confessando nossa indignidade e pecado, Ele Se compromete a atender-nos o clamor. A honra de Seu trono foi-nos dada como penhor do cumprimento de Sua Palavra (Signs of the Times, 18 de junho de 1902).

30 de janeiro Quarta


Dar com Alegria


Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. 2 Coríntios 9:7

Devem todas as nossas ofertas ser dadas com alegria, pois vêm do fundo que o Senhor achou por bem colocar em nossas mãos visando a levar avante Sua obra no mundo, a fim de que a bandeira da verdade possa ser desfraldada nos caminhos e nas adjacências da Terra. Se todos os que professam a verdade dessem ao Senhor o que Lhe pertence em dízimos e dádivas e ofertas, haveria mantimento na casa do Senhor. Não dependeria a causa da beneficência da incerteza de dádivas resultantes de impulso, e que variam segundo os mutáveis sentimentos do homem. Os reclamos de Deus seriam bem acolhidos e Sua causa seria igualmente considerada com direito a uma porção dos fundos confiados às nossas mãos. O Senhor é o nosso divino Credor, e as promessas que nos fez, por meio do profeta Malaquias, são muito claras, evidentes e importantes. Significa muito para nós estar ou não devolvendo a Deus o que Lhe pertence. Ele permite a Seus administradores certa porção para seu próprio uso, e se devolverem a parte que Ele reclama para Si, Ele abençoará divinamente os recursos colocados em suas mãos. [...]

O único plano que o evangelho tem indicado para a manutenção da obra de Deus é o que deixa o sustento de Sua causa à honra de homens e mulheres. [...] Os que recebem Sua graça, que contemplam a cruz do Calvário, não questionarão sobre a proporção em que dar, mas sentirão que a mais rica oferta é muito ínfima, completamente desproporcionada ante a grande dádiva do Filho unigênito do infinito Deus. [...] Pela abnegação, até mesmo o mais pobre achará meios de obter algo que devolver a Deus.

Não devem os ricos julgar que se podem contentar em dar meramente seu dinheiro. [...] Não devem os pais e os filhos considerar-se deles mesmos, e julgar que podem dispor de seu tempo e propriedade como lhes apraz. São a possessão adquirida de Deus, e o Senhor exige o proveito de suas forças físicas, que devem ser empregadas para trazer proventos para o tesouro do Senhor. [...]

Considerará cada pessoa o fato de que o discipulado cristão inclui a abnegação, o sacrifício próprio, até o ponto de depor a própria vida, se necessário for, por amor dAquele que deu Sua vida pela vida do mundo? (Review and Herald, 14 de julho de 1896).

Quinta 31 de janeiro


A Oração da Mensageira


Falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo. Êxodo 33:11

[Oração feita por Ellen White na assembleia da Associação Geral.]

Nosso Pai celestial, nos achegamos a Ti nesta manhã tal qual estamos, necessitados e totalmente dependentes de Ti. Ajuda-nos a ter uma noção clara do que devemos ser e o caráter que devemos desenvolver, a fim de estarmos preparados para nos unir à família celestial na cidade de nosso Deus. [...]

Ó, meu Pai, como podemos proclamar Tua bondade, Tua misericórdia e Teu amor, a menos que os cultivemos em nosso coração e os revelemos em nossas próprias experiências de vida? Tu sabes o quanto tens apresentado esse assunto à Tua serva. [...]

Aqui estão Teus ministros, cuja obra é proclamar a verdade bíblica. Peço-Te que possam eles ter uma clara compreensão das responsabilidades que pesam sobre eles como guardiães e pastores do Teu rebanho. [...] Permita que compreendam sua fraqueza e que a santificação do Espírito lhes seja concedida. [...]

Aqui estão aqueles que têm responsabilidades em nossas instituições. […] Em seu trato, não têm eles dado um bom exemplo ao mundo. Não perceberam que homens os estiveram observando para saber se foram santificados pela verdade.

Oh, perdoa nossas transgressões e perdoa nossos pecados! Mostra-nos onde temos falhado. Permita que Teu Santo Espírito desça sobre nós. O mundo está perecendo no pecado, e Te pedimos que lances a res­pon­sabilidade sobre nós nesta assembleia. [...]

Tu tens apresentado essas coisas diante de mim e somente Tu podes preparar mentes e corações para ouvir a mensagem de que, a menos que aqueles que deixaram seu primeiro amor voltem a reconhecer a obra que necessita ser feita de forma individual em seu coração, Tu virás muito em breve e removerás o castiçal de seu lugar. [...]

Devemos nos reconverter, nos santificar e nos tornar aptos para levar a mensagem do Senhor. [...]

Meu Pai, quebra as barreiras para que sejam feitas confissões de coração para coração, de irmão para irmão. Que o Espírito de Deus possa ser derramado sobre nós e Teu bendito nome receba toda a glória. Amém! (General Conference Bulletin, 2 de abril de 1903).



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